A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável, dando continuidade a dois anos sucessivos de crescimento robusto. A comercialização do insumo no País em janeiro totalizou 5,3 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 8% frente a dezembro de 2025. Por dia útil, a comercialização foi de 223,9 mil toneladas no mês, representando uma evolução de 3,3% comparado ao mesmo mês do ano anterior, apesar do considerável volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste no mês.
20260206_Snic_relatorio_JaneiroABCP lança cursos para qualificar profissionais e fortalecer a competitividade na indústria de artefatos de concreto
A indústria de artefatos de concreto segue em expansão e mantém um papel fundamental na construção civil brasileira. Em um mercado cada vez mais exigente — seja em desempenho, durabilidade ou conformidade com normas — os fabricantes que investem em aprimoramento técnico são justamente os que mais se destacam e ampliam seus negócios.
A profissionalização dos processos, aliada a um controle de qualidade rigoroso, tornou-se um diferencial competitivo capaz de colocar empresas em um patamar superior em eficiência, confiabilidade e inovação.
Para atender essa demanda crescente por qualificação, a ABCP anuncia dois cursos essenciais para quem atua na produção e no controle de qualidade de blocos, pavers e demais artefatos de cimento: “Blocos e Pavers: Produção e Controle de Qualidade” e “Laboratorista de Artefatos de Cimento – Produção e Controle de Qualidade”. Ambos são ministrados pelo engenheiro Idário Fernandes, referência nacional em tecnologia do concreto e otimização produtiva.
As duas formações apresentam conteúdos complementares e aprofundados, desenvolvidos para elevar o padrão do setor e preparar profissionais para lidar com desafios reais do chão de fábrica. Além de oferecer embasamento técnico sólido, as capacitações fortalecem a capacidade das empresas de reduzir perdas, padronizar processos, corrigir falhas, melhorar o desempenho dos artefatos e atender às normas com mais precisão.
Curso Blocos e Pavers: Produção e Controle de Qualidade
Agendado para os dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, o curso é amplamente reconhecido pela indústria por sua abordagem prática e direta, totalmente alinhada às demandas das fábricas de artefatos de concreto. A formação explora todos os fatores que influenciam a qualidade final de blocos e pavers — desde a escolha dos insumos até detalhes sensíveis da produção.
O instrutor apresenta uma visão aprofundada sobre dosagem de traços, ajustes de umidade, comportamento dos agregados, cura, armazenamento, variações de resistência, compactação e acabamento superficial. Durante o curso, os participantes compreendem como pequenos ajustes no processo podem alterar significativamente o desempenho mecânico dos artefatos e sua conformidade com normas como a NBR 6136.
Há também forte ênfase nos métodos de ensaio e no controle de qualidade aplicado à rotina da fábrica, com técnicas práticas para identificar e corrigir patologias comuns, como fissuras, quebras, empenamentos e variações dimensionais.
É uma formação indispensável para fabricantes que querem produzir artefatos mais consistentes, reduzir desperdícios, aumentar a competitividade e conquistar novos mercados com produtos de alto desempenho.
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Curso Laboratorista de Artefatos de Cimento: Produção e Controle de Qualidade
Voltado para profissionais que atuam diretamente no laboratório das fábricas, o curso — programado para os dias 10 e 11 de fevereiro de 2026 — capacita especialistas aptos a controlar insumos, monitorar a produção e assegurar a conformidade dos produtos com as normas técnicas vigentes.
A formação aborda ensaios fundamentais, como permeabilidade, compactação, absorção, aderência da pasta e avaliação visual de defeitos. Também apresenta os principais parâmetros que influenciam o desempenho dos artefatos, como densidade da mistura fresca, curvas de umidade, dosagem, correlação massa/resistência, perdas e resíduos.
Um dos diferenciais do curso é a abordagem do laboratório como centro estratégico da fábrica: um setor capaz de orientar ajustes imediatos no processo, antecipar problemas e evitar prejuízos. O aluno desenvolve competências para interpretar dados com precisão, elaborar relatórios técnicos e atuar como agente direto na melhoria contínua do processo produtivo.
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Capacitação como diferencial competitivo na indústria de artefatos de concreto
De acordo com a coordenação de Cursos da ABCP, essas duas formações reforçam o compromisso da Associação com o desenvolvimento técnico do setor e com a performance das fábricas que buscam se destacar em um mercado competitivo.
“Em um ambiente de concorrência crescente, conhecimento é um dos principais ativos para alcançar qualidade superior, reduzir custos, evitar patologias e ampliar a participação comercial”, afirma.
Para empresas e profissionais que desejam crescer de forma consistente, os cursos representam uma oportunidade de atualização, ganho de produtividade e fortalecimento da credibilidade técnica — fatores que se refletem diretamente no sucesso comercial.
Como se inscrever
Os interessados podem realizar a inscrição diretamente no site oficial de cursos da ABCP:
Ou, se preferirem, podem solicitar informações e reservar a vaga pelo WhatsApp da ABCP: (11) 99540-6028
Panorama do Coprocessamento – Brasil 2025 (Ano base 2024)
O Panorama do Coprocessamento – Brasil 2025 (Ano base 2024), publicado pela ABCP, reflete a abrangência da atividade de coprocessamento no país, a distribuição participativa dos tipos de resíduos coprocessados, a redução do impacto ambiental que essa solução gera e os volumes coprocessados pela indústria do cimento em 2024.
No link abaixo, é possível acessar gratuitamente o conteúdo da publicação:
Veja também as edições 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024 do relatório:
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2024 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2023 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2022 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2021 (arquivo PDF 4,7 Mb)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2020 (arquivo PDF 10 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (arquivo PDF 9 Mb)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2017 (arquivo PDF 6 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (arquivo PDF 21,4 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (arquivo PDF 6,4 Mb)
Panorama do Coprocessamento – Brasil 2025 (Ano base 2024)
Jornada de baixo carbono para blocos de concreto e peças de concreto para pavimentação
Rede More: inovação em habitação sustentável
As mudanças climáticas representam uma das principais ameaças ao ambiente urbano atual. O aumento das temperaturas e os eventos extremos — como secas, enchentes, deslizamentos, apagões de energia e vendavais — afetam toda a sociedade. No entanto, seus impactos são sentidos de maneira mais intensa nas comunidades onde a construção autogerida é a principal alternativa para suprir a demanda por moradia.
Embora representem um volume expressivo das edificações no Brasil, com parte significativa localizada em favelas, essas obras realizadas sem a participação de construtoras ou agentes públicos são pouco estudadas sob a ótica ambiental. Para preencher essa lacuna e investigar essa fronteira esquecida nasceu a Rede More, uma iniciativa inédita que mergulha na realidade dessas habitações para encontrar soluções baseadas em ciência.
O projeto é pioneiro ao mensurar uma variável crucial e até então invisível nesse contexto: o “carbono incorporado”. O conceito refere-se a todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas ao longo do ciclo de vida dos materiais — da extração da matéria-prima e fabricação ao transporte, instalação e descarte. Pela primeira vez, propõe-se calcular essa pegada oculta, revelando o impacto ambiental da forma como grande parte do Brasil constrói e buscando compreender uma cadeia produtiva que opera à margem dos sistemas tradicionais de planejamento.
Para muitos moradores, a casa, que deveria ser um abrigo, acaba se transformando em uma armadilha climática. Durante a primeira fase da pesquisa na comunidade São Remo, em São Paulo, relatos e dados relevaram um quadro preocupante. Os moradores descreveram uma sensação térmica excessiva, especialmente à noite, que prejudica o sono, somada à ventilação insuficiente, falta de iluminação natural e presença constante de umidade e mofo. Sensores instalados nas residências confirmaram essas percepções, registrando altas concentrações de dióxido de carbono (CO₂), o que configura um ambiente interno insalubre e aumenta o risco de doenças respiratórias. Evidencia-se que, embora a autoconstrução resulte do esforço legítimo dos moradores para melhorar sua qualidade de vida, as moradias acabam restritas por limitações de execução, escassez de espaço e uso de materiais de baixa eficiência.
Para decifrar a complexidade da autoconstrução, o projeto More combinou métodos de pesquisa inovadores, contrastando a natureza das moradias com a sofisticação das ferramentas de análise. Os pesquisadores adotaram uma abordagem integrada, que uniu entrevistas aprofundadas ao uso de tecnologia LiDAR — sistema de sensoriamento remoto a laser — para medir distâncias e formas com alta precisão. Esse mapeamento foi essencial para entender como a densidade e o layout dos edifícios contribuem para a falta de luz e ar. A metodologia une tecnologia de ponta, participação comunitária e ciência aplicada, gerando dados precisos sobre uma realidade até então compreendida apenas superficialmente.
A força da Rede More reside em uma aliança que redefine o papel da indústria, unindo o setor de cimento, a academia e o governo. A iniciativa é coordenada pelo hubIC (Hub Brasileiro de Inovação da Construção), uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), com financiamento da Caixa. O projeto conta com a participação de 31 pesquisadores e profissionais, envolvendo universidades, organizações de pesquisa e extensão, e pretende integrar na próxima fase grandes empresas do setor produtivo. Juntos, esses atores buscam desenvolver soluções de baixo carbono viáveis para o mercado da autoconstrução, demonstrando que os desafios complexos das cidades exigem cooperação ampla.
Finalizada a etapa exploratória, os próximos passos da iniciativa incluem o aprimoramento dos métodos de mapeamento, visando escalá-los para moradias de construção autogerida em todo o Brasil. O planejamento abrange também o desenvolvimento de um banco de dados para estimar o estoque de carbono atrelado ao consumo de materiais e a realização de simulações computacionais para prever cenários futuros do impacto das mudanças climáticas no bem-estar da população. O objetivo final é elaborar recomendações técnicas sólidas e apoiar políticas públicas capazes de melhorar efetivamente as condições habitacionais.
PDE capacita setor de artefatos de concreto com workshops em todo o Brasil e consolida atuação em 2025
O PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), iniciativa da ABCP em parceria com o SNIC e a empresa Mundo do Concreto, segue ampliando sua atuação nacional. Após um ciclo de forte expansão, o programa consolidou sua presença em 2025 com a realização de workshops em 14 cidades e o Distrito Federal, percorrendo mais de 44,5 mil quilômetros, levando conhecimento sobre inovação, mercado e tecnologia para mais de 500 profissionais da construção civil e ultrapassando 537 mil visualizações nas redes sociais. O programa contou com seis patrocinadores nacionais e dez estaduais e mais de 25 parceiros institucionais.
A iniciativa, que tem como foco a gestão, processos, tecnologia do concreto e lucratividade, já acumula números expressivos: historicamente, o PDE atendeu mais de 600 fábricas, abrangendo 196 municípios em 17 estados e no Distrito Federal.
Os workshops contam com o apoio de importantes patrocinadores da cadeia produtiva, incluindo indústrias de cimento, fabricantes de artefatos e fornecedores, além de parcerias com entidades e sindicatos do setor. Os encontros reúnem instrutores e empresários renomados para compartilhar experiências sobre desafios da indústria, operações lucrativas, sucessão familiar, branding e estratégias de vendas.
Desde 2010, o PDE desenvolve a indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos, visando ampliar a utilização eficiente do cimento, promover a industrialização e a qualidade dos produtos. O programa proporciona uma visão 360 graus do negócio, abordando pilares essenciais, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing e atingimento de metas.
Para saber mais sobre os próximos passos e a agenda, acesse: https://pde.abcp.org.br/
Cimento tem alta nas vendas em novembro puxada por habitação e mercado de trabalho aquecido
As vendas de cimento em novembro totalizaram 5,5 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No acumulado do ano (janeiro a novembro), os números alcançaram 62,2 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% comparado a igual período do ano passado. O despacho de cimento por dia útil atingiu 263,9 mil toneladas.
O desempenho do setor segue influenciado por um cenário macroeconômico de alta complexidade. Por um lado, dados mostram robustez no emprego e na renda: o desemprego atingiu 5,4% em outubro, o menor da série histórica, com apenas 5,9 milhões de pessoas desempregadas. A população ocupada registrou novo recorde (102,5 milhões) e o rendimento médio atingiu o maior valor histórico, alavancando a massa salarial. O mercado de trabalho aquecido elevou a confiança do consumidor em novembro, atingindo o maior nível desde dezembro de 2024.
Por outro lado, além da desaceleração do PIB ao longo do ano, o ambiente de crédito e consumo permanece desafiador. As expectativas de inflação para 2025 e 2026 seguem acima da meta, apontando para a necessidade de manutenção de juros altos. Esse aperto monetário reflete-se diretamente no endividamento da população, que cresceu para 49,1% em setembro, e na inadimplência, que atingiu o recorde de 80,4 milhões de indivíduos em outubro. Adicionalmente, os gastos com apostas (bets) continuam pressionando o orçamento familiar.
O cenário de incertezas, motivado pela política monetária contracionista, impactou a confiança da indústria, que caiu pela oitava vez no ano devido à fraca demanda e aos estoques elevados. Na construção, embora a confiança tenha subido em novembro impulsionada pelos segmentos de infraestrutura e serviços especializados, o nível ainda é insuficiente para recuperar o patamar do início do ano.
No varejo de materiais de construção, as vendas caíram 2% em outubro na comparação anual, levando o setor a reduzir, pela segunda vez, a projeção de crescimento de 2025 de 1,8% para 0,5%.
O mercado imobiliário apresenta sinais distintos. Enquanto os lançamentos subiram 1,6% no 3º trimestre, as vendas caíram 6,5% no mesmo período, elevando o volume de unidades em estoque. O financiamento imobiliário via SBPE sofreu forte retração, com queda de 36,12% no número de unidades financiadas para construção no acumulado até outubro, reflexo da alta dos juros.
Entretanto, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como um vetor crucial de demanda. No acumulado do ano, os lançamentos do programa cresceram 7,9% e as vendas aumentaram 15,5%. O impacto do MCMV na indústria do cimento é expressivo: uma unidade de 45 m² consome entre 4 e 6 toneladas do insumo, dependendo se construída com blocos ou paredes de concreto. O setor projeta que para atingir a meta de superar 2 milhões de unidades entre 2023 e 2026, o consumo de cimento será ampliado consideravelmente.
Somam-se a isso as novas regras de crédito habitacional, que permitirão o uso de até 100% dos recursos da poupança e elevarão o teto de financiamento, medidas que, aliadas às mudanças no Imposto de Renda, buscam recompor a capacidade de compra e investimento da classe média e reduzir o déficit habitacional, mesmo considerando os níveis de juros atuais.
Em paralelo às perspectivas de mercado, o setor cimenteiro do país reforça seu compromisso global com a descarbonização. Em novembro, a indústria apresentou seu novo Roadmap Net Zero 2050 durante a COP30, em Belém, detalhando a rota para a neutralidade de carbono apoiada em uma trajetória de sustentabilidade sólida.
O Brasil já se destaca no cenário mundial emitindo 580 kg de CO₂ por tonelada de cimento, marca inferior à média global de 610 kg/t. Além disso, o setor consolidou-se como referência na substituição de combustíveis fósseis, alcançando 32% de sua matriz energética proveniente de combustíveis alternativos, como biomassas e resíduos, reafirmando o coprocessamento como uma atividade crucial para a transição energética.
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.

