Indústria do cimento acelera a transição rumo a uma economia neutra em carbono

Celebrado em 16 de março, o Dia Nacional da Conscientização das Mudanças Climáticas reforça a importância sobre a necessidade da redução dos gases causadores do efeito estufa e seus impactos ambientais. A data assinala um momento em que o mundo passa por graves consequências causadas pelas alterações do clima, como a elevação na temperatura, o aumento do volume de chuvas e seca.

A indústria brasileira do cimento é uma das maiores referências mundiais em termos de ecoeficiência, descarbonização do seu processo produtivo e combate às mudanças climáticas. O setor, que internacionalmente foi o primeiro a firmar um compromisso de neutralidade climática, em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU, agora avança nos seus desafios para alcançar a neutralidade climática no Brasil.

A ideia da indústria nacional é partir do Roadmap lançado em 2019 e que apontava meios para reduzir a emissão de CO2 na produção de cimento, e ampliar para o ciclo de vida do produto, incorporando o concreto, a construção, a eletrificação, entre tantas outras ramificações que permitam alcançar a neutralidade de emissões do setor até 2050.

Este aumento de ambição reforça ainda mais o protagonismo da indústria nacional na agenda climática, que ocupa historicamente uma posição de referência entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos 30 anos da série histórica.

A iniciativa vem num momento mais do que oportuno, quando se discute no âmbito nacional a descarbonização dos setores industriais – e da economia como um todo – com ativa participação da indústria do cimento na esfera setorial e federal.

Venda de cimento tem alta de 3,9% em fevereiro

As vendas de cimento em fevereiro de 2024 somaram 4,6 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 3,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Se comparado a janeiro, há um recuo de 4,1%.

A venda por dia útil – indicador que considera o número de dias trabalhados, que têm forte influência no consumo de cimento – foi de 219,8 mil toneladas em fevereiro, 0,8% menor em relação ao mesmo mês do ano anterior e 1,3% inferior ante o acumulado no ano.

Os principais indutores do desempenho foram as perspectivas mais favoráveis no mercado de trabalho, com aumento da massa salarial e expansão do emprego formal, e a uma forte retomada dos lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, iniciada no segundo semestre de 2023.

Mesmo com a recuperação do mercado de trabalho, o salário dos trabalhadores ainda permanece numa recuperação lenta, com valores reais inferiores aos apresentados em 2020, quando havia o auxílio por conta da pandemia. O baixo poder de compra da população reflete também na queda das vendas dos materiais de construção e lançamentos imobiliários.

Ainda que o cenário seja desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista com a aprovação da Reforma Tributária e sua regulamentação, a redução da Selic, o controle da inflação e a retomada de obras de infraestrutura e habitação do programa Minha Casa, Minha Vida. Fatores esses que levam o setor a manter a projeção de crescimento de consumo do produto, estimada em 2% para este ano, com um acréscimo aproximado de 1,2 milhão de toneladas, insuficiente para recuperar as perdas de 3 milhões de toneladas registradas nos anos de 2022 e 2023.

Indústria do cimento apresenta leve recuperação

As vendas de cimento em fevereiro de 2024 totalizaram 4,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2023, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor apresentou leve alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Goinfra capacita engenheiros para o uso do pavimento de concreto

O pavimento de concreto foi a solução escolhida para recuperar as principais vias de acesso no Centro-Oeste brasileiro. Além de ser uma solução mais econômica e sustentável, apresenta uma longa durabilidade, que pode ultrapassar 30 anos, e consequentemente a redução dos custos com manutenção.

As vantagens do sistema construtivo, que incluem ainda a redução do consumo de combustível e pneus, e a diminuição do número de acidentes, foram apresentadas a engenheiros durante o Workshop: Pavimento de Concreto em Goiás, promovido pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) em parceria com a ABCP, com apoio da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER) e participação do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O encontro atendeu a demanda da Goinfra para aprimorar a oferta de mão de obra em infraestrutura rodoviária em Goiás. A atualização técnica é importante para a condução de projetos arrojados de implementação de rodovias com vida útil prolongada, aos moldes do projeto em execução na GO-210, no município de Rio Verde. A rodovia passará por uma transformação inédita em obra de recuperação, isso porque a pista atual será substituída, nos dois sentidos, por via duplicada de concreto, cuja duração é de até 30 anos.

Já em Brasília, a rodovia DF-095, conhecida como Via Estrutural, teve todo o seu asfalto recoberto por pavimento de concreto, numa técnica conhecida como whitetopping, tornando-se a primeira do Distrito Federal a ter essa tecnologia em toda sua extensão, de 26 km. O trabalho desenvolvido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), em parceria com a ABCP, tem como objetivo garantir mais mobilidade entre importantes regiões do DF com uma vida útil do pavimento mais duradoura. Essa solução, presente hoje em outras vias do DF, utiliza o concreto na reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, sem necessidade de grandes intervenções, pois é aplicado diretamente sobre o asfalto danificado.

Exemplos como esse reforçam a necessidade de investimento em infraestrutura, sobretudo em qualificação. Em Goiás, a indústria do cimento se orgulha em seguir alinhada com a agenda de infraestrutura do Estado e poder contribuir com a recuperação das vias com o pavimento de concreto.

As vantagens dessa solução também foram reconhecidas pela ABDER, que firmou parceria com a ABCP, durante o workshop da Goinfra. O acordo prevê cooperação técnica e científica no sentido de desenvolver e implementar projetos e inovações tecnológicas, assessoria técnica, capacitação e aprimoramento dos técnicos dos seus associados e demais órgãos rodoviários e de seus contratados quanto aos sistemas construtivos à base de cimento e suas aplicações.

A formalização desse acordo representa para a indústria uma nova etapa do uso qualificado da tecnologia do pavimento de concreto, que reforçará ainda mais sua presença em distintas regiões, condições de tráfego, solo e clima e dará continuidade ao desenvolvimento do pilar estratégico da inovação, tão valorizada pelo setor cimenteiro.