DNIT/MG visita obra de whitetopping no Paraná

Uma comitiva integrada por profissionais da Superintendência do DNIT em Minas Gerais (DNIT/MG), da ABCP, da Strata e da Construtora Sanches Tripoloni visitou no dia 13/11 a obra de restauração de um trecho da rodovia PRC-280, contratado pelo DER/PR, entre os municípios de Palmas e Clevelândia, no Paraná. O objetivo da visita, promovida pela Sanches Tripoloni, foi apresentar o processo construtivo da obra de recuperação com pavimento de concreto (whitetopping) em pista simples.

Participantes 

  • DNIT: Antônio Gabriel de Oliveira (superintendente), Alexandre Oliveira (chefe Residência RMBH), Eustáquio Godinho (Engenharia), Davidson Carvalho (Engenharia)
  • Strata: Giuliano Palmieri
  • ABCP: Lincoln Raydan e Fernão Nonemacher
  • Sanches Tripoloni: Eugênio Carlos Torres, Lionel Terci e Rodolfo Dandolini

O vídeo abaixo, de Juliano Grosco para a revista Rodovias e Vias, mostra como foi a visita.

Créditos do vídeo: Juliano Grosco / Revista Rodovias e Vias

Sistema Paredes de Concreto avança na construção civil

O sistema construtivo Paredes de Concreto vem ganhando a cada dia mais espaço e emprego na construção de edificações, principalmente habitacionais verticais e de grande altura. Além da facilidade de aplicação, que confere grande solidez à estrutura, a produtividade do sistema e a redução de desperdícios de materiais, de tempo e de custos têm sido os aspectos mais atrativos do seu emprego.

Com o objetivo de apresentar a tecnologia e auxiliar a cadeia produtiva no seu uso, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) promoveu no início de novembro dois cursos sobre tecnologia básica e execução de edificações em Paredes de Concreto. Durante dois dias, 70 construtoras de todo o país puderam participar de uma programação cuidadosamente preparada pelo Grupo Parede de Concreto, liderado pela ABCP. Além das capacitações com duração total de 16 horas, realizadas na sede da entidade, em São Paulo, houve ainda a exposição de produtos e serviços das empresas participantes do Grupo Parede de Concreto.

A iniciativa da ABCP visa atender à crescente demanda do mercado por soluções construtivas que possam contribuir com a expansão de moradias de interesse social, para reduzir o déficit habitacional brasileiro, de cerca de 6 milhões de unidades.

O aquecimento do mercado imobiliário, em especial do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que apenas no primeiro semestre deste ano elevou em 65,9% os lançamentos de residências no Brasil, abre espaço para soluções que possam acelerar a construção dos conjuntos habitacionais em todo o país. Nesse sentido, os sistemas construtivos que utilizam alvenaria estrutural com blocos de concreto e paredes de concreto moldadas no local ganham cada vez mais destaque devido à economia, agilidade, competitividade e ao trabalho que a indústria brasileira do cimento tem feito, em parceria com outras entidades da cadeia produtiva, de engajamento e capacitação dos profissionais e empresas da construção civil.

Dentre os benefícios dessas tecnologias está a padronização e velocidade de construção, permitindo às construtoras abraçarem projetos com prazos apertados e alta repetitividade.

Dados da Caixa Econômica Federal (CEF) mostram que o sistema construtivo que utiliza paredes de concreto moldadas no local da obra tem prevalecido no programa Minha Casa Minha Vida – e já representa 60% das unidades executadas. Atenta a essa demanda, a ABCP também tem estendido as capacitações para outros agentes da cadeia produtiva da construção. Exemplo disso são os cursos para o corpo de engenharia da CEF sobre boas práticas e normas técnicas voltadas ao sistema construtivo.

Em relação à alvenaria estrutural com blocos de concreto, a Associação está desenvolvendo um manual de boas práticas em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), que posteriormente se transformará em cursos para a equipe técnica da CDHU e para as construtoras que constroem para a instituição.

Todas essas iniciativas reforçam o trabalho a pleno vapor do setor para a retomada dos investimentos habitacionais e de infraestrutura no Brasil. O grupo Parede de Concreto, desde 2007, tem sido um dos principais agentes de desenvolvimento e difusão do sistema no Brasil, reunindo atualmente mais de 150 empresas e entidades do setor interessadas nessa tecnologia.

Vendas de cimento aceleram alta em outubro

As vendas de cimento em outubro tiveram suas vendas acentuadas, totalizando 5,9 milhões de toneladas, um crescimento de 9,0% em relação ao mesmo mês de 2023. O acumulado do ano (janeiro a outubro) registrou um total de 54,7 milhões de toneladas vendidas, aumento de 4,3% comparado ao mesmo período do ano passado. Ao se analisar o despacho do insumo por dia útil, nota-se alta de 2,5% sobre o mesmo mês do ano passado, ou seja, comercialização de 241,7 mil toneladas por dia em outubro de 2024.

Os mercados de trabalho e imobiliário aquecidos, em especial do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), são os principais vetores para a manutenção do bom desempenho. Só o MCMV elevou em 65,9% os lançamentos de residências no Brasil no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2023. O resultado da venda de materiais de construção, de vendas imobiliárias e financiamentos também seguiram em alta.

No entanto, apesar da construção civil estar com demanda aquecida, esse setor sofre com a falta de mão de obra, que eleva salários, pressiona a inflação e já reflete nos preços dos imóveis, que aumentaram mais que o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) nos últimos 12 meses.

Há ainda uma efetiva preocupação do mercado em relação à situação fiscal do governo, a alta dos juros e a mudança nas regras de financiamento habitacional, impactando a confiança do setor da construção, que permaneceu estável em outubro com relação a setembro.

Diante desse cenário de incertezas, a confiança do consumidor caiu em outubro, impulsionada pela pior expectativa em relação à situação financeira das famílias nos próximos meses, resultando num menor ímpeto de compras.

O alto endividamento e a elevada inadimplência das famílias, aliado com a trajetória de alta da taxa de juros, também sinalizam cautela nas perspectivas da indústria brasileira do cimento para o ano de 2025, que poderá ter taxa de crescimento do consumo do produto menor do que em 2024.

Ainda assim, a expectativa é fechar este ano com cerca de 64 milhões de toneladas comercializadas. O resultado deverá recuperar 1,8 milhão das perdas de 2,3 milhões de toneladas entre 2022 e 2023. Esse consumo de 2024 permanece longe do recorde de 2014, de 73 milhões de toneladas.