Mudanças climáticas e meio ambiente

 

As mudanças climáticas já são uma realidade para o planeta e as evidências fazem parte dos acontecimentos diários, com ameaças à infraestrutura das cidades, diminuição da produtividade nas lavouras e alterações nos oceanos.

Dentro desse cenário, a indústria cimenteira brasileira vem adotando voluntariamente medidas para melhorar o desempenho de seus processos produtivos quanto à emissão de gases de efeito estufa, incluindo o acompanhamento e inventário de emissões, o desenvolvimento de programas de eficiência energética, o uso de adições ao cimento e o uso de combustíveis alternativos.

A ABCP mantém, ao lado do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), a representação do setor em diferentes fóruns sobre mudanças climáticas. Juntos, dão suporte técnico para a elaboração de inventários e apoio à promoção e difusão dos avanços do setor no Brasil, considerado uma referência internacional.

Grande parte dos produtores brasileiros de cimento integra o fórum internacional da Cement Sustainability Initiative – Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI), do WBCSD, sigla em inglês do Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

Alinhados ao fórum, a ABCP e o SNIC criaram em 2014 o projeto Mapeamento Tecnológico do Cimento – Brasil, Cement Technology Roadmap Brazil 2050. O projeto foi concluído em 2019, alinhando-se a outras três iniciativas semelhantes, já realizadas: Global (2009 – CSI, Cement Sustainable Initiative), Índia (2012) e Europa (2013 – Cembureau).

O Roadmap Brazil, que é apoiado pela Agência Internacional de Energia (IEA) e pela CSI, visa mapear as tecnologias existentes e as potenciais que sejam capazes de auxiliar a indústria do cimento a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, melhorar a eficiência energética e, assim, atender às demandas futuras da sociedade e suas políticas públicas. A meta é projetar um cenário para 2050.

Certificações do Laboratório ABCP

A ABCP está voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia, transferência e difusão de conhecimento e oferta de serviços para a solução de problemas ligados ao uso do cimento e produtos afins. O laboratório da ABCP é centro de referência nessa prestação de serviços ao setor cimenteiro, à indústria coligada de materiais de construção e aos consumidores.

Para a realização de análises químicas, físico-mecânicas e mineralógicas de matérias-primas, combustíveis, resíduos industriais, clínquer, cimento, concreto, argamassa e produtos cimentícios, o laboratório possui:

Certificação ISO 9001-2015 (acesse o certificado)

 

COORDENAÇÃO GERAL DE ACREDITAÇÃO DO INMETRO

RBLE

Certificado de Acreditação nº CLF 0024

Escopo da Acreditação – ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO

 

RBC

Certificado de Acreditação nº 0075

Escopo da Acreditação – ABNT NBR ISO/IEC 17025 – CALIBRAÇÃO – Volume, Massa Específica

Escopo da Acreditação – ABNT NBR ISO/IEC 17025 – CALIBRAÇÃO – Dimensional

Escopo da Acreditação – ABNT NBR ISO/IEC 17025 – CALIBRAÇÃO – Força, Torque e Dureza

Escopo da Acreditação – ABNT NBR ISO/IEC 17025 – CALIBRAÇÃO – Massa

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Associação Brasileira de Cimento Portland

A Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP foi fundada em 1936 com o objetivo de promover estudos sobre o cimento e suas aplicações. É uma entidade sem fins lucrativos, mantida voluntariamente pela indústria brasileira do cimento, que compõe seu quadro de Associados. Reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em tecnologia do cimento, a entidade tem usado sua expertise para o suporte a grandes obras da engenharia brasileira e para a transferência de tecnologia das mais diversas formas, a saber:

  • Promoção de cursos de aperfeiçoamento e formação, seminários e eventos técnicos.
  • Parceria com dezenas de universidades, escolas e instituições de pesquisa do país.
  • Apoio às indústrias de produtos à base de cimento.
  • Publicação de livros, revistas e documentos técnicos.

 

Desenvolvimento da Construção
A nova postura da indústria brasileira do cimento, posicionando-se estrategicamente como parte da extensa cadeia da construção civil, levou a ABCP – braço técnico da indústria – a rever atividades, a buscar colaborações mais intensas e diversificadas com os setores, elos e agentes que integram o conjunto que se convencionou chamar de Construbusiness. A atuação da ABCP, nesse sentido, tem sido maciça. Ela ocorre por meio de ações e parcerias que favorecem a oferta de produtos e sistemas altamente competitivos, que podem ser reunidos em dois grandes núcleos: Edificações e Infraestrutura.

Missão da ABCP

  • Consolidar e expandir o mercado de produtos e sistemas à base de cimento.
  • Representar técnica e institucionalmente a indústria do cimento em: competitividade industrial, normalização e qualidade e meio ambiente.
  • Prestar serviços tecnológicos de excelência.
  • Organizar a informação técnica, difundir, transferir tecnologia e capacitar.

Veja como chegar à ABCP (mapa)

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A versatilidade do cimento brasileiro

O mercado nacional dispõe de 8 opções, que atendem aos mais variados tipos de obras. O cimento Portland comum (CP I) é referência, por suas características e propriedades, aos demais tipos básicos de cimento Portland disponíveis no mercado brasileiro.

São eles:

1. Cimento Portland Comum (CP I)

a. CP I – Cimento Portland Comum

b. CP I-S – Cimento Portland Comum com Adição

2. Cimento Portland Composto (CP II)

a. CP II-E – Cimento Portland Composto com Escória

b. CP II-Z – Cimento Portland Composto com Pozolana

c. CP II-F – Cimento Portland Composto com Fíler

3. Cimento Portland de Alto-Forno (CP III)

4. Cimento Portland Pozolânico (CP IV)

5. Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI)

6. Cimento Portland Resistente a Sulfatos (RS)

7. Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC)

8. Cimento Portland Branco (CPB)

Esses tipos se diferenciam de acordo com a proporção de clínquer e sulfatos de cálcio, e de adições, tais como escórias, pozolanas e material carbonático, acrescentadas no processo de moagem. O material carbonático é conhecido no jargão da indústria como fíler calcário. Podem diferir também em função de propriedades intrínsecas, como alta resistência inicial, a cor branca etc. O próprio Cimento Portland Comum (CP I) pode conter adição, neste caso, de 1% a 5% de material pozolânico, escória ou carbonato de cálcio e o restante de clínquer. Já o CPI-S pode conter de 6% a 10% de material carbonático. O Cimento Portland Composto (CP II- E, CP II-Z e CP II-F) tem adições de escória, pozolana e fíler, respectivamente, mas em proporções um pouco maiores que no CP I e no CP I-S. Já o Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) e o Cimento Portland Pozolânico (CP IV) contam com proporções maiores de adições: escória, de 35% a 75% (CP III), e pozolana, de 15% a 50% (CP IV).  

Vantagens das adições no cimento

As adições ao cimento melhoram certas características do concreto e preservam o ambiente ao aproveitar resíduos, diminuir as emissões de gases e também diminuir a extração de matéria-prima.

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Aplicações dos tipos de cimento

A partir de 2018, todos os tipos de cimento foram reunidos em uma única norma de especificação, a ABNT NBR 16697.  Em que pese a possibilidade de se ajustar, por meio de dosagens adequadas, esses diversos tipos de cimento às mais diversas aplicações, a análise de suas características e propriedades mostra que certos tipos são mais apropriados para determinadas aplicações.