ABCP LAB alia tradição e inovação tecnológica

Referência técnica há mais de 80 anos para as cadeias de valor do cimento e produtiva da construção civil, os Laboratórios da Associação – ABCP LAB, como é conhecido – encerram 2023 com o profundo reconhecimento de empresas fabricantes e fornecedores de insumos, por terem contado ao longo do ano com resultados da mais alta qualidade de estudos, pesquisas e ensaios por eles contratados, que foram obtidos por intermédio de equipamentos de última geração, operados por profissionais de excelência e dentro dos prazos estabelecidos.

O ABCP LAB realiza mais de 600 diferentes ensaios, seja por normas nacionais como estrangeiras, recebendo anualmente da cadeia da construção mais de 10 mil amostras e emitindo aproximadamente 9 mil relatórios técnicos.

Todas essas atividades contam com um time de experientes especialistas e o indispensável suporte do Laboratório da ABCP, que começou a funcionar em 1940 e hoje é um dos mais modernos e renomados do país na área de construção civil, prestando serviços a empresas de todo o setor. Para isso, ele conta com laboratórios de Cimento e Argamassas, Concretos, Metrologia, Mineralogia, Química e Meio Ambiente.

A história do ABCP Lab coleciona trabalhos pioneiros em química, mineralogia e estudos do cimento e do concreto. Ele é referência no Programa Setorial de Qualidade do PBQP-H para argamassas colantes e coordena o Selo da Qualidade ABCP para cimento e blocos de concreto. Para garantir a qualidade de seus serviços, integra a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios e a Rede Brasileira de Calibração, possuindo Certificações ISO 9001 e Inmetro.

Há três anos sedia o hubIC, o primeiro e único hub do país focado em inovação hard tech e construção digital, fruto do acordo de cooperação técnica da ABCP/SNIC com a Universidade de São Paulo (USP), por meio da Escola Politécnica (Poli).  Desde então, para atender aos projetos de pesquisa e inovação de interesse dos parceiros, o Laboratório da ABCP passou por uma grande transformação, visando a incorporação de uma impressora 3D e espaço de coworking.

Em 2024, o ABCP Lab seguirá inovando para apresentar respostas confiáveis para qualquer desafio na área de construção em concreto, atendendo desde empresas fabricantes e fornecedores de insumos até consumidores.

Setor avança na qualificação de profissionais na construção

A escassez de mão de obra qualificada tem sido um dos principais desafios enfrentados pela construção civil e neste ano não foi diferente. Em um dos setores que mais gera emprego no Brasil, a crescente demanda imobiliária e de infraestrutura, em especial com a retomada do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que vai reaquecer o segmento da construção popular, assim como a ação sobre as obras paralisadas englobadas pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), abrem novas possibilidades para atrair e reter talentos.

Com o objetivo de capacitar e oferecer aperfeiçoamento profissional, em 2023, a ABCP, reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em tecnologia do cimento e do concreto, seguiu comprometida em promover conhecimento sobre o produto e suas aplicações, por meio de cursos, treinamentos e palestras, contribuindo assim com o desenvolvimento da indústria da construção civil.  Uma atuação que acontece anualmente não só com empresas e seus profissionais, mas também com os estudantes, técnicos e universitários, do setor.

Segundo recente estudo realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) 89% das construtoras estão com dificuldade em encontrar profissionais especializados e a maioria delas – cerca de 43% -, preferem que a qualificação seja com aulas práticas e teóricas – se possível no próprio canteiro de obras – ministradas por escolas contratadas. Além disso cerca de 73% das empresas fazem questão de custear a capacitação de seus colaboradores.

Na última década, a atividade de informação e capacitação técnica da Associação alcançou cerca de 31 mil profissionais da cadeia produtiva da construção.

Somente em 2023, a ABCP promoveu perto de 124 cursos entre on-line e presenciais, sobre 32 temas diferentes, que beneficiou mais de 3.300 profissionais. Desses cursos, 23 deles foram autossustentáveis e englobaram um total de 500 profissionais de diferentes níveis da construção civil e de todas as regiões do Brasil.

Entre os cursos ofertados estão os já tradicionais “Tecnologia Básica do Concreto”, “Laborista de Artefatos de Cimento”, “Operação de Fábricas de Artefatos de Cimento”, “Tecnologia do Concreto Aplicada a Pisos Industriais” entre outros. Além disso, como acontece todo ano, foram incorporados novos temas à grade de cursos como, por exemplo, “Coprocessamento: Abordagem técnica econômica para atingimento das metas”

O Projeto Universidades seguiu atendendo renomadas instituições de ensino superior, com cursos e palestras online e presenciais (em 2023 foram 12 cursos e 27 palestras). Para citar uma delas, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, FAUMack, em São Paulo, promoveu em outubro último a 12ª edição do curso de extensão “Arquitetura & Construção: Materiais, Produtos e Aplicações”, um curso que a ABCP ajudou a criar há 12 anos atrás e que, pela excelência, passou a integrar a grade curricular da referida instituição de ensino. Some-se a essa atuação as inúmeras outras realizadas por profissionais dos escritórios e representantes regionais da ABCP em quatro diferentes Estados da Federação.

Para 2024, a ABCP ampliará ainda mais a abrangência de temas e parcerias que atendam casa vez mais as novidades e soluções que estão surgindo e sendo aplicadas pela cadeia produtiva da construção.

Mudanças climáticas impactam as vendas de cimento

As condições climáticas extremas com temperaturas e chuvas acima da média e seca em algumas regiões brasileiras, somado ao ambiente macroeconômico instável, seguem afetando a indústria brasileira do cimento. O volume de vendas em novembro totalizou 5,3 milhões de toneladas, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

No acumulado do ano (janeiro a novembro), os números também foram negativos alcançando 57,5 milhões de toneladas, uma queda de 1,8% comparado ao mesmo período do ano passado.

Em relação ao despacho de cimento por dia útil em novembro verificou-se um aumento de 4,4% comparado a outubro e de queda de 1,3% sobre o mesmo mês de 2022, com 238,6 mil toneladas comercializadas, influenciados pelos feriados no período.

A combinação de taxa de juros elevada e endividamento que atingiu 76,6% das famílias brasileiras, apesar da leve queda nos últimos meses, impactaram negativamente o consumo das famílias. As vendas de materiais de construção no varejo vêm apresentando retração acumulada de 2,4% até outubro. Reflexo desse cenário, aliado a uma lenta recuperação da renda da população, os lançamentos e financiamentos imobiliários vêm apresentando queda.

A confiança do consumidor, em novembro, teve leve recuo e se acomodou após a forte queda de outubro. No entanto, entre as faixas de renda, as percepções caminham em lado opostos. Enquanto a classe mais baixa está mais pessimista, a classe média mostra recuperação e a classe alta apresenta estabilidade. Essas diferenças estão relacionadas a maior dificuldade financeira e em relação ao emprego.

O índice de confiança do setor da construção acomodou num patamar de pessimismo moderado, entretanto de forma heterogênea entre os segmentos. Na Infraestrutura há um certo otimismo, principalmente de obras viárias. Por outro lado, a confiança das Edificações piorou pelo terceiro mês seguido. Mesmo com o lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida, o ambiente de negócios não evoluiu como esperado e a demanda continua insuficiente.

Para reverter esse desempenho será necessário ampliar os investimentos na construção civil, já sinalizado pelo governo para 2024, no desenvolvimento urbano e de infraestrutura. Desta forma, é imprescindível impulsionar os programas habitacionais e a inclusão do pavimento de concreto como opção nas licitações de ruas e rodovias, por ser um método construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que exerce o menor impacto ambiental e ainda traz conforto e segurança para os usuários.

Indústria brasileira do cimento contribui para uma economia de baixo carbono no País

No momento em que líderes mundiais discutem alternativas para mitigar as alterações climáticas, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), marcaram presença na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP28, em Dubai.

O presidente Paulo Camillo Penna representou a cadeia produtiva do cimento em debates sobre a agenda de sustentabilidade do setor e enfrentamento da mudança climática, que aconteceram em dois distintos eventos: um no estande da Confederação Nacional da Indústria – CNI, dentro da COP28 e outro externo.

O setor, que internacionalmente foi o primeiro a firmar um compromisso de neutralidade climática, em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU, agora avança no seu compromisso de neutralidade climática no Brasil.

A ideia do posicionamento da indústria nacional é partir do Roadmap Brasil, lançado em 2019 e que apontava meios para reduzir a emissão de CO2 na produção de cimento, e ampliar para o ciclo de vida do produto, incorporando o concreto, a construção, a eletrificação, entre tantas outras ramificações que permitam alcançar a neutralidade climática do setor até 2050.

Este novo projeto reforça ainda mais o protagonismo da indústria nacional na agenda climática, que ocupa historicamente uma posição de referência entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos 30 anos da série histórica.

A iniciativa vem num momento mais do que oportuno, quando se discute no âmbito nacional a descarbonização da economia.

A indústria brasileira do cimento tem um importante compromisso com a sustentabilidade, principalmente no que tange a questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia.

Essa atividade de coprocessamento, responsável pela transição energética em nossa cadeia produtiva, substituiu 30% do combustível em 2022, sua melhor marca, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 2,856 milhões de toneladas de resíduos processados, evitando cerca de 2,9 milhões de toneladas de CO2.

Indústria do cimento contribuirá para destinação sustentável do lixo na região metropolitana de BH

Os principais representantes da cadeia produtiva do cimento estiveram reunidos nesta terça-feira (5) com autoridades do poder público local, estadual, especialistas internacionais e governo federal, para apresentação do programa de cooperação regional Euroclima+, que tem como objetivo promover o desenvolvimento ambientalmente sustentável e resiliente na América Latina.

O encontro, realizado no Hotel San Diego Veredas Sete Lagoas, no município de Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi organizado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), empresa federal alemã que atua na cooperação técnica com diversos países e regiões geográficas.

Por meio do Programa Euroclima+, a GIZ coordena a implementação da ação no Brasil, visando apoiar a transformação sustentável do setor industrial brasileiro. A iniciativa tem apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Governo de Minas Gerais, do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) e da ABCP.

Durante o encontro, buscou-se estabelecer uma estratégia de desenvolvimento sustentável inspirada nos princípios do “Acordo Verde” da União Europeia, com foco na criação de mecanismos e uma nova rota tecnológica para o tratamento e valorização de resíduos urbanos domésticos.

O objetivo deste trabalho é priorizar a reciclagem com inclusão, fortalecendo a atuação das cooperativas de catadores da região metropolitana de Belo Horizonte, contribuindo para um maior reaproveitamento dos resíduos, resultando na redução consequente das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

“Essa abordagem não apenas assegurará plena conformidade com as normativas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010 e o Novo Marco do Saneamento, publicado em 2020, mas também desempenhará um papel significativo na redução das emissões de carbono na indústria do cimento brasileira até 2050. Além disso, fortalecerá a cooperação necessária entre os setores público e privado, buscando soluções mutuamente benéficas”, afirmou o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna.

A iniciativa visa estabelecer diretrizes para a viabilidade desse processo, estimulando a produção de combustíveis alternativos e sua destinação por meio da tecnologia de coprocessamento de resíduos em linha com a economia circular. “A ação ocorre em um local particularmente propício para a concretização de seus objetivos, devido à presença de uma indústria cimenteira robusta na área”, destacou o gerente de Coprocessamento da ABCP, Daniel Mattos. Para tanto, o projeto envolverá a colaboração de quatro fábricas de cimento estrategicamente localizadas em Sete Lagoas, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Vespasiano e envolverá três fases de implantação.

Coprocessamento avança na indústria cimenteira

O coprocessamento, atividade responsável pela transição energética na indústria do cimento, atingiu sua melhor marca em 2022, desde o início das medições. Foram 3,035 milhões de toneladas de resíduos coprocessados, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e biomassas e 179 mil toneladas de matérias-primas alternativas. Ao todo foram cerca 2,9 milhões de toneladas de CO2 evitados no período. É o que revela o Panorama do Coprocessamento 2023 (ano base 2022), divulgado em novembro pela ABCP durante o 8º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), em São Paulo.

A atividade alcançou 30% de participação na matriz energética – antecipando a meta prevista para 2026. Já são 25,813 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2022, volume que deixou de ser destinado a aterros e foi transformado em energia ou ainda que substituiu matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade.

Com o coprocessamento, o setor mantém seu compromisso e segue atuando na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos em substituição ao coque de petróleo, combustível fóssil mais utilizado no processo de fabricação de cimento.

Inúmeros são os exemplos de resíduos coprocessados pela indústria do cimento, como: pneus usados; resíduos da agroindústria (como palha de arroz, casca de babaçu e caroço de açaí) e mais recentemente os resíduos sólidos urbanos – lixo doméstico, na sua fração não reciclável. Só em pneus inservíveis foram coprocessados 340 mil toneladas em 2022, o que corresponde a cerca de 68 milhões de pneus.

 

Alaim De Paula – Consultor que está desenvolvendo o projeto pela GIZ

Coordenadora de Projetos Euroclima+ – GIZ

Daniel Mattos – head de Coprocessamento da ABCP

José Eduardo – CEO da Cimento Nacional

 

Informações para Imprensa

Celso de Souza (11) 99193-1593 – celso.souza@fsb.com.br
Daniela Nogueira (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

ABCP celebra 87 anos de excelência em tecnologia sobre produção e aplicação do cimento

No dia 5 de dezembro de 2023, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) celebra 87 anos de fundação. Desde 1936 a associação segue na vanguarda, liderando debates, pesquisas, ensaios e estudos sobre o cimento e tendo se tornado referência nacional e internacional de excelência em tecnologia referente ao cimento e seus sistemas construtivos. 

A ABCP foi protagonista de marcos históricos ao longo de quase 100 anos de produção do cimento no país. Acompanhou a expansão da atividade com a expansão urbana e verticalização das cidades, até passar a figurar entre as 10 maiores produtoras mundiais, com uma capacidade instalada de 94 milhões de toneladas/ano. 

Além de ressaltar essa relevância global, a indústria brasileira do cimento é responsável por mais de 80 mil empregos, receita de R$ 23 bilhões ao ano, arrecadação líquida anual de R$ 3,6 bilhões em tributos e desempenha um importante papel com respeito à sustentabilidade, principalmente no que tange à questão da substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas. 

A atividade de coprocessamento responsável pela transição energética em nossa cadeia produtiva alcançou 30% de participação na matriz energética – antecipando a meta prevista para 2026. Já são 25,813 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2022, ou seja, uma nova destinação aos resíduos, que deixam de ir para aterros e são transformados em energia ou substituem matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade. 

Com o coprocessamento, o setor mantém seu compromisso e segue atuando na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos em substituição ao coque de petróleo, combustível fóssil mais utilizado no processo de fabricação de cimento. 

Na agenda de sustentabilidade, a indústria, por intermédio da ABCP, deu um importante passo ao lançar durante o 8º Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi) as bases do Roadmap Net Zero para acelerar a transição rumo a uma economia neutra em carbono. O setor que, internacionalmente, foi o primeiro a firmar um compromisso de neutralidade climática em escala global, dentro do programa Race to Zero da ONU, agora avança no seu compromisso de neutralidade climática no Brasil. 

A iniciativa vem num momento mais do que oportuno, quando se discute no âmbito nacional a descarbonização dos setores industriais – e da economia como um todo – com ativa participação da indústria do cimento na esfera setorial e federal. 

Por se tratar de um país com dimensões continentais, a ABCP está conectada – juntamente com o produto que representa – à sociedade e à cadeia produtiva da construção de diversas formas, quais sejam: edificações para distintas finalidades (moradias, escolas, hospitais, centros e espaços de lazer entre tantos), aeroportos, portos, ferrovias, mar e rios. Não bastasse o enorme déficit habitacional brasileiro, onde o cimento tem participação preponderante, tem-se também a extensão da malha viária nacional, de 1.720.700 quilômetros de estradas e rodovias, da qual apenas 12,4% está pavimentada. 

Portanto, é imprescindível incluir o concreto como opção nas licitações de ruas e rodovias, por ser um sistema construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que exerce menor impacto ambiental e ainda traz conforto e segurança para o usuário. 

No que tange à aplicação e uso de soluções para as cidades, o setor segue apoiando os municípios brasileiros com sistemas construtivos que atendam às necessidades locais por infraestrutura e tragam melhorias a favor da mobilidade urbana, saneamento, espaços públicos e habitação. 

Na pauta da inovação, o acordo de cooperação técnica com a Universidade de São Paulo (USP) para a criação de um espaço focado em pesquisa e desenvolvimento a favor da construção digital (hubIC) alcançou resultados significativos, como a produção das primeiras peças cimentícias em 3D e a adesão de mais de 30 companhias ao ambiente de construção digital. 

Todas essas conquistas merecem ser celebradas e motivam o setor e a entidade a seguirem em frente, mantendo a ABCP moderna, atualizada e de excelência, consolidando assim, cada dia mais, o compromisso de representar uma indústria forte e necessária, que é base para desenvolvimento econômico e social do Brasil. 

Descarbonização, transição energética e inovações tecnológicas na agenda prioritária do setor da construção

De 6 a 8 de novembro, o Renaissance Hotel São Paulo foi palco da 8ª edição do Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi – principal evento das cadeias de valor do cimento e produtiva da construção.

Durante os três dias de Congresso, recebemos 430 participantes, 51 conferencistas, distribuídos entre 18 palestras e 7 mesas-redondas, além de especialistas internacionais, autoridades e lideranças empresariais de setores integrados à cadeia produtiva da construção.

Foram mais de 30 horas de uma experiência enriquecedora com muita troca, interação e network. Contamos com o apoio institucional de mais de 40 empresas e entidades setoriais e 30 patrocinadores que acreditaram na retomada de um dos principais eventos do setor.

Durante o Congresso, foram debatidos os novos e definitivos caminhos da cadeia produtiva da construção que passam impreterivelmente pelas reformas e políticas públicas que impactam todo o segmento e por temas como descarbonização, legislações e aspectos ambientais como a circularidade de resíduos e a redução da emissão de CO2, emprego de combustíveis alternativos, sustentabilidade, produtividade e inovação tecnológica na produção, além da aplicação do cimento e seus sistemas construtivos nas áreas habitacionais, de urbanização, de logística de transporte relacionadas a infraestrutura nacional.

Um importante marco do CBCi foi o lançamento das bases do Roadmap Net Zero para acelerar a transição rumo a uma economia neutra em carbono no Brasil até 2050.

Ainda na agenda ambiental, o Congresso apresentou o Panorama do Coprocessamento 2023 (ano base 2022), no qual celebramos a melhor marca desde o início das medições. Ao todo foram cerca 2,9 milhões de toneladas de CO2 evitados no período.

Importante ainda destacarmos os avanços tecnológicos na habitação brasileira e como eles desempenham um papel fundamental na promoção da inovação e no desenvolvimento do setor da construção, amplamente debatida pelos principais especialistas do mercado durante o CBCI.

O Congresso trouxe à pauta ainda os investimentos em rodovias e o papel do concreto, investimentos na malha ferroviária, políticas públicas, regulamentações, programas de financiamento e a adoção de práticas mais modernas para o desenvolvimento da infraestrutura do país.

A busca por soluções integradas que abordem as necessidades da população, promovam a justiça social e a inclusão, ao mesmo tempo em que reduzam os impactos ambientais negativos também tiveram seu destaque.

Todos esses temas consolidaram o Congresso Brasileiro do Cimento, com principal evento das cadeias de valor do cimento e produtiva da construção. Temos orgulho de nossa trajetória e ao mesmo tempo a clareza de nossa responsabilidade pelo futuro, tratando de temas relevantes e dos novos caminhos da indústria e a favor do crescimento sustentável e do desenvolvimento econômico e social do país.

Que venha a próxima edição, em 2025!

Vendas de cimento caem 2,3% em outubro

Em outubro, a venda de cimento no país recuou 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 5,3 milhões de toneladas, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

O despacho por dia útil no mês passado foi de 228,6 mil toneladas, volume 4,2% inferior ao registrado há um ano.

No acumulado de 10 meses, foram comercializadas 52,1 milhões de toneladas do material, recuo de 2,1% ante o mesmo período de 2022. Já a venda acumulada em 12 meses, no mercado interno, caiu 2% em relação ao intervalo anterior, para 61,7 milhões de toneladas de cimento.

A taxa de juros elevada durante todo o ano, muito embora tenha registrado cortes desde agosto, afetaram negativamente o consumo das famílias e o financiamento de imóveis. O endividamento da população continua em nível elevado (47,8%). A renda e a massa salarial real apresentaram crescimento, porém o rendimento dos trabalhadores ainda está estagnado, desde 2019.

Por outro lado, o Marco Legal das Garantias sancionado pelo governo, deve estimular o crédito imobiliário e reduzir juros ao permitir que um bem seja usado para assegurar mais de um empréstimo. Além disso, o STF autorizou bancos e instituições financeiras a retomarem imóveis financiados, em caso de inadimplência, sem precisar acionar o Judiciário. As novas regras trazem alterações que podem contribuir para a redução dos custos de operações financeiras, propiciando mais previsibilidade nos processos extrajudiciais e, por consequência mais segurança ao mercado.

Coprocessamento de cimento feito com fontes renováveis atinge maior nível histórico

A indústria cimenteira alcançou em 2022 o maior nível de coprocessamento da sua história. A atividade é a principal responsável pela transição energética no setor e permitiu que cerca de 2,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) deixassem de ser despejados na atmosfera.

O resultado foi revelado pelo Panorama do Coprocessamento 2023, que será divulgado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) durante o 8º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), que acontece nesta terça-feira, 07.

De acordo com a entidade, foram processados 3,035 milhões de toneladas de resíduos, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e biomassa, além de 179 mil toneladas de matérias-primas alternativas.

A atividade alcançou 30% de participação na matriz energética e antecipou a meta prevista para 2026. O panorama também mostra que, no total, 25,813 milhões de toneladas de resíduos já foram inseridos no coprocessamento desde 1999 a 2022.

O processo acontece nos fornos de cimento e permitem que resíduos deixem de ser destinados a aterros, uma vez que eles são transformados em energia ou podem substituir matérias-primas utilizadas na indústria do cimento. A atividade ajuda na preservação de recursos naturais.

Diferentes insumos são utilizados durante o coprocessamento, como pneus usados, resíduos da agroindústria (palha de arroz, casca de babaçu e caroço de açaí), além de materiais sólidos urbanos, que inclui o lixo doméstico. Apenas em pneus, foram aproveitados 68 milhões de unidades em 2022, o equivalente a 340 mil toneladas.

Com o coprocessamento, o setor consegue avançar na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos em substituição ao coque de petróleo, combustível fóssil mais utilizado no processo de fabricação de cimento.

Fonte: Agência Estado – Broadcast / Jorge Barbosa

Aspectos ambientais, legislações e políticas públicas ganham destaque no 8º Congresso Brasileiro do Cimento

Como parte de um elenco de atividades que contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país através de projetos de infraestrutura, o 8º Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi) trará também em sua programação a exposição e o debate acerca de políticas públicas, legislações e a constante preocupação do setor com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Realizado pela ABCP e pelo SNIC entre os dias 6 e 8 de novembro no Renaissance Hotel na cidade de São Paulo, o evento traz em seu horizonte o crescimento sustentável do ecossistema e os novos e definitivos caminhos da cadeia produtiva da construção, tema central do encontro.

O Congresso reunirá autoridades, lideranças empresariais, economistas, corpo técnico e especialistas, nacionais e internacionais para assistirem e debaterem temas que sempre impactaram a indústria – e atualmente, ainda mais -, que são as cada vez mais rigorosas legislações e controles ambientais, como a circularidade de resíduos e a redução da emissão de CO2.

Na certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento do setor e, principalmente do País, o 8º CBCi 23 vai fomentar e debater a busca por novos e inovadores produtos, soluções e sistemas construtivos que estimulem a produtividade e sustentabilidade da cadeia produtiva que tem grandes desafios a vencer tanto na área habitacional, como de infraestrutura.

A indústria da construção é um dos principais motores de desenvolvimento socioeconômico de um país, haja vista as necessidades da sociedade que passam diretamente pela construção civil. No Brasil, cuja hegemonia do concreto é marcante, o cimento, seu principal material de construção constituinte, impõe à indústria brasileira do produto, grande responsabilidade quanto ao abastecimento nacional, extensa variedade de produtos e aplicações e uma fabricação segundo os critérios ambientais e de qualidade mais rigorosos possíveis.

E essas características só são atingidas por força da capacidade da indústria de pesquisar, desenvolver, avaliar, integrar e aplicar tecnologias de ponta, em consonância com as exigências já mencionadas, que faz com que o setor brasileiro se destaque entre os 10 maiores produtores de cimento e um dos mais ecoeficientes globalmente, reconhecido pelo GCCA (sigla em inglês), a associação mundial de cimento e de concreto.

E transferir para a sociedade técnica todo esse elenco de ações e atividades, se constitui em – mais que obrigação -, um dever de formar parcerias e desenvolver e dividir resultados com toda a cadeia.

Prova disso é a exposição paralela do evento, que reunirá cerca de 20 grandes empresas, entre indústria cimenteira e seus fornecedores e, principalmente, a pujança da agenda elaborada para o Congresso com suas mais de vinte conferências conduzidas por renomados e experientes profissionais e autoridades, que levou praticamente a esgotar, antecipadamente, o limite máximo de inscritos, de cerca de 300 congressistas.

Conheça em detalhes o evento no site https://congressocimento.com.br.