Coprocessamento de resíduos: quais as vantagens?

Foto: Bigstock (Divulgação Sanetran)


Investir em coprocessamento de resíduos é tendência mundial

Por: Sanetran (15/07/2016)

coprocessamento de resíduos é uma alternativa sustentável e adequada para a destinação de resíduos, pois representa uma integração segura do material descartado com o processo de fabricação do cimento. O crescimento populacional e a crescente demanda por produtos eletrônicos, de beleza e vários outros segmentos trazem, entre outras consequências, aumento na geração de resíduos e consequentemente a busca por alternativas adequadas para a sua gestão. Ou seja, o coprocessamento é uma técnica usada para destruir resíduos industriais de maneira responsável e definitiva, sem a criação de passivos ambientais.

Ao mesmo tempo, é uma forma de substituir matérias-primas e combustíveis fósseis, recuperando energia e materiais que seriam desperdiçados, preservando recursos para gerações futuras. Essa solução vem sendo cada vez mais usada em todo o mundo e é adotada por países desenvolvidos desde a década de 1970.

A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

O coprocessamento de resíduos em fornos de cimento utiliza todos esses parâmetros de maneira integrada ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento possuem capacidade de utilização segura de grandes volumes de resíduos. O coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas.

Através do aproveitamento energético ou como matéria-prima, a destinação final dos resíduos no processo de fabricação de cimento impacta positivamente na conservação e na racionalização de recursos minerais e energéticos.

É também uma alternativa bastante competitiva em comparação com a disposição dos resíduos em aterros e incineração, caracterizando-se, ao contrário desses, pelo consumo de grandes volumes de resíduos sem geração de novos passivos ambientais.

Quais as vantagens para minha empresa?

  • Devido à destruição total dos resíduos, cessa a preocupação com a administração dos resíduos em um aterro;
  • O certificado de destruição total tem valor legal e servirá como um atestado de regularização da empresa em relação à legislação ambiental;
  • Como parte de sua prestação de serviços, a Sanetran possui empresas parceiras que fornecem uma avaliação quali-quantitativa inicial dos resíduos, que vai identificar se os materiais que são passíveis do coprocessamento de resíduos, conforme a legislação vigente. Havendo esta possibilidade, o resíduo passa por uma etapa intermediaria onde é processado e depois destinado à industria de cimento que inclui os resíduos já processados em seu fluxo de produção.

Fonte: http://sanetran.com.br/coprocessamento-de-residuos-quais-as-vantagens/

Em vez de aterros, “lixo industrial” vira combustível para fabricação do cimento

De acordo com o diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, em 2015, a indústria de cimento do Brasil destruiu em seus fornos (coprocessou) cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos, representando uma substituição de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. Contudo, a indústria cimenteira brasileira possui, atualmente, aproximadamente o dobro do potencial de destruição de resíduos.

 

Pneus

Entre os resíduos destruídos, a indústria do cimento do Brasil coprocessou mais de 301 mil toneladas de pneus. Esse número equivale a cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. Se enfileirados, essa quantidade de pneus daria para dar uma volta ao mundo com folga.

O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. Neste processo, os resíduos industriais e os pneus são usados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria prima (componentes do calcário e da argila e minério de ferro).

Esse processo é totalmente controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. Ao contrário, é uma tecnologia consagrada mundialmente e uma das responsáveis para que a indústria cimenteira brasileira seja considerada hoje uma das mais ecoeficientes do mundo, de acordo com o WBCSD – CSI. Essa é uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientai e doenças. O coprocessamento também contribui para mitigação das emissões de CO2.

Este foi um dos temas abordados durante o 7º Congresso Brasileiro do Cimento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho de 2016, em São Paulo.

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