Vendas de cimento recuam em agosto

As vendas de cimento em agosto apresentaram queda, totalizando 6,0 milhões de toneladas, um recuo de 2,5% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, no acumulado do ano (janeiro a agosto), os números permanecem em alta, alcançando 44,2 milhões de toneladas, um crescimento de 2,8% comparado ao mesmo período do ano passado, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

Ao se analisar o despacho do insumo por dia útil nota-se um aumento de 1,6% sobre o mesmo mês do ano anterior, ou seja, comercialização de 255,3 mil toneladas por dia em agosto de 2025.

Apesar de o mercado de trabalho ter apresentado recordes no número de empregos formais e aumento da massa salarial, o endividamento da população continua em nível elevado (48,73%), próximo do recorde histórico de 49,88% registrado em julho de 2022.

Diante desse cenário de incertezas, a confiança do consumidor voltou a recuar em agosto, influenciada pelo quadro de cautela e preocupação com o futuro.

A taxa de juros em patamares elevados, de 15%, continua a impactar o número de unidades financiadas, com queda de 60,8% no acumulado até junho, comparado com a mesma base em 2024.

O mercado imobiliário, importante indutor do consumo de cimento, apresentou queda de 6,8% dos lançamentos no segundo trimestre de 2025 em relação ao ano anterior. Houve ainda uma reversão de tendência na performance do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no último trimestre. Os lançamentos do MCMV caíram 15,5% na mesma base de comparação, reduzindo sua participação no total do mercado imobiliário.

A piora na expectativa para os próximos meses também foi sentida na construção, que registrou queda no indicador da confiança para o menor nível desde maio de 2021. A escassez de mão de obra e o acesso ao crédito permanecem como as principais limitações atuais dos negócios.

Na indústria, a queda do indicador de confiança ao menor patamar desde a pandemia reforça a tendência de insegurança entre os empresários. A combinação entre a contração da política monetária e o aumento da incerteza, intensificada pelas novas taxações norte-americanas sobre produtos brasileiros, configura um cenário desafiador para o setor frente a eventuais reflexos negativos da economia, afetando o consumo de cimento.

Ainda assim, o setor cimenteiro segue otimista com a sazonalidade nas vendas do produto, que tem, historicamente, um melhor desempenho no segundo semestre.

Uso do pavimento intertravado avança em Sergipe

O uso do pavimento intertravado tem ganhado espaço nas principais cidades do Nordeste. Após o Estado do Ceará ter sido vanguarda no uso desta tecnologia, tendo executado mais de 300 quilômetros de vias na capital, Fortaleza, a solução está chegando a Sergipe. Por lá, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SE) executará dois projetos importantes. O primeiro é um trecho de 8,5 quilômetros entre Ponta dos Mangues/Pacatuba e Saramem/Brejo Grande na rodovia SE-100; o outro, de 6 quilômetros, localiza-se no município de Campo do Brito. Somadas, essas duas obras representam 100 mil m² de pavimento intertravado, consolidando o uso da solução no Estado.

Além disso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Emurb (Empresa Municipal de Obras e Urbanização), avança com o projeto da nova Beira-Mar na revitalização da Orla de Atalaia, com a execução de 3 quilômetros e cerca de 30 mil m² de pavimento intertravado. O empreendimento inclui calçadão modernizado, paisagismo, iluminação, espaços de lazer e acessibilidade, alinhando-se às práticas de sustentabilidade urbana.

Os pavimentos intertravados são compostos por peças pré-moldadas de concreto e constituem uma eficaz solução para uso em ruas, calçadas, calçadões e praças, sendo largamente difundidos no Brasil – tanto na construção como na reconstrução e reabilitação desse tipo de instalação urbana.

A solução tem sido cada vez mais procurada para obras de pavimentação por combinar durabilidade, facilidade de manutenção e economia. Além disso, ajuda a reduzir o calor urbano devido à coloração clara com menor absorção térmica.

A Regional Norte/Nordeste da ABCP tem atuado de forma estratégica para difundir o uso do pavimento intertravado, promovendo capacitação para técnicos e qualificação de fornecedores locais, fortalecendo toda a cadeia produtiva e garantindo excelência na execução.

Vendas de cimento têm alta em julho

A indústria brasileira de cimento iniciou o segundo semestre do ano com resultado positivo. Foram comercializadas 6,1 milhões de toneladas do produto em julho, um aumento de 3,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A comercialização no acumulado dos sete primeiros meses do ano fechou em 38,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7%.

As principais razões para o avanço do consumo continuam sendo o setor imobiliário aquecido e o mercado de trabalho em expansão. O primeiro impulsionado principalmente pela ampliação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), cujas contratações continuam em ascensão, projetando superar a meta de 2 milhões de unidades estimadas para 2023-2026. O mercado de trabalho, por sua vez, tem apresentado recordes no número de empregos formais e na massa salarial, além de queda na taxa de desemprego.

O momento de otimismo é refletido na confiança do consumidor, principalmente pelas faixas de renda baixa e alta. O aumento em julho revelou uma melhora moderada das avaliações sobre o presente e o futuro.

No entanto, o cenário de juros elevados (15%) e a escassez de crédito atinge as expectativas do setor da construção em relação aos próximos meses, registrando o menor nível do índice de confiança da FGV desde junho de 2021. A alta da Selic começa a ser sentida no financiamento imobiliário. No acumulado até junho de 2025, o número de unidades financiadas para construção caiu 60,8% comparado com o mesmo período de 2024.

A confiança da indústria também foi impactada em julho, diante da expectativa de desaceleração da economia no curso do segundo semestre. A combinação entre a contração da política monetária e o aumento da incerteza, intensificada pelas novas taxações norte-americanas sobre produtos brasileiros, traz um cenário ainda mais desafiador para o setor industrial.

A atividade cimenteira, apesar de praticamente não ser exportadora e as importações serem modestas, pode ser afetada de forma indireta pelas tarifas de Donald Trump. As flutuações cambiais trazem uma preocupação adicional em relação ao aumento de custos de produção do cimento.

Em benefício de uma indústria de menor pegada de carbono e redução da pressão dos preços de insumos da commodity, o setor tem ampliado e investido fortemente em tecnologias como o coprocessamento. A atividade responsável pela transição energética substitui o combustível fóssil por resíduo industrial, comercial, doméstico e biomassas.

O coprocessamento atingiu sua melhor marca em 2023 (última medição realizada), substituindo 32% do coque de petróleo e antecipando em três anos a meta prevista. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nesse ano, evitando ainda a emissão de 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Nas vésperas da COP30, a indústria brasileira do cimento segue como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos, bem como na melhoria da sua eficiência energética.

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias, ruas e avenidas construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central nas cidades e no planejamento logístico do país. Principalmente porque o Brasil enfrenta o desafio de expandir e qualificar sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social. E o uso do concreto avança em todas as regiões como alternativa sustentável, destacando-se pela resistência, segurança e economia já na instalação e ao longo do ciclo de vida do pavimento.

Indústria brasileira do cimento projeta segundo semestre positivo

Após fechar o primeiro semestre com alta de 3,5% nas vendas de cimento, em comparação ao mesmo período de 2024, a indústria brasileira espera que o segundo semestre tenha crescimento positivo acima de 2%.

Esta etapa do ano costuma trazer vendas mais fortes para o setor, mas as pressões políticas e econômicas podem atrapalhar o desempenho, que é influenciado principalmente pelo forte endividamento, inadimplência da população e taxas de juros elevadas.

Os estímulos governamentais, como o aumento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a manutenção de gastos, aliados a um mercado de trabalho aquecido, podem adiar a desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, contribuindo para um desempenho mais modesto, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que exerce um papel importante para a demanda por cimento, não está tendo a atuação desejada e encontra dificuldade para atingir os avanços necessários.

A possível taxação da LCI (Letra de Crédito Imobiliário) também traz preocupação ao setor da construção civil, uma vez que esses produtos financeiros investem e estimulam projetos imobiliários e atualmente são isentos de imposto. Esse novo tributo deve inibir o investimento, uma vez que irá reduzir sua rentabilidade e elevar o custo do financiamento habitacional.

O financiamento imobiliário, por sua vez, apresentou uma forte queda de 31,9% em maio, nas unidades contratadas, já refletindo a alta da Selic. A majoração da taxa básica de juros amplia a concorrência dos ativos financeiros frente aos ativos imobiliários.

Com isso, o consumo de cimento, que está sendo sustentado ainda pela grande quantidade de lançamentos imobiliários do ano passado, pelo consumo do autoconstrutor e pelos investimentos em infraestrutura logística, poderá desacelerar nos próximos meses. Neste cenário de referência, as projeções apontam para um crescimento de 2,1% no ano de 2025.

Em relação aos investimentos previstos em rodovias, vale lembrar que o Brasil possui 1.721.000 quilômetros de estradas e rodovias, o que faz do país dono da quarta maior malha rodoviária do mundo. Entretanto, há um dado alarmante: somente 12,4% da malha viária é pavimentada. Para reverter esse cenário é imprescindível ampliar os investimentos na construção civil e incluir nas licitações públicas a opção pelo pavimento de concreto – método construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que proporciona mais conforto e segurança para os usuários e ainda exerce menor impacto ambiental.

Descarbonização, transição energética e inovações tecnológicas pautaram o principal evento do setor do cimento

O 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e a primeira edição da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 foram encerrados com resultados expressivos, tanto em público quanto na área de exposição. Durante três dias, o Golden Hall WTC São Paulo foi palco do maior evento da indústria brasileira de cimento, com a participação de mais de 1.100 pessoas, que puderam conferir uma programação com cerca de 100 palestras e apresentações do que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Na abertura do Congresso, importantes especialistas internacionais, como o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot, o Deputado Federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, analisaram as necessidades atuais, futuras e mundiais da indústria brasileira do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente.

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o setor cimenteiro é referência internacional em descarbonização. Os esforços da indústria foram reconhecidos pelo presidente da COP30, embaixador André Côrrea do Lago, em depoimento exibido durante a abertura do evento.

Transição energética e descarbonização

No segundo dia do evento, autoridades, lideranças e especialistas nacionais e internacionais debateram as expectativas, tendências e posicionamentos da COP30, os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira e as principais iniciativas da indústria.

Participaram dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o deputado federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo.

As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática foi apresentada pela maior autoridade no assunto, o presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot.

Coprocessamento

Ainda no segundo dia do 9º CBCi, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos foi tema de mesas-redondas, que contaram com a participação de Rosamaria Milléo Costa, Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, João Audi, VP Economia Circular da Orizon, Anderson do Carmo Diniz, Subsecretário de Saneamento de Minas Gerais, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE, entre outros.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais (e também biomassa), em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta a chama do forno – responsável por transformar argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão e lançamento de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o que ocorreria se fosse usado o coque de petróleo como combustível.

Infraestrutura

No último dia, a programação teve como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e Inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e o CEO da Motiva, Miguel Setas. 

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de pavimentação, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

Ainda no último dia do evento, o 9º CBCi contou com palestras do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, o maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática foi tema do painel que contou com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação teve ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), de diretores do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).  

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estiveram presentes no último debate do 9º CBCi, no dia 2 de julho de 2025, em painel mediado pelo Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna. Entre os presentes, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o CEO da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira, e o Diretor Global de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos, Álvaro Lorenz.

Os executivos debateram os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas perspectivas de mercado e aspectos ambientais.

O 9º CBCi foi encerrado pelo Presidente da ABCP/SNIC com um convite para a celebração, em 2026, do centenário da indústria nacional do cimento e dos 90 anos da ABCP; e para a participação de todos os presentes, em 2027, do 10º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi.

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupou um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios. Em duas arenas temáticas, profissionais e lideranças da indústria do cimento e representantes da cadeia produtiva da construção debateram temas relevantes para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias.

Acesso ao material exclusivo do evento em: https://congressocimento.com.br/qr-code/

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, houve ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

Está chegando o maior evento da indústria brasileira de cimento

A menos de uma semana do Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi e da primeira edição da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, mais de 50 palestrantes, entre especialistas, autoridades e lideranças empresariais de setores integrados à cadeia produtiva da construção, confirmaram sua presença e vão compartilhar conhecimento e debater sobre o futuro do setor nos três dias de evento.

Com o tema “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento, no dia 30 de junho, às 18h, contará com a participação do Presidente da GCCA – Global Cement and Concret Association, Thomas Guillot, e do Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, além de personalidades públicas.

Até o dia 2 de julho de 2025, os participantes vão conferir de perto mais de 100 palestras e as últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante na construção civil. Durante três dias, eles poderão participar de debates de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

Os eventos serão um marco para o setor ao abordar os desafios e inovações que moldarão o futuro do cimento e do concreto. Como inovação e desenvolvimento sustentável caminham juntos, uma das grandes novidades será a ExpoCimento, uma feira internacional integrada ao Congresso, que apresentará os mais recentes projetos e oportunidades de negócio da cadeia produtiva.

A ExpoCimento ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Haverá ainda arenas temáticas para apresentar todas as novidades dos expositores. Neste encontro, além dos profissionais e lideranças da indústria do cimento, estarão reunidos representantes da cadeia produtiva da construção para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias.

Não deixe de participar dessa oportunidade única de poder conferir de perto a evolução dessa indústria centenária e que se reinventa a todo momento nos campos produtivo, ambiental e da inovação.

Saiba mais em https://congressocimento.com.br/

CEOs de grandes cimenteiras brasileiras debatem os temas cruciais do setor

Os presidentes de grandes cimenteiras brasileiras estarão presentes no último debate do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento, no dia 2 de julho de 2025, das 17h às 18h, no Golden Hall WTC, em São Paulo, que será mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, o CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz, e o CEO da Mizu Cimentos, Roberto de Oliveira.

Os CEOs debaterão os principais temas que abrangem o setor – desde as reformas e políticas públicas que impactam a atividade até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento Portland e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

 

Sobre o 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi) e ExpoCimento

De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo. Essa edição do CBCi será ainda maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção.

Já a Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

Os eventos serão um marco para o setor ao abordar os desafios e inovações que moldarão o futuro do cimento e do concreto. Como inovação e desenvolvimento sustentável caminham juntos, uma das grandes novidades será a ExpoCimento, uma feira internacional integrada ao Congresso, que apresentará os mais recentes projetos e oportunidades de negócio da cadeia produtiva.

Haverá ainda arenas temáticas para apresentar todas as novidades dos expositores. Neste encontro, além dos profissionais e lideranças da indústria do cimento, o evento reunirá representantes da cadeia produtiva da construção para fomentar o intercâmbio de ideias e a formação de novas parcerias. Saiba mais

Cidades buscam soluções sustentáveis para amenizar o impacto das mudanças climáticas

O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.

A fim de debater soluções sustentáveis para amenizar esses impactos no ambiente urbano, autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos no 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), que ocorre junto da primeira edição da ExpoCimento, de 30 de junho a 2 de julho no Golden Hall WTC, em São Paulo.  Saiba mais

No último dia do evento, o 9º CBCi contará com palestras, das 11h às 12h, do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, do diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

O papel da inovação na mitigação climática será tema do painel a ser realizado das 14h às 16h, que contará com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.

A programação terá ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, das 16h às 17h, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Fernando Furiatti, Diretor Presidente do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

 

Presidentes da indústria do cimento debaterão os principais temas do setor

O 9ºCBCi será encerrado, das 17h às 17h45, com debate entre os presidentes das principais cimenteiras do Brasil sobre os temas do setor, mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.

Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, e CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz.

 

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

 

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

 

Patrocinadores

Os eventos têm patrocínio da Aditibras, Beumer Latinoamericana Equipamentos, Cimento Nacional, Ciplan Cimento Planalto S/A, Claudius Peters do Brasil, Chryso Saint-Gobain, Dairix Equipamentos Analíticos, FIEMG – SENAI, FIRJAN – SENAI, FLSmidth Brasil, Fuchs Lubrificantes do Brasil, Gebr. Pfeiffer do Brasil, Haver & Boecker Latinoamericana, Hazemag do Brasil, Cia de Cimento Itambé, Magotteaux Brasil, Novakem Indústria Química, Orizon Valorização de Resíduos, Qlar Europe Gmbh, Renova, RHI Magnesita, RUD Correntes Industriais, Sika S/A, Sinoma – CBMI,  Sinoma – CDI,  Sinoma – CNBM Equipment Group Co, Sinoma Overseas Brazil,  UTIS e Votorantim Cimentos.

Vendas de cimento têm alta em maio

Em maio, as vendas de cimento voltaram a crescer no Brasil, indicando uma recuperação após recuo em abril. Foram comercializadas 5,7 milhões de toneladas, uma alta de 6,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o crescimento foi de 4,6 %.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 244,1 mil toneladas, um aumento de 3,1 % em comparação ao mês de abril e alta de 4,2 % ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-maio), em dias úteis, o desempenho registra uma evolução de 6,0%.

Este quadro se deve, principalmente, a uma base de vendas fraca no período de janeiro a maio de 2024, sobretudo em maio, quando o resultado foi impactado pelo desastre climático na região sul. Esse efeito estatístico favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses de 2025. As projeções deste ano apontam para um desempenho mais modesto nos próximos meses.

Um dos indutores do aquecimento de vendas continua sendo o mercado de trabalho, com taxa de desemprego de 6,6% verificado até abril – o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012 -, o recorde de profissionais com carteira assinada e a queda na informalidade. Além disso, as obras imobiliárias seguiram em expansão, impulsionadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que já representa 53% de todos os lançamentos no primeiro trimestre.

A confiança do consumidor subiu em maio, motivada pela melhora tanto da percepção atual quanto das expectativas para os próximos meses. Já a indústria registrou a maior alta do índice da FGV no ano. Apesar disso, nota-se aumento no nível dos estoques pelo segundo mês consecutivo, acendendo um alerta para os empresários. A política monetária contracionista, aliada à expectativa geral de desaceleração da economia, pode refletir em um cenário difícil para a indústria no segundo semestre.

Na construção, a confiança recuou mais uma vez, atingindo o menor nível desde junho/21. Dificuldades com o ambiente de negócios mantêm o indicador no terreno do pessimismo moderado. Isso já reflete nos financiamentos, que estão mais escassos e têm feito com que incorporadoras de médio padrão tenham problemas em honrar as dívidas. Nos quatro primeiros meses do ano, o volume de recursos da poupança direcionado pelos bancos para financiar a construção recuou 48,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O cenário adverso, marcado pela inflação alta, a taxa de juros no maior patamar em 20 anos, sinais de desaceleração da economia e cortes no orçamento do governo federal, gera ainda mais incerteza e cautela do setor produtivo e do consumidor brasileiro nos próximos meses.

Para a indústria brasileira do cimento, o cenário continua desafiador. As concessões rodoviárias, a necessidade de infraestrutura e a demanda crescente por moradias são fatores que reforçam as expectativas mais alentadoras.

Por outro lado, há previsão de diminuição do ritmo da atividade global e elevação dos custos de produção. Para minimizar os impactos ambientais e a pressão dos preços do coque de petróleo, principal insumo energético do setor, a indústria brasileira do cimento tem ampliado fortemente os investimentos em combustíveis alternativos (resíduos e biomassas).

O coprocessamento, atividade responsável pela transição energética no processo de utilização de resíduos, atingiu sua melhor marca em 2023 (última medição realizada), antecipando a meta prevista em três anos. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos processados. A tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção.

Na esteira das ações voltadas para a descarbonização, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o SNIC promovem o 9º Congresso Brasileiro de Cimento e a primeira edição da Expocimento, que serão realizados de 30 de junho a 2 de julho no WTC Hall, em São Paulo.

Importantes autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos para debater tendências, expectativas e posicionamentos, no momento em que o Plano Clima estabelece os compromissos de descarbonização da indústria e dos seus diversos setores. Saiba mais no site do evento.

Pavimento de concreto é solução competitiva e sustentável para rodovias em Minas Gerais

Com um dos maiores programas de concessões do país, Minas Gerais prevê leilões para mais de 3 mil quilômetros de rodovias estaduais em 2025. Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram em Belo Horizonte na última semana e debateram sobre o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do Estado.

O seminário, promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em parceria com DER/MG e SEINFRA/MG, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias.

O encontro contou com apresentações sobre o Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais e os investimentos do Estado em restauração e requalificação de rodovias.

Durante o evento, SEINFRA/MG, DER/MG e ABCP firmaram um acordo de cooperação técnica e científica para impulsionar projetos inovadores, capacitação profissional e aprimoramento tecnológico no uso do cimento na infraestrutura rodoviária.

No encontro, foram apresentados ainda os cases de sucesso de programas de restauração de rodovias do Paraná e Distrito Federal, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica do pavimento de concreto. Houve também apresentação da primeira rede colaborativa do país focada no pavimento de concreto, a PAVI+.

Iniciativas como essa evidenciam soluções que contribuem para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária e urbana de Estados e municípios. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas.