Indústria do cimento avança para alcançar a neutralidade de carbono em 2050

Em novembro, o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30. Representantes de 196 países, ONGs, cientistas, líderes do setor privado e sociedade civil estarão reunidos em Belém (PA) para discutir o futuro do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável e da transição para uma economia de baixo carbono.

Em apoio a essa agenda, a indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender a demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Considerada uma atividade intensiva na emissão de gases de efeito estufa (GEE), a produção de cimento responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Entretanto, em função de ações que vêm sendo conduzidas há décadas pelo setor, bem como do próprio perfil de emissões nacionais, no Brasil essa participação é de quase um terço da média mundial – ou 2,3% – segundo o último Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa.

Diante desse desafio de procurar meios para reduzir, ainda mais, as suas já baixas emissões de CO2, a indústria do cimento do Brasil, em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Banco Mundial, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e uma série de renomados especialistas de importantes universidades e centros tecnológicos do país, desenvolveram em 2019, o Roadmap Tecnológico do Cimento, um dos mais ambiciosos projetos do setor nas últimas décadas e sem precedentes entre outros setores industriais brasileiros.

De 1990 a 2015, reduzimos em 20% nossa intensidade carbônica, o que significa que foram evitadas 125 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Nosso plano nos leva além, indicando um potencial de reduzir ainda mais 33% das nossas emissões dentro do processo produtivo, evitando mais 420 megatoneladas de CO2 até 2050. É desafiador, estamos falando de sair de 564kg, o número mais baixo da série histórica, para 365kg de CO2 emitido por tonelada de cimento produzida.

Em 2023 demos um importante passo junto à Global Cement and Concrete Association (GCCA), sendo escolhido como um dos cinco primeiros países a integrar o programa de aceleração de Roadmaps nacionais Net Zero em Carbono. O ambicioso projeto ampliará o alcance do Roadmap de 2019 não somente sobre o processo produtivo do cimento, mas sobre todo o seu ciclo de vida no uso do produto no concreto e na construção, de forma a alcançar a neutralidade em carbono até 2050.

Em fevereiro de 2025 esse compromisso foi fortalecido com a união de esforços entre a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o SNIC e o Instituto E+ para a atualização do Roadmap de Descarbonização do setor.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar. A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados em 2023 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Ainda na esfera federal, participamos ativamente da Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), cujas diretrizes contemplam Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Atuando junto com a indústria de base, estamos relacionando uma série de medidas necessárias para acelerar a redução das emissões de GEE. E sem deixar de citar o importante processo de regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, que também contou com a articulação da indústria brasileira do cimento e que se inicia em 2025.

Responsável por cerca de 82 mil empregos, com receita de aproximadamente R$ 26,5 bilhões ao ano, uma arrecadação líquida anual de R$ 4 bilhões em impostos e R$27,5 bilhões de investimentos planejados entre 2023 e 2027, o setor desempenha um importante papel na sustentabilidade, principalmente no que tange à questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas.

A atividade de coprocessamento, responsável pela transição energética em nosso processo produtivo, atingiu sua melhor marca em 2023, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos processados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas e deverá representar mais de 55% da energia do setor até 2050. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento futuro. A matriz energética atual está dividida em 68% de fósseis, 18% biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço do açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% resíduos (pneus inservíveis, resíduos industriais e urbanos).

Entendemos que é preciso avançar em todas as frentes para eliminar ou mitigar as emissões, oferecendo soluções tecnológicas de forma orientada para o futuro. Isso requer ações inovadoras, engajamento ativo e colaboração de muitos atores.

Se 2024 foi o ano mais quente da história recente, foi também um ano aquecido na defesa dos interesses da indústria, a começar pelos projetos de fomento ao consumo de cimento, que avançaram com o Programa Minha Casa, Minha Vida e as obras de infraestrutura de transporte com a expansão do uso do pavimento de concreto na malha urbana e rodoviária.

Todas essas iniciativas reforçam o papel transformador da indústria do cimento para um mundo ecoeficiente, que é o tema central do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e, pela primeira vez, a Exposição Internacional do Cimento, a EXPOCIMENTO 2025 que serão realizados de 30 de junho a 2 de junho, no Golden Hall WTC em São Paulo e irão apresentar as inúmeras possibilidades de aplicação do cimento Portland, material predominante e vital para a construção civil.

Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC.

Artigo publicado no site ESG Inside

Transformando a indústria da construção brasileira por meio da inovação em cimento da ABCP

Artigo de Valter Frigieri, Diretor da ABCP e Coordenador do hubiC, para a Revista Negocio & Construcción, do Chile, sobre como a inovação e a colaboração estão transformando a indústria da construção, desde a criação de cimentos ecológicos até soluções como impressão 3D.

Veja abaixo o artigo completo:

Soluções para cidades: alternativas em concreto são excelentes opções para climas quentes e chuvosos

Por Ana Gabriela Saraiva*

Uma cidade que valoriza suas ruas e bairros torna-se um polo natural para atrair investimentos e desenvolvimento socioeconômico. Os projetos de qualificação urbana da cidade, ou de sua requalificação, sempre que necessário devem conter uma abordagem ampla, que envolve mais do que disciplinar a implantação de habitações e do sistema viário. Implica em prover aos cidadãos espaços de convivência, que muitas vezes são considerados extensões das próprias residências. São inúmeras as possibilidades de transformação do espaço urbano. Uma delas envolve a melhoria da infraestrutura local e dos espaços públicos tendo como diretriz principal a prioridade ao pedestre. Um projeto dessa natureza pode envolver a ampliação e a reforma de calçadas, implantação de mobiliário urbano, nova pavimentação de vias, reforma do sistema de drenagem e aterramento dos cabos de energia elétrica e telefonia. O resultado sempre será a transformação da paisagem urbana, tornando-a mais bela e atrativa.

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), através do projeto Soluções para Cidades, vem apoiando os municípios no correto emprego de soluções técnicas à base de cimento que visam a melhoria de desempenho e durabilidade nas soluções adotadas nos espaços urbanos, a exemplo do emprego de pavimento intertravado de concreto (pavers), pavimento de concreto urbano, pavimento permeável, corredores de ônibus, baias de paradas para ônibus, mobiliário urbano e galerias técnicas etc., haja vista o cimento ser um material versátil que poderá ser empregado em todo tipo de obra.

O investimento em obras públicas e infraestrutura está sendo retomado em diversas regiões brasileiras, com destaque para o Nordeste, onde tecnologias que colaboram para a pavimentação e urbanização estão sendo amplamente adotadas, especialmente pavimento intertravado, pavimento permeável e pavimento urbano de concreto.

O pavimento intertravado com blocos de concreto tem se destacado como a principal tecnologia utilizada nos municípios para vias, calçadas e praças, substituindo pavimentos tradicionais de paralelepípedos e asfalto. Além de considerar a questão econômica, com a redução dos custos em comparação aos pavimentos asfálticos, devido às variações periódicas e aos aumentos de preços dos insumos derivados de petróleo, a sustentabilidade também é um fator relevante na escolha dessa tecnologia.

Pavimento intertravado – O pavimento intertravado oferece facilidade de manutenção, pois os blocos podem ser reaproveitados em intervenções subterrâneas, o que reduz custos e prazos. Essa abordagem sustentável tem sido levada em conta nas decisões das diversas equipes técnicas de prefeituras, que, diante desse panorama, optaram por conceber projetos viários da cidade com o uso dessa solução,  a exemplo das cidades de Fortaleza e Salvador.

Pavimento urbano de concreto – A pavimentação urbana com o uso do concreto moldado in loco (pavimento urbano de concreto – PUC), por sua vez, apresenta diversos benefícios, que vão além da sua durabilidade, a qual pode ultrapassar 30 anos, o que representa um ciclo de vida cerca de cinco vezes maior em comparação ao do asfalto. Além de ser uma solução mais duradoura, de alto desempenho e com custo inferior ao do asfalto, o pavimento urbano de concreto também traz vantagens significativas para o meio ambiente, como, por exemplo, a redução das emissões de CO2 na atmosfera, uma vez que proporciona diminuição no consumo de combustível. Além disso, o cimento, principal matéria-prima utilizada no concreto, tem uma indústria nacional preocupada e atuante com as questões ambientais, em que o uso de adições (em substituição ao clínquer) e o coprocessamento de inúmeros resíduos como combustíveis em seus fornos são referência para indústria cimenteira mundial.

O pavimento urbano de concreto oferece benefícios adicionais para a segurança do usuário, promovendo uma melhor aderência e resultando em uma menor distância de frenagem, necessária em casos de emergência, além de prevenir aquaplanagem do veículo em condições de chuva. Para cidades como Salvador (BA), que frequentemente atingem temperaturas acima de 28 0C durante a maioria dos dias do ano, o pavimento de concreto proporciona melhoria no microclima urbano,  devido à sua coloração clara, que contribui para uma menor absorção de calor (além de contribuir para a economia de energia elétrica). Um exemplo dessa preocupação é a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, que tem pintado pavimentos asfálticos existentes com tinta cinza claro – deixando similar à coloração do concreto – na tentativa de reduzir a temperatura ambiente (chamadas de ilhas de calor), projeto batizado como CoolSeal. O programa inclui também a substituição do asfalto pelo concreto em vias movimentadas e com tráfego mais pesado.

Em consonância com as soluções de vanguarda adotadas em diversas cidades do mundo, a Prefeitura de Salvador tem adotado diversas soluções urbanas à base de cimento, a saber:

  • Paradas de ônibus pré-fabricadas em concreto com projeto inovador, muito mais duráveis numa cidade litorânea, em substituição às opções metálicas.
  • Substituição, nas baias de ônibus, do asfalto por pavimento de concreto, mais adequado para a solicitação de ônibus com frenagens e frequentes derramamentos de óleo, pois não se deformam.
  • Pista do BRT com pavimentos rígidos, adequados à solicitação pesada, constante e repetitiva, e com baixos custos de manutenção.
  • Pavimentos intertravados que, quando bem executados e com emprego de peças de qualidade (de acordo com a norma NBR 9781), proporcionam ambientes duráveis e esteticamente adequados, além de serem fáceis de instalar e manter. Os conhecidos bloquinhos de concreto, que formam um sistema racionalizado e de simples execução por meio do arranjo de peças pré-fabricadas de concreto, são assentados sobre uma camada de areia e travados entre si por contenções, oferecendo grande produtividade, regularidade dimensional, conforto e segurança. Para esta solução, os projetistas contam com produtos industrializados e grande diversidade de formatos e cores.
  • Pavimentos permeáveis de concreto (de acordo com a norma NBR 16416), que possuem em sua estrutura espaços livres que permitem a infiltração de água. Esse tipo de pavimento pode reduzir o escoamento superficial em até 100%, dependendo da intensidade da chuva, ou retardar a chegada da água ao subleito, reduzindo a erosão e colaborando para a redução de alagamentos tão comuns nos grandes centros urbanos. O pavimento permeável permite percolação e armazenamento da água graças a sua elevada porosidade. Essa característica pode estar presente em concreto moldado in loco ou em peças porosas, ou ainda em peças vazadas e com juntas alargadas (neste caso, a água não passa pela peça e sim pelas juntas). Vale lembrar que o pavimento adotado deve suportar as cargas previstas em projeto e compor um sistema de drenagem.
  • Pavimento urbano de concreto, que tem durabilidade elevada com execução simples e rápida, sendo muito eficiente também quando empregado em vias urbanas de menor tráfego. Além das qualidades já conhecidas de durabilidade, resistência, facilidade de aquisição dos materiais e dispensa de mão de obra especializada para aplicação, conta a seu favor o menor custo diante de tecnologias concorrentes (asfalto).
  • Uso de galerias de concreto para sistemas subterrâneos (galerias técnicas) – visitáveis e não visitáveis – que promovem o compartilhamento ordenado dos diversos serviços de concessão pública, como transporte de esgoto, água, redes elétricas, telecomunicações e outros serviços, de forma conjunta ou separadamente.
  • Ciclovias em concreto (unidirecional ou bidirecional), conforme o projeto implantado. As ciclovias são soluções versáteis quanto à localização. Podem ser implantadas junto a calçadas, ao longo de canteiros centrais, em áreas urbanas lineares e confinadas.

Por isso, as soluções aqui apresentadas têm o apoio da Associação para treinamentos, arranjo institucional (parcerias), orientação técnica e outros benefícios que a tecnologia pode oferecer. Ou seja, queremos trabalhar juntos!

Soluções para Cidades é um projeto de iniciativa da ABCP para o apoio aos municípios brasileiros. O seu objetivo é acelerar e qualificar o desenvolvimento urbano, por meio de projetos, parcerias e transmissão de conhecimento aos administradores municipais e demais atores urbanos. www.solucoesparacidades.com.br

* Representante Regional da ABCP e professora do curso de Engenharia de Produção Civil da UNEB

Votorantim Cimentos: decarbonization ambitions

A International Cement Review traz, em sua edição de setembro de 2023, artigo de Álvaro Lenz, Global Director of Sustainability, Institutional Relations, Product Development and Engineering da Votorantim Cimentos, sobre descarbonização na indústria do cimento.

Confira aqui (texto em inglês):

 

> Baixe aqui o artigo em PDF.

 

O encadeamento da indústria do cimento no Brasil

Por Flávio Guimarães*

Fonte: Concrete Digital | 04 Abr 2022

O cimento Portland é fundamental na cadeia produtiva da indústria da construção e imprescindível para todos os tipos de obras que atendem o bem-estar da população e as exigências da vida moderna. Onde tem gente e construção civil, tem cimento, ajudando a criar e manter a qualidade de vida que as cidades e as pessoas necessitam.

Para cada milhão de toneladas de cimento produzida no Brasil são necessários cerca de 1200 empregos criados (diretos, indiretos e induzidos) o que corresponde a aproximadamente R$ 480 milhões em geração de valor e arrecadação ao redor de R$ 55,4 milhões em impostos. Esses são alguns dos resultados do estudo “Encadeamento da indústria do cimento no Brasil” do Sindicato Nacional da Industria do Cimento (SNIC) que destaca os efeitos de renda, emprego e impostos no setor que tem colaborado – positivamente – a favor do desenvolvimento da economia brasileira.

De acordo com o material, entre os anos de 2007 e 2018, o emprego direto médio anual da indústria de cimento foi de 16.053 pessoas, alcançando 26.735 empregos indiretamente e 32.372 empregos induzidos. Da mesma forma, o valor adicionado da indústria – a diferença entre o valor da produção e o consumo de bens e serviços, ou seja, o PIB do setor – no mesmo período foi de R$5 bilhões em média anual, gerando R$10,8 bilhões de valor adicionado indiretamente e R$12,7 bilhões de efeito induzido.

Além de ressaltar a importância de uma cadeia produtiva responsável por mais de 70 mil empregos (para cada emprego direto são criados 4 indiretos), a geração de uma renda de R$ 26,4 bilhões ao ano e uma arrecadação líquida anual de R$ 3 bilhões em tributos, o estudo também detalha o importante compromisso do da indústria do cimento com o desenvolvimento regional, a sustentabilidade, através do coprocessamento energético de resíduos industriais e residenciais, e o crescimento econômico do país.

Atualmente o parque industrial cimenteiro no Brasil possui 91 plantas, sendo 54 unidades integradas e o restante moagens, presentes em 23 dos 27 estados do País. As fábricas estão localizadas em todas as cinco regiões brasileiras, concentradas majoritariamente na área costeira do país, acompanhando a maior densidade populacional e o mercado consumidor.

Entre outros dados, a análise reitera a força do encadeamento econômico da indústria do cimento retratando efeitos evidentes nas localidades onde as fábricas de cimento foram instaladas como a evolução da economia local antes e depois da instalação da unidade, a ampliação do emprego, o crescimento econômico e a acumulação de riqueza na região.

Além desses efeitos positivos, a atividade cimenteira tem um segundo papel relevante para a sustentabilidade: o potencial de redução do consumo de energia e de emissões de CO2.

Por se tratar de uma indústria intensiva em energia, a atividade cimenteira consome grandes volumes de combustíveis, na sua maioria, fósseis. Contudo, seu maquinário moderno permite o uso de fontes alternativas  como os resíduos sólidos industriais e urbanos e a lama de processos industriais e do tratamento de esgoto urbano.

O potencial de uso desses resíduos é enorme e seu impacto ambiental considerável. O Roadmap Tecnológico do Cimento, um documento desenvolvido pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento e pela Associação Brasileira do Cimento Portland (ABCP), reforça o compromisso do setor no uso desses resíduos como substituição as matérias primas e combustíveis fósseis na geração de energia térmica na fabricação do cimento. Essas práticas fomentarão um ecossistema muito mais saudável, que deverá reduzir 30% do total de emissões de CO2 até 2050.

Esses são efeitos secundários da produção que vão além do simples encadeamento produtivo, mas que têm resultados positivos como o avanço econômico, a geração de renda e de emprego, trazendo uma nova dinâmica à cidade e redondezas e sobretudo ao bem estar da sociedade.

* Flávio Guimarães é economista do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e especialista em análise conjuntural e gestão empresarial

Leia mais sobre este tema em Massa Cinzenta / Cimento Itambé.

Restauração de pavimento em pista simples com whitetopping – SC-114

Otacílio Costa é um município situado na Serra Catarinense cuja economia gira em torno da produção e exportação de papéis. A principal matéria-prima é a madeira transportada pela rodovia SC 114 com extensão de 32,20 km. Devido ao tráfego pesado gerado por esta atividade industrial o pavimento asfáltico existente estava completamente comprometido, ocasionando inúmeros transtornos e prejuízos.

Os técnicos do Governo do Estado de Santa Catarina estudaram várias alternativas de pavimentação para a restauração com o objetivo de obter uma solução que pudesse proporcionar maior durabilidade e redução nas operações de manutenção. Assim optou-se pelo pavimento de concreto com whitetopping que adota o pavimento existente como sub-base para o novo pavimento em concreto. O pavimento de concreto resiste ao tráfego intenso de veículos de carga e ao ataque químico dos óleos que porventura vazem dos caminhões, proporcionando custo de manutenção reduzido se comparado com outras opções de pavimento.

Neste relato de experiência, os engenheiros Dejalma Frasson Jr. e Alexsander Maschio (ambos da ABCP), Diego Lang (Consórcio SBS – Dalba) e Carlos Roberto Giublin (CRG Engenharia) tratam dessa obra emblemática para o pavimento de concreto, publicada originalmente na revista Estradas, da Sociedade dos Técnicos Universitários do DAER, edição 25 – outubro de 2020.

Leia aqui o artigo completo ou baixe o PDF.

https://cimentobrasil.org.br/download/restauracao-de-pavimento-em-pista-simples-com-whitetopping-sc-114/

80 anos pela indústria

Em “80 anos pela indústria”, o engenheiro Hugo Rodrigues, gerente de Comunicação da ABCP, apresenta a Fausto Oliveira a trajetória da ABCP e seu trabalho em defesa da indústria brasileira do cimento ao longo dos últimos 80 anos, período de grande evolução do produto e ampliação de suas aplicações.

O artigo foi publicado na edição nº 1, de março de 2017, na revista Concreto Latino-americano”, editada pelo KHL Group.

Leia o artigo completo (PDF).

 

Pavimento de concreto: reduzindo o custo social

Por Marcos Dutra de Carvalho

Engenheiro civil, líder especialista em Pavimentação da ABCP

O artigo argumenta que o pavimento de concreto é mais durável, seguro e ambientalmente amigável, economiza combustível e iluminação pública, diminui o custo operacional dos veículos e o índice de acidentes nas rodovias e vias urbanas, reduzindo o custo social.

Leia o artigo na íntegra.