Soluções em cimento contribuem para o desenvolvimento urbano

Garantir uma mobilidade segura e eficiente para a população, habitação e saneamento básico adequados, além de ações que visem reduzir os impactos causados pelas mudanças climáticas. Esses são os principais desafios dos próximos prefeitos brasileiros e vereadores que tomarão posse em janeiro de 2025. Para contribuir com as pautas contemporâneas relacionadas ao desenvolvimento urbano, a indústria brasileira do cimento conta com soluções voltadas às prioridades dos municípios.

Na infraestrutura urbana, a rápida expansão das cidades e da frota de veículos ainda contrasta com investimentos insuficientes em transporte público e em outros modais, como ciclovias e calçadas. Na busca por soluções que possam proporcionar maior fluidez no ir e vir das pessoas com melhor acessibilidade, segurança, eficiência e qualidade de vida, além da inclusão social e preservação do meio ambiente, os sistemas à base cimento vêm ganhando cada vez mais espaço. Já estão presentes em calçadas, ciclovias, corredores e terminais de ônibus, vias de acesso, ruas e avenidas de alto fluxo e estão transformando a infraestrutura dos municípios brasileiros.

Na pauta Habitação, os sistemas construtivos que utilizam alvenaria estrutural com blocos de concreto, estes produzidos em fábricas estabelecidas e com selo da qualidade, ou paredes de concreto moldadas no local da obra, têm ganhado destaque nas moradias populares. A solução tem avançado devido à economia, agilidade, competitividade e ao trabalho que a indústria brasileira do cimento tem feito, em parceria com outras entidades da cadeia produtiva, de engajamento e capacitação dos profissionais e empresas da construção civil. Dentre os benefícios dessas tecnologias está a padronização e velocidade de construção, permitindo às construtoras abraçarem projetos com prazos apertados e alta repetitividade.

Em relação ao saneamento básico, apesar de uma pequena melhora nos últimos anos, a cobertura no Brasil ainda é muito precária, o que demandará ainda mais esforços dos setores público e privado visando suprir o déficit.

Diante de tantos desafios a enfrentar, os novos gestores municipais deverão estar preparados para lidar ainda com as condições climáticas extremas, com temperaturas e chuvas acima da média, seca e queimadas em algumas regiões do país.

Em momentos como esse, a busca por soluções sustentáveis que possam contribuir para a mitigação das mudanças climáticas e transição para a economia de baixo carbono nunca esteve tão em evidência. Nesse sentido, a indústria do cimento segue promovendo esforços significativos para reduzir o impacto gerado ao meio ambiente, com ações que levaram o Brasil a se tornar uma das referências mundiais entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo.

Seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, o setor vem desempenhando uma atuação regional significativa, para acelerar o desenvolvimento de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) no Brasil para fins de coprocessamento, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

O processo evita que estes resíduos sejam dispostos em aterro, contribuindo com a redução das emissões de CO2 da indústria, bem como do metano emitido no aterro, que é cerca de 25 vezes superior à do CO2.

A atividade cimenteira tem participado ativamente dos principais debates no âmbito nacional sobre a descarbonização, na esfera setorial, federal e também municipal.

Além disso, segue à disposição para acelerar e qualificar o desenvolvimento urbano e apoiar no desenvolvimento, transferência de tecnologia e uso adequado dos sistemas construtivos de cimento em todo o País.

Indústria brasileira do cimento transforma problema dos resíduos em solução

Celebrado em 27 de agosto, o Dia Mundial da Limpeza Urbana mobiliza a sociedade sobre a conscientização para a destinação correta do lixo que produzimos. A indústria cimenteira está constantemente repensando os desafios relacionados aos resíduos no país. Para minimizar ao máximo o descarte em aterros, o setor tem contribuído de forma efetiva para a economia circular, transformando o problema dos resíduos em solução, reincorporando-os em seu processo produtivo, seja como fonte energética ou como substitutos de matéria-prima, tecnologia essa conhecida como coprocessamento. A atividade é responsável pela transição energética, substitui o combustível fóssil por resíduo industrial, comercial, doméstico e biomassas.

O coprocessamento alcançou, em 2022, 30% de participação na matriz energética do setor, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 3,035 milhões de toneladas de resíduos processados, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e 179 mil toneladas de matérias-primas substitutas. Ao todo, a troca de combustíveis fósseis por alternativos contribuiu para que fosse evitada a emissão de cerca de 2,9 milhões de toneladas de CO2 no ano.

Em um momento em que a crise climática se aprofunda, a urgência de ações se torna mais necessária do que nunca. É preciso avançar em todas as frentes para eliminar as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Neste sentido, minimizar ao máximo o descarte de resíduos em aterros é crucial.

Para avançar nessa agenda, a indústria brasileira do cimento vem empenhando esforços significativos na promoção e desenvolvimento de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) para fins de coprocessamento, contribuindo para o encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

Esta iniciativa é uma das inúmeras que estão em andamento e que seguem como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, lançado em 2019 de forma pioneira entre os segmentos industriais brasileiros, para orientar a descarbonização da indústria por meio de uma série de alternativas de redução de CO2.

A partir da análise das capacidades de coprocessamento das fábricas e a localização geográfica de pelo menos duas plantas de cimento situadas em um raio de até 200 Km da geração de resíduos urbanos, foram identificadas sete regiões estratégicas para atuação setorial. O conjunto dessas regiões abrange aproximadamente 45% (2,5 Mt) da capacidade de coprocessamento de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR) e investimentos previstos de 3,5 bilhões até 2030. A iniciativa já vem sendo implementada com sucesso nas regiões metropolitanas de Curitiba e Belo Horizonte e comprovam que oferecer soluções tecnológicas de forma orientada para o futuro requer ações inovadoras, engajamento ativo e colaboração de muitos atores.

Vendas de cimento crescem 6,6% em julho

As vendas da indústria do cimento apresentaram recuperação em julho, após fechar o semestre com leve crescimento. Em termos nominais foram comercializadas 5,9 milhões de toneladas, um aumento de 6,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

A comercialização do produto no acumulado dos sete primeiros meses do ano fechou em alta de 2%.

Parte desse desempenho é atribuído ao número de dias úteis, que foi maior que em 2023. Ao se analisar o despacho do insumo por dia útil nota-se um aumento de 0,5% sobre o mesmo mês do ano passado, ou seja, comercialização de 234 mil toneladas por dia em julho de 2024.

O setor ainda segue afetado pela dificuldade no acesso ao crédito em meio a taxa de juros elevada (10,5%) e endividamento da população, que apesar de apresentar uma trajetória de queda, permanece elevado (47,5%), próximo ao recorde da série histórica, de 49,9%, registrado em julho de 2022.

Por outro lado, a queda do desemprego e aumento no rendimento da população elevou a confiança dos consumidores pelo segundo mês consecutivo, impulsionado, majoritariamente, pelas faixas de renda mais baixas.

A confiança do setor da construção apresentou otimismo, influenciada pela recuperação das expectativas empresariais em relação aos negócios e à demanda nos três segmentos setoriais – Edificações, Infraestrutura e Serviços Especializados. As vendas de materiais de construção e o número de financiamentos imobiliários acompanharam essa percepção e registram alta acumulada até junho.

Já o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), importante indutor de consumo do cimento, passou por mudanças mais duras para os imóveis usados da Faixa 3, visando conter a alta de financiamentos desses imóveis e preservar a essência do programa, que é atender a população com baixo poder aquisitivo e garantir recursos para compra de imóveis novos. Ainda carece de avaliação de impacto os cortes determinados pelo governo, que afetam o Ministério das Cidades e o MCMV.

Na indústria, o índice de confiança subiu em julho pelo quarto mês seguido. A percepção sobre a demanda continua avançando, enquanto o nível de estoques melhora gradualmente, com uma expectativa positiva em relação ao ambiente de negócios para o fim do ano e a novas contratações.

No entanto, o setor industrial segue atento à regulamentação da Lei 14.871/24, que autoriza a concessão de quotas diferenciadas de depreciação acelerada para máquinas e equipamentos, permitindo contabilizar os custos dos ativos mais rapidamente, resultando em benefícios fiscais imediatos. A indústria do cimento, para reduzir sua emissão de gases do efeito estufa, assegurando o bom desempenho da atividade, mantém programa de investimentos em seu parque industrial. Nesse sentido, é importante que o setor integre o rol de atividades econômicas que serão beneficiadas com a lei.