Pavimento Urbano de Concreto avança como solução para loteamentos

O Pavimento Urbano de Concreto (PUC), que já é utilizado por mais de 170 municípios em ruas e avenidas de tráfego leve a pesado, também tem despontado como solução para diversos tipos de loteamentos, públicos ou privados, rurais ou urbanos, incluindo os residenciais, comerciais, empresariais e industriais. Em 2024, foram executados mais de 2 milhões de metros quadrados de PUC e projetados mais de 7 milhões de metros quadrados, o que reflete o avanço da solução em diversas regiões do país.

Em loteamentos, o sistema já é usado em cidades como Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Joaçaba (SC), Pinhalzinho (SC), Francisco Beltrão (PR), Cascavel (PR), Pato Bragado (PR), São Borja (RS), Ipumirim (SC) e Caçador (SC), entre outras, que atestam as inúmeras vantagens da solução em concreto. Entre elas estão: maior resistência à fadiga do pavimento, alta performance ao longo do tempo, baixa necessidade de manutenção, redução da temperatura ambiente em até 4°C e da superfície do piso em até 17°C, melhor visibilidade devido à coloração clara do concreto e menor emissão de CO₂.

Além disso, o sistema proporciona uma qualidade de rolamento superior, pois não apresenta deformações plásticas, trilhas de rodas ou depressões, eliminando a necessidade de operações frequentes de tapa-buracos e recapeamentos, que geram altos custos de manutenção.

Outros fatores contribuem ainda para avaliar a competitividade dos pavimentos de concreto, destacando-se o custo de construção e de manutenção ao longo de sua vida útil. Estudos indicam que, tanto para tráfego leve como pesado, a solução se mostra bastante viável. À medida que a intensidade do tráfego aumenta, pode gerar economia de até 20% em comparação com pavimentos flexíveis.

Além disso, quando se considera o custo de manutenção ao longo do período de projeto, os pavimentos de concreto podem ser até 35% mais econômicos, em relação aos pavimentos flexíveis, dependendo da característica da obra. Quando bem projetado e executado, o pavimento de concreto pode ultrapassar a vida útil estimada mínima de 20 anos, como é o caso de muitos pavimentos que resistem por mais de 70 anos no Brasil, entre muitos construídos nas décadas de 50 e 60.

A chave para uma boa implantação do pavimento de concreto está na combinação de três fatores essenciais: um bom projeto, o uso de produtos e equipamentos de qualidade e uma boa execução. Cada uma dessas etapas requer atenção para garantir que o pavimento entregue qualidade e durabilidade.

O desafio de aplicar essas boas práticas em todo o país é mais complexo quando se consideram as dimensões e as variabilidades regionais do Brasil. Nesse sentido, a ABCP vem atuando de forma efetiva na promoção e desenvolvimento do pavimento de concreto por meio de seus Escritórios Regionais e Representações, em diferentes frentes, como pesquisa, inovação, normalização, capacitação técnica e disseminação de boas práticas, a fim de impulsionar cada vez mais esse sistema construtivo.

Tecnologia de concreto na pavimentação é apresentada em Marília com vantagem de custo

A ABCP, em parceria com a Secretaria de Planejamento Urbano de Marília-SP, promoveu na sexta-feira, 25/04, no Auditório do Gabinete da Prefeitura de Marília, uma apresentação sobre a tecnologia de pavimentação em cimento Portland. Considerado uma alternativa viável ao asfalto, o material já é amplamente utilizado em loteamentos e rodovias em diversas regiões do Brasil.

O objetivo do evento foi destacar os benefícios dessa solução, que oferece maior durabilidade e custo reduzido quando comparada à massa asfáltica convencional. O material já é muito utilizado em loteamentos e rodovias em diversas regiões do Brasil. “A tecnologia do concreto evolui constantemente. Buscamos fazer mais por menor valor. Hoje nossa produção chega 1.000 metros cúbicos diários com qualidade”, afirmou Ricardo Humberto Moschetti, gerente da Regional São Paulo da ABCP.

Outro benefício significativo do concreto é sua menor dependência de fatores externos, como a oscilação dos preços dos derivados de petróleo. Em períodos de alta, o asfalto se torna um investimento mais oneroso, enquanto o cimento mantém estabilidade nos custos. Planilhas comparativas mostram que a escolha pelo concreto pode gerar economia substancial a longo prazo.

A ABCP também destaca a sustentabilidade da pavimentação em cimento. Diferente do asfalto, que pode sofrer com deformações causadas pelo calor e por tráfego intenso, o concreto tem maior resistência e menor impacto ambiental. Além disso, sua aplicação reduz a emissão de poluentes durante o processo de produção e manutenção. “Ninguém gosta de gastar dinheiro público refazendo obras. Por isso, tem aumentado muito o interesse de prefeituras e DERs (Departamento de Estradas de Rodagem), dos governos estaduais, pelo produto. Sem falar que não é poluente”, completou.

Além disso, a ABCP oferece suporte técnico gratuito para projetos de loteamento que utilizam o cimento Portland. Isso incentiva empresas e prefeituras a adotarem a tecnologia, fortalecendo a cadeia produtiva do cimento e garantindo soluções inovadoras para pavimentação urbana.

O secretário de Planejamento Urbano de Marília, Ernesto Tadeu Consoni, disse que o objetivo do evento foi destacar os benefícios dessa solução, que oferece maior durabilidade e custo reduzido quando comparada à massa asfáltica convencional. “A pavimentação em concreto proporciona diversas vantagens, principalmente em momentos de instabilidade nos preços dos derivados de petróleo, usados na composição do asfalto. A técnica vem se consolidando como uma opção eficiente para pavimentação de vias públicas. A base rígida do concreto também garante maior estabilidade ao pavimento, pois não sofre tanto com movimentações do solo, como acontece com o asfalto. Por ser composto por placas, a manutenção se torna mais simples e eficiente, permitindo a compatibilização com redes de água e esgoto sem prejudicar a estrutura viária” afirmou Consoni.

Segundo ele, outro fator relevante é a tecnologia de aplicação do cimento. “Os mesmos equipamentos utilizados na pavimentação asfáltica podem ser adaptados para o concreto, tornando o processo ágil e econômico. A acabadora, que espalha a argamassa de petróleo, pode ser utilizada para distribuir o concreto. Isso agiliza a obra e reduz custos operacionais”, afirma.

Nos últimos anos, diversas empresas passaram a adotar exclusivamente o pavimento em concreto para novos loteamentos, eliminando completamente o uso do asfalto tradicional. Essa mudança foi motivada pelo aumento no preço do CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), que dobrou de custo em determinados períodos, tornando a alternativa em concreto ainda mais vantajosa financeiramente.

 

Fotos: Divulgação

Fonte: Prefeitura de Marília

Indústria prevê crescimento moderado para 2025

Apesar de um início do ano fortemente positivo, a projeção para 2025 é de um crescimento mais modesto nas vendas de cimento, entre 1% e 1,5%, totalizando 65,5 milhões de toneladas. O desempenho dependerá da evolução da economia, da política monetária e dos investimentos em infraestrutura e habitação.

Ainda que o volume de recursos aportado pela iniciativa privada e pelo poder público no setor de infraestrutura tenha evoluído, não é suficiente para superar a baixa performance em setores como transportes e logística, que afetam a competitividade brasileira.

A atualização do marco legal das concessões é um movimento importante para impulsionar o investimento em infraestrutura. Nesse sentido, a indústria do cimento tem contribuído para a recuperação das principais rodovias das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste pelo sistema whitetopping, que consiste no uso de concreto para reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, aumentando a qualidade da obra e a durabilidade das estradas.

A revitalização das vias com concreto proporciona uma pavimentação mais duradoura e resistente ao tráfego pesado, em especial nos locais de forte produção agrícola e industrial. A solução é adotada principalmente nas estradas norte-americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, e vem sendo implementada com sucesso no Brasil, a partir de um processo contínuo de capacitação, conduzido pela indústria do cimento, de empresas, concessionárias e órgãos rodoviários.

O pavimento de concreto avança em outro importante vetor de infraestrutura, com a implementação do Pavimento Urbano de Concreto (PUC) em ruas, avenidas e estradas municipais em mais de 170 cidades do país, com destaque para obras emblemáticas em Brasilia (DF), Piracicaba (SP), Jequié (BA) e Cachoeiro do Itapemirim (ES).

Na agenda da habitação, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deve manter o bom desempenho no ano, impulsionado pelo anúncio da ampliação do programa por parte do governo para famílias com renda de até 12 mil reais (faixa 4), com prazo de implementação na primeira quinzena de maio.

Na perspectiva da sustentabilidade, o ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental, ao sediar a COP30, traz desafios importantes para o setor produtivo, como a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono e a definição de metas de descarbonização setoriais no âmbito do Plano Clima.

Cresce a demanda por cimento no Brasil

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, participou nesta quarta-feira, 16/4, do programa Real Time, da Times Brasil, onde analisou o avanço nas vendas de cimento no primeiro trimestre de 2025 (saiba mais), impulsionado pela construção imobiliária, em especial o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e pelos investimentos na área de infraestrutura.

Paulo Camillo Penna lembrou que o setor teve, em 2024, um ano de recuperação e considerou “excepcional” o desempenho da indústria neste primeiro trimestre de 2025. Ele se mostrou otimista com a recente criação, pelo Conselho Curador do FGTS, da faixa 4 (renda familiar de até 12 mil reais) do MCMV, “o que vai favorecer 128 mil novas famílias”. Mas advertiu que houve uma redução de 49% dos financiamentos imobiliários no primeiro bimestre do ano, em comparação com 2024. “Nos preocupa o fato de que a subida dos juros estabelece uma competição entre ativo financeiro e ativo imobiliário”, disse. O presidente também destacou o esforços da indústria visando a eficiência energética e a descarbonização do setor.

Assista à entrevista completa:

 

 

Indústria do cimento avança para alcançar a neutralidade de carbono em 2050

Em novembro, o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30. Representantes de 196 países, ONGs, cientistas, líderes do setor privado e sociedade civil estarão reunidos em Belém (PA) para discutir o futuro do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável e da transição para uma economia de baixo carbono.

Em apoio a essa agenda, a indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender a demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Considerada uma atividade intensiva na emissão de gases de efeito estufa (GEE), a produção de cimento responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Entretanto, em função de ações que vêm sendo conduzidas há décadas pelo setor, bem como do próprio perfil de emissões nacionais, no Brasil essa participação é de quase um terço da média mundial – ou 2,3% – segundo o último Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa.

Diante desse desafio de procurar meios para reduzir, ainda mais, as suas já baixas emissões de CO2, a indústria do cimento do Brasil, em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Banco Mundial, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e uma série de renomados especialistas de importantes universidades e centros tecnológicos do país, desenvolveram em 2019, o Roadmap Tecnológico do Cimento, um dos mais ambiciosos projetos do setor nas últimas décadas e sem precedentes entre outros setores industriais brasileiros.

De 1990 a 2015, reduzimos em 20% nossa intensidade carbônica, o que significa que foram evitadas 125 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Nosso plano nos leva além, indicando um potencial de reduzir ainda mais 33% das nossas emissões dentro do processo produtivo, evitando mais 420 megatoneladas de CO2 até 2050. É desafiador, estamos falando de sair de 564kg, o número mais baixo da série histórica, para 365kg de CO2 emitido por tonelada de cimento produzida.

Em 2023 demos um importante passo junto à Global Cement and Concrete Association (GCCA), sendo escolhido como um dos cinco primeiros países a integrar o programa de aceleração de Roadmaps nacionais Net Zero em Carbono. O ambicioso projeto ampliará o alcance do Roadmap de 2019 não somente sobre o processo produtivo do cimento, mas sobre todo o seu ciclo de vida no uso do produto no concreto e na construção, de forma a alcançar a neutralidade em carbono até 2050.

Em fevereiro de 2025 esse compromisso foi fortalecido com a união de esforços entre a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o SNIC e o Instituto E+ para a atualização do Roadmap de Descarbonização do setor.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar. A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados em 2023 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Ainda na esfera federal, participamos ativamente da Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), cujas diretrizes contemplam Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Atuando junto com a indústria de base, estamos relacionando uma série de medidas necessárias para acelerar a redução das emissões de GEE. E sem deixar de citar o importante processo de regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, que também contou com a articulação da indústria brasileira do cimento e que se inicia em 2025.

Responsável por cerca de 82 mil empregos, com receita de aproximadamente R$ 26,5 bilhões ao ano, uma arrecadação líquida anual de R$ 4 bilhões em impostos e R$27,5 bilhões de investimentos planejados entre 2023 e 2027, o setor desempenha um importante papel na sustentabilidade, principalmente no que tange à questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas.

A atividade de coprocessamento, responsável pela transição energética em nosso processo produtivo, atingiu sua melhor marca em 2023, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos processados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas e deverá representar mais de 55% da energia do setor até 2050. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento futuro. A matriz energética atual está dividida em 68% de fósseis, 18% biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço do açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% resíduos (pneus inservíveis, resíduos industriais e urbanos).

Entendemos que é preciso avançar em todas as frentes para eliminar ou mitigar as emissões, oferecendo soluções tecnológicas de forma orientada para o futuro. Isso requer ações inovadoras, engajamento ativo e colaboração de muitos atores.

Se 2024 foi o ano mais quente da história recente, foi também um ano aquecido na defesa dos interesses da indústria, a começar pelos projetos de fomento ao consumo de cimento, que avançaram com o Programa Minha Casa, Minha Vida e as obras de infraestrutura de transporte com a expansão do uso do pavimento de concreto na malha urbana e rodoviária.

Todas essas iniciativas reforçam o papel transformador da indústria do cimento para um mundo ecoeficiente, que é o tema central do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e, pela primeira vez, a Exposição Internacional do Cimento, a EXPOCIMENTO 2025 que serão realizados de 30 de junho a 2 de junho, no Golden Hall WTC em São Paulo e irão apresentar as inúmeras possibilidades de aplicação do cimento Portland, material predominante e vital para a construção civil.

Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC.

Artigo publicado no site ESG Inside

Vem aí o II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento, o 9º CBCi e a ExpoCimento 2025

Há menos de três meses dos mais importantes eventos das cadeias de valor do cimento, as principais empresas do mercado já confirmaram a presença como patrocinadoras e expositoras do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento. De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo.

Esta edição será ainda maior, com público ampliado, mais de 100 palestras, feira de negócios e apresentação das últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante e vital para a construção civil. Haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho.

Com tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, o 9º CBCi contará com painéis sobre temas como a transição energética, descarbonização, infraestrutura e inovação.

Já a Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

O II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025) que já está com programação completa. Terá palestras, cursos pré-eventos, sessões técnicas e discussões sobre os avanços da ciência do cimento e as soluções para a descarbonização da indústria.

Os eventos serão marcos na indústria do cimento ao reunir em um único local: congresso, exposição, feira, networking e até uma arena. Às empresas que abraçaram e apoiam essas iniciativas, nosso profundo agradecimento, por acreditar e seguir os valores que definem o desenvolvimento responsável, a economia circular e a sustentabilidade do planeta.

Não deixe de participar desta oportunidade única de poder conferir de perto a evolução dessa indústria centenária e que se reinventa a todo momento no campo produtivo, ambiental e da inovação.

Saiba mais em: https://congressocimento.com.br/

Cimento acumula alta de vendas no primeiro trimestre

A indústria brasileira de cimento registrou no primeiro trimestre a venda de 15,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Em março, a alta foi de 5,2% frente ao mesmo mês de 2024, com 5,3 milhões de toneladas comercializadas do produto.

Na comparação por dia útil, as vendas do produto registraram em março 244,9 mil toneladas, crescimento de 5,6% em comparação a fevereiro e de 10,1% em relação a igual período de 2024. Assim, o resultado trimestral apresentou uma alta de 6,0% ante os três primeiros meses do ano passado.

O resultado é atribuído ao contínuo aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com recorde da série histórica da massa salarial e carteiras assinadas em fevereiro de 2025, além da taxa de desemprego, que foi a menor para um trimestre desde 2014, quando marcou 6,8%.

Ademais, o mercado imobiliário, outro importante indutor no consumo de cimento, registrou expansão nos lançamentos, puxado pelo programa Minha Casa Minha Vida, que já representa 50% do volume de imóveis. Os segmentos de médio e alto padrão também apresentaram evolução, com resultado positivo no quarto trimestre, divulgado por grande parte das incorporadoras. As vendas de materiais de construção seguiram em expansão em fevereiro, com projeção de 2,8% de crescimento neste ano.

O cenário positivo refletiu na confiança da construção, que após dois meses de queda voltou a subir em fevereiro. Entretanto, esse movimento não foi disseminado em todos os segmentos de maneira equilibrada (Infraestrutura, Edificações e Serviços Especializados), e não recuperou a queda dos dois primeiros meses do ano. Esse pessimismo do primeiro trimestre reflete a escassez de mão de obra, especificamente na construção civil, e um crédito imobiliário mais caro.

A alta da taxa de juros continua a impactar crescentemente os financiamentos. No acumulado até fevereiro de 2025, o número de unidades financiadas para construção caiu, significativamente, 49,3%, comparado com o mesmo período do ano passado.

A redução da disponibilidade de crédito via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e do FGTS levantam preocupações sobre o funding imobiliário a longo prazo. A recente ação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre a possibilidade de penhorar um imóvel que esteja alienado fiduciariamente para pagamento de dívida condominial traz ainda mais insegurança, uma vez que a alienação fiduciária é uma forma de garantir crédito. Esse movimento deve encarecer o financiamento. O crédito imobiliário participa com cerca de 9% do Produto Interno Bruto, ainda aquém dos patamares de países desenvolvidos e mesmo das nações pares do Brasil.

A confiança do consumidor, apesar de ter registrado a primeira alta do ano, ainda permanece pessimista, em função dos patamares elevados da inflação e dos juros, que impactam o orçamento das famílias. Nos últimos anos, os gastos destinados a reforma e construção foram substituídos por despesas com internet, eletrodomésticos, TV a cabo e, mais recentemente, apostas, o que reflete negativamente no setor.

Adicionalmente, o endividamento da população segue bastante elevado, 48,3%, próximo do recorde histórico de 49,9% em julho de 2022, e a inadimplência já atinge mais de 75 milhões de brasileiros, comprometendo a atividade da construção.

A demanda pelo novo empréstimo consignado privado, lançado recentemente, apesar de ter surpreendido o setor bancário, pode demorar a decolar por estar concentrada em instituições menores.

Apesar do impacto positivo do programa Minha Casa Minha Vida, na agenda de infraestrutura o PAC ainda não gerou os resultados esperados. Os investimentos em saneamento, que devem somar R$ 75 bilhões apenas em 2025, só deverão ser sentidos na indústria do cimento em dois ou três anos, quando as obras atingirem a fase de construção de estações de tratamento de água e esgoto.

No ambiente externo, as incertezas vindas dos EUA devem refletir na inflação global e, principalmente, nos custos de produção. A indústria brasileira do cimento segue com o desafio de reduzir custos, em especial de energia, uma vez que é responsável por mais de 50% dos custos e parte das emissões de gases de efeito estufa da indústria.

Diante desse cenário, o setor tem feito avanços significativos na agenda ambiental. O setor tem investido na substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas, como biomassas, resíduos industriais e domésticos (lixo urbano).

Para contribuir com a agenda de descarbonização, o setor segue trabalhando ativamente junto ao governo na elaboração de metas setoriais, contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nesse sentido, a indústria brasileira do cimento vem contribuindo com a construção dos compromissos do setor industrial junto ao Plano Clima, bem como na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (mercado de carbono).

 

Cimento acumula alta de vendas no primeiro trimestre

A indústria brasileira de cimento registrou no primeiro trimestre de 2025 a venda de 15,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Em março, a alta foi de 5,2% frente ao mesmo mês de 2024, com 5,3 milhões de toneladas comercializadas do produto.

Na comparação por dia útil as vendas do produto registraram em março 244,9 mil toneladas, um crescimento de 5,6% em comparação a fevereiro e de 10,1% em relação a igual período de 2024. Assim, o resultado trimestral apresentou uma alta de 6,0% ante os três primeiros meses do ano passado.

 

Podcast Diálogos VC #48 – Tendências na Construção Civil em 2025

A Votorantim Cimentos lançou no fim de março o episódio de número 48 do podcast Diálogos VC sobre “Tendências na Construção Civil em 2025”. Neste programa, a conversa foi com Gonzalo Visedo, head de Sustentabilidade do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), e Alvaro Lorenz, diretor global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produtos e Engenharia da Votorantim Cimentos.

No bate-papo, eles explicam quais são as características de um cimento sustentável, e também os esforços e as tecnologias desenvolvidas pela indústria cimenteira para fabricar produtos com menor emissão de CO2.

Confira pelo YouTube:

Pavimento de concreto: durabilidade e menor custo de manutenção têm sido diferenciais para as rodovias brasileiras

O pavimento de concreto (pavimento rígido) tem se consolidado como uma solução viável e eficiente para rodovias brasileiras, oferecendo maior durabilidade, menor custo de manutenção e vantagens ambientais significativas. Obras como as restaurações da SC-160 e da SC-477 evidenciam os benefícios desse tipo de pavimentação, que está transformando a infraestrutura do país.

De acordo com Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas, empresa especializada em infraestrutura viária urbana e rural, uma das principais diferenças entre o pavimento de concreto e o asfalto está na durabilidade. “O concreto tem uma vida útil muito maior, frequentemente superior a 20 anos, enquanto o asfalto é projetado para durar entre seis e dez anos“, explica.

Em relação ao investimento inicial, Maschio destaca que a implantação do pavimento de concreto pode custar até 20% menos do que o asfalto convencional, especialmente em vias de alto tráfego. “Quanto maior o fluxo de caminhões, mais vantajoso se torna o pavimento de concreto, pois ele suporta melhor a carga sem necessidade de manutenções frequentes“, acrescenta.

 

Manutenção reduzida e sustentabilidade

A economia também se reflete nos custos de manutenção. “Nos primeiros 20 anos, as intervenções necessárias no pavimento de concreto são mínimas, representando apenas 2% a 5% do valor da obra“, aponta Maschio. Diferente do asfalto, que exige recapeamento frequente, a manutenção do concreto consiste apenas na substituição de placas danificadas, sem necessidade de fresagem ou tapa-buracos. Além disso, o concreto é um material sustentável, podendo ser reciclado e reutilizado na pavimentação de novas estradas. “Com o tempo, o concreto pode ser britado e reaproveitado, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos e minimizando o impacto ambiental”, informa.

 

Segurança viária e conforto para os motoristas

Outro aspecto positivo do pavimento de concreto é a segurança viária. Estudos indicam que esse tipo de pavimento melhora a visibilidade noturna devido à sua coloração mais clara, refletindo melhor a iluminação das rodovias. “O concreto também reduz o risco de aquaplanagem, pois não deforma com o tempo, evitando o acúmulo de água na superfície”, ressalta Maschio. Testes realizados nos Estados Unidos demonstraram que a frenagem em superfície de concreto pode reduzir em até 40% a distância necessária para um veículo parar em velocidades acima de 80 km/h, um fator determinante para evitar acidentes.

De acordo com Giovani Alberti, representante da ABCP no Paraná, a utilização do pavimento de concreto como solução de pavimentação em rodovias tem se tornado frequente com intuito de obter obras mais duradouras com poucas intervenções de manutenção. “O material traz vantagens também em relação ao fato da coloração clara do concreto minimizar a temperatura ambiente, melhorar a visibilidade para o usuário e não sofrer deformações que provocam buracos e trilha de rodas, além de melhor aderência do pneu dos veículos”, enumera.

 

Casos de sucesso no Brasil

De acordo com um levantamento da ABCP, a solução em concreto, adotada com sucesso nas estradas americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, vem sendo implementada com sucesso no Paraná e Santa Catarina, a partir de um processo contínuo de capacitação técnica conduzido pela ABCP.

Dejalma Frasson Junior, gerente da Regional Sul da ABCP, afirma que a entidade vem atuando junto a prefeituras e ao DER, realizando treinamentos com a equipe de engenheiros e seus prestadores de serviço sobre as técnicas de execução, confecção de projeto e controle tecnológico, para o uso mais adequado do pavimento de concreto, bem como orientando os fiscais durante o andamento das obras e projetos. “Nos últimos anos, o pavimento de concreto tem demonstrado um custo competitivo já na construção e, principalmente, levando em consideração o ciclo de vida do empreendimento ao longo da sua vida útil”, observa.

No Paraná, já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 120 quilômetros de rodovias, sendo 200 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping.

Em Santa Catarina, atualmente são executados 120 quilômetros de restauração de rodovias. Exemplo disso são as recentes obras nas rodovias SC-160 e SC-477, em Santa Catarina. Na SC-160, a obra está sendo realizada por meio do Programa Estrada Boa, garantindo maior resistência ao desgaste e menor necessidade de reparações futuras. Já na SC-477, a utilização de concreto nos trechos principais e asfalto apenas nas travessias urbanas otimiza o desempenho da rodovia e reduz os custos a longo prazo.

Diante das vantagens do pavimento rígido, cada vez mais Estados brasileiros estão adotando essa solução para modernizar suas rodovias. A combinação de durabilidade, menor custo de manutenção, segurança aprimorada e sustentabilidade faz desse material a melhor escolha para garantir uma infraestrutura viária eficiente e segura no Brasil.

 

Fonte: Massa Cinzenta / Cimento Itambé