Descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovação ganham destaque no maior evento da indústria do cimento

Os principais nomes do mercado já confirmaram presença no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na EXPOCIMENTO, que acontecem de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), esta edição do evento promete ser a maior já realizada, tanto em público quanto em área de exposição.

Com mais de 100 palestras programadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland, material predominante para a construção civil.

Durante três dias, os participantes poderão conferir o debate de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção do cimento e sua aplicação nos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

As palestras contarão com renomados especialistas discutindo os principais desafios e oportunidades do setor. Temas estratégicos para toda a cadeia produtiva do cimento estarão na pauta de debates dinâmicos e mesas-redondas.

Com o tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento no dia 30 de junho, das 18h às 20h,  terá a presença de personalidades públicas, lideranças empresariais e organizações nacionais e internacionais.

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o CBCi terá palestra magna sobre expectativas, tendências e posicionamentos da Conferência e mesa-redonda sobre instrumentos de descarbonização industrial dentro da estratégia climática brasileira.

Participarão dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo. As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade do assunto, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot.

A indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor trabalha junto ao governo na elaboração de metas setoriais que contemplem tanto a descarbonização industrial como o crescimento econômico setorial, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Ainda no segundo dia do evento, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável para a gestão de resíduos urbanos será tema de mesas-redondas, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais, passivos ambientais, em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta o forno – o qual converte argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que ocorreria pelos métodos mais tradicionais de produção, envolvendo o uso do coque de petróleo como combustível.

No último dia do evento, a programação terá como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e o CEO da Motiva (ex-CCR), Miguel Setas.

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de revestimento para pavimentos, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Ainda no último dia de evento, a busca das cidades por soluções sustentáveis para amenizar crise climática estará na pauta das palestras do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, e do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão.

O papel da inovação na mitigação climática será tema da segunda parte do painel, que contará com a participação de Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e dos professores titulares da Escola Politécnica da USP, Vanderley John e Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

EXPOCIMENTO

A Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos da área.

Resíduos não recicláveis são transformados em energia limpa e ganham novo destino com o coprocessamento

Celebrado em 17 de maio, o Dia Internacional da Reciclagem reforça a importância de se estimular, em todo o planeta, uma reflexão sobre o consumo consciente e a importância de dar um destino adequado ao lixo. A indústria brasileira do cimento reforça esse compromisso e contribui para a destinação sustentável dos resíduos com o uso da tecnologia do coprocessamento.

A atividade é considerada um dos segmentos com maior potencial para operar com grandes volumes de lixo urbano não reciclável. A tecnologia de coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos, industriais e passivos ambientais em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível que alimenta a chama do forno – que transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento). Trata-se de uma opção segura para a destinação adequada e sustentável de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento.

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento e terá grande representatividade nos quase 55% da energia do setor até 2050.

A matriz energética atual está dividida em 68% de combustíveis fósseis, 18% de biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço de açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% de resíduos (pneus inservíveis, perigosos e urbanos).

Diante desse cenário, a produção de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos), com destinação para o uso em fornos das cimenteiras, representa uma grande oportunidade para o setor e para a sociedade como um todo. Com a substituição do coque de petróleo pelo CDRU, é possível reduzir significativamente as emissões de carbono, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Além disso, o coprocessamento de novas fontes energéticas e renováveis nas fábricas de cimento ajuda a diminuir a quantidade de resíduos dispostos em aterros sanitários, evitando passivos ambientais e problemas de saúde pública, além de alongar a vida útil dessas estruturas.

A partir de uma forte atuação regional, a indústria do cimento está acelerando cada vez mais o desenvolvimento de CDRU no Brasil para fins de coprocessamento, seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

O tema será amplamente debatido no segundo dia do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento. De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo.

A cadeia de resíduos e suas complexidades regionais será tema de mesa redonda conduzida por especialistas como Anicia Aparecida Baptistello Pio, Gerente de Desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo –  FIESP.

Haverá ainda mesa redonda sobre Coprocessamento como Solução Sustentável na Gestão de Resíduos Urbanos, com a participação da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE. Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento.

Vendas de cimento desaceleram em abril

Após o primeiro trimestre de 2025 registrar forte alta, as vendas da indústria do cimento apresentaram retração em abril. Em termos nominais, foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, uma queda de 3,0% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, a comercialização do produto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano aumentou 4,2%.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 236,8 mil toneladas, um recuo de 4,1% em comparação ao mês de março e alta de 5,8% ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-abril), o desempenho registra crescimento de 6,5%.

O resultado positivo do acumulado do ano é atribuído ao aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com o salário dos trabalhadores atingindo o valor mais alto já registrado desde 2012. A melhora das expectativas para os próximos meses, principalmente sobre a situação econômica local, elevou a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.

O mercado imobiliário, outro importante indutor do consumo de cimento, apresentou queda no número de lançamentos no primeiro bimestre de 2025 comparado com o mesmo período de 2024, indicando que as obras iniciadas no passado ainda estão influenciando positivamente o desempenho do setor de cimento. As recentes mudanças no programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), que passou a incluir também famílias com renda de até 12 mil reais, serão importantes para a manutenção da boa performance da indústria.

Apesar do momento promissor, o ambiente de incerteza que prevalece na economia devido à elevada taxa básica de juros, inadimplência e endividamento das famílias tem afetado a confiança do setor da construção, que recuou em abril para o menor nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário a preocupação das empresas com a falta de mão de obra qualificada e a redução dos estoques imobiliários, resultantes do acréscimo de vendas e queda dos lançamentos verificados no início de 2025.

A mesma percepção de pessimismo foi observada no setor industrial. O ciclo de alta da Selic e a expectativa geral de desaceleração da economia devem refletir em um cenário difícil para a indústria em 2025, sobretudo no segundo semestre.

Mesmo diante de um ano desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista, influenciada pelos avanços em projetos de habitação e infraestrutura. O setor aposta no uso crescente do insumo como opção nas licitações de ruas e rodovias em pavimento de concreto, um sistema construtivo de maior durabilidade, economia e que proporciona mais conforto e segurança aos usuários, além de exercer menor impacto ambiental.

A elaboração do Plano Clima, política climática em desenvolvimento pelo governo federal, que trará compromissos de descarbonização a diferentes setores da economia, dentre eles a indústria, está a pleno vapor. O instrumento deverá ser concluído até o final deste mês, passando posteriormente por consulta pública, para ser apresentado até novembro, quando se realiza a COP30, em Belém-PA. O desafio é integrar a trajetória de descarbonização da indústria nacional com o crescimento da indústria de base, necessário para abastecer a demanda por infraestrutura e habitação no país.

As últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante na construção civil – serão apresentados no 9º Congresso Brasileiro de Cimento e na ExpoCimento, que ocorrerá de 30 de junho a 2 de julho de 2025, no Golden Hall WTC, em São Paulo. Os principais nomes do mercado já confirmaram presença nos eventos. Esta edição promete ser maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção. Mais informações no site.

Vendas de cimento desaceleram em abril

Após o primeiro trimestre de 2025 registrar forte alta, as vendas da indústria do cimento apresentaram retração em abril. Em termos nominais foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, uma queda de 3,0% em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No entanto, a comercialização do produto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano aumentou 4,2%.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 236,8 mil toneladas, um recuo de 4,1% em comparação ao mês de março e alta de 5,8% ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-abril), o desempenho registra crescimento de 6,5%.

Mercado de cimento se prepara para o 9º CBCi e ExpoCimento 2025

Edição promete ser ainda maior, com público ampliado, mais de 100 palestras, ampla área de exposição dos fornecedores da construção e apresentação das últimas inovações da aplicação do cimento

Os principais nomes do mercado já confirmaram presença no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento, marcado para acontecer de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o evento promete ser maior, tanto em público quanto em área de exposição.

Com mais de 100 palestras agendadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland – material predominante para a construção civil.
Três eventos do mercado de cimento em paralelo

Paralelamente ao evento, haverá o II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema. Com tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, o 9º CBCI contará com painéis sobre temas como a transição energética, descarbonização, infraestrutura e inovação.

Já Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

O II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025) que já está com programação completa terá palestras, cursos pré-eventos, sessões técnicas e discussões sobre os avanços da ciência do cimento e as soluções para a descarbonização da indústria.

Fonte: InfraRoi

ABCP promove em Vitória workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

Iniciativa tem apoio de mais de 40 entidades e empresas

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realiza nesta terça-feira, 06/05, das 9h às 12h30, no Sinduscon ES, em Vitória, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais e empreendedores do setor e construtores. O evento conta com a presença de instrutores renomados. Entre eles destacam-se Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto), Rodrigo Saboya (Block Beton) e Kleyton Mendes Pacheco (Vibracom). Os especialistas apresentarão suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade e desempenho e casos de sucesso.

 

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, e promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

ABCP apresenta soluções para cidades sustentáveis no Congresso Mineiro de Municípios

Tecnologias de pavimentação à base de cimento serão apresentadas em estande direcionado para prefeitos, gestores públicos, loteadores, projetistas e fornecedores

De 6 a 7/05, cerca de 10 mil prefeitos e gestores públicos estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, durante o 40º Congresso Mineiro de Municípios. O evento promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) contará com uma programação de seminários e salas técnicas, que abordarão soluções práticas e estratégias inovadoras para a administração pública.

A ABCP, por meio do Escritório Regional de Minas Gerais, participará do congresso com estande (nº153), que destacará o tema “Soluções para Cidades Sustentáveis”. Durante o evento, a Associação apresentará as tecnologias de pavimentação à base de cimento, como pavimento intertravado, placas pré-fabricadas, pavimento permeável, Pavimento Urbano de Concreto (PUC), bem como os sistemas complementares de drenagem e mobiliário urbano. Além disso, serão mostrados casos de sucesso e as mais últimas inovações, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica dessas soluções.

“Nosso objetivo é destacar as soluções que contribuam para o desenvolvimento da infraestrutura urbana. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas”, afirma Lincoln Raydan, gerente da regional Minas Gerais da ABCP.

Haverá ainda palestra no dia 7/05, às 11h30, sobre Soluções para Cidades no espaço AMM, durante o evento.

Mais informações podem ser obtidas no site do congresso.

Pavimento Urbano de Concreto avança como solução para loteamentos

O Pavimento Urbano de Concreto (PUC), que já é utilizado por mais de 170 municípios em ruas e avenidas de tráfego leve a pesado, também tem despontado como solução para diversos tipos de loteamentos, públicos ou privados, rurais ou urbanos, incluindo os residenciais, comerciais, empresariais e industriais. Em 2024, foram executados mais de 2 milhões de metros quadrados de PUC e projetados mais de 7 milhões de metros quadrados, o que reflete o avanço da solução em diversas regiões do país.

Em loteamentos, o sistema já é usado em cidades como Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Joaçaba (SC), Pinhalzinho (SC), Francisco Beltrão (PR), Cascavel (PR), Pato Bragado (PR), São Borja (RS), Ipumirim (SC) e Caçador (SC), entre outras, que atestam as inúmeras vantagens da solução em concreto. Entre elas estão: maior resistência à fadiga do pavimento, alta performance ao longo do tempo, baixa necessidade de manutenção, redução da temperatura ambiente em até 4°C e da superfície do piso em até 17°C, melhor visibilidade devido à coloração clara do concreto e menor emissão de CO₂.

Além disso, o sistema proporciona uma qualidade de rolamento superior, pois não apresenta deformações plásticas, trilhas de rodas ou depressões, eliminando a necessidade de operações frequentes de tapa-buracos e recapeamentos, que geram altos custos de manutenção.

Outros fatores contribuem ainda para avaliar a competitividade dos pavimentos de concreto, destacando-se o custo de construção e de manutenção ao longo de sua vida útil. Estudos indicam que, tanto para tráfego leve como pesado, a solução se mostra bastante viável. À medida que a intensidade do tráfego aumenta, pode gerar economia de até 20% em comparação com pavimentos flexíveis.

Além disso, quando se considera o custo de manutenção ao longo do período de projeto, os pavimentos de concreto podem ser até 35% mais econômicos, em relação aos pavimentos flexíveis, dependendo da característica da obra. Quando bem projetado e executado, o pavimento de concreto pode ultrapassar a vida útil estimada mínima de 20 anos, como é o caso de muitos pavimentos que resistem por mais de 70 anos no Brasil, entre muitos construídos nas décadas de 50 e 60.

A chave para uma boa implantação do pavimento de concreto está na combinação de três fatores essenciais: um bom projeto, o uso de produtos e equipamentos de qualidade e uma boa execução. Cada uma dessas etapas requer atenção para garantir que o pavimento entregue qualidade e durabilidade.

O desafio de aplicar essas boas práticas em todo o país é mais complexo quando se consideram as dimensões e as variabilidades regionais do Brasil. Nesse sentido, a ABCP vem atuando de forma efetiva na promoção e desenvolvimento do pavimento de concreto por meio de seus Escritórios Regionais e Representações, em diferentes frentes, como pesquisa, inovação, normalização, capacitação técnica e disseminação de boas práticas, a fim de impulsionar cada vez mais esse sistema construtivo.

Tecnologia de concreto na pavimentação é apresentada em Marília com vantagem de custo

A ABCP, em parceria com a Secretaria de Planejamento Urbano de Marília-SP, promoveu na sexta-feira, 25/04, no Auditório do Gabinete da Prefeitura de Marília, uma apresentação sobre a tecnologia de pavimentação em cimento Portland. Considerado uma alternativa viável ao asfalto, o material já é amplamente utilizado em loteamentos e rodovias em diversas regiões do Brasil.

O objetivo do evento foi destacar os benefícios dessa solução, que oferece maior durabilidade e custo reduzido quando comparada à massa asfáltica convencional. O material já é muito utilizado em loteamentos e rodovias em diversas regiões do Brasil. “A tecnologia do concreto evolui constantemente. Buscamos fazer mais por menor valor. Hoje nossa produção chega 1.000 metros cúbicos diários com qualidade”, afirmou Ricardo Humberto Moschetti, gerente da Regional São Paulo da ABCP.

Outro benefício significativo do concreto é sua menor dependência de fatores externos, como a oscilação dos preços dos derivados de petróleo. Em períodos de alta, o asfalto se torna um investimento mais oneroso, enquanto o cimento mantém estabilidade nos custos. Planilhas comparativas mostram que a escolha pelo concreto pode gerar economia substancial a longo prazo.

A ABCP também destaca a sustentabilidade da pavimentação em cimento. Diferente do asfalto, que pode sofrer com deformações causadas pelo calor e por tráfego intenso, o concreto tem maior resistência e menor impacto ambiental. Além disso, sua aplicação reduz a emissão de poluentes durante o processo de produção e manutenção. “Ninguém gosta de gastar dinheiro público refazendo obras. Por isso, tem aumentado muito o interesse de prefeituras e DERs (Departamento de Estradas de Rodagem), dos governos estaduais, pelo produto. Sem falar que não é poluente”, completou.

Além disso, a ABCP oferece suporte técnico gratuito para projetos de loteamento que utilizam o cimento Portland. Isso incentiva empresas e prefeituras a adotarem a tecnologia, fortalecendo a cadeia produtiva do cimento e garantindo soluções inovadoras para pavimentação urbana.

O secretário de Planejamento Urbano de Marília, Ernesto Tadeu Consoni, disse que o objetivo do evento foi destacar os benefícios dessa solução, que oferece maior durabilidade e custo reduzido quando comparada à massa asfáltica convencional. “A pavimentação em concreto proporciona diversas vantagens, principalmente em momentos de instabilidade nos preços dos derivados de petróleo, usados na composição do asfalto. A técnica vem se consolidando como uma opção eficiente para pavimentação de vias públicas. A base rígida do concreto também garante maior estabilidade ao pavimento, pois não sofre tanto com movimentações do solo, como acontece com o asfalto. Por ser composto por placas, a manutenção se torna mais simples e eficiente, permitindo a compatibilização com redes de água e esgoto sem prejudicar a estrutura viária” afirmou Consoni.

Segundo ele, outro fator relevante é a tecnologia de aplicação do cimento. “Os mesmos equipamentos utilizados na pavimentação asfáltica podem ser adaptados para o concreto, tornando o processo ágil e econômico. A acabadora, que espalha a argamassa de petróleo, pode ser utilizada para distribuir o concreto. Isso agiliza a obra e reduz custos operacionais”, afirma.

Nos últimos anos, diversas empresas passaram a adotar exclusivamente o pavimento em concreto para novos loteamentos, eliminando completamente o uso do asfalto tradicional. Essa mudança foi motivada pelo aumento no preço do CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), que dobrou de custo em determinados períodos, tornando a alternativa em concreto ainda mais vantajosa financeiramente.

 

Fotos: Divulgação

Fonte: Prefeitura de Marília

Cresce a demanda por cimento no Brasil

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, participou nesta quarta-feira, 16/4, do programa Real Time, da Times Brasil, onde analisou o avanço nas vendas de cimento no primeiro trimestre de 2025 (saiba mais), impulsionado pela construção imobiliária, em especial o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e pelos investimentos na área de infraestrutura.

Paulo Camillo Penna lembrou que o setor teve, em 2024, um ano de recuperação e considerou “excepcional” o desempenho da indústria neste primeiro trimestre de 2025. Ele se mostrou otimista com a recente criação, pelo Conselho Curador do FGTS, da faixa 4 (renda familiar de até 12 mil reais) do MCMV, “o que vai favorecer 128 mil novas famílias”. Mas advertiu que houve uma redução de 49% dos financiamentos imobiliários no primeiro bimestre do ano, em comparação com 2024. “Nos preocupa o fato de que a subida dos juros estabelece uma competição entre ativo financeiro e ativo imobiliário”, disse. O presidente também destacou o esforços da indústria visando a eficiência energética e a descarbonização do setor.

Assista à entrevista completa: