Mapeamento Tecnológico do Cimento: Roadmap Brasil 2019 – SNIC/ABCP

Na busca da diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a indústria do cimento desenvolveu estudo, com foco em 2030 e 2050, que se baseia em quatro pilares:

  • Dobrar a utilização de combustíveis alternativos
  • Melhorar em 15% a eficiência energética do processo
  • Continuar buscando novas tecnologias para aumentar a utilização de resíduos de outras indústrias para reduzir a utilização do clínquer
  • Buscar tecnologias inovadoras como captura do próprio carbono emitido no processo fabril.

Como o caroço do açaí nos faz mais sustentáveis

Você sabia que o açaí ajuda na produção do cimento? Em seu caroço existe algo único, que está mudando a história e tornando a produção de cimento mais sustentável. Este vídeo produzido pela Votorantim Cimentos mostra como isso acontece.

Assista ao vídeo e descubra como esta deliciosa fruta contribui para o compromisso da Votorantim Cimentos em reduzir a emissão de CO2.

O vídeo tem 2min39 e foi publicado em 2 de outubro de 2018.

Histórias que constroem: nada se perde, tudo se transforma

A unidade de Salto de Pirapora (SP) da Votorantim Cimentos utilizou 17,9 mil toneladas de Combustível Derivado de Resíduo (CDR) durante o ano, o que corresponde a uma substituição de 5,3% do coque de petróleo. A planta tem capacidade para processar 65.000 toneladas.

A solução envolve investimentos na instalação de preparação de resíduos, na modernização de nosso sistema de fabricação e nos filtros e controle de emissões on-line. O vídeo de 3min12 foi publicado em 1 de abril de 2019.

Entenda como a economia circular pode ajudar o meio ambiente

A economia circular propõe que a produção industrial se inspire na natureza e que o resíduo de um produto sirva de nutriente para a produção de outro produto. Assim, nada se perde e tudo se transforma infinitamente. A economia circular já é uma realidade no Brasil e o programa Cidades e Soluções mostra como e onde ela se dá.

O programa foi exibido em 29 de abril de 2019 e tem aproximadamente 23 minutos. Importante: o usuário precisa ser assinante da GlobosatPlay e uma operadora de telefonia.

https://globosatplay.globo.com/globonews/v/7578106/

Quem somos

Associação Brasileira de Cimento Portland

A Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP foi fundada em 1936 com o objetivo de promover estudos sobre o cimento e suas aplicações. É uma entidade sem fins lucrativos, mantida voluntariamente pela indústria brasileira do cimento, que compõe seu quadro de Associados. Reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em tecnologia do cimento, a entidade tem usado sua expertise para o suporte a grandes obras da engenharia brasileira e para a transferência de tecnologia das mais diversas formas, a saber:

  • Promoção de cursos de aperfeiçoamento e formação, seminários e eventos técnicos.
  • Parceria com dezenas de universidades, escolas e instituições de pesquisa do país.
  • Apoio às indústrias de produtos à base de cimento.
  • Publicação de livros, revistas e documentos técnicos.

Desenvolvimento da Construção
A nova postura da indústria brasileira do cimento, posicionando-se estrategicamente como parte da extensa cadeia da construção civil, levou a ABCP – braço técnico da indústria – a rever atividades, a buscar colaborações mais intensas e diversificadas com os setores, elos e agentes que integram o conjunto que se convencionou chamar de Construbusiness. A atuação da ABCP, nesse sentido, tem sido maciça. Ela ocorre por meio de ações e parcerias que favorecem a oferta de produtos e sistemas altamente competitivos, que podem ser reunidos em dois grandes núcleos: Edificações e Infraestrutura.

Missão da ABCP

  • Consolidar e expandir o mercado de produtos e sistemas à base de cimento.
  • Representar técnica e institucionalmente a indústria do cimento em: competitividade industrial, normalização e qualidade e meio ambiente.
  • Prestar serviços tecnológicos de excelência.
  • Organizar a informação técnica, difundir, transferir tecnologia e capacitar.

Veja como chegar à ABCP (mapa)

Cimento do futuro será o Portland

Investimento em tecnologia faz a indústria superar os desafios referentes a desempenho e emissão de gases

Em sua palestra na Concrete Show 2019, intitulada “Cimento do Futuro”, o gerente dos Laboratórios da ABCP, Arnaldo Battagin, fez um relato das pesquisas mais relevantes para se chegar a um produto que substitua o cimento Portland em larga escala de consumo, desempenho e, principalmente, com menores emissões de CO2. Até agora, todos os materiais estudados focaram na mitigação do impacto ambiental, mas não conseguiram se tornar viáveis economicamente.

Por outro lado, a indústria de cimento Portland tem agregado cada vez mais inovações, a fim de aumentar o desempenho do material e diminuir as emissões de gases. Com isso, se sobrepõe aos desafios que crescem ano a ano. “Certa vez ouvi em uma palestra que a indústria de cimento teria futuro sustentável se a taxa de inovações fosse maior que a taxa de restrições. O investimento em tecnologia faz o setor superar os desafios referentes a desempenho e agora a tecnologia tem trabalhado para mitigar as emissões e superar as restrições ambientais impostas”, diz.

Adequação às normas

Em 1990, apenas na Europa, havia 19 regulamentações de meio ambiente exclusivas para a indústria de cimento. Em 2010, segundo a estatística mais atualizada, esse número subiu para 635. Para se adequar às normas ambientais, o cimento Portland encontrou no incremento de teores de adições uma fórmula de sucesso. De acordo com Battagin, no futuro a captura de carbono poderá se mostrar mais eficaz, mas por enquanto ela esbarra nas mesmas restrições que dificultam a substituição do Cimento Portland por outro material: a inviabilidade econômica.

Como exemplo, o gerente dos Laboratórios da ABCP citou o cimento desenvolvido a partir de 2007 no Imperial College London, na Grã-Bretanha. Usando silicato de magnésio como ligante, o material foi testado em concreto estrutural e artefatos pré-fabricados de cimento. Em 2010, foi premiado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e havia a promessa de que entraria em escala comercial em 2014. No entanto, todo o planejamento foi paralisado. “Apesar do forte apelo tecnológico, esbarrou na questão do custo. No futuro, poderá vir a ocupar um nicho de mercado”, afirma Arnaldo Battagin.

Outro exemplo é o de um cimento desenvolvido há mais de 20 anos nos Estados Unidos, com comportamento que se assemelha à cerâmica. Testado na estabilização de resíduos radioativos e como selante de poços petrolíferos, o material também não alcançou competitividade comercial para substituir o cimento Portland. Atualmente, desponta como um produto para uso restrito na construção civil.

Novos produtos

Arnaldo Battagin também relatou outros cimentos que tendem a se tornar nichos de mercado, como o cimento com nanotubos de carbono, o cimento modificado energeticamente (EMC, do inglês energetically modified cement) e o cimento de sulfalominato de cálcio, com tempo de pega de 10 minutos e cuja resistência máxima é atingida nas primeiras 12 horas. “Trata-se de um cimento que possui norma técnica na Europa, mas que a confiança sobre a durabilidade ainda não está madura”, expôs o palestrante.

Para finalizar, Battagin concluiu sua fala com a seguinte reflexão: “Nenhum cimento ainda consegue competir com o cimento Portland em larga escala. Graças ao cimento Portland, um quilo de concreto custa menos que um litro de água. Por isso, por longo tempo, continuará como produto-chave para a indústria da construção civil. Não significa que não buscará atingir menores níveis de emissão de gases, o que virá através do clínquer coprocessado e de maiores níveis de adições. É o cenário que se desenha até 2050, pelo menos.”

Fonte: Massa Cinzenta / Cia de Cimento Itambé

Texto baseado na palestra “Cimento do Futuro”, do gerente dos Laboratórios da ABCP, Arnaldo Battagin, durante a Concrete Show 2019.