Indústria brasileira do cimento projeta segundo semestre positivo

Após fechar o primeiro semestre com alta de 3,5% nas vendas de cimento, em comparação ao mesmo período de 2024, a indústria brasileira espera que o segundo semestre tenha crescimento positivo acima de 2%.

Esta etapa do ano costuma trazer vendas mais fortes para o setor, mas as pressões políticas e econômicas podem atrapalhar o desempenho, que é influenciado principalmente pelo forte endividamento, inadimplência da população e taxas de juros elevadas.

Os estímulos governamentais, como o aumento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a manutenção de gastos, aliados a um mercado de trabalho aquecido, podem adiar a desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, contribuindo para um desempenho mais modesto, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que exerce um papel importante para a demanda por cimento, não está tendo a atuação desejada e encontra dificuldade para atingir os avanços necessários.

A possível taxação da LCI (Letra de Crédito Imobiliário) também traz preocupação ao setor da construção civil, uma vez que esses produtos financeiros investem e estimulam projetos imobiliários e atualmente são isentos de imposto. Esse novo tributo deve inibir o investimento, uma vez que irá reduzir sua rentabilidade e elevar o custo do financiamento habitacional.

O financiamento imobiliário, por sua vez, apresentou uma forte queda de 31,9% em maio, nas unidades contratadas, já refletindo a alta da Selic. A majoração da taxa básica de juros amplia a concorrência dos ativos financeiros frente aos ativos imobiliários.

Com isso, o consumo de cimento, que está sendo sustentado ainda pela grande quantidade de lançamentos imobiliários do ano passado, pelo consumo do autoconstrutor e pelos investimentos em infraestrutura logística, poderá desacelerar nos próximos meses. Neste cenário de referência, as projeções apontam para um crescimento de 2,1% no ano de 2025.

Em relação aos investimentos previstos em rodovias, vale lembrar que o Brasil possui 1.721.000 quilômetros de estradas e rodovias, o que faz do país dono da quarta maior malha rodoviária do mundo. Entretanto, há um dado alarmante: somente 12,4% da malha viária é pavimentada. Para reverter esse cenário é imprescindível ampliar os investimentos na construção civil e incluir nas licitações públicas a opção pelo pavimento de concreto – método construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que proporciona mais conforto e segurança para os usuários e ainda exerce menor impacto ambiental.

Venda de cimento no país registra alta no primeiro semestre

A indústria do cimento fechou os primeiros seis meses do ano com desempenho positivo. A comercialização do insumo no País somou 32 milhões de toneladas, uma alta de 3,5 % em relação ao igual período de 2024.

O mês de junho atingiu 5,4 milhões de toneladas de vendas, registrando um recuo de 1,7% se comparado ao mesmo mês do ano anterior. Ao se analisar o despacho de cimento por dia útil, de 244,8 mil toneladas, há um crescimento de 0,5% sobre junho do ano passado e de 5,0% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Os principais indutores do consumo de cimento permanecem sendo o setor imobiliário e o mercado de trabalho. Os lançamentos seguiram em expansão, impulsionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). No primeiro trimestre, o MCMV respondeu por mais da metade dos imóveis residenciais lançados e apresentou alta de 40,9% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2024. A nova faixa do programa trouxe nova perspectiva para o setor de edificações e elevou a confiança da construção.

Entretanto, a escassez de mão de obra qualificada, a crescente utilização do programa de habitação do governo para aquisição de imóveis usados e as dificuldades do acesso ao crédito que a alta taxa de juros impõe permanecem como os principais desafios do setor imobiliário. A elevação dos custos compromete a viabilidade de projetos, afetam o equilíbrio financeiro das obras e dificultam o planejamento de novos empreendimentos.

O mercado de trabalho continua aquecido e surpreende positivamente com a manutenção de um nível baixo do desemprego, os recordes do número de empregados com carteira assinada e a massa de rendimento.

Todavia, as perspectivas futuras se mostram mais modestas. Há um cenário de incertezas em relação à economia do país, incluindo o endividamento, a inadimplência das famílias e a Selic em patamares elevados (15%), além de uma menor confiança do consumidor, que cedeu em junho.

A mesma percepção mais pessimista foi identificada na confiança da indústria, que apresentou em junho sua maior queda no ano. Apesar da melhora dos estoques, percebe-se uma demanda mais fraca, indicando uma desaceleração da atividade e aumento da incerteza, que aliado com a política econômica contracionista pode significar um cenário de maior dificuldade para o segundo semestre.

No cenário externo, a instabilidade da economia global traz uma preocupação em relação ao aumento de custos de produção do cimento, principalmente do coque de petróleo, matéria-prima essencial na geração de energia no processo produtivo.

Para minimizar os impactos ambientais e a pressão dos preços do insumo, o uso de combustíveis alternativos nunca foi tão necessário. Nesse sentido, o setor cimenteiro tem investido fortemente em tecnologias como o coprocessamento. A atividade responsável pela transição energética substitui o combustível fóssil por resíduo industrial, comercial, doméstico e biomassas.

O coprocessamento atingiu sua melhor marca em 2023 (última medição realizada), antecipando a meta prevista em três anos. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos coprocessados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção.

Em um momento em que a crise climática se aprofunda, a urgência de ações se torna mais necessária do que nunca, em especial no ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP30.

A indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP30 como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. Prossegue ainda na atualização do Roadmap da Indústria do Cimento, buscando a neutralidade de suas emissões.

Ainda na esfera federal, a indústria participa ativamente da Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), cujas diretrizes contemplam Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Atuando junto com a indústria de base, o setor vem apresentando uma série de medidas necessárias para acelerar a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE). Isso sem deixar de citar o importante processo de regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, que também contou com a articulação da indústria brasileira do cimento.

Venda de cimento no país registra alta no primeiro semestre

A indústria do cimento fechou os primeiros seis meses do ano com desempenho positivo. A comercialização do insumo no País somou 32 milhões de toneladas, uma alta de 3,5 % em relação ao igual período de 2024, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

O mês de junho atingiu 5,4 milhões de toneladas de vendas, registrando um recuo de 1,7 % se comparado ao mesmo mês do ano anterior. Ao se analisar o despacho de cimento por dia útil de 244,8 mil toneladas, há um crescimento de 0,5 % sobre junho do ano passado e de 5,0% em relação ao primeiro semestre de 2024.

ABCP recebe Prêmio Qualidade ConstruBusiness Sinaprocim / Sinprocim 2025

A 10ª edição do Prêmio Qualidade ConstruBusiness Sinaprocim / Sinprocim, realizada na quarta-feira, 02/07/2025, na sede da FIESP, em São Paulo, contemplou a ABCP com o Troféu Vitória, na categoria Laboratório de Ensaio. Considerada uma das mais respeitadas premiações do setor da construção civil no Brasil, o Prêmio Qualidade ConstruBusiness avalia critérios rigorosos que envolvem: Conformidade com normas técnicas da ABNT, ⁠Desempenho comprovado dos produtos e serviços, ⁠Capacidade de suporte técnico especializado, ⁠Pontualidade, logística e transparência comercial e ⁠Compromisso com sustentabilidade e inovação. O prêmio foi recebido pelo geólogo Marcelo Pecchio, gerente de Tecnologia do Cimento e Divulgação Técnica da ABCP.

A metodologia independente conduzida pela Quorum Brasil confere ao prêmio credibilidade e imparcialidade, com resultados que refletem a percepção técnica e mercadológica de construtoras, revendas, fabricantes e profissionais de toda a cadeia da construção. Foram avaliadas 36 categorias e 10 atributos. Este reconhecimento destaca a excelência técnica e a credibilidade dos laboratórios da ABCP, que atuam como centro tecnológico de referência e laboratório institucional do Programa Setorial da Qualidade do PBQP-h, contribuindo para assegurar a conformidade, o desempenho e a inovação de produtos que chegam às obras em todo o Brasil.

O Prêmio Qualidade 2025 Sinaprocim / Sinprocim representa o compromisso coletivo do setor com a excelência técnica, a industrialização e a evolução contínua da construção brasileira. “Seguimos empenhados em promover a qualidade, a inovação e o desenvolvimento tecnológico que fazem da ABCP uma referência nacional. E agradecemos aos nossos colaboradores, parceiros, clientes e associados que compartilham deste propósito de promover a qualidade e a inovação na construção civil brasileira”, disse Fernando Dalbon, gerente da área de Certificação da ABCP.

Descarbonização, transição energética e inovações tecnológicas pautaram o principal evento do setor do cimento

O 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e a primeira edição da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 foram encerrados com resultados expressivos, tanto em público quanto na área de exposição. Durante três dias, o Golden Hall WTC São Paulo foi palco do maior evento da indústria brasileira de cimento, com a participação de mais de 1.100 pessoas, que puderam conferir uma programação com cerca de 100 palestras e apresentações do que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Na abertura do Congresso, importantes especialistas internacionais, como o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot, o Deputado Federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, analisaram as necessidades atuais, futuras e mundiais da indústria brasileira do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente.

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o setor cimenteiro é referência internacional em descarbonização. Os esforços da indústria foram reconhecidos pelo presidente da COP30, embaixador André Côrrea do Lago, em depoimento exibido durante a abertura do evento.

Transição energética e descarbonização

No segundo dia do evento, autoridades, lideranças e especialistas nacionais e internacionais debateram as expectativas, tendências e posicionamentos da COP30, os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira e as principais iniciativas da indústria.

Participaram dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o deputado federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo.

As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática foi apresentada pela maior autoridade no assunto, o presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot.

Coprocessamento

Ainda no segundo dia do 9º CBCi, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos foi tema de mesas-redondas, que contaram com a participação de Rosamaria Milléo Costa, Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, João Audi, VP Economia Circular da Orizon, Anderson do Carmo Diniz, Subsecretário de Saneamento de Minas Gerais, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE, entre outros.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais (e também biomassa), em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta a chama do forno – responsável por transformar argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão e lançamento de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o que ocorreria se fosse usado o coque de petróleo como combustível.

Infraestrutura

No último dia, a programação teve como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e Inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e o CEO da Motiva, Miguel Setas. 

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de pavimentação, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

Ainda no último dia do evento, o 9º CBCi contou com palestras do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, o maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática foi tema do painel que contou com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação teve ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), de diretores do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).  

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estiveram presentes no último debate do 9º CBCi, no dia 2 de julho de 2025, em painel mediado pelo Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna. Entre os presentes, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o CEO da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira, e o Diretor Global de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos, Álvaro Lorenz.

Os executivos debateram os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas perspectivas de mercado e aspectos ambientais.

O 9º CBCi foi encerrado pelo Presidente da ABCP/SNIC com um convite para a celebração, em 2026, do centenário da indústria nacional do cimento e dos 90 anos da ABCP; e para a participação de todos os presentes, em 2027, do 10º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi.

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupou um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios. Em duas arenas temáticas, profissionais e lideranças da indústria do cimento e representantes da cadeia produtiva da construção debateram temas relevantes para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias.

Acesso ao material exclusivo do evento em: https://congressocimento.com.br/qr-code/

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, houve ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

Cimento – Uma solução para cada desafio

Vídeo de abertura do 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, realizados no Golden Hall WTC São Paulo, de 30 de junho a 02 de julho de 2025.

O principal e maior evento do setor do cimento teve como tema principal “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, destacando em sua agenda debates sobre descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovações tecnológicas.

O evento contou com mais de 1,1 mil participantes, entre palestrantes, expositores e visitantes, e cerca de 100 palestras e apresentações, além de reunir diversas autoridades federais e estaduais para apresentar suas perspectivas quando ao uso do cimento e seus sistemas construtivos.

 

Confira:

 

Presidente da ABCP é entrevistado no Money Times Brasil

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, foi entrevistado nesta terça-feira, 24/6, pelo programa Money Times Brasil, da rede CNBC, que destacou a participação da indústria cimenteira à frente do Plano Clima, um dos temas a serem tratados na COP30. O Plano Clima expressa o compromisso do país e de sua indústria para enfrentar a emergência climática.

Há mais de 30 anos – lembrou Paulo – a indústria investe no aprimoramento da produção do insumo para, entre outros aspectos, reduzir a emissão de CO2. Em relação à transição energética, o setor busca substituir o coque de petróleo, majoritariamente importado e poluente, por combustíveis alternativos, como biomassas (casca do babaçu, caroço de açaí, palha de arroz, caco de madeira de reflorestamento), resíduo doméstico (lixo), resíduos industriais e pneus.

“O que a indústria consome de pneus em um ano daria para dar uma volta e um terço ao redor da Terra”, disse Paulo, lembrando que a indústria brasileira é uma referência em termos de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Enquanto a indústria global de cimento emite, em média, 7% dos GEE, a indústria brasileira emite apenas 2,3% – menos de um terço da média mundial. 

O presidente da ABCP e do SNIC argumentou também que o coprocessamento de resíduos “é a possibilidade de fazer a troca entre o combustível fóssil e o resíduo”. Na última aferição, em 2023, os combustíveis alternativos responderam por 32% da matriz energética da indústria de cimento nacional, antecipando em dois anos a meta do setor. Ele enfatizou que a ambição é chegar à neutralização das emissões até 2050, o que envolve toda a cadeia da construção civil.

Assista à entrevista completa:

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Os presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estarão presentes no último debate do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento, no dia 2 de julho de 2025, das 17h às 18h, no Golden Hall WTC, em São Paulo, que será mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, e o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira.

Os CEOs debaterão os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

 

Sobre o 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi) e ExpoCimento

De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo. Essa edição do CBCi será ainda maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção.

Já a Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Os eventos serão um marco para o setor ao abordar os desafios e inovações que moldarão o futuro do cimento e do concreto. Como inovação e desenvolvimento sustentável caminham juntos, uma das grandes novidades será a ExpoCimento, uma feira internacional integrada ao Congresso, que apresentará os mais recentes projetos e oportunidades de negócio da cadeia produtiva.

Haverá ainda arenas temáticas para apresentar todas as novidades dos expositores. Neste encontro, além dos profissionais e lideranças da indústria do cimento, o evento reunirá representantes da cadeia produtiva da construção para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias. Saiba mais

Cidades buscam soluções sustentáveis para amenizar o impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

A fim de debater soluções sustentáveis para amenizar esses impactos no ambiente urbano, autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos no 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), que ocorre junto da primeira edição da ExpoCimento, de 30 de junho a 2 de julho no Golden Hall WTC, em São Paulo.  Saiba mais

No último dia do evento, o 9º CBCi contará com palestras, das 11h às 12h, do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, do diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática será tema do painel a ser realizado das 14h às 16h, que contará com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação terá ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, das 16h às 17h, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Fernando Furiatti, Diretor Presidente do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

 

Presidentes da indústria do cimento debaterão os principais temas do setor

O 9ºCBCi será encerrado, das 17h às 17h45, com debate entre os presidentes das principais cimenteiras do Brasil sobre os temas do setor, mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, e CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz.

 

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

 

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

 

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