Oktoberfest, em Blumenau-SC, vai coprocessar todos os resíduos gerados no evento

Reportagem do G1 mostra como a Oktoberfest 2022, em Blumenau-SC, está fazendo a destinação do lixo gerado no evento, realizado entre 5 e 23 de outubro.

Todo o CDR (Combustível Derivado de Resíduos) vai ser coprocessado pela indústria do cimento.

Assista à reportagem no canal do G1

Indústria brasileira do cimento: compromissos ambientais e ações

O vídeo elaborado a pedido do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e destinado à COP-26 Glasgow mostra o compromisso do setor de cimento com as questões ambientais, no que tange às emissões dos gases de efeito estufa (GEE), em especial do CO2.

A indústria cimenteira nacional é referência em ecoeficiência, com a menor quantidade (2,3%) de COemitida por tonelada de cimento produzida, enquanto a média mundial está em 7%.

Além disso, a indústria tem metas ainda mais ambiciosas traçadas em seu Roadmap Tecnológico do Cimento, estudo conduzido pelo setor com renomados parceiros nacionais e internacionais e apresentado ao governo, que indica para 2050 uma redução de 55% nas já baixas emissões.

A queima de combustíveis alternativos nos fornos de cimento empregando a tecnologia do coprocessamento tem contribuído de maneira inequívoca para esses resultados tão exitosos.

Assista ao vídeo

 

Reaproveitamento de resíduos para minimizar o impacto ambiental

No Dia Internacional da Reciclagem, 17/05, Daniel Mattos, head de Coprocessamento e Sustentabilidade da ABCP, fala à Rádio Cidade em Dia, de Criciúma-SC, sobre o reaproveitamento de resíduos para minimizar o impacto ambiental.

Confira:

Resíduos: você sabe para onde vai tudo isso?

Cerca de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas e cada brasileiro produz 383 kg de resíduos domésticos por ano. Além disso, o processo produtivo gera anualmente mais 58 milhões de toneladas de resíduos industriais. Todos esses resíduos (urbanos, industriais e agrícolas) podem substituir matérias-primas para a geração de energia térmica na fabricação de cimento, por meio da técnica do coprocessamento, atividade atualizada pela Resolução Conama 499/20.

O coprocessamento contribui para uma destinação correta e segura dos resíduos, impedindo que sejam descartados no ambiente, em aterros e lixões.

O vídeo, produzido pelo SNIC e pela ABCP, mostra como a indústria do cimento pretende, com o coprocessamento, reduzir 30% de suas emissões de CO2 e substituir 55 milhões de toneladas de combustíveis fósseis até 2050.

Assista ao vídeo (1 minuto) para saber mais:

Coprocessamento de resíduos sólidos urbanos tratados

Estudo realizado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostra que o Brasil produziu quase 61 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, 6,8% mais que o registrado em 2009.

Desse total, quase 23 milhões de toneladas foram parar em lixões e aterros sanitários, trazendo consideráveis danos ao meio ambiente, com riscos de contaminação do solo e da água.

A lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010, prevê a extinção dos lixões até 2014. Os resíduos somente poderão ser dispostos em aterros quando todas as possibilidades de aproveitamento tiverem sido esgotadas.

Nesse contexto, a indústria de cimento se apresenta como uma das alternativas ambientalmente adequadas para a recuperação energética desses resíduos, conforme previsto na lei