Indústria do cimento apresenta leve recuperação

As vendas de cimento em fevereiro de 2024 totalizaram 4,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2023, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor apresentou leve alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

ABCP LAB alia tradição e inovação tecnológica

Referência técnica há mais de 80 anos para as cadeias de valor do cimento e produtiva da construção civil, os Laboratórios da Associação – ABCP LAB, como é conhecido – encerram 2023 com o profundo reconhecimento de empresas fabricantes e fornecedores de insumos, por terem contado ao longo do ano com resultados da mais alta qualidade de estudos, pesquisas e ensaios por eles contratados, que foram obtidos por intermédio de equipamentos de última geração, operados por profissionais de excelência e dentro dos prazos estabelecidos.

O ABCP LAB realiza mais de 600 diferentes ensaios, seja por normas nacionais como estrangeiras, recebendo anualmente da cadeia da construção mais de 10 mil amostras e emitindo aproximadamente 9 mil relatórios técnicos.

Todas essas atividades contam com um time de experientes especialistas e o indispensável suporte do Laboratório da ABCP, que começou a funcionar em 1940 e hoje é um dos mais modernos e renomados do país na área de construção civil, prestando serviços a empresas de todo o setor. Para isso, ele conta com laboratórios de Cimento e Argamassas, Concretos, Metrologia, Mineralogia, Química e Meio Ambiente.

A história do ABCP Lab coleciona trabalhos pioneiros em química, mineralogia e estudos do cimento e do concreto. Ele é referência no Programa Setorial de Qualidade do PBQP-H para argamassas colantes e coordena o Selo da Qualidade ABCP para cimento e blocos de concreto. Para garantir a qualidade de seus serviços, integra a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios e a Rede Brasileira de Calibração, possuindo Certificações ISO 9001 e Inmetro.

Há três anos sedia o hubIC, o primeiro e único hub do país focado em inovação hard tech e construção digital, fruto do acordo de cooperação técnica da ABCP/SNIC com a Universidade de São Paulo (USP), por meio da Escola Politécnica (Poli).  Desde então, para atender aos projetos de pesquisa e inovação de interesse dos parceiros, o Laboratório da ABCP passou por uma grande transformação, visando a incorporação de uma impressora 3D e espaço de coworking.

Em 2024, o ABCP Lab seguirá inovando para apresentar respostas confiáveis para qualquer desafio na área de construção em concreto, atendendo desde empresas fabricantes e fornecedores de insumos até consumidores.

ABCP celebra 87 anos de excelência em tecnologia sobre produção e aplicação do cimento

No dia 5 de dezembro de 2023, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) celebra 87 anos de fundação. Desde 1936 a associação segue na vanguarda, liderando debates, pesquisas, ensaios e estudos sobre o cimento e tendo se tornado referência nacional e internacional de excelência em tecnologia referente ao cimento e seus sistemas construtivos. 

A ABCP foi protagonista de marcos históricos ao longo de quase 100 anos de produção do cimento no país. Acompanhou a expansão da atividade com a expansão urbana e verticalização das cidades, até passar a figurar entre as 10 maiores produtoras mundiais, com uma capacidade instalada de 94 milhões de toneladas/ano. 

Além de ressaltar essa relevância global, a indústria brasileira do cimento é responsável por mais de 80 mil empregos, receita de R$ 23 bilhões ao ano, arrecadação líquida anual de R$ 3,6 bilhões em tributos e desempenha um importante papel com respeito à sustentabilidade, principalmente no que tange à questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas. 

A atividade de coprocessamento responsável pela transição energética em nossa cadeia produtiva alcançou 30% de participação na matriz energética – antecipando a meta prevista para 2026. Já são 25,813 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2022, ou seja, uma nova destinação aos resíduos, que deixam de ir para aterros e são transformados em energia ou substituem matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade. 

Com o coprocessamento, o setor mantém seu compromisso e segue atuando na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos em substituição ao coque de petróleo, combustível fóssil mais utilizado no processo de fabricação de cimento. 

Na agenda de sustentabilidade, a indústria, por intermédio da ABCP, deu um importante passo ao lançar durante o 8º Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi) as bases do Roadmap Net Zero para acelerar a transição rumo a uma economia neutra em carbono. O setor que, internacionalmente, foi o primeiro a firmar um compromisso de neutralidade climática em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU, agora avança no seu compromisso de neutralidade climática no Brasil. 

A iniciativa vem num momento mais do que oportuno, quando se discute no âmbito nacional a descarbonização dos setores industriais – e da economia como um todo – com ativa participação da indústria do cimento na esfera setorial e federal. 

Por se tratar de um país com dimensões continentais, a ABCP está conectada – juntamente com o produto que representa – à sociedade e à cadeia produtiva da construção de diversas formas, quais sejam: edificações para distintas finalidades (moradias, escolas, hospitais, centros e espaços de lazer entre tantos), aeroportos, portos, ferrovias, mar e rios. Não bastasse o enorme déficit habitacional brasileiro, onde o cimento tem participação preponderante, tem-se também a extensão da malha viária nacional, de 1.720.700 quilômetros de estradas e rodovias, da qual apenas 12,4% está pavimentada. 

Portanto, é imprescindível incluir o concreto como opção nas licitações de ruas e rodovias, por ser um sistema construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que exerce menor impacto ambiental e ainda traz conforto e segurança para o usuário. 

No que tange à aplicação e uso de soluções para as cidades, o setor segue apoiando os municípios brasileiros com sistemas construtivos que atendam às necessidades locais por infraestrutura e tragam melhorias a favor da mobilidade urbana, saneamento, espaços públicos e habitação. 

Na pauta da inovação, o acordo de cooperação técnica com a Universidade de São Paulo (USP) para a criação de um espaço focado em pesquisa e desenvolvimento a favor da construção digital (hubIC) alcançou resultados significativos, como a produção das primeiras peças cimentícias em 3D e a adesão de mais de 30 companhias ao ambiente de construção digital. 

Todas essas conquistas merecem ser celebradas e motivam o setor e a entidade a seguirem em frente, mantendo a ABCP moderna, atualizada e de excelência, consolidando assim, cada dia mais, o compromisso de representar uma indústria forte e necessária, que é base para desenvolvimento econômico e social do Brasil. 

Lixo é fonte de energia para a indústria do cimento

A indústria do cimento exerce papel importante em relação à destinação dos resíduos urbanos não passíveis de reciclagem, utilizados como fonte de energia térmica para a produção do cimento. Esse processo, chamado de coprocessamento evita, que o lixo seja disposto em aterro, contribuindo com aredução das emissões de CO2 da indústria, bem como do metano emitido no aterro, que é cerca de 25 vezes superior à do CO2.

O setor cimenteiro pode contribuir no aumento da vida útil dos aterros sanitários e industriais e, principalmente, com as metas públicas de eliminação de lixões e aterros controlados, os quais ainda representam cerca de 40% da destinação dos resíduos gerados no país.

A indústria colabora com o progresso dos níveis de reciclagem, com a recuperação de áreas contaminadas, além da redução de emissão do gás metano. Com a tecnologia de coprocessamento, o setor atua na redução das emissões de CO2, por meio do uso de diversas tipologias de resíduos, sendo a mais recente pela utilização do CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) em substituição ao coque de petróleo – combustível fóssil utilizado no processo de fabricação de cimento.

Investimentos na ordem de R$ 3.5 bilhões estão previstos até 2030, compreendendo a implantação das unidades de preparo do CDRU e adequação das fábricas de cimento. Este montante será suficiente paraatingir o patamar de aproximadamente 2.5 milhões de toneladas de CDRU anualmente. Para melhor compreensão do impacto ambiental, tal volume, que corresponde a cerca de 300 mil caminhões compactadores, que não serão mais descarregados em aterro.

Os resultados são expressivos ao se avaliar que o percentual de utilização de combustíveis alternativos dentro da matriz energética do setor saltou de 9% para 26%, nos últimos 20 anos. Em termos absolutos, de 300 mil toneladas em 2000 para 2.5 milhões de toneladas de resíduos em 2021.

Esforços como esses levaram o Brasil a se tornar uma referência mundial como um dos países que emite a menor quantidade de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo.

Cimento mantém queda de vendas no ano

A instabilidade da economia brasileira marcada por um prolongado cenário de juros elevados, mesmo com o anúncio da redução da taxa Selic pelo Banco Central em agosto, somada ao alto endividamento das famílias e queda dos lançamentos imobiliários, seguem travando o crescimento da atividade cimenteira.

Em julho, as vendas do produto registraram queda de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2022, atingindo 5,5 milhões de toneladas comercializadas – e no acumulado do ano, janeiro a julho, o recuo foi de 1,8%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

Ao se analisar o despacho do insumo por dia útil nota-se uma retração de 0,5% sobre o mesmo mês do ano passado, ou seja, comercialização de 233 mil toneladas por dia em julho de 2023.

O setor segue afetado por fatores domésticos relevantes que ainda impactam em sua recuperação. A dificuldade no acesso ao crédito em meio a taxa de juros elevada e a morosidade com relação às regulamentações do Minha Casa Minha Vida impediu uma melhor evolução do número de unidades financiadas e de lançamentos imobiliários1.

Apesar disso, a confiança do consumidor² subiu em julho pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior nível desde janeiro de 2019. O arrefecimento da inflação, a recuperação da renda e as expectativas do início do programa para renegociar dívidas – Desenrola – refletiram no resultado. Entretanto, o alto endividamento e inadimplência ainda são obstáculos para uma confiança mais robusta.

O indicador de confiança da construção3 segue otimista influenciado pelas novas regras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Houve uma percepção positiva em relação à demanda no setor e consequentemente aumento na tendência de contratação de novos funcionários. No entanto, o indicador ainda não atingiu o patamar da neutralidade. Um dos pontos de dificuldade para uma melhora continuada da confiança é o acesso ao crédito.

Apesar do cenário econômico ainda incerto, as perspectivas do setor para os próximos meses são positivas. A aprovação do arcabouço fiscal, a tramitação da Reforma Tributária no Senado, a retomada de obras paradas e de infraestrutura, além do início do ciclo de redução da taxa de juros, são fatores que trazem maior segurança e previsibilidade ao setor, e consequentemente para a economia em 2023.

Indústria brasileira do cimento se reunirá em novembro

O setor cimenteiro do Brasil reconheceu, desde seu início de produção em 1924 e da constituição da ABCP, em 1936, que o estudo, a pesquisa, o uso de equipamentos modernos e a vigorosa informação e capacitação técnicas – seja no âmbito da produção como da aplicação do cimento -, contribuíam, de modo inequívoco, para que o Brasil e seus líderes, públicos e empresariais, contassem com uma cadeia produtiva de excelência na construção.

E como parte desse elenco de atividades também tomava parte a realização de edições do Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi). E é exatamente por esse motivo que a 8ª edição ocorre de modo presencial, em novembro deste ano de 2023, na cidade de São Paulo, assumindo, mais uma vez, sua posição de principal e mais importante evento das cadeias de valor do cimento e da construção.

Enquanto as edições anteriores – a última em 2016 – estiveram mais voltadas à tecnologia de fabricação do cimento, desta vez o CBCi vai reunir – além de corpo técnico e de especialistas, nacionais e internacionais -, o poder público com suas autoridades e parlamentares, junto com economistas e lideranças empresariais de outros setores, também integrados à cadeia produtiva da construção.

Assim se ampliarão os debates e deliberações que interferem, inequivocadamente, na qualidade de vida da sociedade e no desenvolvimento socioeconômico do país, tratando de se buscar atender as necessidades habitacionais, de urbanização e de logística de transporte.

O Congresso destacará os novos e definitivos caminhos da cadeia produtiva da construção que passam impreterivelmente pelas reformas e políticas públicas que impactam todo o segmento, juntamente com temas como descarbonização, legislações e aspectos ambientais como a circularidade de resíduos e a redução da emissão de CO2, emprego de combustíveis alternativos, sustentabilidade, produtividade e inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento e seus sistemas construtivos nas áreas habitacionais e de infraestrutura.

E tudo isso dentro do que hoje, corretamente, se denomina economia circular e segundo a constante preocupação do setor com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

São aguardados cerca de 250 congressistas, que poderão assistir a grandes e importantes especialistas internacionais, como Arnaud Pinatel (ex-BNP Paribas e hoje líder da On Field Research Investments, que será o keynote speaker da abertura do encontro, bem como a ministros e secretários de Estado do Brasil e renomados economistas brasileiros e internacionais, discorrerem sobre as necessidades atuais, futuras e mundiais do setor e do segmento da construção.

Como interessadas e patrocinadoras do Congresso, vinte importantes empresas já compõem parte da exposição que acontece nos dois dias do encontro, que também já conta com o apoio institucional de cerca de 40 destacadas entidades do segmento.

Mais informações e inscrições antecipadas, com significativo desconto, podem ser conferidas no site www.congressocimento.com.br.