Aspectos ambientais, legislações e políticas públicas ganham destaque no 8º Congresso Brasileiro do Cimento

Como parte de um elenco de atividades que contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país através de projetos de infraestrutura, o 8º Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi) trará também em sua programação a exposição e o debate acerca de políticas públicas, legislações e a constante preocupação do setor com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Realizado pela ABCP e pelo SNIC entre os dias 6 e 8 de novembro no Renaissance Hotel na cidade de São Paulo, o evento traz em seu horizonte o crescimento sustentável do ecossistema e os novos e definitivos caminhos da cadeia produtiva da construção, tema central do encontro.

O Congresso reunirá autoridades, lideranças empresariais, economistas, corpo técnico e especialistas, nacionais e internacionais para assistirem e debaterem temas que sempre impactaram a indústria – e atualmente, ainda mais -, que são as cada vez mais rigorosas legislações e controles ambientais, como a circularidade de resíduos e a redução da emissão de CO2.

Na certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento do setor e, principalmente do País, o 8º CBCi 23 vai fomentar e debater a busca por novos e inovadores produtos, soluções e sistemas construtivos que estimulem a produtividade e sustentabilidade da cadeia produtiva que tem grandes desafios a vencer tanto na área habitacional, como de infraestrutura.

A indústria da construção é um dos principais motores de desenvolvimento socioeconômico de um país, haja vista as necessidades da sociedade que passam diretamente pela construção civil. No Brasil, cuja hegemonia do concreto é marcante, o cimento, seu principal material de construção constituinte, impõe à indústria brasileira do produto, grande responsabilidade quanto ao abastecimento nacional, extensa variedade de produtos e aplicações e uma fabricação segundo os critérios ambientais e de qualidade mais rigorosos possíveis.

E essas características só são atingidas por força da capacidade da indústria de pesquisar, desenvolver, avaliar, integrar e aplicar tecnologias de ponta, em consonância com as exigências já mencionadas, que faz com que o setor brasileiro se destaque entre os 10 maiores produtores de cimento e um dos mais ecoeficientes globalmente, reconhecido pelo GCCA (sigla em inglês), a associação mundial de cimento e de concreto.

E transferir para a sociedade técnica todo esse elenco de ações e atividades, se constitui em – mais que obrigação -, um dever de formar parcerias e desenvolver e dividir resultados com toda a cadeia.

Prova disso é a exposição paralela do evento, que reunirá cerca de 20 grandes empresas, entre indústria cimenteira e seus fornecedores e, principalmente, a pujança da agenda elaborada para o Congresso com suas mais de vinte conferências conduzidas por renomados e experientes profissionais e autoridades, que levou praticamente a esgotar, antecipadamente, o limite máximo de inscritos, de cerca de 300 congressistas.

Conheça em detalhes o evento no site https://congressocimento.com.br.

Vendas de cimento caem 5,1% em setembro

As vendas de cimento em setembro totalizaram 5,2 milhões de toneladas, recuo de 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, a soma é de 46,8 milhões de toneladas, recuo de 2% ante igual período de 2022. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

A taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados (12,75%) impacta diretamente no número de financiamentos imobiliários para construção, que registrou redução de 44% no acumulado até agosto de 2023, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Os principais indicadores de vendas de materiais de construção, particularmente do cimento, continuam desacelerando em virtude da lenta recuperação da renda da população e do alto endividamento das famílias que atingiu 47,8% em julho deste ano, muito próximo do pico de 50% em julho de 2022.

Além disso, o forte regime de chuvas registrados em setembro no país, especialmente nos estados do Sul, comprometeu fortemente a performance de vendas do setor.

No entanto, um cenário de franca recuperação de empregos e do Produto Interno Bruto e o arrefecimento da inflação, em relação ao ano passado, têm potencial para queda de vendas em torno de -1% no fechamento do ano, em linha com as projeções do SNIC.

Na esfera federal a aprovação pelo Senado do Projeto de Lei (PL) 412/22, que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), chamado de Mercado de Carbono, tem sua construção ativa participação da indústria do cimento, que segue na vanguarda como primeiro setor a firmar um compromisso de neutralidade climática, em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU. O projeto brasileiro de neutralidade terá suas bases lançadas no 8º Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi).