Cimento tem forte alta nas vendas em novembro puxada por habitação e mercado de trabalho aquecido

As vendas de cimento em novembro totalizaram 5,5 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No acumulado do ano (janeiro a novembro), os números alcançaram 62,2 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% comparado a igual período do ano passado.

 

ABCP: 89 anos de excelência, pavimentando o caminho para o centenário da indústria brasileira do cimento

Hoje, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) celebra 89 anos de fundação. Protagonista de marcos históricos, a entidade segue na vanguarda, liderando debates e atuando como referência de excelência tecnológica.

Esta data ganha um significado especial, pois marca o início da jornada para os 90 anos da entidade e para os 100 anos da indústria brasileira do cimento, que serão comemorados em 2026. O setor, presente em 23 estados e responsável por cerca de 82 mil empregos, demonstra sua confiança no desenvolvimento do Brasil com R$ 27,5 bilhões em investimentos planejados entre 2023 e 2027.

Neste último ciclo, obtivemos avanços significativos no fomento ao uso dos sistemas construtivos à base de cimento, tanto na habitação quanto na infraestrutura. Nas edificações, as soluções cimentícias reafirmaram seu protagonismo no Programa Minha Casa, Minha Vida, impulsionadas pela eficiência da alvenaria estrutural com blocos de concreto e das paredes de concreto moldadas in loco — tecnologias de alto desempenho que reduzem custos, aceleram obras e evitam desperdícios. Para viabilizar esses avanços, a indústria ampliou o suporte técnico às construtoras e reforçou parcerias com grandes instituições.

Na infraestrutura de transporte, o pavimento de concreto já representa 4,5% da malha rodoviária federal, e temos a convicção de que podemos chegar a 10% em breve. Nas cidades, colhemos os frutos de anos de trabalho técnico, com a solução presente em mais de 150 municípios. Para consolidar esse movimento, a PAVI+ (Comunidade da Pavimentação) avança, reunindo especialistas e gestores públicos em torno de uma pauta única: qualidade, durabilidade e sustentabilidade para a infraestrutura brasileira.

Todo esse crescimento caminha lado a lado com a responsabilidade climática. O Brasil já ostenta, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), e nossa transição energética segue acelerada. O coprocessamento atingiu sua melhor marca, com 32% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e resíduos, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.

Elevamos ainda mais nossa ambição atualizando nossa trajetória de mitigação com o Roadmap Net Zero, lançado durante a COP30. Através dele, mapeamos uma série de alavancas, dentro do nosso processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, capazes de nos levar a um cenário de neutralidade climática até 2050. São medidas que abrangem maior uso de adições e matérias-primas alternativas, ampliação dos combustíveis alternativos em substituição aos combustíveis fósseis não renováveis, maior eficiência na produção de concretos e sistemas construtivos, utilização de energias limpas, captura de carbono e soluções baseadas na natureza.

Na frente de inovação, o hubIC segue como catalisador da expansão da construção digital, impulsionando a modernização do setor rumo à Indústria 4.0. Além disso, inovou mais uma vez ao coordenar a Rede More, projeto inédito para mensurar a pegada de CO₂ das habitações, visando impulsionar a economia de baixo carbono. Simultaneamente, ampliamos nossa difusão de conhecimento com uma intensa agenda de cursos, palestras e webinários por todo o País. Todo esse ecossistema é sustentado pela excelência dos nossos Laboratórios, garantindo o Selo da Qualidade e a certificação que o mercado exige.

Celebrar 89 anos é reafirmar nosso compromisso de unir crescimento econômico e sustentabilidade rumo aos próximos 100 anos.

Workshop em Salvador discute inovação e o futuro da indústria de artefatos de concreto

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou na última quinta-feira, 27/11, o workshop Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, e contou com a presença de Ana Gabriela Saraiva e Eduardo D’Ávila (ABCP), Felipe Cabral (Grupo Fornecedor Pavimentos) e Filipe Honorato (Mundo Concreto).

Os especialistas discutiram os desafios atuais da indústria em um mundo em constante mudança, com foco nas inovações e nos desafios do setor de artefatos no Brasil. O evento abordou temas como modelos de fábricas e estratégias para ampliar resultados de vendas, análise financeira para tomada de decisão no crescimento de segmentos como asfalto e piso intertravado, além das tendências e experiências nacionais e internacionais na industrialização da pré-fabricação.

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamento, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Serviço

Workshop – Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia

Data: 27 de novembro de 2025

Horário: das 14h30 às 18h

Endereço: R. Edístio Pondé, 342 – 2º andar – STIEP, Salvador – BA

Inscrições: https://cursos.abcp.org.br/eventos/workshop-impulsionando-a-industria-de-artefatos-no-brasil-inovacao-mercado-e-tecnologia_salvador_ba/

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11)  99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

PDE leva a Recife workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou nesta quarta-feira, 26/11, nas instalações do Sebrae, em Recife, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O workshop teve como tema principal o impulsionamento da indústria de artefatos de concreto no Brasil através da inovação, tecnologia e mercado.

O encontro contou com a presença de Karla Guimarães e Eduardo D’Ávila (ABCP), Felipe Cabral (Grupo Fornecedor Pavimentos) e Filipe Honorato (Mundo Concreto). Os especialistas debateram os desafios atuais da indústria em um cenário de constantes transformações, destacando as inovações e os obstáculos do setor de artefatos no Brasil.

A programação incluiu ainda temas como modelos de fábricas e estratégias para ampliar os resultados de vendas, análise financeira para apoiar decisões no crescimento de segmentos como asfalto e piso intertravado, além de tendências e experiências, tanto nacionais quanto internacionais, relacionadas à industrialização da pré-fabricação.

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamento, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11)  99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

Indústria brasileira do cimento na COP30

No momento em que o mundo todo se volta à COP30, conferência que reúne em Belém-PA delegações de 194 países para debater as mudanças climáticas, a indústria brasileira do cimento demonstra que é possível promover o crescimento econômico com sustentabilidade, responsabilidade ambiental e inclusão social. Durante os 12 dias da cúpula do clima (10 a 21/11), a ABCP e o SNIC participarão de quatro eventos que trazem ao debate questões prioritárias ao Brasil e ao planeta, como descarbonização e economia circular.

 

Descarbonização da indústria energointensiva

Na sexta-feira, 14, o Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camilo Penna, participou no estande da Confederação Nacional da Indústria do Painel CNI – Descarbonização da indústria energointensiva, ao lado de outras lideranças: Adriano Scarpa (indústria florestal), Janaina Donas (alumínio), André Passos (química) e Priscila Cardoso (aço). O debate teve como moderador o Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Setores como alumínio, aço, cimento, vidro, químico e papel e celulose são pilares do desenvolvimento nacional, mas também estão entre os mais impactados pelas exigências de redução de emissões de gases de efeito estufa. É essencial compreender como essas cadeias produtivas podem se adaptar, mantendo competitividade e garantindo segurança operacional, ao mesmo tempo em que contribuem para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. O objetivo do painel, portanto, foi debater caminhos para acelerar a descarbonização das indústrias, identificando desafios, oportunidades e soluções colaborativas entre governo e setor produtivo.

 

Roadmap Net Zero e descarbonização (vantagens regionais)

No sábado, 15, o Painel COP30 – Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira apresentou oficialmente a versão atualizada do Roadmap do Cimento, lançado em 2019 e agora focado não apenas nas emissões do processo produtivo, mas no ciclo de vida completo do cimento, incluindo seu uso na cadeia da construção civil, e as potencialidades das remoções florestais e soluções baseadas na natureza (SbN). A iniciativa tem como meta atingir a neutralidade de carbono até 2050. O Roadmap Net Zero integrou os 140 painéis selecionados entre mais de 1250 projetos submetidos à avaliação do Ministério do Meio Ambiente.

É importante lembrar que o Brasil está entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2por tonelada de cimento, enquanto a média global é de 610 kg de CO2 por tonelada. Este nível de emissão é resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos pela indústria nacional. O compromisso brasileiro com o meio ambiente, que começou em 1990, está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).

O painel teve uma apresentação da Agenda de Descarbonização do Cimento e do Roadmap Net Zero, por Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), e um debate moderado por Stefania Relva (Diretora Instituto E+), com participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA) e Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil).

Ainda no dia 15, no estande UNIDO, a ABCP e o SNIC participaram do painel Financiamento e Vantagens Produtivas Regionais para a Descarbonização Industrial.

Circularidade na indústria: caminhos para descarbonizar setores hard-to-abate

No dia 20, véspera do encerramento da COP30, no Pavilhão da ABDI, a descarbonização industrial voltou à pauta no Painel Circularidade na Indústria: Caminhos para Descarbonizar Setores Hard-to-Abate, que reuniu lideranças industriais para discutir soluções práticas de economia circular capazes de reduzir emissões em setores de difícil mitigação (hard-to-abate).

Por meio do compartilhamento de experiências e boas práticas dos setores de alumínio, química, vidro e cimento, o painel evidenciou o papel estratégico da circularidade de materiais e de novos modelos de negócio na transição climática, além de estimular soluções conjuntas. O painel teve moderação de Davi Bomtempo (CNI) e participação, como painelistas, de Janaína Donas (ABAL), Carolina Sartori (Abiquim) e Gonzalo Visedo (SNIC).

USP e indústria do cimento discutem inovações em favelas para enfrentar mudanças climáticas

O hubIC (parceria entre ABCP, SNIC e USP) organizou na última quinta-feira (13/11), em São Paulo, o workshop “Desafios da indústria para atendimento da construção autogerida”, evento que reuniu representantes da academia e da indústria para discutir e identificar inovações que permitam reduzir a pegada de CO₂ e, ao mesmo tempo, melhorar o bem-estar dos moradores de favelas. O evento ocorreu em paralelo com a COP30, conferência que reúne em Belém-PA delegações de 194 países para debater as mudanças climáticas.

O workshop foi promovido no âmbito da Rede MORE, projeto criado pelo hubIC para desenvolver ferramentas que permitam estimar a emissão de CO₂ das moradias autogeridas, e estabelecer métodos para estimar a contribuição das casas para o bem-estar das pessoas, gerando subsídios para inovação em produtos de construção. Com o engajamento da Caixa, que financia o projeto, ele ganhou musculatura para desenvolver ferramentas que também apoiem políticas públicas na área de melhoria habitacional, como o Programa Reforma Casa Brasil, acelerando a transição da sociedade brasileira para uma economia de baixo carbono.  Segundo a arquiteta Mara Motta, da Caixa, que abriu o evento, esta é mais uma das múltiplas iniciativas que a Caixa está desenvolvendo visando acelerar a construção de baixo carbono, neste caso voltado para a habitação autogerida.

Ao longo de uma manhã, especialistas de diversas áreas da construção civil, tanto da academia como da indústria, debateram inovações para viabilizar soluções sustentáveis que atendam às demandas da população. “Aqui nós temos representantes da área de inovação de grandes empresas, como ArcelorMittal, Votorantim, Viapol, Infibra e Cimento Nacional, que estão procurando oportunidades de desenvolver novas soluções de baixo carbono para o mercado de autoconstrução”, detalhou o coordenador do HubIC e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, Vanderley M. John. “Hoje estamos iniciando um processo que busca apoiar a indústria na criação de produtos inovadores de baixo carbono que melhorem a vida de quem tem que construir sua própria casa. Do ponto de vista da universidade, é uma forma de transformar nossas ideias em efetiva transformação social”.

Para Valter Frigieri, coordenador do hubIC e diretor da ABCP, a força do hub é a capacidade de identificar temas que permitam somar esforços da indústria, academia, ONGs e governo. “A importância [do evento] é reunir gente diferente, pessoas da academia que desenvolveram uma metodologia de entendimento desses territórios, as empresas que convivem com a sua dificuldade de imaginar e colocar produtos inovadores e qualificados neste mercado”.

Para Frigieri, o sucesso deste tipo de iniciativa está na capacidade de incentivar e organizar o diálogo dos atores: participaram do evento representantes do CAU (Conselho dos Arquitetos e Urbanistas), que tem programas de assistência técnica para esta população, e do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que apresentou o contexto macroeconômico, lado a lado com equipes de desenvolvimento de empresas e acadêmicos, um público diverso, mas selecionado. “A riqueza do que nós estamos fazendo aqui é de trazer gente diferente, com percepções diferentes para discutir junto e encontrar soluções para problemas complexos”.

Os participantes assistiram apresentações de especialistas que ofereceram diferentes perspectivas do problema, identificando múltiplos desafios e potencialidades na construção autogerida. Em seguida, eles se reuniram em grupos para discutir, de forma estruturada, novas ideias elaboradas a partir da provocação “Quais são os desafios da indústria para atender o mercado da construção autogerida?”

O workshop gerou uma grande quantidade de ideias com potencial de auxiliar na descarbonização com melhoria do bem-estar nas favelas. Na próxima etapa, a coordenação do hubIC irá trabalhar com as lideranças das empresas, buscando identificar soluções de maior potencial que serão transformadas em projetos de P,D&I que acelerem a transformação destas ideias em soluções de mercado. Estes projetos serão executados dentro da EMBRAPII CICS USP, sendo cofinanciados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pela USP, que juntas aportam cerca de 50% dos custos da pesquisa.

A Rede MORE continua com financiamento da Caixa e apoio do hubIC, e deverá gerar também ferramentas que colaborem com a evolução e qualificação das políticas para melhorias nas moradias autogeridas, particularmente na área das favelas.

 

Parceria USP e ABCP

A USP mantém um estreito relacionamento com empresas públicas e privadas, por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento e cursos de MBA, especialização e treinamento, em diversas áreas da engenharia, incluindo construção civil e materiais cimentícios. Em relação a instituições de ensino, órgãos públicos e sociedade em geral, a universidade atua na cooperação acadêmica em matéria de ensino, pesquisa, cultura e extensão, nos âmbitos nacional e internacional.

Especialmente através da Escola Politécnica (Poli USP) – que é também um centro de pesquisa e desenvolvimento no tema de materiais cimentícios – a USP mantém, há décadas, contratos de pesquisa com empresas da cadeia do cimento, bem como com associados da ABCP.

O CICS (Centro de Inovação em Construção Sustentável), sediado na USP, tem como missão acelerar a pesquisa e a inovação da sustentabilidade na cadeia produtiva da construção, através de projetos de pesquisa em parceria com a sociedade.

A Poli USP opera também a EMBRAPII (Materiais para Construção Ecoeficiente), focada na cadeia de valor do cimento e da construção, que dispõe de capacitação e recursos para apoiar projetos de inovação realizados em conjunto com empresas industriais.

A ABCP, por sua vez, está voltada ao fomento e à inovação que tratam da sustentabilidade ambiental, social e econômica dos sistemas construtivos à base de cimento. São programas e projetos – entre os quais Coprocessamento, Vias Concretas, Soluções para Cidades, Comunidade da Construção, Parede de Concreto e Projeto Universidades – com cobertura nacional e em forma de redes capilares, comprometendo e engajando entidades privadas e públicas, bem como empresas da cadeia, totalizando mais de 1.000 organizações parceiras. Soma-se a isso a estrutura laboratorial de excelência da ABCP, conduzida por corpo profissional especializado e altamente competente em cimento, concreto, argamassa e artefatos cimentícios.

Desse modo, USP e ABCP criaram o hubIC em 2020, iniciativa que reúne expertises e ações que, somadas, permitem alavancar a produção digital de componentes e a transferência de conhecimento e tecnologia para a cadeia produtiva da construção. Os resultados dessa iniciativa para a cadeia produtiva e para a sociedade propiciarão maior competitividade e qualidade, dentro dos padrões ambientais hoje vigentes.

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

Fotos: Amanda Rabelo / Comunicação Poli-USP

Roadmap Net Zero da indústria brasileira do cimento é lançado na COP30

Após lançar, de forma pioneira, o maior e mais ambicioso roteiro de descarbonização na indústria de base do Brasil, a indústria brasileira do cimento atualizou sua trajetória de mitigação, por meio do Roadmap Net Zero, que foi apresentado no dia 15/11 durante a COP30. A iniciativa integrou os 140 painéis que compuseram o Pavilhão Brasil,  dos mais de 1250 projetos submetidos para avaliação do Ministério do Meio Ambiente.

O painel contou com a participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA), Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil), Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), com a moderação de Stefania Relva (Diretora Instituto E+).

A indústria brasileira do cimento tem uma longa trajetória de atuação em responsabilidade ambiental, social e econômica. Pouco depois de implementar o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovou o compromisso com a descarbonização, lançando a proposta de neutralização de emissões até 2050. O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção.

 

Liderança em sustentabilidade

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou premissa para o desenvolvimento, a indústria nacional demonstra que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social. Segundo dados da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA) — o maior e mais completo banco de dados de indicadores ambientais e de CO2 do setor industrial no mundo —, a produção de uma tonelada de cimento no planeta gera, em média, 610 kg de CO2. O Brasil, no entanto, se destaca por estar entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2 por tonelada, resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos. Essa liderança é fruto de uma estratégia consolidada que aposta na economia circular e na redução do impacto ambiental da produção de cimento.

A indústria brasileira do cimento é pioneira no uso de adições e subprodutos de outras cadeias produtivas, alcançando os maiores percentuais de substituição de clínquer (componente principal do cimento) do mundo. Além disso, dobrou sua participação no uso de combustíveis alternativos nos últimos 15 anos, superando 30% da matriz energética — ficando atrás apenas da União Europeia.

Biomassas como casca de arroz, caroço de açaí, cavaco de madeira e resíduos urbanos e industriais são hoje fontes significativas de energia no setor, substituindo combustíveis fósseis como o coque de petróleo. Esses avanços anteciparam em cinco anos metas previamente estabelecidas e demonstram um compromisso real com a sustentabilidade.

Esse compromisso está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com metas até 2035. A indústria está trabalhando em estreita colaboração com o governo federal para definir metas setoriais que combinem a descarbonização com o crescimento econômico.

O Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira pode ser conferido no site.

 

Descarbonização da indústria energointensiva

Na sexta-feira, 14, a ABCP/SNIC participou ainda no estande da Confederação Nacional da Indústria do Painel CNI – Descarbonização da indústria energointensiva, ao lado de outras lideranças: Adriano Scarpa (indústria florestal), Janaina Donas (alumínio), André Passos (química) e Priscila Cardoso (aço). O debate teve como moderador o Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Setores como alumínio, aço, cimento, vidro, químico e papel e celulose são pilares do desenvolvimento nacional, mas também estão entre os mais impactados pelas exigências de redução de emissões de gases de efeito estufa. É essencial compreender como essas cadeias produtivas podem se adaptar, mantendo competitividade e garantindo segurança operacional, ao mesmo tempo em que contribuem para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. O objetivo do painel, portanto, foi debater caminhos para acelerar a descarbonização das indústrias, identificando desafios, oportunidades e soluções colaborativas entre governo e setor produtivo.

ABCP e SNIC lançam Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira na COP30

Após lançar, de forma pioneira, o maior e mais ambicioso roteiro de descarbonização na indústria de base do Brasil, a indústria brasileira do cimento atualizou sua trajetória de mitigação, por meio do Roadmap Net Zero, que foi apresentado no último sábado (15/11) durante a COP30. A iniciativa foi escolhida entre os 140 painéis que compõem o Pavilhão Brasil, dos mais de 1250 projetos submetidos para avaliação do Ministério do Meio Ambiente.

O painel contou com a participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA), Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil) e Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), com a moderação de Stefania Relva (Diretora Instituto E+).

“A indústria brasileira do cimento tem uma longa trajetória de atuação em responsabilidade ambiental, social e econômica. Pouco depois de implementarmos o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovamos nosso compromisso com a descarbonização, lançando nossa proposta de neutralização de emissões até 2050. O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção”, destacou Paulo Camillo.

 

Liderança em sustentabilidade

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou premissa para o desenvolvimento, a indústria nacional demonstra que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social. Segundo dados da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA) — o maior e mais completo banco de dados de indicadores ambientais e de CO2 do setor industrial no mundo —, a produção de uma tonelada de cimento no planeta gera, em média, 610 kg de CO2.

O Brasil, no entanto, se destaca por estar entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2 por tonelada, resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos. Essa liderança é fruto de uma estratégia consolidada que aposta na economia circular e na redução do impacto ambiental da produção de cimento.

A indústria brasileira do cimento é pioneira no uso de adições e subprodutos de outras cadeias produtivas, alcançando os maiores percentuais de substituição de clínquer (componente principal do cimento) do mundo. Além disso, dobrou sua participação no uso de combustíveis alternativos nos últimos 15 anos, superando 30% da matriz energética — ficando atrás apenas da União Europeia.

Biomassas como casca de arroz, caroço de açaí, cavaco de madeira e resíduos urbanos e industriais são hoje fontes significativas de energia no setor, substituindo combustíveis fósseis como o coque de petróleo. Esses avanços anteciparam em cinco anos metas previamente estabelecidas e demonstram um compromisso real com a sustentabilidade.

Esse compromisso está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com metas até 2035. A indústria está trabalhando em estreita colaboração com o governo federal para definir metas setoriais que combinem a descarbonização com o crescimento econômico.

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

Cimento: indústria cresce em outubro e lança Roadmap Net Zero na COP30

As vendas de cimento totalizaram 6,3 milhões de toneladas em outubro, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

No acumulado do ano (janeiro a outubro), os números alcançaram 56,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,5% comparado a igual período do ano passado. O despacho de cimento por dia útil atingiu 252,3 mil toneladas, uma alta de 5,0% ante outubro de 2024.

O resultado do setor refletiu o cenário macroeconômico contraditório, que combinou, de um lado, um mercado de trabalho aquecido e, de outro, juros altos, inadimplência e endividamento elevados.

A taxa de desemprego foi a menor da série histórica (5,6% em setembro) e com recordes na população ocupada (102,4 milhões), nos postos com carteira assinada e massa salarial. O bom resultado elevou a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.

No entanto, o mesmo otimismo não se refletiu na confiança empresarial. A da indústria piorou pela sétima vez no ano, e a da construção também caiu em outubro, com preocupações sobre demanda insuficiente, custo do crédito e escassez de mão de obra.

Os principais desafios para o setor vêm do custo do crédito e do orçamento familiar. O endividamento da população (48,91%) e a inadimplência (78,8 milhões de indivíduos) seguem em níveis elevados, limitando o consumo. Além disso, com a taxa Selic mantida em 15% e expectativas de inflação acima da meta, o mercado imobiliário, principal indutor do consumo de cimento, sente os efeitos.

O impacto mais significativo é visto no financiamento para construção, cujo número de operações apurado pelo SBPE acumula uma queda de 55,4% até agosto. Os lançamentos imobiliários, embora tenham subido 6,8% até junho, recuaram 6,8% no segundo trimestre (abr-jun). O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) seguiu a mesma tendência: apesar de crescer 7,8% no semestre, teve uma queda de 15,5% no segundo trimestre.

Diante desse cenário de incertezas, o anúncio do novo modelo de crédito imobiliário pelo governo federal, com mudança nas regras para uso da poupança e a nova linha de crédito voltada à reforma, tem potencial de impulsionar a demanda na construção civil e do insumo.

Em linha com as projeções do setor, a indústria brasileira do cimento mantém a expectativa de crescimento entre 2,0% e 3,0% para 2025. Essa perspectiva se ancora em duas frentes principais: a força do MCMV, que deve gerar uma demanda adicional de 2,5 a 3 milhões de toneladas de cimento por ano, e os investimentos contínuos em infraestrutura, com destaque para a forte expansão do pavimento de concreto rodoviário e urbano.

 

Roadmap Net Zero

A indústria brasileira do cimento apresentará seu novo Roadmap Net Zero 2050 durante a COP30, em Belém (PA). A iniciativa, selecionada entre os mais de 1.250 projetos inscritos, detalha a rota para a neutralidade de carbono, baseando-se em um histórico de liderança do setor em sustentabilidade:

  • Emissões: o Brasil já emite 580 kg de CO2/t de cimento, abaixo da média global (610 kg/t).
  • Economia circular: o Brasil é um dos dois países com maiores adições de matérias-primas alternativas ao clínquer (componente principal do cimento) do mundo.
  • Energia limpa: 32% da matriz energética do setor vêm de combustíveis alternativos (biomassas e resíduos), índice inferior apenas ao da União Europeia.
  • Meta: atingir a neutralidade de carbono até 2050, por meio de instrumentos de remoções e compensações, como Soluções baseadas na Natureza (SbN).

O painel será apresentado no dia 15/11, no Pavilhão Brasil (Zona Verde), em Belém.