Ceará investe em pavimento intertravado

Solução reduz o calor nas cidades cearenses

A Superintendência de Obras Públicas (SOP) do Estado do Ceará destacou em seu perfil no Instagram que tem investido em soluções para reduzir o calor nas cidades, como a substituição do asfalto por piso intertravado em rodovias.

Enquanto o asfalto absorve mais calor e eleva a temperatura urbana, o piso intertravado pode reduzir o calor em até 15 graus e ainda melhorar a iluminação noturna, proporcionando mais segurança.

Essa iniciativa já foi implementada em áreas estratégicas, como a CE-090, que liga as praias de Icaraí e Cumbuco, promovendo conforto e sustentabilidade.

As cidades cearenses, assim como ocorre em todo o país, têm recebido suporte técnico da ABCP para a implantação correta desta e de outras soluções à base de cimento.

Santa Catarina merece

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, destaca em sua página no Instagram o uso do pavimento de concreto na rodovia SC-160, no Oeste do Estado, entre Pinhalzinho e Bom Jesus do Oeste. O trecho, antes de asfalto sempre deteriorado, foi substituído por concreto, que tem perspectiva de durabilidade de 20 anos.

Veja o depoimento:

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Setor de cimento avança em trajetória sustentável para zerar emissões até 2050

Representantes da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e do Instituto E+ deram início no dia 5 de fevereiro à atualização do Roadmap de Descarbonização para o setor de cimento.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar.

A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo SNIC em 2023, junto à Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA, em inglês), de atualizar o Roadmap que o setor lançou em 2019 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Para tanto, o Roadmap levará em consideração, além de soluções tecnológicas no processo produtivo, alternativas de descarbonização ao longo do ciclo de vida do produto que ajudem o setor a alcançar a neutralidade de emissões no Brasil até 2050. Embora o setor de cimento no país já registre um dos mais baixos índices de emissão de CO2 equivalente em comparação com padrões internacionais, há um compromisso crescente com a adoção de soluções que impulsionem a competitividade e a sustentabilidade.

Diante desse cenário, serão analisadas melhorias no processo produtivo e uso do produto, considerando barreiras regulatórias e financeiras e a incorporação de tecnologias inovadoras, como captura e armazenamento de carbono (CCS), combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, uso de hidrogênio verde e produção de concreto de baixo carbono.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de iniciativas já implementadas no Brasil, a identificação de fontes de financiamento nacionais e internacionais para viabilizar a modernização do setor e o desenvolvimento de uma plataforma digital para conectar projetos inovadores com oportunidades de investimento.

Essa iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional que apoia países em desenvolvimento na descarbonização de setores industriais de difícil descarbonização, como cimento e aço, por meio de assistência técnica e promoção de tecnologias inovadoras. Além disso, o estudo integra o escopo do Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub), plataforma coliderada pelo Brasil e pelo Reino Unido, que visa fomentar investimentos e parcerias para acelerar a transição da indústria para uma economia de baixo carbono. A UNIDO é responsável pela gestão do Secretariado do ID Hub, atuando para facilitar parcerias estratégicas.

A definição do Roadmap sustentável para a indústria de cimento deverá ser concluída em até 18 meses e contribuirá para que a indústria cimenteira brasileira se alinhe às metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, consolidando sua trajetória rumo à neutralidade de carbono.

Vale destacar que a descarbonização da indústria é uma prioridade para o Brasil, e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Nesse sentido, a indústria está à frente dos debates na agenda climática, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor é o primeiro no país a ter um Roadmap de Descarbonização e está atualizando suas bases para um Roadmap Net Zero 2050.

O setor está trabalhando junto com o governo na elaboração de metas setoriais (Plano Clima), contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. O Plano Clima será concluído e divulgado pelo Governo Federal em 2025, ano da COP30 no Brasil.

Além disso, o setor lidera a agenda do programa Nova Indústria Brasil (NIB),  missões específicas voltadas à neoindustrialização do país. Uma delas, a Missão 5, contempla Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Nesse sentido, a inclusão do setor de cimento com destaque na Missão 5 representa marco fundamental para o fortalecimento da integração entre o desenvolvimento socioeconômico e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

UNIDO: setor de cimento inicia trajetória sustentável para zerar emissões até 2050

Representantes e especialistas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e do Instituto E+ participaram no dia 05/02 da reunião de lançamento da atualização do roadmap de descarbonização para o setor de cimento, que levará em consideração tecnologias inovadoras capazes de zerar as emissões líquidas do setor de cimento no Brasil até 2050. A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar.

Embora o setor de cimento no Brasil já registre baixos índices de emissão de CO2 equivalente em comparação com padrões internacionais, há um compromisso crescente com a adoção de soluções que impulsionem a competitividade e sustentabilidade. Serão analisadas melhorias no processo produtivo, considerando barreiras regulatórias e financeiras, e a incorporação de tecnologias inovadoras, como captura e armazenamento de carbono (CCS), eficiência energética, uso de hidrogênio verde e produção de concreto de baixo carbono.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de iniciativas já implementadas no Brasil, a identificação de fontes de financiamento nacionais e internacionais para viabilizar a modernização do setor e o desenvolvimento de uma plataforma digital para conectar projetos inovadores com oportunidades de investimento.

O secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, enfatizou o papel do governo na coordenação dessa agenda: “A descarbonização da indústria é uma prioridade para o Brasil, e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Com a construção deste roadmap, fortaleceremos as bases para uma transição sustentável e competitiva.”

Para o representante da UNIDO no Brasil, Clovis Zapata, a parceria com o setor é essencial para garantir um planejamento estratégico robusto e viável: “A UNIDO trabalhará em estreita colaboração com a indústria cimenteira e demais stakeholders para apoiar a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis que posicionem o Brasil como referência na descarbonização do setor”, destacou.

O roadmap será elaborado com a participação do SNIC, entidade que representa o setor e contribuirá com dados e projeções para a construção de cenários realistas e viáveis. O presidente do SNIC e da ABCP, Paulo Camillo Penna, reforça a importância dessa iniciativa: “O desenvolvimento deste roadmap trará diretrizes fundamentais para que o setor possa avançar na redução de emissões sem comprometer a competitividade da indústria, garantindo um futuro sustentável e alinhado às metas climáticas.”

Essa iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional que apoia países em desenvolvimento na descarbonização de setores industriais de difícil descarbonização, como cimento e aço, por meio de assistência técnica e promoção de tecnologias inovadoras. Além disso, o estudo integra o escopo do Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub), plataforma coliderada pelo Brasil e pelo Reino Unido, que visa fomentar investimentos e parcerias para acelerar a transição da indústria para uma economia de baixo carbono. A UNIDO é responsável pela gestão do Secretariado do ID Hub, atuando para facilitar parcerias estratégicas.

A definição do roadmap sustentável para a indústria de cimento deverá ser concluída em até 18 meses e contribuirá para que a indústria cimenteira brasileira se alinhe às metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, consolidando sua trajetória rumo à neutralidade de carbono.

Fonte: UNIDO

Venda de cimento cresce 5,3% em janeiro no país

A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável. A comercialização do insumo no país em janeiro totalizou 5,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo mês de 2024 e uma alta de 10% frente a dezembro último. Por dia útil, que considera o número de dias trabalhados e tem forte influência no consumo, a comercialização de cimento foi de 215,6 mil toneladas no mês de janeiro, o que representa uma evolução de 5,4%, comparado ao mesmo mês do ano anterior e queda de 1,1% em relação a dezembro de 2024.

O resultado é atribuído ao contínuo aquecimento do mercado de trabalho e à renda da população, com a massa salarial em alta, desemprego em nível baixo e recorde em carteiras assinadas.

Além disso, o mercado imobiliário, importante indutor do consumo de cimento, registrou crescimento no financiamento em 2024, ainda que mudanças em linha de crédito habitacional vêm sendo negativamente realizadas.

Verifica-se forte movimentação de vendas e de lançamentos, puxada pelas obras do programa Minha Casa, Minha Vida, que permanece em expansão. A comercialização de materiais de construção também seguiu em alta no ano passado.

No entanto, apesar da demanda aquecida da construção civil, o setor começa a sentir os impactos da pressão inflacionária, do custo de mão de obra, da continuidade do aumento da taxa de juros (13,25%) e do endividamento e inadimplência elevados, que exercem pressão na situação financeira e no consumo das famílias, contribuindo, inclusive, para a queda na confiança do consumidor em janeiro. Este índice registrou o menor nível desde fevereiro de 2023, refletindo uma maior preocupação com o momento atual e com as expectativas futuras, em todas as classes de renda, principalmente as mais elevadas.

Na construção e indústria, a confiança também piorou. O ambiente econômico, com a Selic em elevação (com probabilidade de atingir 15% até dezembro) e o câmbio desvalorizado, já representa um desafio para as empresas.

As incertezas fiscais do país somadas à trajetória de alta da Selic, anunciada pelo Banco Central, tornam as perspectivas do setor para o ano mais conservadoras.

Ainda assim, a indústria do cimento segue otimista com a possibilidade de elevar a presença do cimento e do pavimento de concreto como opção nas licitações de ruas, estradas e rodovias. Fatores como esses levam a uma projeção de crescimento de consumo do produto estimada em 1% para este ano, o que representa um acréscimo de 650 mil de toneladas de cimento, atingindo um total anual de 65,5 milhões de toneladas.

Na perspectiva da sustentabilidade, o ano de 2025 traz desafios importantes para o setor produtivo, como a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, bem como a definição de metas de descarbonização setoriais no âmbito do Plano Clima, quando se avizinha a COP30.

O Povo da Tarde – CBN

O jornal “O Povo da Tarde”, da CBN, apresentado por Maísa Vasconcelos e Letícia Lopes, traz em sua edição de 29/01/2025 entrevista com a engenheira Glécia Vieira (ABCP Norte / Nordeste) sobre soluções para cidades capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, em especial as ondas de calor. Os destaques foram o pavimento intertravado e o pavimento permeável de concreto.

Assista à matéria:

 

Jornal da TV Thathi

O “Jornal da TV Thathi”, apresentado por Gabriela Leite diretamente dos estúdios da TV Thathi SBT em São José dos Campos-SP, traz em sua edição de 28/01/2025 matéria sobre o aumento das vendas do cimento em 2024, em relação a 2023, conforme relatório do SNIC. O presidente da ABCP e do SNIC foi entrevistado no programa.

Assista à matéria:

Concreto é solução usada por cidades para contribuir com conforto climático

Como uma das consequências das mudanças climáticas, as ondas de calor intenso enfrentadas por diversas cidades brasileiras têm desafiado os administradores públicos. Para mitigar o calor extremo e seus impactos no ambiente urbano, o pavimento intertravado com blocos de concreto tem ganhado espaço nas principais vias do Nordeste. A solução pode minimizar em até 4°C a temperatura do ambiente e reduzir em até 17°C a temperatura da superfície das vias.

Há quatro anos, Fortaleza foi vanguarda na disseminação da solução, tendo executado desde então mais de 300 quilômetros de pavimento intertravado. A ABCP tem participado ativamente na capacitação e apoio às diferentes frentes de pavimentação em concreto no Ceará e certificado a conformidade dos produtos com as normas brasileiras, por meio do Selo ABCP, que contribui para a melhoria da qualidade dos sistemas construtivos à base de cimento.

O Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Obras Públicas (SOP), tem promovido a ampliação do uso do pavimento intertravado, priorizando essa tecnologia em áreas urbanas também como forma de moderar a velocidade de tráfego e facilitar a manutenção das vias.

Atualmente, o Estado já executou mais de 520.000 m² de pavimento intertravado em diversas rodovias estaduais, incluindo a CE-090, CE-010 e CE-060, além de incorporar a solução em projetos urbanos, como praças, estacionamentos, hospitais e universidades.

O município de Sobral é outro exemplo notório do uso do pavimento intertravado para reurbanização das ruas do centro e praças da cidade, além da pavimentação de vias nos bairros.

Os pisos intertravados, ou pavimentos de blocos de concreto, são uma alternativa eficiente para pavimentação e também vêm sendo usados em diversas cidades da Bahia, como Juazeiro, Vitória da Conquista e Salvador.

Em Pernambuco, a utilização da tecnologia foi consolidada na capital, Recife, por meio do programa Calçada Legal. Criada em 2017, a iniciativa requalifica vias urbanas com ações que incluem pavimentação, construção de rampas de acessibilidade, preservação de passeios históricos e paisagismo. A iniciativa conta com um aporte de 80 milhões de reais da Prefeitura do Recife, com a expectativa de reurbanizar um total de dez lotes, que abrangem 134 km de ruas e avenidas, além de 56.300 m² de largos.

Desde o início do programa, 77 km de vias já foram requalificados, além de 12 km de calçadas. As intervenções priorizam áreas com grande fluxo de pedestres ou ligações entre corredores de transporte público.

Como apoio técnico, a ABCP realizou treinamento para execução de calçadas e pavimento intertravado na URB-Empresa de Urbanização do Recife, com participação de 35 profissionais de empresas construtoras prestadoras de serviços e profissionais de projetos e fiscalização da URB e da Emlurb, consolidando a parceria com a Secretaria de infraestrutura da Prefeitura do Recife.

Outro destaque foi a realização da capacitação em calçadas e ciclovias de concreto para os profissionais da Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de João Pessoa, para a construção de 516.452 m2 de calçadas e de seis corredores de BRT em pavimento de concreto. As obras tiveram investimento de 400 milhões de reais do Programa Minha Rua Calçada.

Todas essas iniciativas reforçam a importância do trabalho desenvolvido pela ABCP para possibilitar a expansão do uso do pavimento intertravado em todo o país.

Aprece: soluções em concreto contribuem para conforto climático no Ceará

A Regional Norte Nordeste da ABCP participa, nos dias 28 e 29/01, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, do Seminário Aprece Novos Gestores 2025, evento promovido pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) que reúne diversas autoridades públicas do Estado para um amplo debate sobre políticas públicas. Segundo os organizadores, o objetivo é “criar um ambiente abrangente de acolhimento, capacitação, reflexão, discussão e troca de experiências, visando o desenvolvimento das competências essenciais para os gestores que estarão à frente dos municípios durante o quadriênio 2025-2028”.

O seminário inclui a realização da Feira Municipalista, que tem participação da ABCP por meio de dois estandes (96 e 97) e o destaque para a contribuição do pavimento intertravado com blocos de concreto na mitigação de alguns efeitos das mudanças climáticas, como a elevação da temperatura no meio urbano. A solução vem sendo aplicada com sucesso em diversas cidades cearenses.

 

Benefícios para as cidades

As ondas de calor intenso, consequência das mudanças climáticas, têm desafiado os administradores públicos de todo o país. No Ceará, um caminho foi a adoção do pavimento intertravado com blocos de concreto, cada vez mais presente nas ruas cearenses. A solução pode minimizar em até 4°C a temperatura do ambiente e reduzir em até 17°C a temperatura da superfície das vias. No Nordeste, a vanguarda na disseminação desta tecnologia coube a Fortaleza, há cerca de quatro anos. Desde então, foram executados mais de 300 quilômetros de pavimento intertravado. A solução pode ser conferida de perto no estande da ABCP durante a realização do seminário da Aprece.

A ABCP tem participado ativamente na capacitação e apoio às diferentes frentes de pavimentação em concreto no Ceará. O estado, por meio da Secretaria de Obras Públicas (SOP), tem promovido a ampliação no uso do pavimento intertravado, priorizando essa técnica em áreas urbanas também como forma de moderar a velocidade de tráfego e facilitar a manutenção das vias. Atualmente o Estado já executou mais de 520.000 m² de pavimento intertravado em diversas rodovias estaduais, incluindo a CE-090, CE-010 e CE-060, além de vias, praças, estacionamentos, hospitais e universidades.

 

Sobre o pavimento intertravado

Os pavimentos intertravados são compostos por peças pré-moldadas de concreto e constituem uma eficaz solução para uso em ruas, calçadas, calçadões e praças, sendo largamente difundida no Brasil – tanto na construção como na reconstrução e reabilitação desse tipo de instalação urbana. Terminais de carga em portos, aeroclubes e estradas vicinais também constituem locais recomendados a essa tecnologia.

SERVIÇO

Seminário da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece) – Novos Gestores
Estande 96/97.

Data: 28 e 29 de janeiro de 20

Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza

Programação e inscrições: novosgestores.aprece.org.br

Setor prevê crescimento de 1% em 2025

O cenário econômico, marcado por incertezas fiscais do governo, inflação projetada acima do teto da meta, aliado com a trajetória de alta de juros, endividamento e inadimplência, indica que a taxa de crescimento do consumo de cimento será menor em 2025 do que foi em 2024.

A majoração da Selic deve ampliar a concorrência dos ativos financeiros frente aos ativos imobiliários. Ainda assim, a indústria brasileira do cimento espera crescer em torno de 1% este ano, influenciada em parte pelos avanços em projetos de infraestrutura e desenvolvimento urbano, principalmente nas áreas de habitação e saneamento.

No segmento habitacional, o sistema construtivo Parede de Concreto é uma solução para programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), por trazer como benefícios padronização e velocidade de construção – três vezes mais ágil do que o sistema convencional -, permitindo que as empresas o utilizem em projetos com prazos apertados e alta repetitividade. Caso se confirme a previsão de entrega, pelo MCMV, de 500 mil unidades em 2025, o consumo estimado de cimento será da ordem de 2,5 milhões de toneladas.

Em relação aos investimentos previstos em infraestrutura de transporte, vale lembrar que o Brasil possui aproximadamente 1,72 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, o que representa a quarta maior malha viária do mundo. Por outro lado, há um dado que preocupa: somente 12,4% dela é pavimentada.

O Ministério dos Transportes apresentou diretrizes para alocação de recursos em contratos de concessão rodoviária que visam mitigar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) e impulsionar a transição energética do setor. Entre outras medidas, a portaria MT 622/2024 estabelece que as concessionárias deverão adotar métodos construtivos e tecnologias com menores emissões de GEE.

O pavimento de concreto vai justamente ao encontro dessa portaria. É uma solução mais econômica, com longa durabilidade, sustentável – por ser altamente engajada com a diminuição das emissões – e reduz o consumo de combustível e pneus. Além disso, contribui para reduzir as ilhas de calor e ampliar a luminosidade das rodovias.

No que tange às soluções para as cidades, o setor segue apoiando os municípios brasileiros com sistemas construtivos que atendam às necessidades locais por infraestrutura e tragam melhorias a favor da mobilidade urbana, saneamento, espaços públicos e habitação.

O setor de saneamento prevê a retomada de concessões e a expectativa é de que novos projetos para 2025 possam acrescentar mais 72,4 bilhões de reais em investimentos. Com isso, as projeções do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) apontam para um crescimento da demanda do insumo.

A expectativa em 2025 é de alta, desde que se efetivem programas com ênfase na habitação, no saneamento e na logística.