Prefeito de Jequié visita obras de pavimento de concreto em Brasília

Participaram da visita, organizada pela ABCP, o presidente da Associação, Paulo Camillo Penna, o presidente da ABDER, Fauzi Nacfur Júnior, e o secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira

A ABCP recebeu nesta terça-feira, 15, em Brasília, o prefeito de Jequié-BA, Zé Cocá, para uma visita técnica às obras de pavimento de concreto em execução pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). 

O município de Jequié tem investido de forma consistente na adoção do pavimento de concreto para a requalificação de suas vias urbanas — um desafio técnico, considerando a topografia acidentada da região. Em apenas quatro anos, o município já aplicou mais de 300.000 m³ de concreto, demonstrando seu compromisso com soluções duráveis e sustentáveis para a infraestrutura viária. A proposta agora é levar a solução para vias de tráfego mais intenso.

O encontro contou com a presença do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, do presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), Fauzi Nacfur Júnior, e do secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira, fortalecendo a integração entre gestão municipal, entidades técnicas e órgãos de infraestrutura.

Participaram também da missão técnica organizada pela ABCP os profissionais das Regionais da Associação: Fernando Crosara e Waldir Belisário (Centro-Oeste), Glécia Vieira e Ana Gabriela Saraiva de Aquino (Norte-Nordeste).

Veja o depoimento do prefeito Zé Cocá sobre a visita técnica:

Venda de cimento no país registra alta no primeiro semestre

A indústria do cimento fechou os primeiros seis meses do ano com desempenho positivo. A comercialização do insumo no País somou 32 milhões de toneladas, uma alta de 3,5 % em relação ao igual período de 2024, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

O mês de junho atingiu 5,4 milhões de toneladas de vendas, registrando um recuo de 1,7 % se comparado ao mesmo mês do ano anterior. Ao se analisar o despacho de cimento por dia útil de 244,8 mil toneladas, há um crescimento de 0,5 % sobre junho do ano passado e de 5,0% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Indústria do cimento avança na descarbonização

Presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, concede entrevista à CNN Brasil e explica que a indústria brasileira do cimento tem trabalhado, nas últimas décadas, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade do carbono. “Vamos evitar a emissão de 420 milhões de toneladas de CO2”, disse. Para isso, a indústria tem ampliado os investimentos em combustíveis alternativos (resíduos e biomassas), em substituição ao combustível fóssil (coque de petróleo).

 

Acompanhe a entrevista:

Descarbonização, transição energética e inovações tecnológicas pautam o principal evento do setor do cimento

O 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e a primeira edição da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 foram encerrados nesta quarta-feira (2) com resultados expressivos, tanto em público quanto na área de exposição. Durante três dias, o Golden Hall WTC São Paulo foi palco do maior evento da indústria brasileira de cimento, com a participação de mais de 1.100 pessoas, que puderam conferir uma programação com cerca de 100 palestras e apresentações do que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

O evento foi aberto com pronunciamento do Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna. Em seu discurso, o dirigente destacou o momento da indústria brasileira de cimento diante das mudanças climáticas, no ano em que o país sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP30.

“É nesse cenário que a indústria brasileira do cimento se apresenta, não como um problema, mas como parte essencial da solução. Há muitos anos assumimos com seriedade e compromisso nosso papel diante da agenda global. Atuamos com responsabilidade ambiental, social e econômica. Fomos pioneiros e seguimos como referência internacional em descarbonização. Desde 1990 temos uma das menores pegadas de carbono do mundo. Tratamos com rigor técnico e visão estratégica temas como combustíveis alternativos, adições ao cimento, matérias-primas substitutas do clínquer, eficiência energética e soluções de captura, estocagem e uso de carbono, sejam elas tecnológicas ou baseadas na natureza. Essa trajetória nos orgulha, mas também nos impõe continuar avançando”, destacou o dirigente.

Na abertura do Congresso, importantes especialistas internacionais, como o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot, o Deputado Federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, analisaram as necessidades atuais, futuras e mundiais da indústria brasileira do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente.

 

COP30

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o setor cimenteiro é referência internacional em descarbonização. Os esforços da indústria foram reconhecidos pelo presidente da COP30, embaixador André Côrrea do Lago, em depoimento exibido durante a abertura do evento.

“É um setor que no mundo inteiro é reconhecido pela dificuldade em reduzir as emissões, mas é impressionante o que já vem acontecendo, graças a vários esforços feitos e que estão se tornando referência, não só na América Latina, mas também no mundo. A indústria também é referência pelo Roadmap de Descarbonização. Todas essas iniciativas serão muito importantes de serem divulgadas durante a agenda em Belém”, afirmou Lago.

 

Transição energética e descarbonização

No segundo dia do evento, as principais autoridades, lideranças e especialistas nacionais e internacionais debateram as expectativas, tendências e posicionamentos da COP30, os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira e as principais iniciativas da indústria.

Participaram dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o deputado federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo.

As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática foi apresentada pela maior autoridade do assunto, o presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot. “A indústria brasileira do cimento é referência nessa agenda, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país”, disse o presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna.

 

Coprocessamento

Ainda no segundo dia do no 9º CBCi, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos foi tema de mesas-redondas, que contaram com a participação de Rosamaria Milléo Costa, Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, João Audi, VP Economia Circular da Orizon, Anderson do Carmo Diniz, Subsecretário de Saneamento de Minas Gerais, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE, entre outros.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais (e também biomassa), em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta a chama do forno – responsável por transformar argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão e lançamento de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o que ocorreria se fosse usado o coque de petróleo como combustível.

 

Infraestrutura

No último dia, a programação teve como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e Inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia, e o CEO da Motiva, Miguel Setas. 

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de pavimentação, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Durante seu discurso, o presidente da ABPC/SNIC apontou o avanço no Brasil do pavimento rodoviário de concreto, tendo-se atingido o maior volume histórico já registrado, “566 mil toneladas de cimento em 30 projetos convertidos. O pavimento de concreto está presente em 4,5% das rodovias federais e projeções apontam que esse percentual deve subir em breve para 10%”.

Segundo ele, a indústria cimenteira também ajudou a modernizar o setor industrial que utiliza o cimento como matéria-prima, fortalecendo orientações de gestão, tecnologia, qualidade, inovação, produtos e processos. “E ainda contribuímos para inserir essas empresas no debate ambiental com o apoio para sua inclusão na agenda ambiental. Inovação também é palavra de ordem. Seguimos desenvolvendo projetos do Hub da Inovação na Construção, o hubIC, em parceria com a Universidade de São Paulo, com destaque para três projetos em andamento, dois deles financiados pela Embrapii”.

 

Impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

Ainda no último dia do evento, o 9º CBCi contou com palestras do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, o maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática foi tema do painel que contou com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação teve ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), de diretores do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).  

 

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estiveram presentes no último debate do 9º CBCi, no dia 2 de julho de 2025, em painel mediado pelo Presidente da ABCP/SNIC), Paulo Camillo Penna. Entre os presentes, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o CEO da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira, e o Diretor Global de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos, Álvaro Lorenz.

Os executivos debateram os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas perspectivas de mercado e aspectos ambientais.

O 9º CBCi foi encerrado com um convite pelo Presidente da ABCP/SNIC: a celebração, em 2026, do centenário da indústria nacional do cimento, e a participação de todos os presentes, em 2027, do 10º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi.

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupou um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios. Em duas arenas temáticas, profissionais e lideranças da indústria do cimento e representantes da cadeia produtiva da construção debateram temas relevantes para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias.

Acesso ao material exclusivo do evento em: https://congressocimento.com.br/qr-code/

 

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, houve ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

 

 Sobre a ABCP

A Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP foi fundada em 1936 com o objetivo de promover estudos sobre o cimento e suas aplicações. É uma entidade sem fins lucrativos, mantida voluntariamente pela indústria brasileira do cimento, que compõe seu quadro de associados. Reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em tecnologia do cimento, a entidade tem usado sua expertise para o suporte a grandes obras da engenharia brasileira e para a transferência de tecnologia das mais diversas formas.

 

 Sobre o SNIC

O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento foi fundado em 1953 com sede na cidade do Rio de Janeiro. Foi constituído para fins de estudo, divulgação e representação legal da categoria econômica “Indústria do Cimento”, assim considerada a atividade integrada de exploração e beneficiamento de substâncias minerais e sua transformação química em clínquer e consequente moagem, na base territorial nacional.

 

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

ABCP recebe Prêmio Qualidade ConstruBusiness Sinaprocim / Sinprocim 2025

A 10ª edição do Prêmio Qualidade ConstruBusiness Sinaprocim / Sinprocim, realizada na quarta-feira, 02/07/2025, na sede da FIESP, em São Paulo, contemplou a ABCP com o Troféu Vitória, na categoria Laboratório de Ensaio. Considerada uma das mais respeitadas premiações do setor da construção civil no Brasil, o Prêmio Qualidade ConstruBusiness avalia critérios rigorosos que envolvem: Conformidade com normas técnicas da ABNT, ⁠Desempenho comprovado dos produtos e serviços, ⁠Capacidade de suporte técnico especializado, ⁠Pontualidade, logística e transparência comercial e ⁠Compromisso com sustentabilidade e inovação. O prêmio foi recebido pelo geólogo Marcelo Pecchio, gerente de Tecnologia do Cimento e Divulgação Técnica da ABCP.

A metodologia independente conduzida pela Quorum Brasil confere ao prêmio credibilidade e imparcialidade, com resultados que refletem a percepção técnica e mercadológica de construtoras, revendas, fabricantes e profissionais de toda a cadeia da construção. Foram avaliadas 36 categorias e 10 atributos. Este reconhecimento destaca a excelência técnica e a credibilidade dos laboratórios da ABCP, que atuam como centro tecnológico de referência e laboratório institucional do Programa Setorial da Qualidade do PBQP-h, contribuindo para assegurar a conformidade, o desempenho e a inovação de produtos que chegam às obras em todo o Brasil.

O Prêmio Qualidade 2025 Sinaprocim / Sinprocim representa o compromisso coletivo do setor com a excelência técnica, a industrialização e a evolução contínua da construção brasileira. “Seguimos empenhados em promover a qualidade, a inovação e o desenvolvimento tecnológico que fazem da ABCP uma referência nacional. E agradecemos aos nossos colaboradores, parceiros, clientes e associados que compartilham deste propósito de promover a qualidade e a inovação na construção civil brasileira”, disse Fernando Dalbon, gerente da área de Certificação da ABCP.

Cimento – Uma solução para cada desafio

Vídeo de abertura do 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, realizados no Golden Hall WTC São Paulo, de 30 de junho a 02 de julho de 2025.

O principal e maior evento do setor do cimento teve como tema principal “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, destacando em sua agenda debates sobre descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovações tecnológicas.

O evento contou com mais de 1,1 mil participantes, entre palestrantes, expositores e visitantes, e cerca de 100 palestras e apresentações, além de reunir diversas autoridades federais e estaduais para apresentar suas perspectivas quando ao uso do cimento e seus sistemas construtivos.

 

Confira:

 

Presidente da ABCP é entrevistado no Money Times Brasil

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, foi entrevistado nesta terça-feira, 24/6, pelo programa Money Times Brasil, da rede CNBC, que destacou a participação da indústria cimenteira à frente do Plano Clima, um dos temas a serem tratados na COP30. O Plano Clima expressa o compromisso do país e de sua indústria para enfrentar a emergência climática.

Há mais de 30 anos – lembrou Paulo – a indústria investe no aprimoramento da produção do insumo para, entre outros aspectos, reduzir a emissão de CO2. Em relação à transição energética, o setor busca substituir o coque de petróleo, majoritariamente importado e poluente, por combustíveis alternativos, como biomassas (casca do babaçu, caroço de açaí, palha de arroz, caco de madeira de reflorestamento), resíduo doméstico (lixo), resíduos industriais e pneus.

“O que a indústria consome de pneus em um ano daria para dar uma volta e um terço ao redor da Terra”, disse Paulo, lembrando que a indústria brasileira é uma referência em termos de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Enquanto a indústria global de cimento emite, em média, 7% dos GEE, a indústria brasileira emite apenas 2,3% – menos de um terço da média mundial. 

O presidente da ABCP e do SNIC argumentou também que o coprocessamento de resíduos “é a possibilidade de fazer a troca entre o combustível fóssil e o resíduo”. Na última aferição, em 2023, os combustíveis alternativos responderam por 32% da matriz energética da indústria de cimento nacional, antecipando em dois anos a meta do setor. Ele enfatizou que a ambição é chegar à neutralização das emissões até 2050, o que envolve toda a cadeia da construção civil.

Assista à entrevista completa:

Vendas de cimento crescem 6,5% em maio de 2025

As vendas de cimento no Brasil registraram uma alta de 6,5% em maio de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC e da ABCP, comenta o assunto no CNN Brasil Money, da CNN, edição de 06/06/2025.

Assista à matéria completa:

 

Vendas de cimento têm alta em maio

Em maio, as vendas de cimento voltaram a crescer no Brasil, indicando uma recuperação após recuo em abril. Foram comercializadas 5,7 milhões de toneladas, uma alta de 6,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o crescimento foi de 4,6%. No acumulado do ano (jan-maio), em dias úteis, o desempenho registra uma evolução de 6,0%.

 

 

 

ABCP promove em Campo Grande e Cuiabá workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou nos dias 04 e 05/06, em Campo Grande-MS e Cuiabá-MT, respectivamente, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais e empreendedores do setor e construtores. O evento contou com a presença de instrutores renomados. Entre eles destacam-se Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto), Fernando Crosara (ABCP) e Luciano Lima (Glasser). Os especialistas apresentaram suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade e desempenho e casos de sucesso.

 

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, e promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.