Indústria brasileira do cimento é referência global em descarbonização

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a indústria brasileira de cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP30 como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo.

Na esteira das ações voltadas para a descarbonização, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) estão organizando o 9º Congresso Brasileiro do Cimento e a primeira edição da EXPOCIMENTO, que serão realizados de 30 de junho a 2 de julho no WTC, em São Paulo.

No segundo dia do evento, as principais autoridades, lideranças e especialistas nacionais e internacionais estarão reunidos para debater as expectativas, tendências e posicionamentos da COP30, os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira e as principais iniciativas da indústria.

Participarão dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo.

As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade no assunto, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot. “A indústria brasileira do cimento é referência nessa agenda, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais, contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico setorial, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirma o Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna.

Coprocessamento

Ainda no segundo dia do avento, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos será tema de mesas-redondas, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE.

O coprocessamento converte resíduos sólidos urbanos e industriais, passivos ambientais, em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta o forno – o qual transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que ocorreria pelos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Expocimento

A Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

Descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovação ganham destaque no maior evento da indústria do cimento

Os principais nomes do mercado já confirmaram presença no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na EXPOCIMENTO, que acontecem de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), esta edição do evento promete ser a maior já realizada, tanto em público quanto em área de exposição.

Com mais de 100 palestras programadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland, material predominante para a construção civil.

Durante três dias, os participantes poderão conferir o debate de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção do cimento e sua aplicação nos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

As palestras contarão com renomados especialistas discutindo os principais desafios e oportunidades do setor. Temas estratégicos para toda a cadeia produtiva do cimento estarão na pauta de debates dinâmicos e mesas-redondas.

Com o tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento no dia 30 de junho, das 18h às 20h,  terá a presença de personalidades públicas, lideranças empresariais e organizações nacionais e internacionais.

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o CBCi terá palestra magna sobre expectativas, tendências e posicionamentos da Conferência e mesa-redonda sobre instrumentos de descarbonização industrial dentro da estratégia climática brasileira.

Participarão dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo. As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade do assunto, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot.

A indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor trabalha junto ao governo na elaboração de metas setoriais que contemplem tanto a descarbonização industrial como o crescimento econômico setorial, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Ainda no segundo dia do evento, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável para a gestão de resíduos urbanos será tema de mesas-redondas, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais, passivos ambientais, em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta o forno – o qual converte argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que ocorreria pelos métodos mais tradicionais de produção, envolvendo o uso do coque de petróleo como combustível.

No último dia do evento, a programação terá como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e o CEO da Motiva (ex-CCR), Miguel Setas.

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de revestimento para pavimentos, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Ainda no último dia de evento, a busca das cidades por soluções sustentáveis para amenizar crise climática estará na pauta das palestras do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, e do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão.

O papel da inovação na mitigação climática será tema da segunda parte do painel, que contará com a participação de Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e dos professores titulares da Escola Politécnica da USP, Vanderley John e Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

EXPOCIMENTO

A Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos da área.

Resíduos não recicláveis são transformados em energia limpa e ganham novo destino com o coprocessamento

Celebrado em 17 de maio, o Dia Internacional da Reciclagem reforça a importância de se estimular, em todo o planeta, uma reflexão sobre o consumo consciente e a importância de dar um destino adequado ao lixo. A indústria brasileira do cimento reforça esse compromisso e contribui para a destinação sustentável dos resíduos com o uso da tecnologia do coprocessamento.

A atividade é considerada um dos segmentos com maior potencial para operar com grandes volumes de lixo urbano não reciclável. A tecnologia de coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos, industriais e passivos ambientais em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível que alimenta a chama do forno – que transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento). Trata-se de uma opção segura para a destinação adequada e sustentável de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento.

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento e terá grande representatividade nos quase 55% da energia do setor até 2050.

A matriz energética atual está dividida em 68% de combustíveis fósseis, 18% de biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço de açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% de resíduos (pneus inservíveis, perigosos e urbanos).

Diante desse cenário, a produção de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos), com destinação para o uso em fornos das cimenteiras, representa uma grande oportunidade para o setor e para a sociedade como um todo. Com a substituição do coque de petróleo pelo CDRU, é possível reduzir significativamente as emissões de carbono, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Além disso, o coprocessamento de novas fontes energéticas e renováveis nas fábricas de cimento ajuda a diminuir a quantidade de resíduos dispostos em aterros sanitários, evitando passivos ambientais e problemas de saúde pública, além de alongar a vida útil dessas estruturas.

A partir de uma forte atuação regional, a indústria do cimento está acelerando cada vez mais o desenvolvimento de CDRU no Brasil para fins de coprocessamento, seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

O tema será amplamente debatido no segundo dia do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento. De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo.

A cadeia de resíduos e suas complexidades regionais será tema de mesa redonda conduzida por especialistas como Anicia Aparecida Baptistello Pio, Gerente de Desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo –  FIESP.

Haverá ainda mesa redonda sobre Coprocessamento como Solução Sustentável na Gestão de Resíduos Urbanos, com a participação da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE. Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento.

Vendas de cimento desaceleram em abril

Após o primeiro trimestre de 2025 registrar forte alta, as vendas da indústria do cimento apresentaram retração em abril. Em termos nominais, foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, uma queda de 3,0% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, a comercialização do produto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano aumentou 4,2%.

Já o volume de vendas de cimento por dia útil registrou 236,8 mil toneladas, um recuo de 4,1% em comparação ao mês de março e alta de 5,8% ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano (jan-abril), o desempenho registra crescimento de 6,5%.

O resultado positivo do acumulado do ano é atribuído ao aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com o salário dos trabalhadores atingindo o valor mais alto já registrado desde 2012. A melhora das expectativas para os próximos meses, principalmente sobre a situação econômica local, elevou a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.

O mercado imobiliário, outro importante indutor do consumo de cimento, apresentou queda no número de lançamentos no primeiro bimestre de 2025 comparado com o mesmo período de 2024, indicando que as obras iniciadas no passado ainda estão influenciando positivamente o desempenho do setor de cimento. As recentes mudanças no programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), que passou a incluir também famílias com renda de até 12 mil reais, serão importantes para a manutenção da boa performance da indústria.

Apesar do momento promissor, o ambiente de incerteza que prevalece na economia devido à elevada taxa básica de juros, inadimplência e endividamento das famílias tem afetado a confiança do setor da construção, que recuou em abril para o menor nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário a preocupação das empresas com a falta de mão de obra qualificada e a redução dos estoques imobiliários, resultantes do acréscimo de vendas e queda dos lançamentos verificados no início de 2025.

A mesma percepção de pessimismo foi observada no setor industrial. O ciclo de alta da Selic e a expectativa geral de desaceleração da economia devem refletir em um cenário difícil para a indústria em 2025, sobretudo no segundo semestre.

Mesmo diante de um ano desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista, influenciada pelos avanços em projetos de habitação e infraestrutura. O setor aposta no uso crescente do insumo como opção nas licitações de ruas e rodovias em pavimento de concreto, um sistema construtivo de maior durabilidade, economia e que proporciona mais conforto e segurança aos usuários, além de exercer menor impacto ambiental.

A elaboração do Plano Clima, política climática em desenvolvimento pelo governo federal, que trará compromissos de descarbonização a diferentes setores da economia, dentre eles a indústria, está a pleno vapor. O instrumento deverá ser concluído até o final deste mês, passando posteriormente por consulta pública, para ser apresentado até novembro, quando se realiza a COP30, em Belém-PA. O desafio é integrar a trajetória de descarbonização da indústria nacional com o crescimento da indústria de base, necessário para abastecer a demanda por infraestrutura e habitação no país.

As últimas inovações na aplicação do cimento Portland – material predominante na construção civil – serão apresentados no 9º Congresso Brasileiro de Cimento e na ExpoCimento, que ocorrerá de 30 de junho a 2 de julho de 2025, no Golden Hall WTC, em São Paulo. Os principais nomes do mercado já confirmaram presença nos eventos. Esta edição promete ser maior que as anteriores, com público ampliado, mais de 100 palestras e ampla área de exposição dos fornecedores da construção. Mais informações no site.

Pavimento Urbano de Concreto avança como solução para loteamentos

O Pavimento Urbano de Concreto (PUC), que já é utilizado por mais de 170 municípios em ruas e avenidas de tráfego leve a pesado, também tem despontado como solução para diversos tipos de loteamentos, públicos ou privados, rurais ou urbanos, incluindo os residenciais, comerciais, empresariais e industriais. Em 2024, foram executados mais de 2 milhões de metros quadrados de PUC e projetados mais de 7 milhões de metros quadrados, o que reflete o avanço da solução em diversas regiões do país.

Em loteamentos, o sistema já é usado em cidades como Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Joaçaba (SC), Pinhalzinho (SC), Francisco Beltrão (PR), Cascavel (PR), Pato Bragado (PR), São Borja (RS), Ipumirim (SC) e Caçador (SC), entre outras, que atestam as inúmeras vantagens da solução em concreto. Entre elas estão: maior resistência à fadiga do pavimento, alta performance ao longo do tempo, baixa necessidade de manutenção, redução da temperatura ambiente em até 4°C e da superfície do piso em até 17°C, melhor visibilidade devido à coloração clara do concreto e menor emissão de CO₂.

Além disso, o sistema proporciona uma qualidade de rolamento superior, pois não apresenta deformações plásticas, trilhas de rodas ou depressões, eliminando a necessidade de operações frequentes de tapa-buracos e recapeamentos, que geram altos custos de manutenção.

Outros fatores contribuem ainda para avaliar a competitividade dos pavimentos de concreto, destacando-se o custo de construção e de manutenção ao longo de sua vida útil. Estudos indicam que, tanto para tráfego leve como pesado, a solução se mostra bastante viável. À medida que a intensidade do tráfego aumenta, pode gerar economia de até 20% em comparação com pavimentos flexíveis.

Além disso, quando se considera o custo de manutenção ao longo do período de projeto, os pavimentos de concreto podem ser até 35% mais econômicos, em relação aos pavimentos flexíveis, dependendo da característica da obra. Quando bem projetado e executado, o pavimento de concreto pode ultrapassar a vida útil estimada mínima de 20 anos, como é o caso de muitos pavimentos que resistem por mais de 70 anos no Brasil, entre muitos construídos nas décadas de 50 e 60.

A chave para uma boa implantação do pavimento de concreto está na combinação de três fatores essenciais: um bom projeto, o uso de produtos e equipamentos de qualidade e uma boa execução. Cada uma dessas etapas requer atenção para garantir que o pavimento entregue qualidade e durabilidade.

O desafio de aplicar essas boas práticas em todo o país é mais complexo quando se consideram as dimensões e as variabilidades regionais do Brasil. Nesse sentido, a ABCP vem atuando de forma efetiva na promoção e desenvolvimento do pavimento de concreto por meio de seus Escritórios Regionais e Representações, em diferentes frentes, como pesquisa, inovação, normalização, capacitação técnica e disseminação de boas práticas, a fim de impulsionar cada vez mais esse sistema construtivo.

Indústria prevê crescimento moderado para 2025

Apesar de um início do ano fortemente positivo, a projeção para 2025 é de um crescimento mais modesto nas vendas de cimento, entre 1% e 1,5%, totalizando 65,5 milhões de toneladas. O desempenho dependerá da evolução da economia, da política monetária e dos investimentos em infraestrutura e habitação.

Ainda que o volume de recursos aportado pela iniciativa privada e pelo poder público no setor de infraestrutura tenha evoluído, não é suficiente para superar a baixa performance em setores como transportes e logística, que afetam a competitividade brasileira.

A atualização do marco legal das concessões é um movimento importante para impulsionar o investimento em infraestrutura. Nesse sentido, a indústria do cimento tem contribuído para a recuperação das principais rodovias das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste pelo sistema whitetopping, que consiste no uso de concreto para reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, aumentando a qualidade da obra e a durabilidade das estradas.

A revitalização das vias com concreto proporciona uma pavimentação mais duradoura e resistente ao tráfego pesado, em especial nos locais de forte produção agrícola e industrial. A solução é adotada principalmente nas estradas norte-americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, e vem sendo implementada com sucesso no Brasil, a partir de um processo contínuo de capacitação, conduzido pela indústria do cimento, de empresas, concessionárias e órgãos rodoviários.

O pavimento de concreto avança em outro importante vetor de infraestrutura, com a implementação do Pavimento Urbano de Concreto (PUC) em ruas, avenidas e estradas municipais em mais de 170 cidades do país, com destaque para obras emblemáticas em Brasilia (DF), Piracicaba (SP), Jequié (BA) e Cachoeiro do Itapemirim (ES).

Na agenda da habitação, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deve manter o bom desempenho no ano, impulsionado pelo anúncio da ampliação do programa por parte do governo para famílias com renda de até 12 mil reais (faixa 4), com prazo de implementação na primeira quinzena de maio.

Na perspectiva da sustentabilidade, o ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental, ao sediar a COP30, traz desafios importantes para o setor produtivo, como a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono e a definição de metas de descarbonização setoriais no âmbito do Plano Clima.

Cimento acumula alta de vendas no primeiro trimestre

A indústria brasileira de cimento registrou no primeiro trimestre a venda de 15,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Em março, a alta foi de 5,2% frente ao mesmo mês de 2024, com 5,3 milhões de toneladas comercializadas do produto.

Na comparação por dia útil, as vendas do produto registraram em março 244,9 mil toneladas, crescimento de 5,6% em comparação a fevereiro e de 10,1% em relação a igual período de 2024. Assim, o resultado trimestral apresentou uma alta de 6,0% ante os três primeiros meses do ano passado.

O resultado é atribuído ao contínuo aquecimento do mercado de trabalho e renda da população, com recorde da série histórica da massa salarial e carteiras assinadas em fevereiro de 2025, além da taxa de desemprego, que foi a menor para um trimestre desde 2014, quando marcou 6,8%.

Ademais, o mercado imobiliário, outro importante indutor no consumo de cimento, registrou expansão nos lançamentos, puxado pelo programa Minha Casa Minha Vida, que já representa 50% do volume de imóveis. Os segmentos de médio e alto padrão também apresentaram evolução, com resultado positivo no quarto trimestre, divulgado por grande parte das incorporadoras. As vendas de materiais de construção seguiram em expansão em fevereiro, com projeção de 2,8% de crescimento neste ano.

O cenário positivo refletiu na confiança da construção, que após dois meses de queda voltou a subir em fevereiro. Entretanto, esse movimento não foi disseminado em todos os segmentos de maneira equilibrada (Infraestrutura, Edificações e Serviços Especializados), e não recuperou a queda dos dois primeiros meses do ano. Esse pessimismo do primeiro trimestre reflete a escassez de mão de obra, especificamente na construção civil, e um crédito imobiliário mais caro.

A alta da taxa de juros continua a impactar crescentemente os financiamentos. No acumulado até fevereiro de 2025, o número de unidades financiadas para construção caiu, significativamente, 49,3%, comparado com o mesmo período do ano passado.

A redução da disponibilidade de crédito via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e do FGTS levantam preocupações sobre o funding imobiliário a longo prazo. A recente ação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre a possibilidade de penhorar um imóvel que esteja alienado fiduciariamente para pagamento de dívida condominial traz ainda mais insegurança, uma vez que a alienação fiduciária é uma forma de garantir crédito. Esse movimento deve encarecer o financiamento. O crédito imobiliário participa com cerca de 9% do Produto Interno Bruto, ainda aquém dos patamares de países desenvolvidos e mesmo das nações pares do Brasil.

A confiança do consumidor, apesar de ter registrado a primeira alta do ano, ainda permanece pessimista, em função dos patamares elevados da inflação e dos juros, que impactam o orçamento das famílias. Nos últimos anos, os gastos destinados a reforma e construção foram substituídos por despesas com internet, eletrodomésticos, TV a cabo e, mais recentemente, apostas, o que reflete negativamente no setor.

Adicionalmente, o endividamento da população segue bastante elevado, 48,3%, próximo do recorde histórico de 49,9% em julho de 2022, e a inadimplência já atinge mais de 75 milhões de brasileiros, comprometendo a atividade da construção.

A demanda pelo novo empréstimo consignado privado, lançado recentemente, apesar de ter surpreendido o setor bancário, pode demorar a decolar por estar concentrada em instituições menores.

Apesar do impacto positivo do programa Minha Casa Minha Vida, na agenda de infraestrutura o PAC ainda não gerou os resultados esperados. Os investimentos em saneamento, que devem somar R$ 75 bilhões apenas em 2025, só deverão ser sentidos na indústria do cimento em dois ou três anos, quando as obras atingirem a fase de construção de estações de tratamento de água e esgoto.

No ambiente externo, as incertezas vindas dos EUA devem refletir na inflação global e, principalmente, nos custos de produção. A indústria brasileira do cimento segue com o desafio de reduzir custos, em especial de energia, uma vez que é responsável por mais de 50% dos custos e parte das emissões de gases de efeito estufa da indústria.

Diante desse cenário, o setor tem feito avanços significativos na agenda ambiental. O setor tem investido na substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas, como biomassas, resíduos industriais e domésticos (lixo urbano).

Para contribuir com a agenda de descarbonização, o setor segue trabalhando ativamente junto ao governo na elaboração de metas setoriais, contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. Nesse sentido, a indústria brasileira do cimento vem contribuindo com a construção dos compromissos do setor industrial junto ao Plano Clima, bem como na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (mercado de carbono).

 

Pavimento de concreto amplia presença no Paraná

O concreto está dando uma nova cara à logística viária do Paraná, com segurança e ganhos operacionais para quem trafega pelo Estado. Já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 120 quilômetros de rodovias, sendo 200 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping, que consiste no uso de concreto para a reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, aumentando a qualidade da obra e a durabilidade das estradas. Há ainda mais de 240 quilômetros em projetos.

Já foram concluídos dois trechos da PRC-280: entroncamento da BR-153 até o acesso de Palmas, indo até Clevelândia; e um trecho da PR-092 denominada Rodovia dos Minérios. As obras em execução são: o trecho final da PRC-280 entre Clevelândia e Pato Branco; um trecho da PR-466 entre Guarapuava e Palmeirinha; a continuação da Rodovia dos Minérios, entre Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul; a restauração da PR-180 entre Goioerê e Quarto Centenário; a restauração da PR-151 entre Ponta Grossa e Palmeira; e a estrada de ligação entre São José dos Pinhais e Mandirituba.

A revitalização dessas rodovias em concreto atende à necessidade de o Estado proporcionar uma pavimentação mais duradoura e que suporte melhor o tráfego pesado, uma vez que o Paraná possui importante produção agrícola e industrial transportada por essas vias.

A solução em concreto, adotada com sucesso nas estradas americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, vem sendo implementada com sucesso no Paraná, a partir de um processo contínuo de capacitação técnica conduzido pela ABCP.

 

Santa Catarina

Além do Paraná, a ABCP também apoia Santa Catarina na frente de capacitação. O Estado tem atualmente em execução 120 quilômetros de restauração de rodovias, também pelo sistema whitetopping. Somente na região Sul, a ABCP capacitou 1.121 profissionais em 2024, além de dar apoio ao acompanhamento de projetos e obras, que comprovam a elevada competitividade do pavimento de concreto.

Venda de cimento cresce 7,5% em fevereiro no país

As vendas de cimento em fevereiro de 2025 totalizaram 5,1 milhões de toneladas, um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor apresentou alta de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A venda por dia útil – indicador que considera o número de dias trabalhados e que tem forte influência no consumo de cimento – foi de 232,1 mil toneladas, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior e uma alta de 4,1% em relação ao acumulado no ano.

Os principais indutores do desempenho foram o mercado de trabalho ainda aquecido, com expansão do emprego formal, aumentando a massa salarial e do PIB, além do desempenho do mercado imobiliário. As vendas e os lançamentos de novos imóveis seguiram em expansão, impulsionadas principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Apesar do momento promissor, a falta de mão de obra e os aumentos dos custos já impactam a confiança da construção, que caiu para o pior nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário a preocupação das empresas do setor com a redução da disponibilidade de crédito via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e FGTS, que podem afetar os investimentos e desacelerar o número de lançamentos imobiliários, diminuindo a oferta. Nesse sentido, é consenso do mercado a necessidade de procurar alternativas de funding para as construções imobiliárias.

A mesma percepção de pessimismo foi observada pelo consumidor, que pela terceira vez consecutiva manteve-se menos confiante com a piora da inflação de alimentos, que reduz o poder de compra das famílias em bens essenciais e a elevação da taxa de juros, que agrava a situação financeira da população.

A indústria também segue com cautela quanto à situação presente. O cenário macroeconômico da Selic em elevação e o câmbio desvalorizado, aliados a uma expectativa geral de desaceleração da economia, podem significar um ano difícil para o setor industrial, apesar dos bons resultados de 2024.

Mesmo diante desse cenário desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista com a espera de um melhor desempenho do PAC, o avanço no uso do pavimento de concreto e obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

No ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental, ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, a indústria vem colaborando com o governo federal para a elaboração de metas setoriais, no âmbito do Plano Clima. O objetivo é contemplar tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Setor de cimento avança em trajetória sustentável para zerar emissões até 2050

Representantes da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e do Instituto E+ deram início no dia 5 de fevereiro à atualização do Roadmap de Descarbonização para o setor de cimento.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar.

A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo SNIC em 2023, junto à Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA, em inglês), de atualizar o Roadmap que o setor lançou em 2019 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Para tanto, o Roadmap levará em consideração, além de soluções tecnológicas no processo produtivo, alternativas de descarbonização ao longo do ciclo de vida do produto que ajudem o setor a alcançar a neutralidade de emissões no Brasil até 2050. Embora o setor de cimento no país já registre um dos mais baixos índices de emissão de CO2 equivalente em comparação com padrões internacionais, há um compromisso crescente com a adoção de soluções que impulsionem a competitividade e a sustentabilidade.

Diante desse cenário, serão analisadas melhorias no processo produtivo e uso do produto, considerando barreiras regulatórias e financeiras e a incorporação de tecnologias inovadoras, como captura e armazenamento de carbono (CCS), combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, uso de hidrogênio verde e produção de concreto de baixo carbono.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de iniciativas já implementadas no Brasil, a identificação de fontes de financiamento nacionais e internacionais para viabilizar a modernização do setor e o desenvolvimento de uma plataforma digital para conectar projetos inovadores com oportunidades de investimento.

Essa iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional que apoia países em desenvolvimento na descarbonização de setores industriais de difícil descarbonização, como cimento e aço, por meio de assistência técnica e promoção de tecnologias inovadoras. Além disso, o estudo integra o escopo do Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub), plataforma coliderada pelo Brasil e pelo Reino Unido, que visa fomentar investimentos e parcerias para acelerar a transição da indústria para uma economia de baixo carbono. A UNIDO é responsável pela gestão do Secretariado do ID Hub, atuando para facilitar parcerias estratégicas.

A definição do Roadmap sustentável para a indústria de cimento deverá ser concluída em até 18 meses e contribuirá para que a indústria cimenteira brasileira se alinhe às metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, consolidando sua trajetória rumo à neutralidade de carbono.

Vale destacar que a descarbonização da indústria é uma prioridade para o Brasil, e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Nesse sentido, a indústria está à frente dos debates na agenda climática, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor é o primeiro no país a ter um Roadmap de Descarbonização e está atualizando suas bases para um Roadmap Net Zero 2050.

O setor está trabalhando junto com o governo na elaboração de metas setoriais (Plano Clima), contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. O Plano Clima será concluído e divulgado pelo Governo Federal em 2025, ano da COP30 no Brasil.

Além disso, o setor lidera a agenda do programa Nova Indústria Brasil (NIB),  missões específicas voltadas à neoindustrialização do país. Uma delas, a Missão 5, contempla Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Nesse sentido, a inclusão do setor de cimento com destaque na Missão 5 representa marco fundamental para o fortalecimento da integração entre o desenvolvimento socioeconômico e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).