Pavimento de concreto é solução competitiva e sustentável para rodovias em Minas Gerais

Com um dos maiores programas de concessões do país, Minas Gerais prevê leilões para mais de 3 mil quilômetros de rodovias estaduais em 2025. Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram em Belo Horizonte na última semana e debateram sobre o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do Estado.

O seminário, promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em parceria com DER/MG e SEINFRA/MG, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias.

O encontro contou com apresentações sobre o Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais e os investimentos do Estado em restauração e requalificação de rodovias.

Durante o evento, SEINFRA/MG, DER/MG e ABCP firmaram um acordo de cooperação técnica e científica para impulsionar projetos inovadores, capacitação profissional e aprimoramento tecnológico no uso do cimento na infraestrutura rodoviária.

No encontro, foram apresentados ainda os cases de sucesso de programas de restauração de rodovias do Paraná e Distrito Federal, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica do pavimento de concreto. Houve também apresentação da primeira rede colaborativa do país focada no pavimento de concreto, a PAVI+.

Iniciativas como essa evidenciam soluções que contribuem para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária e urbana de Estados e municípios. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas.

Pavimento intertravado aplicado sobre pavimento existente (Overlay)

“Overlay” ou apenas “sobreposição” é o nome dado à aplicação de uma nova camada de revestimento sobre um pavimento existente, seja ele composto por pavimento de concreto, pavimento de asfalto ou com paralelepípedo.

A técnica é diferente de uma substituição total da estrutura e geralmente é realizada quando há apenas danos menores à estrutura do pavimento existente ou quando se deseja modificar a funcionalidade do pavimento. A técnica de overlay consiste em retificar ou fresar o pavimento existente e, em alguns casos, reparar danos estruturais, como trincas e buracos. Finalmente, uma nova superfície é aplicada.

O sistema de pavimentação intertravada com peças de concreto pode ser utilizado na reabilitação de pavimentos existentes, como camada de reforço (uso estrutural) ou como camada funcional (uso não estrutural). Do mesmo modo como acontece com os pavimentos intertravados novos, quando se utiliza o pavimento intertravado sobreposto em um pavimento existente, deve-se considerar o dimensionamento como de um pavimento flexível.

Além disto, o projeto de overlay deve levar em consideração o tipo de tráfego, a capacidade de suporte do pavimento existente e as características ambientais do local.

 

Neste manual, você terá acesso a informações essenciais sobre a técnica de Overlay como:

– Avaliação de Pavimentos Existentes
– Overlay sobre Pavimentos de Asfalto
– Drenagem e Instalação
– Camada de Revestimento
– Inspeção Final
– Liberação ao Tráfego

 

Confira o arquivo do manual aqui.

Matéria original publicada no site Soluções para Cidades.

Pavimento intertravado aplicado sobre pavimento existente (Overlay)

“Overlay” ou apenas “sobreposição” é o nome dado à aplicação de uma nova camada de revestimento sobre um pavimento existente, seja ele composto por pavimento de concreto, pavimento de asfalto ou com paralelepípedo.

A técnica é diferente de uma substituição total da estrutura e geralmente é realizada quando há apenas danos menores à estrutura do pavimento existente ou quando se deseja modificar a funcionalidade do pavimento. A técnica de overlay consiste em retificar ou fresar o pavimento existente e, em alguns casos, reparar danos estruturais, como trincas e buracos. Finalmente, uma nova superfície é aplicada.

O sistema de pavimentação intertravada com peças de concreto pode ser utilizado na reabilitação de pavimentos existentes, como camada de reforço (uso estrutural) ou como camada funcional (uso não estrutural). Do mesmo modo como acontece com os pavimentos intertravados novos, quando se utiliza o pavimento intertravado sobreposto em um pavimento existente, deve-se considerar o dimensionamento como de um pavimento flexível.

Além disto, o projeto de overlay deve levar em consideração o tipo de tráfego, a capacidade de suporte do pavimento existente e as características ambientais do local.

Neste manual, você terá acesso a informações essenciais sobre a técnica de Overlay como:

– Avaliação de Pavimentos Existentes
– Overlay sobre Pavimentos de Asfalto
– Drenagem e Instalação
– Camada de Revestimento
– Inspeção Final
– Liberação ao Tráfego

Confira o arquivo do manual aqui.

Matéria original publicada no site Soluções para Cidades.

ABCP no 28º Prêmio ADEMI-BA

A engenheira Ana Gabriela Saraiva, representante regional da ABCP na Bahia e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), participou no dia 31/05, no Solar Cunha Guedes, em Salvador, da 28a edição do Prêmio ADEMI-BA, evento anual que reconhece os melhores profissionais e empresas do mercado imobiliário baiano.

Ana Gabriela foi convidada pela organização a entregar o prêmio de “Inovação Acadêmica” (graduação e pós-graduação), uma das 13 categorias da premiação, que inclui: “Empresa do Ano”, “Empreendimento do Ano” e “Arquiteto do Ano”, entre outras. A categoria “Inovação Acadêmica” busca destacar a inovação, criatividade e boas práticas do setor, com foco em empresas, empreendimentos e estudantes de arquitetura e engenharia. 

O Prêmio ADEMI-BA é considerado um dos principais eventos do mercado imobiliário baiano, reconhecendo e valorizando o trabalho dos profissionais e empresas que se destacam na construção civil. Estiveram presentes na solenidade diversas autoridades, representantes do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Salvador, vereadores e dirigentes das grandes construtoras e incorporadoras do mercado baiano e nacional.

> Assista ao evento.

Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária

Seminário apresenta programas de investimentos em infraestrutura em MG, PR e DF e traz cases de tecnologias e boas práticas

A Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra/MG), o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER/MG) e a ABCP promoveram nesta quinta-feira, 29, no auditório do BDMG, em Belo Horizonte, o seminário “Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária”. O evento contou, entre as lideranças e autoridades, com as presenças do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, de Pedro Bruno Barros de Souza, secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (SEINFRA/MG), de Rodrigo Tavares, diretor geral do DER/MG, de Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do DER/PR, e de Fauzi Nacfur Júnior, presidente do DER/DF e da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER).

O seminário colocou em pauta importantes programas de investimento em infraestrutura, seja na forma de concessões ou na recuperação viária, parcerias fundamentais, como a celebrada entre o DER/MG, a Seinfra e a ABCP, e a criação da PAVI+, comunidade voltada exclusivamente ao desenvolvimento e implementação do pavimento rígido. Além disso, promoveu um debate sobre diretrizes de projeto de pavimento de concreto em rodovias e boas práticas para a execução de pavimentos urbanos (veja o programa).

“É importante destacar que as vantagens do pavimento de concreto em relação a outras opções se baseiam em parâmetros técnicos e econômicos. Os estudos comparativos de viabilidade mostram que o pavimento rígido, em relação ao asfalto, é competitivo já na implantação e gera menor custo anual de manutenção”, disse o presidente Paulo Camillo Penna.

Ao relacionar benefícios como resistência à deformação, excelente capacidade de reflexão da luz (exigindo menos iluminação pública em trechos urbanos), melhores condições de visibilidade ao motorista, maior segurança de tráfego (já que sua superfície oferece maior aderência aos pneus em dias de chuva, evitando aquaplanagem) e elevado conforto de rolamento, que resulta de procedimentos e cuidados executivos, Paulo Camillo Penna destacou a sustentabilidade do pavimento de concreto, que contribui para diminuir a temperatura ambiente, reduzindo as ilhas de calor e a poluição ambiental nas cidades.

 

ABCP promove curso no DNIT/MG

Whitetopping é tema central do encontro

O Escritório Regional da ABCP em Minas Gerais promoveu, nos dias 27 e 28 de maio, na Superintendência Regional do DNIT em Belo Horizonte, um curso sobre pavimento de concreto para os técnicos do órgão. No encontro, o coordenador de Pavimentação da ABCP, Fernão Nonemacher Dias Paes Leme, compartilhou diretrizes e experiências sobre projetos de restauração com a tecnologia whitetopping, uma solução eficiente e durável para reabilitação de pavimentos.

O evento, que contou também com palestra do engenheiro Rubens Curti, especialista em tecnologia do concreto da ABCP, teve o apoio direto do superintendente do DNIT/MG, Antônio Gabriel, e liderança na organização de Lincoln Raydan e Virginia Firpe, da Regional da ABCP.

Indústria brasileira do cimento é referência global em descarbonização

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a indústria brasileira de cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP30 como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo.

Na esteira das ações voltadas para a descarbonização, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) estão organizando o 9º Congresso Brasileiro do Cimento e a primeira edição da EXPOCIMENTO, que serão realizados de 30 de junho a 2 de julho no WTC, em São Paulo.

No segundo dia do evento, as principais autoridades, lideranças e especialistas nacionais e internacionais estarão reunidos para debater as expectativas, tendências e posicionamentos da COP30, os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira e as principais iniciativas da indústria.

Participarão dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo.

As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade no assunto, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot. “A indústria brasileira do cimento é referência nessa agenda, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais, contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico setorial, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirma o Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna.

Coprocessamento

Ainda no segundo dia do avento, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos será tema de mesas-redondas, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE.

O coprocessamento converte resíduos sólidos urbanos e industriais, passivos ambientais, em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta o forno – o qual transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que ocorreria pelos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Expocimento

A Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

Descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovação ganham destaque no maior evento da indústria do cimento

Os principais nomes do mercado já confirmaram presença no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na EXPOCIMENTO, que acontecem de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), esta edição do evento promete ser a maior já realizada, tanto em público quanto em área de exposição.

Com mais de 100 palestras programadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland, material predominante para a construção civil.

Durante três dias, os participantes poderão conferir o debate de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção do cimento e sua aplicação nos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

As palestras contarão com renomados especialistas discutindo os principais desafios e oportunidades do setor. Temas estratégicos para toda a cadeia produtiva do cimento estarão na pauta de debates dinâmicos e mesas-redondas.

Com o tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento no dia 30 de junho, das 18h às 20h,  terá a presença de personalidades públicas, lideranças empresariais e organizações nacionais e internacionais.

No ano em que Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental ao sediar a COP30, o CBCi terá palestra magna sobre expectativas, tendências e posicionamentos da Conferência e mesa-redonda sobre instrumentos de descarbonização industrial dentro da estratégia climática brasileira.

Participarão dos debates os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo. As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade do assunto, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot.

A indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética.

O setor trabalha junto ao governo na elaboração de metas setoriais que contemplem tanto a descarbonização industrial como o crescimento econômico setorial, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Ainda no segundo dia do evento, a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável para a gestão de resíduos urbanos será tema de mesas-redondas, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE.

O coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais, passivos ambientais, em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível fóssil que alimenta o forno – o qual converte argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que ocorreria pelos métodos mais tradicionais de produção, envolvendo o uso do coque de petróleo como combustível.

No último dia do evento, a programação terá como tema “O cimento como agente de transformação da infraestrutura e inovação”, com palestras sobre diagnóstico da infraestrutura brasileira – problemas e oportunidades, com o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e o CEO da Motiva (ex-CCR), Miguel Setas.

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de revestimento para pavimentos, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados ao longo do tempo.

Ainda no último dia de evento, a busca das cidades por soluções sustentáveis para amenizar crise climática estará na pauta das palestras do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, e do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão.

O papel da inovação na mitigação climática será tema da segunda parte do painel, que contará com a participação de Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e dos professores titulares da Escola Politécnica da USP, Vanderley John e Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

EXPOCIMENTO

A Exposição Internacional do Cimento – EXPOCIMENTO 2025 ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos da área.

Resíduos não recicláveis são transformados em energia limpa e ganham novo destino com o coprocessamento

Celebrado em 17 de maio, o Dia Internacional da Reciclagem reforça a importância de se estimular, em todo o planeta, uma reflexão sobre o consumo consciente e a importância de dar um destino adequado ao lixo. A indústria brasileira do cimento reforça esse compromisso e contribui para a destinação sustentável dos resíduos com o uso da tecnologia do coprocessamento.

A atividade é considerada um dos segmentos com maior potencial para operar com grandes volumes de lixo urbano não reciclável. A tecnologia de coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos, industriais e passivos ambientais em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível que alimenta a chama do forno – que transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento). Trata-se de uma opção segura para a destinação adequada e sustentável de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento.

Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente, 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento e terá grande representatividade nos quase 55% da energia do setor até 2050.

A matriz energética atual está dividida em 68% de combustíveis fósseis, 18% de biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço de açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% de resíduos (pneus inservíveis, perigosos e urbanos).

Diante desse cenário, a produção de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos), com destinação para o uso em fornos das cimenteiras, representa uma grande oportunidade para o setor e para a sociedade como um todo. Com a substituição do coque de petróleo pelo CDRU, é possível reduzir significativamente as emissões de carbono, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Além disso, o coprocessamento de novas fontes energéticas e renováveis nas fábricas de cimento ajuda a diminuir a quantidade de resíduos dispostos em aterros sanitários, evitando passivos ambientais e problemas de saúde pública, além de alongar a vida útil dessas estruturas.

A partir de uma forte atuação regional, a indústria do cimento está acelerando cada vez mais o desenvolvimento de CDRU no Brasil para fins de coprocessamento, seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

O tema será amplamente debatido no segundo dia do 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e da ExpoCimento. De 30 de junho a 2 de julho de 2025, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, estarão reunidos no Golden Hall WTC, em São Paulo.

A cadeia de resíduos e suas complexidades regionais será tema de mesa redonda conduzida por especialistas como Anicia Aparecida Baptistello Pio, Gerente de Desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo –  FIESP.

Haverá ainda mesa redonda sobre Coprocessamento como Solução Sustentável na Gestão de Resíduos Urbanos, com a participação da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi, e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE. Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento.