Presidente da ABCP é entrevistado no Money Times Brasil

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, foi entrevistado nesta terça-feira, 24/6, pelo programa Money Times Brasil, da rede CNBC, que destacou a participação da indústria cimenteira à frente do Plano Clima, um dos temas a serem tratados na COP30. O Plano Clima expressa o compromisso do país e de sua indústria para enfrentar a emergência climática.

Há mais de 30 anos – lembrou Paulo – a indústria investe no aprimoramento da produção do insumo para, entre outros aspectos, reduzir a emissão de CO2. Em relação à transição energética, o setor busca substituir o coque de petróleo, majoritariamente importado e poluente, por combustíveis alternativos, como biomassas (casca do babaçu, caroço de açaí, palha de arroz, caco de madeira de reflorestamento), resíduo doméstico (lixo), resíduos industriais e pneus.

“O que a indústria consome de pneus em um ano daria para dar uma volta e um terço ao redor da Terra”, disse Paulo, lembrando que a indústria brasileira é uma referência em termos de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Enquanto a indústria global de cimento emite, em média, 7% dos GEE, a indústria brasileira emite apenas 2,3% – menos de um terço da média mundial. 

O presidente da ABCP e do SNIC argumentou também que o coprocessamento de resíduos “é a possibilidade de fazer a troca entre o combustível fóssil e o resíduo”. Na última aferição, em 2023, os combustíveis alternativos responderam por 32% da matriz energética da indústria de cimento nacional, antecipando em dois anos a meta do setor. Ele enfatizou que a ambição é chegar à neutralização das emissões até 2050, o que envolve toda a cadeia da construção civil.

Assista à entrevista completa:

Está chegando o maior evento da indústria brasileira de cimento

A menos de uma semana do Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e da primeira edição da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, mais de 50 palestrantes, entre especialistas, autoridades e lideranças empresariais de setores integrados à cadeia produtiva da construção, confirmaram sua presença e vão compartilhar conhecimento e debater sobre o futuro do setor nos três dias de evento.

Com o tema “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento, no dia 30 de junho, às 18h, contará com a participação do Presidente da GCCA – Global Cement and Concret Association, Thomas Guillot, e do Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, além de personalidades públicas.

Até o dia 2 de julho de 2025, os participantes vão conferir de perto mais de 100 palestras e as últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante na construção civil. Durante três dias, eles poderão participar de debates de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

Os eventos serão um marco para o setor ao abordar os desafios e inovações que moldarão o futuro do cimento e do concreto. Como inovação e desenvolvimento sustentável caminham juntos, uma das grandes novidades será a ExpoCimento, uma feira internacional integrada ao Congresso, que apresentará os mais recentes projetos e oportunidades de negócio da cadeia produtiva.

A ExpoCimento ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Haverá ainda arenas temáticas para apresentar todas as novidades dos expositores. Neste encontro, além dos profissionais e lideranças da indústria do cimento, estarão reunidos representantes da cadeia produtiva da construção para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias.

Não deixe de participar dessa oportunidade única de poder conferir de perto a evolução dessa indústria centenária e que se reinventa a todo momento nos campos produtivo, ambiental e da inovação.

Saiba mais em https://congressocimento.com.br/

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Os presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estarão presentes no último debate do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento, no dia 2 de julho de 2025, das 17h às 18h, no Golden Hall WTC, em São Paulo, que será mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, e o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira.

Os CEOs debaterão os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

 

Sobre o 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi) e ExpoCimento

De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo. Essa edição do CBCi será ainda maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção.

Já a Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Os eventos serão um marco para o setor ao abordar os desafios e inovações que moldarão o futuro do cimento e do concreto. Como inovação e desenvolvimento sustentável caminham juntos, uma das grandes novidades será a ExpoCimento, uma feira internacional integrada ao Congresso, que apresentará os mais recentes projetos e oportunidades de negócio da cadeia produtiva.

Haverá ainda arenas temáticas para apresentar todas as novidades dos expositores. Neste encontro, além dos profissionais e lideranças da indústria do cimento, o evento reunirá representantes da cadeia produtiva da construção para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias. Saiba mais

Cidades buscam soluções sustentáveis para amenizar o impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

A fim de debater soluções sustentáveis para amenizar esses impactos no ambiente urbano, autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos no 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), que ocorre junto da primeira edição da ExpoCimento, de 30 de junho a 2 de julho no Golden Hall WTC, em São Paulo.  Saiba mais

No último dia do evento, o 9º CBCi contará com palestras, das 11h às 12h, do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, do diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática será tema do painel a ser realizado das 14h às 16h, que contará com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação terá ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, das 16h às 17h, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Fernando Furiatti, Diretor Presidente do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

 

Presidentes da indústria do cimento debaterão os principais temas do setor

O 9ºCBCi será encerrado, das 17h às 17h45, com debate entre os presidentes das principais cimenteiras do Brasil sobre os temas do setor, mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, e CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz.

 

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

 

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

 

Patrocinadores

Os eventos têm patrocínio da Aditibras, Beumer Latinoamericana Equipamentos, Cimento Nacional, Ciplan Cimento Planalto S/A, Claudius Peters do Brasil, Chryso Saint-Gobain, Dairix Equipamentos Analíticos, FIEMG – SENAI, FIRJAN – SENAI, FLSmidth Brasil, Fuchs Lubrificantes do Brasil, Gebr. Pfeiffer do Brasil, Haver & Boecker Latinoamericana, Hazemag do Brasil, Cia de Cimento Itambé, Magotteaux Brasil, Novakem Indústria Química, Orizon Valorização de Resíduos, Qlar Europe Gmbh, Renova, RHI Magnesita, RUD Correntes Industriais, Sika S/A, Sinoma – CBMI,  Sinoma – CDI,  Sinoma – CNBM Equipment Group Co, Sinoma Overseas Brazil,  UTIS e Votorantim Cimentos.

O cimento como agente de transformação da infraestrutura está na pauta do maior evento do setor

O Brasil possui aproximadamente 1,72 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, o que faz do país o dono da quarta maior malha rodoviária do mundo. Por outro lado, há um dado que assusta: somente 12,4% das vias são pavimentadas.

Para debater os principais desafios e oportunidades ao desenvolvimento da infraestrutura nacional, autoridades, especialistas e lideranças empresariais estarão reunidos no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na ExpoCimento, que acontecem de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Os eventos são organizados pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

A programação do congresso destaca, em seu último dia, o tema “O cimento como agente de transformação – Infraestrutura e Inovação”, com palestras do Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Venilton Tadini, do Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, do Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e do CEO da Motiva, Miguel Setas.

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de revestimento para pavimentos, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados a ela ao longo do tempo. As vantagens do sistema construtivo incluem ainda a redução do consumo de combustível e de pneus e a diminuição do número de acidentes.

Nas rodovias federais, a solução está presente, por exemplo, no Paraná, Santa Catarina e em Brasília. No território paranaense, o concreto está dando uma nova cara à logística viária, com segurança e ganhos operacionais para quem trafega pelo Estado. Já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 237 quilômetros de rodovias, além de 250 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping, que consiste no uso de concreto para a reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, aumentando a qualidade da obra e a durabilidade das estradas. Há ainda mais 167 quilômetros em projetos. Já Santa Catarina tem atualmente em execução 110 quilômetros de restauração de rodovias, também com whitetopping.

Em Brasília, as vantagens do sistema foram comprovadas em diversas rodovias, entre elas a DF-095, conhecida como Via Estrutural, que teve todo o seu asfalto recoberto por pavimento de concreto (whitetopping), tornando-se a primeira do Distrito Federal a ter essa tecnologia em toda sua extensão, de aproximadamente 45 quilômetros.

Nas cidades, o Pavimento Urbano de Concreto (PUC) já é adotado por mais de 150 municípios brasileiros, contribuindo para a melhoria das ruas com qualidade e economia de recursos financeiros, além de gerar ganhos adicionais para os usuários e para a própria natureza. A pavimentação de concreto em vias urbanas, que começou com seu emprego em corredores de ônibus e avenidas de trânsito pesado, hoje está presente também em vias de menor tráfego. Esta é a realidade de cidades como Piracicaba, no interior de São Paulo.

A expansão do pavimento rígido se deve às vantagens competitivas do PUC, como a vida útil até cinco vezes mais longa em relação ao asfalto, a redução de custos de manutenção, a reflexão de luz até 30% superior à do asfalto e a consequente redução no consumo de energia elétrica das cidades. Além disso, esse tipo de pavimento também pode reduzir em até 4°C a temperatura ambiente e em até 14°C a temperatura da superfície da via, contribuindo para uma menor emissão de dióxido de carbono (CO2). O PUC pode ainda ser utilizado como solução de whitetopping como forma de recuperar e aumentar a capacidade de carga da via.

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupará um moderno espaço do Golden Hall WTC, especialmente concebido para acolher as palestras e também para apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e sua aplicação nos sistemas cimentícios.

O 9º CBCi e a ExpoCimento têm patrocínio de: Aditibras, Beumer Latinoamericana Equipamentos, Cimento Nacional, Ciplan Cimento Planalto S/A, Claudius Peters do Brasil, Chryso Saint-Gobain, Dairix Equipamentos Analíticos, FIEMG – SENAI, FIRJAN – SENAI, FLSmidth Brasil, Fuchs Lubrificantes do Brasil, Gebr. Pfeiffer do Brasil, Haver & Boecker Latinoamericana, Hazemag do Brasil, Cia de Cimento Itambé, Magotteaux Brasil, Novakem Indústria Química, Orizon Valorização de Resíduos, Qlar Europe Gmbh, Renova, RHI Magnesita, RUD Correntes Industriais, Sika S/A, Sinoma – CBMI,  Sinoma – CDI,  Sinoma – CNBM Equipment Group Co, Sinoma Overseas Brazil,  UTIS e Votorantim Cimentos.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente aos eventos, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença renomados especialistas e acadêmicos do tema.

Vendas de cimento têm alta em maio

Em maio, as vendas de cimento voltaram a crescer no Brasil, indicando uma recuperação após recuo em abril. Foram comercializadas 5,7 milhões de toneladas, uma alta de 6,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o crescimento foi de 4,6 %.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 244,1 mil toneladas, um aumento de 3,1 % em comparação ao mês de abril e alta de 4,2 % ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-maio), em dias úteis, o desempenho registra uma evolução de 6,0%.

Este quadro se deve, principalmente, a uma base de vendas fraca no período de janeiro a maio de 2024, sobretudo em maio, quando o resultado foi impactado pelo desastre climático na região sul. Esse efeito estatístico favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses de 2025. As projeções deste ano apontam para um desempenho mais modesto nos próximos meses.

Um dos indutores do aquecimento de vendas continua sendo o mercado de trabalho, com taxa de desemprego de 6,6% verificado até abril – o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012 -, o recorde de profissionais com carteira assinada e a queda na informalidade. Além disso, as obras imobiliárias seguiram em expansão, impulsionadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que já representa 53% de todos os lançamentos no primeiro trimestre.

A confiança do consumidor subiu em maio, motivada pela melhora tanto da percepção atual quanto das expectativas para os próximos meses. Já a indústria registrou a maior alta do índice da FGV no ano. Apesar disso, nota-se aumento no nível dos estoques pelo segundo mês consecutivo, acendendo um alerta para os empresários. A política monetária contracionista, aliada à expectativa geral de desaceleração da economia, pode refletir em um cenário difícil para a indústria no segundo semestre.

Na construção, a confiança recuou mais uma vez, atingindo o menor nível desde junho/21. Dificuldades com o ambiente de negócios mantêm o indicador no terreno do pessimismo moderado. Isso já reflete nos financiamentos, que estão mais escassos e têm feito com que incorporadoras de médio padrão tenham problemas em honrar as dívidas. Nos quatro primeiros meses do ano, o volume de recursos da poupança direcionado pelos bancos para financiar a construção recuou 48,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O cenário adverso, marcado pela inflação alta, a taxa de juros no maior patamar em 20 anos, sinais de desaceleração da economia e cortes no orçamento do governo federal, gera ainda mais incerteza e cautela do setor produtivo e do consumidor brasileiro nos próximos meses.

Para a indústria brasileira do cimento, o cenário continua desafiador. As concessões rodoviárias, a necessidade de infraestrutura e a demanda crescente por moradias são fatores que reforçam as expectativas mais alentadoras.

Por outro lado, há previsão de diminuição do ritmo da atividade global e elevação dos custos de produção. Para minimizar os impactos ambientais e a pressão dos preços do coque de petróleo, principal insumo energético do setor, a indústria brasileira do cimento tem ampliado fortemente os investimentos em combustíveis alternativos (resíduos e biomassas).

O coprocessamento, atividade responsável pela transição energética no processo de utilização de resíduos, atingiu sua melhor marca em 2023 (última medição realizada), antecipando a meta prevista em três anos. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos processados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção.

Na esteira das ações voltadas para a descarbonização, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o SNIC promovem o 9º Congresso Brasileiro de Cimento e a primeira edição da Expocimento, que serão realizados de 30 de junho a 2 de julho no WTC Hall, em São Paulo.

Importantes autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos para debater tendências, expectativas e posicionamentos, no momento em que o Plano Clima estabelece os compromissos de descarbonização da indústria e dos seus diversos setores. Saiba mais no site do evento.

Vendas de cimento crescem 6,5% em maio de 2025

As vendas de cimento no Brasil registraram uma alta de 6,5% em maio de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC e da ABCP, comenta o assunto no CNN Brasil Money, da CNN, edição de 06/06/2025.

Assista à matéria completa:

 

Vendas de cimento têm alta em maio

Em maio, as vendas de cimento voltaram a crescer no Brasil, indicando uma recuperação após recuo em abril. Foram comercializadas 5,7 milhões de toneladas, uma alta de 6,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o crescimento foi de 4,6%. No acumulado do ano (jan-maio), em dias úteis, o desempenho registra uma evolução de 6,0%.

 

 

 

ABCP promove em Campo Grande e Cuiabá workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou nos dias 04 e 05/06, em Campo Grande-MS e Cuiabá-MT, respectivamente, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais e empreendedores do setor e construtores. O evento contou com a presença de instrutores renomados. Entre eles destacam-se Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto), Fernando Crosara (ABCP) e Luciano Lima (Glasser). Os especialistas apresentaram suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade e desempenho e casos de sucesso.

 

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, e promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

 

 

Veja como o calor está mudando as rodovias brasileiras

O asfalto não chega a reinar quando se observa a totalidade das rodovias brasileiras – aproximadamente 87% da malha rodoviária do país ainda é de terra -, mas historicamente manteve uma supremacia nos 12,3% de estradas pavimentadas no país. Esse predomínio começa a ser ameaçado pelo concreto a base de cimento Portland, tipo mais comum no Brasil.

Segundo executivos de departamentos governamentais de infraestrutura rodoviária ouvidos pelo Valor, a utilização do concreto na pavimentação de estradas tende a dobrar nos próximos dez anos. Essa perspectiva se baseia principalmente pelo encarecimento do ligante asfáltico comercializado pela Petrobras e pelos efeitos das mudanças climáticas, considerando que temperaturas mais altas e variações mais extremas costumam danificar mais o asfalto que o cimento. O asfalto também reflete mais calor para a atmosfera, contribuindo para elevar a temperatura, especialmente nos aglomerados urbanos.

 

Confira a matéria de Rafael Vazquez para o Valor na íntegra: