9º CBCi e EXPOCIMENTO 2025 estão com inscrições abertas

Eventos serão realizados de 30 de junho a 2 de julho, no Golden Hall WTC. 

Os mais importantes eventos das cadeias de valor do cimento acontecem em São Paulo no próximo ano e já estão com inscrições abertas. O 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e, pela primeira vez, a Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 serão realizados de 30 de junho a 2 de julho, no Golden Hall WTC.

A iniciativa conjunta da ABCP e do SNIC reunirá autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, para conferir as inúmeras possibilidades de aplicação do cimento Portland – material predominante e vital para a construção civil – que está ampliando sua presença já exitosa no cenário brasileiro.

Durante três dias, a 9ª edição do já consolidado Congresso Brasileiro do Cimento debaterá temas relevantes, que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais. Com o tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, o 9º CBCi terá painéis sobre os desafios ambientais da indústria, construções sustentáveis e inovação.

Já a Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Os dois eventos serão marcos na indústria do cimento ao reunir em um único local congresso, exposição, feira, networking e arena. Às empresas que abraçaram e apoiam essas iniciativas, nosso profundo agradecimento, por acreditar e seguir os valores que definem o desenvolvimento responsável, a economia circular e a sustentabilidade do planeta.

Não deixe de participar dessa oportunidade única de poder conferir de perto a evolução dessa indústria centenária e que se reinventa a todo momento, tanto no campo produtivo como ambiental e da inovação.

Saiba mais em: https://congressocimento.com.br/

Pavimento de concreto avança nas rodovias federais

Para melhorar e modernizar a malha rodoviária brasileira, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vem ampliando os investimentos e sua carteira de projetos. Em recente evento realizado na FIESP, durante o lançamento da Comunidade Pavi+, o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, engenheiro Luiz Guilherme Melo, observou a tendência de crescimento do uso do pavimento de concreto nas rodovias federais gerenciadas pelo órgão, que hoje já responde por 4,5% da malha, com a perspectiva de atingir 10%.

Apenas em 2024 são oito projetos sendo executados em concreto, totalizando 673 quilômetros, com destaque para o Norte e o Nordeste brasileiro. A ABCP realizou nessas regiões um amplo trabalho de apoio técnico para a execução de mais 800 quilômetros e a capacitação envolvendo um público de aproximadamente 1200 participantes desde 2021. Neste ano, a região deu início a duas importantes obras: a pavimentação de trechos da BR-135 no Maranhão e a duplicação da BR-230 na Paraíba, projetos esses que utilizam tecnologias modernas, trazendo melhorias à infraestrutura.

A BR-135 será a primeira rodovia do Estado do Maranhão a receber pavimento de concreto. O trecho de 74 quilômetros entre os municípios Miranda do Norte e o povoado de Caxuxa, em Alto, será restaurado com whitetopping, técnica que permite reabilitar pavimentos asfálticos deteriorados com aplicação do concreto.

No Maranhão, a ABCP apoia a Superintendência do DNIT no Estado desde 2022, oferecendo treinamentos e, mais recentemente, o curso “Execução e Controle de Pavimentos de Concreto”, com uma visita técnica à obra e participação de 40 profissionais.

Na BR-230, uma das principais rodovias da Paraíba, no trecho entre Campina Grande e Farinha, a ABCP fornece apoio à  duplicação de 30 quilômetros em pavimento de concreto, além da restauração de oito quilômetros em whitetopping. Por lá, a entidade é parceira do DNIT/PB desde 2021, com treinamentos especializados, como o curso de “Execução de Pavimento de Concreto”, realizado em setembro, com a participação de 20 profissionais.

A ABCP também participou da duplicação da BR-304/RN como fornecedora dos equipamentos usados para a construção do pavimento de concreto. A obra impulsiona o desenvolvimento econômico potiguar e incentiva o turismo ao contemplar a chamada Reta Tabajara, um trecho com 16 km de extensão localizado no município de Macaíba-RN.

O desenvolvimento da infraestrutura rodoviária nas regiões Norte e Nordeste contará ainda com projetos em andamento, como a duplicação e restauração da BR-343 no Piauí e BR-364/RO, BR-101/SE, BR-222/MA (80 km) e BR-101/BA (67 km) com total apoio da ABCP.

O Estado de Sergipe contará também com um trecho de 53 km em whitetopping na recuperação da pista antiga até a divisa com a Bahia, além da nova pista (duplicação) em pavimento de concreto, totalizando 106 km.

Além disso, há perspectivas promissoras para o uso do pavimento de concreto em outras obras federais nas regiões Norte e Nordeste, como as duplicações da BR-116/CE, BR-242/BA, além de obras estaduais como o Arco Metropolitano de Recife (65 km).

Todos esses avanços reforçam a importância da parceria entre a ABCP e o DNIT para promover o desenvolvimento do pavimento de concreto no país, aprofundar o estudo sobre o método, a capacitação do setor e difundir os benefícios da técnica.

ABCP e SNIC lançam na FIESP a PAVI+ Comunidade da Pavimentação

Vídeo mostra o lançamento, em 24/9/2024, no Salão Nobre da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, da PAVI+ Comunidade da Pavimentação. O projeto visa integrar profissionais e empresas para discutir, compartilhar conhecimentos e desenvolver melhorias nos sistemas de pavimentação em concreto.

A Pavi+ é considerada a “nova jornada da pavimentação em concreto”. A iniciativa propõe caminhos para melhorar as condições da malha rodoviária brasileira por meio de tecnologias que tragam qualidade, durabilidade, segurança e preço adequado de implantação e manutenção das rodovias nacionais – atributos reconhecidos no pavimento de concreto.

 

Vendas de cimento sobem 10,4% em setembro e setor eleva projeções

As vendas de cimento em setembro seguiram em curva ascendente, totalizando 5,8 milhões de toneladas, um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado do ano (janeiro a setembro), os números também foram positivos, alcançando 48,7 milhões de toneladas, aumento de 3,8% comparado a igual período do ano passado. Ao se analisar a comercialização por dia útil em setembro, de 257,3 mil toneladas, as vendas também são crescentes, com acréscimo de 2,7% sobre agosto deste ano e de 10,7% ante setembro de 2023.

O mercado imobiliário brasileiro, importante indutor no consumo de cimento, seguiu aquecido no segundo trimestre de 2024. Somente no segmento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), os lançamentos subiram 86,7% em comparação com o segundo trimestre de 2023 e 65,9% em relação ao primeiro semestre do ano passado. A comercialização de materiais de construção e o financiamento imobiliário também seguiram tendência de alta acumulada em agosto.

Diante desse cenário, a confiança do consumidor vem crescendo gradativamente desde junho. Porém, em setembro, houve ligeira piora das percepções sobre a situação atual, influenciada pela queda no indicador de situação financeira das famílias. A maior pressão inflacionária e as incertezas fiscais têm afetado o mercado de crédito, que se tornou mais restrito.

Além disso, o endividamento elevado da população (47,9% em julho), a alta da inadimplência (45% da população adulta), a retomada da trajetória crescente dos juros e a nova mudança no perfil de consumo da população, agora representada pelas apostas on-line, impactam o orçamento das famílias e podem influenciar no consumo de cimento.

Já na construção civil, a confiança do setor apresentou queda, interrompendo quatro meses seguidos de alta. O principal fator foi a mudança de direção da política monetária. A alta na taxa de juros ocorrida em setembro e a perspectiva de novas elevações afetaram particularmente a expectativa dos empresários dos segmentos de Infraestrutura e de Edificações Residenciais. No mercado imobiliário, a majoração do crédito pode ter impacto no mercado de média renda, mas não deve atingir o segmento econômico, que está relacionado ao MCMV e recebe incentivo público.

A participação do crédito imobiliário no PIB vem perdendo força em função do   ambiente de juros elevados e do esgotamento da poupança como fonte de recurso para as construções. É consenso no mercado a necessidade de procurar alternativas à poupança como fonte de recursos e aperfeiçoar instrumentos já existentes, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) ou mesmo a liberação de parte do compulsório bancário para abastecer o crédito imobiliário.

No cenário macroeconômico, os indicadores de trabalho e renda continuam positivos, porém já acende alerta para uma pressão de custos e logística. O Brasil enfrenta a maior estiagem da história recente. Da baixa dos rios no Norte, que dificulta o transporte de mercadorias, aos incêndios no Centro-Oeste e Sudeste, a seca pode impactar a venda de cimento. A escassez de chuvas e o acréscimo da conta de energia com bandeira vermelha traz preocupações ao setor.

No entanto, o cenário de franca recuperação de empregos, renda, do Produto Interno Bruto e, principalmente, do mercado imobiliário têm potencial para que as vendas de cimento fechem com crescimento em torno de 2,8% em 2024.

Pavimento Urbano de Concreto avança como solução para contribuir com conforto climático

O atendimento às diversas demandas nos municípios brasileiros torna-se, a cada dia, mais complexo. Cresce a importância da boa aplicação dos escassos recursos financeiros. Este ano, em particular, o acirramento dos fenômenos ligados às mudanças climáticas colocou novo desafio ao gestor público.

Em busca de soluções inovadoras e viáveis economicamente, e que possam contribuir para proporcionar maior conforto térmico e reduzir as chamadas ilhas de calor, mais de 150 municípios já adotam o Pavimento Urbano de Concreto (PUC).  

Isso porque de dia o PUC reflete melhor a radiação solar e pode minimizar em até 4°C a temperatura ambiente e reduzir em até 14°C a temperatura da superfície das vias e a emissão de dióxido de carbono (CO2). 

A pavimentação de concreto em vias urbanas, que começou com corredores de ônibus e hoje está presente também em vias de menor tráfego, é uma realidade no país. Essa expansão se deve às vantagens competitivas do PUC, como a vida útil até cinco vezes mais longa, comparada ao asfalto, a redução de custos na manutenção, a reflexão de luz até 30% superior ao asfalto e a consequente redução no consumo de energia elétrica das cidades. 

A tecnologia durável e sustentável foi escolhida por municípios em todas as regiões brasileiras. No Sul, o PUC está presente em 55 municípios com cerca de 200 km pavimentados. No Sudeste, Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, já tem cerca de 43 km de vias pavimentadas com concreto. 

Um dos casos de maior sucesso no uso do PUC é o município de Piracicaba, no interior de São Paulo, que receberá pavimento de concreto em cerca de 45 km de avenidas e ruas da cidade com intenso fluxo de veículos, e integra um pacote de recuperação de 258 km da malha viária, incluindo revestimento asfáltico. 

A inovação no município foi o uso do pavimento de concreto reforçado com macrofibras, tecnologia usada em inúmeras cidades ao redor do mundo, desde ruas e avenidas de tráfego leve a pesado até rodovias, mas principalmente em locais que necessitam de um pavimento sobre outro existente, como é o caso de Piracicaba. Dentre os benefícios da tecnologia estão a menor emissão de CO2 no seu ciclo de vida, menor consumo de combustíveis e otimização do uso de materiais.

A pavimentação de concreto em Piracicaba é acompanhada por representantes da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC) e Associação Brasileira da Indústria de Fibras para Construção Civil e Produtos Afins (ABIFIBRA).