A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável, dando continuidade a dois anos sucessivos de crescimento robusto. A comercialização do insumo no País em janeiro totalizou 5,3 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 8% frente a dezembro de 2025. Por dia útil, a comercialização foi de 223,9 mil toneladas no mês, representando uma evolução de 3,3% comparado ao mesmo mês do ano anterior, apesar do considerável volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste no mês.
20260206_Snic_relatorio_JaneiroCategoria: Noticias
ABCP lança cursos para qualificar profissionais e fortalecer a competitividade na indústria de artefatos de concreto
A indústria de artefatos de concreto segue em expansão e mantém um papel fundamental na construção civil brasileira. Em um mercado cada vez mais exigente — seja em desempenho, durabilidade ou conformidade com normas — os fabricantes que investem em aprimoramento técnico são justamente os que mais se destacam e ampliam seus negócios.
A profissionalização dos processos, aliada a um controle de qualidade rigoroso, tornou-se um diferencial competitivo capaz de colocar empresas em um patamar superior em eficiência, confiabilidade e inovação.
Para atender essa demanda crescente por qualificação, a ABCP anuncia dois cursos essenciais para quem atua na produção e no controle de qualidade de blocos, pavers e demais artefatos de cimento: “Blocos e Pavers: Produção e Controle de Qualidade” e “Laboratorista de Artefatos de Cimento – Produção e Controle de Qualidade”. Ambos são ministrados pelo engenheiro Idário Fernandes, referência nacional em tecnologia do concreto e otimização produtiva.
As duas formações apresentam conteúdos complementares e aprofundados, desenvolvidos para elevar o padrão do setor e preparar profissionais para lidar com desafios reais do chão de fábrica. Além de oferecer embasamento técnico sólido, as capacitações fortalecem a capacidade das empresas de reduzir perdas, padronizar processos, corrigir falhas, melhorar o desempenho dos artefatos e atender às normas com mais precisão.
Curso Blocos e Pavers: Produção e Controle de Qualidade
Agendado para os dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, o curso é amplamente reconhecido pela indústria por sua abordagem prática e direta, totalmente alinhada às demandas das fábricas de artefatos de concreto. A formação explora todos os fatores que influenciam a qualidade final de blocos e pavers — desde a escolha dos insumos até detalhes sensíveis da produção.
O instrutor apresenta uma visão aprofundada sobre dosagem de traços, ajustes de umidade, comportamento dos agregados, cura, armazenamento, variações de resistência, compactação e acabamento superficial. Durante o curso, os participantes compreendem como pequenos ajustes no processo podem alterar significativamente o desempenho mecânico dos artefatos e sua conformidade com normas como a NBR 6136.
Há também forte ênfase nos métodos de ensaio e no controle de qualidade aplicado à rotina da fábrica, com técnicas práticas para identificar e corrigir patologias comuns, como fissuras, quebras, empenamentos e variações dimensionais.
É uma formação indispensável para fabricantes que querem produzir artefatos mais consistentes, reduzir desperdícios, aumentar a competitividade e conquistar novos mercados com produtos de alto desempenho.
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Curso Laboratorista de Artefatos de Cimento: Produção e Controle de Qualidade
Voltado para profissionais que atuam diretamente no laboratório das fábricas, o curso — programado para os dias 10 e 11 de fevereiro de 2026 — capacita especialistas aptos a controlar insumos, monitorar a produção e assegurar a conformidade dos produtos com as normas técnicas vigentes.
A formação aborda ensaios fundamentais, como permeabilidade, compactação, absorção, aderência da pasta e avaliação visual de defeitos. Também apresenta os principais parâmetros que influenciam o desempenho dos artefatos, como densidade da mistura fresca, curvas de umidade, dosagem, correlação massa/resistência, perdas e resíduos.
Um dos diferenciais do curso é a abordagem do laboratório como centro estratégico da fábrica: um setor capaz de orientar ajustes imediatos no processo, antecipar problemas e evitar prejuízos. O aluno desenvolve competências para interpretar dados com precisão, elaborar relatórios técnicos e atuar como agente direto na melhoria contínua do processo produtivo.
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Capacitação como diferencial competitivo na indústria de artefatos de concreto
De acordo com a coordenação de Cursos da ABCP, essas duas formações reforçam o compromisso da Associação com o desenvolvimento técnico do setor e com a performance das fábricas que buscam se destacar em um mercado competitivo.
“Em um ambiente de concorrência crescente, conhecimento é um dos principais ativos para alcançar qualidade superior, reduzir custos, evitar patologias e ampliar a participação comercial”, afirma.
Para empresas e profissionais que desejam crescer de forma consistente, os cursos representam uma oportunidade de atualização, ganho de produtividade e fortalecimento da credibilidade técnica — fatores que se refletem diretamente no sucesso comercial.
Como se inscrever
Os interessados podem realizar a inscrição diretamente no site oficial de cursos da ABCP:
Ou, se preferirem, podem solicitar informações e reservar a vaga pelo WhatsApp da ABCP: (11) 99540-6028
Panorama do Coprocessamento – Brasil 2025 (Ano base 2024)
O Panorama do Coprocessamento – Brasil 2025 (Ano base 2024), publicado pela ABCP, reflete a abrangência da atividade de coprocessamento no país, a distribuição participativa dos tipos de resíduos coprocessados, a redução do impacto ambiental que essa solução gera e os volumes coprocessados pela indústria do cimento em 2024.
No link abaixo, é possível acessar gratuitamente o conteúdo da publicação:
Veja também as edições 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024 do relatório:
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2024 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2023 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2022 (arquivo PDF)
- Panorama do Coprocessamento – Brasil 2021 (arquivo PDF 4,7 Mb)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2020 (arquivo PDF 10 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (arquivo PDF 9 Mb)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2017 (arquivo PDF 6 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (arquivo PDF 21,4 Mb)
- Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (e-book)
- Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (arquivo PDF 6,4 Mb)
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.
Cimento tem forte alta nas vendas em novembro puxada por habitação e mercado de trabalho aquecido
As vendas de cimento em novembro totalizaram 5,5 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No acumulado do ano (janeiro a novembro), os números alcançaram 62,2 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% comparado a igual período do ano passado.
Workshop em Salvador discute inovação e o futuro da indústria de artefatos de concreto
A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou na última quinta-feira, 27/11, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, e contou com a presença de Ana Gabriela Saraiva e Eduardo D’Ávila (ABCP), Felipe Cabral (Grupo Fornecedor Pavimentos) e Filipe Honorato (Mundo Concreto).
Os especialistas discutiram os desafios atuais da indústria em um mundo em constante mudança, com foco nas inovações e nos desafios do setor de artefatos no Brasil. O evento abordou temas como modelos de fábricas e estratégias para ampliar resultados de vendas, análise financeira para tomada de decisão no crescimento de segmentos como asfalto e piso intertravado, além das tendências e experiências nacionais e internacionais na industrialização da pré-fabricação.
Programa de Desenvolvimento Empresarial
O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamento, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.
O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.
Serviço
Workshop – Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia
Data: 27 de novembro de 2025
Horário: das 14h30 às 18h
Endereço: R. Edístio Pondé, 342 – 2º andar – STIEP, Salvador – BA
Informações para Imprensa
Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br
Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br
PDE leva a Recife workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos
A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou nesta quarta-feira, 26/11, nas instalações do Sebrae, em Recife, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O workshop teve como tema principal o impulsionamento da indústria de artefatos de concreto no Brasil através da inovação, tecnologia e mercado.
O encontro contou com a presença de Karla Guimarães e Eduardo D’Ávila (ABCP), Felipe Cabral (Grupo Fornecedor Pavimentos) e Filipe Honorato (Mundo Concreto). Os especialistas debateram os desafios atuais da indústria em um cenário de constantes transformações, destacando as inovações e os obstáculos do setor de artefatos no Brasil.
A programação incluiu ainda temas como modelos de fábricas e estratégias para ampliar os resultados de vendas, análise financeira para apoiar decisões no crescimento de segmentos como asfalto e piso intertravado, além de tendências e experiências, tanto nacionais quanto internacionais, relacionadas à industrialização da pré-fabricação.
Programa de Desenvolvimento Empresarial
O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamento, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.
O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.
Informações para Imprensa
Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br
Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br
Indústria brasileira do cimento na COP30
No momento em que o mundo todo se volta à COP30, conferência que reúne em Belém-PA delegações de 194 países para debater as mudanças climáticas, a indústria brasileira do cimento demonstra que é possível promover o crescimento econômico com sustentabilidade, responsabilidade ambiental e inclusão social. Durante os 12 dias da cúpula do clima (10 a 21/11), a ABCP e o SNIC participarão de quatro eventos que trazem ao debate questões prioritárias ao Brasil e ao planeta, como descarbonização e economia circular.
Descarbonização da indústria energointensiva
Na sexta-feira, 14, o Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camilo Penna, participou no estande da Confederação Nacional da Indústria do Painel CNI – Descarbonização da indústria energointensiva, ao lado de outras lideranças: Adriano Scarpa (indústria florestal), Janaina Donas (alumínio), André Passos (química) e Priscila Cardoso (aço). O debate teve como moderador o Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.
Setores como alumínio, aço, cimento, vidro, químico e papel e celulose são pilares do desenvolvimento nacional, mas também estão entre os mais impactados pelas exigências de redução de emissões de gases de efeito estufa. É essencial compreender como essas cadeias produtivas podem se adaptar, mantendo competitividade e garantindo segurança operacional, ao mesmo tempo em que contribuem para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. O objetivo do painel, portanto, foi debater caminhos para acelerar a descarbonização das indústrias, identificando desafios, oportunidades e soluções colaborativas entre governo e setor produtivo.

Roadmap Net Zero e descarbonização (vantagens regionais)
No sábado, 15, o Painel COP30 – Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira apresentou oficialmente a versão atualizada do Roadmap do Cimento, lançado em 2019 e agora focado não apenas nas emissões do processo produtivo, mas no ciclo de vida completo do cimento, incluindo seu uso na cadeia da construção civil, e as potencialidades das remoções florestais e soluções baseadas na natureza (SbN). A iniciativa tem como meta atingir a neutralidade de carbono até 2050. O Roadmap Net Zero integrou os 140 painéis selecionados entre mais de 1250 projetos submetidos à avaliação do Ministério do Meio Ambiente.
É importante lembrar que o Brasil está entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2por tonelada de cimento, enquanto a média global é de 610 kg de CO2 por tonelada. Este nível de emissão é resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos pela indústria nacional. O compromisso brasileiro com o meio ambiente, que começou em 1990, está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).
O painel teve uma apresentação da Agenda de Descarbonização do Cimento e do Roadmap Net Zero, por Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), e um debate moderado por Stefania Relva (Diretora Instituto E+), com participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA) e Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil).
Ainda no dia 15, no estande UNIDO, a ABCP e o SNIC participaram do painel Financiamento e Vantagens Produtivas Regionais para a Descarbonização Industrial.

Circularidade na indústria: caminhos para descarbonizar setores hard-to-abate
No dia 20, véspera do encerramento da COP30, no Pavilhão da ABDI, a descarbonização industrial voltou à pauta no Painel Circularidade na Indústria: Caminhos para Descarbonizar Setores Hard-to-Abate, que reuniu lideranças industriais para discutir soluções práticas de economia circular capazes de reduzir emissões em setores de difícil mitigação (hard-to-abate).
Por meio do compartilhamento de experiências e boas práticas dos setores de alumínio, química, vidro e cimento, o painel evidenciou o papel estratégico da circularidade de materiais e de novos modelos de negócio na transição climática, além de estimular soluções conjuntas. O painel teve moderação de Davi Bomtempo (CNI) e participação, como painelistas, de Janaína Donas (ABAL), Carolina Sartori (Abiquim) e Gonzalo Visedo (SNIC).

USP e indústria do cimento discutem inovações em favelas para enfrentar mudanças climáticas
O hubIC (parceria entre ABCP, SNIC e USP) organizou na última quinta-feira (13/11), em São Paulo, o workshop “Desafios da indústria para atendimento da construção autogerida”, evento que reuniu representantes da academia e da indústria para discutir e identificar inovações que permitam reduzir a pegada de CO₂ e, ao mesmo tempo, melhorar o bem-estar dos moradores de favelas. O evento ocorreu em paralelo com a COP30, conferência que reúne em Belém-PA delegações de 194 países para debater as mudanças climáticas.
O workshop foi promovido no âmbito da Rede MORE, projeto criado pelo hubIC para desenvolver ferramentas que permitam estimar a emissão de CO₂ das moradias autogeridas, e estabelecer métodos para estimar a contribuição das casas para o bem-estar das pessoas, gerando subsídios para inovação em produtos de construção. Com o engajamento da Caixa, que financia o projeto, ele ganhou musculatura para desenvolver ferramentas que também apoiem políticas públicas na área de melhoria habitacional, como o Programa Reforma Casa Brasil, acelerando a transição da sociedade brasileira para uma economia de baixo carbono. Segundo a arquiteta Mara Motta, da Caixa, que abriu o evento, esta é mais uma das múltiplas iniciativas que a Caixa está desenvolvendo visando acelerar a construção de baixo carbono, neste caso voltado para a habitação autogerida.
Ao longo de uma manhã, especialistas de diversas áreas da construção civil, tanto da academia como da indústria, debateram inovações para viabilizar soluções sustentáveis que atendam às demandas da população. “Aqui nós temos representantes da área de inovação de grandes empresas, como ArcelorMittal, Votorantim, Viapol, Infibra e Cimento Nacional, que estão procurando oportunidades de desenvolver novas soluções de baixo carbono para o mercado de autoconstrução”, detalhou o coordenador do HubIC e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, Vanderley M. John. “Hoje estamos iniciando um processo que busca apoiar a indústria na criação de produtos inovadores de baixo carbono que melhorem a vida de quem tem que construir sua própria casa. Do ponto de vista da universidade, é uma forma de transformar nossas ideias em efetiva transformação social”.
Para Valter Frigieri, coordenador do hubIC e diretor da ABCP, a força do hub é a capacidade de identificar temas que permitam somar esforços da indústria, academia, ONGs e governo. “A importância [do evento] é reunir gente diferente, pessoas da academia que desenvolveram uma metodologia de entendimento desses territórios, as empresas que convivem com a sua dificuldade de imaginar e colocar produtos inovadores e qualificados neste mercado”.
Para Frigieri, o sucesso deste tipo de iniciativa está na capacidade de incentivar e organizar o diálogo dos atores: participaram do evento representantes do CAU (Conselho dos Arquitetos e Urbanistas), que tem programas de assistência técnica para esta população, e do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que apresentou o contexto macroeconômico, lado a lado com equipes de desenvolvimento de empresas e acadêmicos, um público diverso, mas selecionado. “A riqueza do que nós estamos fazendo aqui é de trazer gente diferente, com percepções diferentes para discutir junto e encontrar soluções para problemas complexos”.
Os participantes assistiram apresentações de especialistas que ofereceram diferentes perspectivas do problema, identificando múltiplos desafios e potencialidades na construção autogerida. Em seguida, eles se reuniram em grupos para discutir, de forma estruturada, novas ideias elaboradas a partir da provocação “Quais são os desafios da indústria para atender o mercado da construção autogerida?”
O workshop gerou uma grande quantidade de ideias com potencial de auxiliar na descarbonização com melhoria do bem-estar nas favelas. Na próxima etapa, a coordenação do hubIC irá trabalhar com as lideranças das empresas, buscando identificar soluções de maior potencial que serão transformadas em projetos de P,D&I que acelerem a transformação destas ideias em soluções de mercado. Estes projetos serão executados dentro da EMBRAPII CICS USP, sendo cofinanciados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pela USP, que juntas aportam cerca de 50% dos custos da pesquisa.
A Rede MORE continua com financiamento da Caixa e apoio do hubIC, e deverá gerar também ferramentas que colaborem com a evolução e qualificação das políticas para melhorias nas moradias autogeridas, particularmente na área das favelas.
Parceria USP e ABCP
A USP mantém um estreito relacionamento com empresas públicas e privadas, por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento e cursos de MBA, especialização e treinamento, em diversas áreas da engenharia, incluindo construção civil e materiais cimentícios. Em relação a instituições de ensino, órgãos públicos e sociedade em geral, a universidade atua na cooperação acadêmica em matéria de ensino, pesquisa, cultura e extensão, nos âmbitos nacional e internacional.
Especialmente através da Escola Politécnica (Poli USP) – que é também um centro de pesquisa e desenvolvimento no tema de materiais cimentícios – a USP mantém, há décadas, contratos de pesquisa com empresas da cadeia do cimento, bem como com associados da ABCP.
O CICS (Centro de Inovação em Construção Sustentável), sediado na USP, tem como missão acelerar a pesquisa e a inovação da sustentabilidade na cadeia produtiva da construção, através de projetos de pesquisa em parceria com a sociedade.
A Poli USP opera também a EMBRAPII (Materiais para Construção Ecoeficiente), focada na cadeia de valor do cimento e da construção, que dispõe de capacitação e recursos para apoiar projetos de inovação realizados em conjunto com empresas industriais.
A ABCP, por sua vez, está voltada ao fomento e à inovação que tratam da sustentabilidade ambiental, social e econômica dos sistemas construtivos à base de cimento. São programas e projetos – entre os quais Coprocessamento, Vias Concretas, Soluções para Cidades, Comunidade da Construção, Parede de Concreto e Projeto Universidades – com cobertura nacional e em forma de redes capilares, comprometendo e engajando entidades privadas e públicas, bem como empresas da cadeia, totalizando mais de 1.000 organizações parceiras. Soma-se a isso a estrutura laboratorial de excelência da ABCP, conduzida por corpo profissional especializado e altamente competente em cimento, concreto, argamassa e artefatos cimentícios.
Desse modo, USP e ABCP criaram o hubIC em 2020, iniciativa que reúne expertises e ações que, somadas, permitem alavancar a produção digital de componentes e a transferência de conhecimento e tecnologia para a cadeia produtiva da construção. Os resultados dessa iniciativa para a cadeia produtiva e para a sociedade propiciarão maior competitividade e qualidade, dentro dos padrões ambientais hoje vigentes.
Informações para Imprensa
Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br
Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br
Fotos: Amanda Rabelo / Comunicação Poli-USP

