Vendas de cimento desaceleram em abril

Após o primeiro trimestre de 2025 registrar forte alta, as vendas da indústria do cimento apresentaram retração em abril. Em termos nominais, foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, uma queda de 3,0% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, a comercialização do produto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano aumentou 4,2%.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 236,8 mil toneladas, um recuo de 4,1% em comparação ao mês de março e alta de 5,8% ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-abril), o desempenho registra crescimento de 6,5%.

O resultado positivo do acumulado do ano é atribuído ao aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com o salário dos trabalhadores atingindo o valor mais alto já registrado desde 2012. A melhora das expectativas para os próximos meses, principalmente sobre a situação econômica local, elevou a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.

O mercado imobiliário, outro importante indutor do consumo de cimento, apresentou queda no número de lançamentos no primeiro bimestre de 2025 comparado com o mesmo período de 2024, indicando que as obras iniciadas no passado ainda estão influenciando positivamente o desempenho do setor de cimento. As recentes mudanças no programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), que passou a incluir também famílias com renda de até 12 mil reais, serão importantes para a manutenção da boa performance da indústria.

Apesar do momento promissor, o ambiente de incerteza que prevalece na economia devido à elevada taxa básica de juros, inadimplência e endividamento das famílias tem afetado a confiança do setor da construção, que recuou em abril para o menor nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário a preocupação das empresas com a falta de mão de obra qualificada e a redução dos estoques imobiliários, resultantes do acréscimo de vendas e queda dos lançamentos verificados no início de 2025.

A mesma percepção de pessimismo foi observada no setor industrial. O ciclo de alta da Selic e a expectativa geral de desaceleração da economia devem refletir em um cenário difícil para a indústria em 2025, sobretudo no segundo semestre.

Mesmo diante de um ano desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista, influenciada pelos avanços em projetos de habitação e infraestrutura. O setor aposta no uso crescente do insumo como opção nas licitações de ruas e rodovias em pavimento de concreto, um sistema construtivo de maior durabilidade, economia e que proporciona mais conforto e segurança aos usuários, além de exercer menor impacto ambiental.

A elaboração do Plano Clima, política climática em desenvolvimento pelo governo federal, que trará compromissos de descarbonização a diferentes setores da economia, dentre eles a indústria, está a pleno vapor. O instrumento deverá ser concluído até o final deste mês, passando posteriormente por consulta pública, para ser apresentado até novembro, quando se realiza a COP30, em Belém-PA. O desafio é integrar a trajetória de descarbonização da indústria nacional com o crescimento da indústria de base, necessário para abastecer a demanda por infraestrutura e habitação no país.

As últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante na construção civil – serão apresentados no 9º Congresso Brasileiro de Cimento e na ExpoCimento, que ocorrerá de 30 de junho a 2 de julho de 2025, no Golden Hall WTC, em São Paulo. Os principais nomes do mercado já confirmaram presença nos eventos. Esta edição promete ser maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção. Mais informações no site.

Vendas de cimento desaceleram em abril

Após o primeiro trimestre de 2025 registrar forte alta, as vendas da indústria do cimento apresentaram retração em abril. Em termos nominais foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, uma queda de 3,0% em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No entanto, a comercialização do produto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano aumentou 4,2%.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 236,8 mil toneladas, um recuo de 4,1% em comparação ao mês de março e alta de 5,8% ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-abril), o desempenho registra crescimento de 6,5%.

Mercado de cimento se prepara para o 9º CBCi e ExpoCimento 2025

Edição promete ser ainda maior, com público ampliado, mais de 100 palestras, ampla área de exposição dos fornecedores da construção e apresentação das últimas inovações da aplicação do cimento

Os principais nomes do mercado já confirmaram presença no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento, marcado para acontecer de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o evento promete ser maior, tanto em público quanto em área de exposição.

Com mais de 100 palestras agendadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland – material predominante para a construção civil.
Três eventos do mercado de cimento em paralelo

Paralelamente ao evento, haverá o II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema. Com tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, o 9º CBCI contará com painéis sobre temas como a transição energética, descarbonização, infraestrutura e inovação.

Já Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

O II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025) que já está com programação completa terá palestras, cursos pré-eventos, sessões técnicas e discussões sobre os avanços da ciência do cimento e as soluções para a descarbonização da indústria.

Fonte: InfraRoi

ABCP apresenta soluções para cidades sustentáveis no Congresso Mineiro de Municípios

Tecnologias de pavimentação à base de cimento serão apresentadas em estande direcionado para prefeitos, gestores públicos, loteadores, projetistas e fornecedores

De 6 a 7/05, cerca de 10 mil prefeitos e gestores públicos estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, durante o 40º Congresso Mineiro de Municípios. O evento promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) contará com uma programação de seminários e salas técnicas, que abordarão soluções práticas e estratégias inovadoras para a administração pública.

A ABCP, por meio do Escritório Regional de Minas Gerais, participará do congresso com estande (nº153), que destacará o tema “Soluções para Cidades Sustentáveis”. Durante o evento, a Associação apresentará as tecnologias de pavimentação à base de cimento, como pavimento intertravado, placas pré-fabricadas, pavimento permeável, Pavimento Urbano de Concreto (PUC), bem como os sistemas complementares de drenagem e mobiliário urbano. Além disso, serão mostrados casos de sucesso e as mais últimas inovações, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica dessas soluções.

“Nosso objetivo é destacar as soluções que contribuam para o desenvolvimento da infraestrutura urbana. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas”, afirma Lincoln Raydan, gerente da regional Minas Gerais da ABCP.

Haverá ainda palestra no dia 7/05, às 11h30, sobre Soluções para Cidades no espaço AMM, durante o evento.

Mais informações podem ser obtidas no site do congresso.

Indústria do cimento avança para alcançar a neutralidade de carbono em 2050

Em novembro, o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30. Representantes de 196 países, ONGs, cientistas, líderes do setor privado e sociedade civil estarão reunidos em Belém (PA) para discutir o futuro do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável e da transição para uma economia de baixo carbono.

Em apoio a essa agenda, a indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender a demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Considerada uma atividade intensiva na emissão de gases de efeito estufa (GEE), a produção de cimento responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Entretanto, em função de ações que vêm sendo conduzidas há décadas pelo setor, bem como do próprio perfil de emissões nacionais, no Brasil essa participação é de quase um terço da média mundial – ou 2,3% – segundo o último Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa.

Diante desse desafio de procurar meios para reduzir, ainda mais, as suas já baixas emissões de CO2, a indústria do cimento do Brasil, em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Banco Mundial, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e uma série de renomados especialistas de importantes universidades e centros tecnológicos do país, desenvolveram em 2019, o Roadmap Tecnológico do Cimento, um dos mais ambiciosos projetos do setor nas últimas décadas e sem precedentes entre outros setores industriais brasileiros.

De 1990 a 2015, reduzimos em 20% nossa intensidade carbônica, o que significa que foram evitadas 125 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Nosso plano nos leva além, indicando um potencial de reduzir ainda mais 33% das nossas emissões dentro do processo produtivo, evitando mais 420 megatoneladas de CO2 até 2050. É desafiador, estamos falando de sair de 564kg, o número mais baixo da série histórica, para 365kg de CO2 emitido por tonelada de cimento produzida.

Em 2023 demos um importante passo junto à Global Cement and Concrete Association (GCCA), sendo escolhido como um dos cinco primeiros países a integrar o programa de aceleração de Roadmaps nacionais Net Zero em Carbono. O ambicioso projeto ampliará o alcance do Roadmap de 2019 não somente sobre o processo produtivo do cimento, mas sobre todo o seu ciclo de vida no uso do produto no concreto e na construção, de forma a alcançar a neutralidade em carbono até 2050.

Em fevereiro de 2025 esse compromisso foi fortalecido com a união de esforços entre a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o SNIC e o Instituto E+ para a atualização do Roadmap de Descarbonização do setor.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar. A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados em 2023 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Ainda na esfera federal, participamos ativamente da Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), cujas diretrizes contemplam Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Atuando junto com a indústria de base, estamos relacionando uma série de medidas necessárias para acelerar a redução das emissões de GEE. E sem deixar de citar o importante processo de regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, que também contou com a articulação da indústria brasileira do cimento e que se inicia em 2025.

Responsável por cerca de 82 mil empregos, com receita de aproximadamente R$ 26,5 bilhões ao ano, uma arrecadação líquida anual de R$ 4 bilhões em impostos e R$27,5 bilhões de investimentos planejados entre 2023 e 2027, o setor desempenha um importante papel na sustentabilidade, principalmente no que tange à questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas.

A atividade de coprocessamento, responsável pela transição energética em nosso processo produtivo, atingiu sua melhor marca em 2023, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos processados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas e deverá representar mais de 55% da energia do setor até 2050. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento futuro. A matriz energética atual está dividida em 68% de fósseis, 18% biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço do açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% resíduos (pneus inservíveis, resíduos industriais e urbanos).

Entendemos que é preciso avançar em todas as frentes para eliminar ou mitigar as emissões, oferecendo soluções tecnológicas de forma orientada para o futuro. Isso requer ações inovadoras, engajamento ativo e colaboração de muitos atores.

Se 2024 foi o ano mais quente da história recente, foi também um ano aquecido na defesa dos interesses da indústria, a começar pelos projetos de fomento ao consumo de cimento, que avançaram com o Programa Minha Casa, Minha Vida e as obras de infraestrutura de transporte com a expansão do uso do pavimento de concreto na malha urbana e rodoviária.

Todas essas iniciativas reforçam o papel transformador da indústria do cimento para um mundo ecoeficiente, que é o tema central do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e, pela primeira vez, a Exposição Internacional do Cimento, a EXPOCIMENTO 2025 que serão realizados de 30 de junho a 2 de junho, no Golden Hall WTC em São Paulo e irão apresentar as inúmeras possibilidades de aplicação do cimento Portland, material predominante e vital para a construção civil.

Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC.

Artigo publicado no site ESG Inside

Vem aí o II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento, o 9º CBCi e a ExpoCimento 2025

Há menos de três meses dos mais importantes eventos das cadeias de valor do cimento, as principais empresas do mercado já confirmaram a presença como patrocinadoras e expositoras do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento. De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo.

Esta edição será ainda maior, com público ampliado, mais de 100 palestras, feira de negócios e apresentação das últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante e vital para a construção civil. Haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho.

Com tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, o 9º CBCi contará com painéis sobre temas como a transição energética, descarbonização, infraestrutura e inovação.

Já a Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

O II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025) que já está com programação completa. Terá palestras, cursos pré-eventos, sessões técnicas e discussões sobre os avanços da ciência do cimento e as soluções para a descarbonização da indústria.

Os eventos serão marcos na indústria do cimento ao reunir em um único local: congresso, exposição, feira, networking e até uma arena. Às empresas que abraçaram e apoiam essas iniciativas, nosso profundo agradecimento, por acreditar e seguir os valores que definem o desenvolvimento responsável, a economia circular e a sustentabilidade do planeta.

Não deixe de participar desta oportunidade única de poder conferir de perto a evolução dessa indústria centenária e que se reinventa a todo momento no campo produtivo, ambiental e da inovação.

Saiba mais em: https://congressocimento.com.br/

Cimento acumula alta de vendas no primeiro trimestre

A indústria brasileira de cimento registrou no primeiro trimestre a venda de 15,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Em março, a alta foi de 5,2% frente ao mesmo mês de 2024, com 5,3 milhões de toneladas comercializadas do produto.

Na comparação por dia útil, as vendas do produto registraram em março 244,9 mil toneladas, crescimento de 5,6% em comparação a fevereiro e de 10,1% em relação a igual período de 2024. Assim, o resultado trimestral apresentou uma alta de 6,0% ante os três primeiros meses do ano passado.

O resultado é atribuído ao contínuo aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com recorde da série histórica da massa salarial e carteiras assinadas em fevereiro de 2025, além da taxa de desemprego, que foi a menor para um trimestre desde 2014, quando marcou 6,8%.

Ademais, o mercado imobiliário, outro importante indutor no consumo de cimento, registrou expansão nos lançamentos, puxado pelo programa Minha Casa Minha Vida, que já representa 50% do volume de imóveis. Os segmentos de médio e alto padrão também apresentaram evolução, com resultado positivo no quarto trimestre, divulgado por grande parte das incorporadoras. As vendas de materiais de construção seguiram em expansão em fevereiro, com projeção de 2,8% de crescimento neste ano.

O cenário positivo refletiu na confiança da construção, que após dois meses de queda voltou a subir em fevereiro. Entretanto, esse movimento não foi disseminado em todos os segmentos de maneira equilibrada (Infraestrutura, Edificações e Serviços Especializados), e não recuperou a queda dos dois primeiros meses do ano. Esse pessimismo do primeiro trimestre reflete a escassez de mão de obra, especificamente na construção civil, e um crédito imobiliário mais caro.

A alta da taxa de juros continua a impactar crescentemente os financiamentos. No acumulado até fevereiro de 2025, o número de unidades financiadas para construção caiu, significativamente, 49,3%, comparado com o mesmo período do ano passado.

A redução da disponibilidade de crédito via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e do FGTS levantam preocupações sobre o funding imobiliário a longo prazo. A recente ação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre a possibilidade de penhorar um imóvel que esteja alienado fiduciariamente para pagamento de dívida condominial traz ainda mais insegurança, uma vez que a alienação fiduciária é uma forma de garantir crédito. Esse movimento deve encarecer o financiamento. O crédito imobiliário participa com cerca de 9% do Produto Interno Bruto, ainda aquém dos patamares de países desenvolvidos e mesmo das nações pares do Brasil.

A confiança do consumidor, apesar de ter registrado a primeira alta do ano, ainda permanece pessimista, em função dos patamares elevados da inflação e dos juros, que impactam o orçamento das famílias. Nos últimos anos, os gastos destinados a reforma e construção foram substituídos por despesas com internet, eletrodomésticos, TV a cabo e, mais recentemente, apostas, o que reflete negativamente no setor.

Adicionalmente, o endividamento da população segue bastante elevado, 48,3%, próximo do recorde histórico de 49,9% em julho de 2022, e a inadimplência já atinge mais de 75 milhões de brasileiros, comprometendo a atividade da construção.

A demanda pelo novo empréstimo consignado privado, lançado recentemente, apesar de ter surpreendido o setor bancário, pode demorar a decolar por estar concentrada em instituições menores.

Apesar do impacto positivo do programa Minha Casa Minha Vida, na agenda de infraestrutura o PAC ainda não gerou os resultados esperados. Os investimentos em saneamento, que devem somar R$ 75 bilhões apenas em 2025, só deverão ser sentidos na indústria do cimento em dois ou três anos, quando as obras atingirem a fase de construção de estações de tratamento de água e esgoto.

No ambiente externo, as incertezas vindas dos EUA devem refletir na inflação global e, principalmente, nos custos de produção. A indústria brasileira do cimento segue com o desafio de reduzir custos, em especial de energia, uma vez que é responsável por mais de 50% dos custos e parte das emissões de gases de efeito estufa da indústria.

Diante desse cenário, o setor tem feito avanços significativos na agenda ambiental. O setor tem investido na substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas, como biomassas, resíduos industriais e domésticos (lixo urbano).

Para contribuir com a agenda de descarbonização, o setor segue trabalhando ativamente junto ao governo na elaboração de metas setoriais, contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nesse sentido, a indústria brasileira do cimento vem contribuindo com a construção dos compromissos do setor industrial junto ao Plano Clima, bem como na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (mercado de carbono).

 

Pavimento de concreto: durabilidade e menor custo de manutenção têm sido diferenciais para as rodovias brasileiras

O pavimento de concreto (pavimento rígido) tem se consolidado como uma solução viável e eficiente para rodovias brasileiras, oferecendo maior durabilidade, menor custo de manutenção e vantagens ambientais significativas. Obras como as restaurações da SC-160 e da SC-477 evidenciam os benefícios desse tipo de pavimentação, que está transformando a infraestrutura do país.

De acordo com Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas, empresa especializada em infraestrutura viária urbana e rural, uma das principais diferenças entre o pavimento de concreto e o asfalto está na durabilidade. “O concreto tem uma vida útil muito maior, frequentemente superior a 20 anos, enquanto o asfalto é projetado para durar entre seis e dez anos“, explica.

Em relação ao investimento inicial, Maschio destaca que a implantação do pavimento de concreto pode custar até 20% menos do que o asfalto convencional, especialmente em vias de alto tráfego. “Quanto maior o fluxo de caminhões, mais vantajoso se torna o pavimento de concreto, pois ele suporta melhor a carga sem necessidade de manutenções frequentes“, acrescenta.

 

Manutenção reduzida e sustentabilidade

A economia também se reflete nos custos de manutenção. “Nos primeiros 20 anos, as intervenções necessárias no pavimento de concreto são mínimas, representando apenas 2% a 5% do valor da obra“, aponta Maschio. Diferente do asfalto, que exige recapeamento frequente, a manutenção do concreto consiste apenas na substituição de placas danificadas, sem necessidade de fresagem ou tapa-buracos. Além disso, o concreto é um material sustentável, podendo ser reciclado e reutilizado na pavimentação de novas estradas. “Com o tempo, o concreto pode ser britado e reaproveitado, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos e minimizando o impacto ambiental”, informa.

 

Segurança viária e conforto para os motoristas

Outro aspecto positivo do pavimento de concreto é a segurança viária. Estudos indicam que esse tipo de pavimento melhora a visibilidade noturna devido à sua coloração mais clara, refletindo melhor a iluminação das rodovias. “O concreto também reduz o risco de aquaplanagem, pois não deforma com o tempo, evitando o acúmulo de água na superfície”, ressalta Maschio. Testes realizados nos Estados Unidos demonstraram que a frenagem em superfície de concreto pode reduzir em até 40% a distância necessária para um veículo parar em velocidades acima de 80 km/h, um fator determinante para evitar acidentes.

De acordo com Giovani Alberti, representante da ABCP no Paraná, a utilização do pavimento de concreto como solução de pavimentação em rodovias tem se tornado frequente com intuito de obter obras mais duradouras com poucas intervenções de manutenção. “O material traz vantagens também em relação ao fato da coloração clara do concreto minimizar a temperatura ambiente, melhorar a visibilidade para o usuário e não sofrer deformações que provocam buracos e trilha de rodas, além de melhor aderência do pneu dos veículos”, enumera.

 

Casos de sucesso no Brasil

De acordo com um levantamento da ABCP, a solução em concreto, adotada com sucesso nas estradas americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, vem sendo implementada com sucesso no Paraná e Santa Catarina, a partir de um processo contínuo de capacitação técnica conduzido pela ABCP.

Dejalma Frasson Junior, gerente da Regional Sul da ABCP, afirma que a entidade vem atuando junto a prefeituras e ao DER, realizando treinamentos com a equipe de engenheiros e seus prestadores de serviço sobre as técnicas de execução, confecção de projeto e controle tecnológico, para o uso mais adequado do pavimento de concreto, bem como orientando os fiscais durante o andamento das obras e projetos. “Nos últimos anos, o pavimento de concreto tem demonstrado um custo competitivo já na construção e, principalmente, levando em consideração o ciclo de vida do empreendimento ao longo da sua vida útil”, observa.

No Paraná, já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 120 quilômetros de rodovias, sendo 200 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping.

Em Santa Catarina, atualmente são executados 120 quilômetros de restauração de rodovias. Exemplo disso são as recentes obras nas rodovias SC-160 e SC-477, em Santa Catarina. Na SC-160, a obra está sendo realizada por meio do Programa Estrada Boa, garantindo maior resistência ao desgaste e menor necessidade de reparações futuras. Já na SC-477, a utilização de concreto nos trechos principais e asfalto apenas nas travessias urbanas otimiza o desempenho da rodovia e reduz os custos a longo prazo.

Diante das vantagens do pavimento rígido, cada vez mais Estados brasileiros estão adotando essa solução para modernizar suas rodovias. A combinação de durabilidade, menor custo de manutenção, segurança aprimorada e sustentabilidade faz desse material a melhor escolha para garantir uma infraestrutura viária eficiente e segura no Brasil.

 

Fonte: Massa Cinzenta / Cimento Itambé

Ciplan reforça seu compromisso ambiental durante apresentação de relatório da qualidade do ar na Fercal

Na manhã do dia 20/03, aconteceu uma reunião na sede do Sinduscon-DF, cujo objetivo foi apresentar às autoridades ambientais do Distrito Federal, bem como aos membros da Comissão de Meio Ambiente da Fercal-DF, o relatório de 2024 das duas unidades de medição da qualidade do ar na região. As estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar foram implantadas através de uma condicionante ambiental determinada pelo  Instituto Brasília Ambiental (Ibram), para a Ciplan e Votorantim.

A apresentação do relatório foi realizada pela empresa responsável pela operação e manutenção das estações, Aires Serviços Ambientais, com a participação de funcionários do Ibram, do subsecretário da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Renato Santana, do administrador regional da Fercal, Fernando Gustavo Lima, e da promotora ambiental Cristina Rasia Montenegro. As estações entraram em funcionamento em 2024 e este foi o primeiro relatório anual das suas atividades. Uma estação está localizada no Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol e a outra no CRAS Fercal.

Os dados apresentados foram de janeiro a dezembro de 2024 e demonstraram a boa qualidade do ar em grande parte do ano, com exceção dos meses de agosto e setembro, época de grande seca  e queimadas no Distrito Federal e da fumaça advinda do estado de São Paulo. Nos outros meses, o fluxo de veículos da DF-150 e a queima de combustíveis fósseis foram responsáveis pela qualidade do ar moderada.

Na ocasião, a gerente de Meio Ambiente da Ciplan, Maria Teixeira, enfatizou a importância das estações de monitoramento da qualidade do ar e o compromisso da cimenteira em estar presente em todas as questões ambientais que envolvem a Fercal. “Estamos diante de uma realidade bem distante daquela que vivíamos tempo atrás. É extremamente gratificante vermos como avançamos. É parte de um trabalho com muitas mãos: Sema, Ibram e MPDFT. A escola do Queima Lençol, construída pela Ciplan, foi a escolhida para uma das estações de monitoramento, devido a presença de crianças, cujo futuro temos que cuidar”, relatou a gerente da Ciplan.

Por outro lado, Renato Santana, atual subsecretário da Sema-DF, enfatizou que vendo a apresentação do relatório, confirmou em tudo que acredita. “A parceria entre empresa privada e órgãos ambientais é possível. Governo, indústria e órgãos ambientais podem coexistir com objetivos firmados para o bem do meio ambiente, através da parceria do público com o privado”, afirmou.

A promotora da Vara de Meio Ambiente do MPDFT, Cristina Rasia, fez afirmações contundentes sobre a questão ambiental no Distrito Federal. “A educação é a flecha para o futuro. Temos que ter persistência do passo mantido e oferecer uma boa qualidade de vida e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cada vez melhor a todos”, conclamou a promotora.

ABCP promove workshops com especialistas sobre tendências e otimização de lucro na indústria de construção

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), em parceria com o Mundo do Concreto, está com inscrições abertas para o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O evento acontece no dia 24 de março, das 18h às 21h, no CREA-GO, em Goiânia, e dia 25 de março, das 9h às 12h, no Senai Taguatinga, em Brasília.

O workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia” contará com a presença de instrutores renomados. Entre eles destacam-se Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo do Concreto), Frederico Denardi Neto (Denardi) e Felipe Cabral (Fornecedora Pavimentos). Os especialistas apresentarão suas experiências e conhecimento sobre análise financeira para tomada de decisão em uma indústria, modelos de fábricas e dicas de como vender mais e melhor. Além disso, haverá a apresentação de case de empresário que se tornou na sua região um grande fabricante de artefatos e pré-moldados, finalizando com o conceito de fábrica ideal, pensando para 10 anos e múltiplos produtos.

O objetivo é ampliar o conhecimento na gestão de finanças, tecnologia e inovação visando ampliar a competitividade das indústrias e as tendências para segmento de artefatos, acabamentos e pré-fabricados.

 

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo do Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Inscreva-se aqui:

>> Goiânia – CREA-GO (24/03)

>> Brasilia – Senai Taguatinga (25/03)