Whitetopping (WT)

Whitetopping é a técnica de reabilitação de pavimentos asfálticos com o uso do concreto de cimento portland, que é aplicado diretamente sobre os revestimentos deteriorados, com ou sem camadas de nivelamento. De modo geral, exige poucos serviços de reparação prévia do pavimento asfáltico existente. Consagrada nos Estados Unidos, a técnica foi empregada com sucesso no Brasil, em obras como: BR-290 (trecho Porto Alegre a Osório), SP-103/79, em São Paulo, e na Serra de São Vicente (BR 163/364) próximo a Cuiabá/MT.

O whitetopping amplia a vida útil e a capacidade de carga dos pavimentos, tendo custo de construção altamente competitivo. Tem espessura mínima de 10 cm e pode ser aplicado em pavimentos flexíveis com qualquer estado de degradação. Foi usado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1918 e continua sendo largamente utilizado em todo tipo de situação.

 

Principais vantagens

  • A preparação da superfície deteriorada é mínima, reparando-se principalmente “panelas” existentes ou fresando a superfície (no caso de existência de trilhas de roda consideráveis).
  • Vida útil acima de 20 anos.
  • Como todo pavimento de concreto, economiza energia elétrica de iluminação e combustível.
  • É colocado diretamente sobre o pavimento asfáltico existente, requerendo a preparação da superfície somente em estágios avançados de degradação.
  • Ideal para tráfego pesado, intenso e repetitivo.
  • Usa concreto comum.
  • Elimina a reflexão de trincas.
  • Aumenta a segurança do usuário.
  • É sustentável.

 

Aplicações

O sistema pode ser aplicado em qualquer pavimento flexível com superfície deteriorada, seja em estradas, aeroportos, portos, grandes avenidas, marginais, ruas urbanas, corredores de ônibus etc.

 

Procedimento de execução

  • Avaliação das condições do pavimento flexível.
  • Ensaios para a avaliação da condição de suporte de carga do pavimento a ser recuperado.
  • Preparação da superfície, se necessário, tapando buracos (“panelas”) existentes e fresando as regiões que apresentem grandes deformações, como trilhas de rodas excessivas.
  • Definição do tipo de equipamento de pavimentação adequado ao porte da obra, podendo ser desde uma régua vibratória até uma vibroacabadora de fôrmas deslizantes.
  • Com a superfície pronta para ser reabilitada, o concreto deve ser monitorado para atender às exigências do projeto.
  • O concreto deve ser aplicado sobre a superfície pré-lavada com água limpa e depois adensado.
  • Imediatamente após a concretagem é feita a texturização da superfície e a aplicação do produto de cura química.
  • Por fim, serram-se as juntas, que devem ser seladas.

 

Passo a passo do sistema

  1. Fresagem do asfalto – Fresagem executada em pontos localizados se necessário.
  2. Instalação do Sistema de Referência – Dois cabos de aço nas laterais ao equipamento; quatro sensores (dois de cada lado).
  3. Lançamento do concreto dosado e pré-misturado em usina, com a utilização de caminhões basculantes, quando utilizada a vibroacabadora de fôrmas deslizantes. No caso de equipamento de pavimentação de pequeno e médio portes, fôrmas trilho ou régua vibratória, utiliza-se usina apenas dosadora e caminhões betoneiras.
  4. Lançamento do concreto – Em função da largura da pista, pode ser utilisada uma escavadeira hidráulica na frente da pavimentadora.
  5. Barras de transferência – Colocação manual se o equipamento não possuir insersor automático de barras (DBI).
  6. Espalhamento e Vibração do Concreto.
  7. Colocação das barras de ligação manualmente, se o equipamento não possuir insersor automático.
  8. Acabamento – Desempeno mecânico com Auto float SP 500 e Float Pan CMI SF 3004.
  9. Acabamento manual com com float e rodo de corte.
  10. Texturização manual ou mecânica.
  11. Cura química – Manual (quando não há possibilidade de uso de equipamento mecanizado) ou Mecânica, por meio de equipamento chamado de texturizadora e aplicadora de cura química.
  12. Serragem das juntas.
  13. Selagem das juntas.
  14. Juntas de construção – São executadas manualmente. Devem ser tomados cuidados no nivelamento da fôrma, que deve ser preferencialmente metálica.
  15. https://cimentobrasil.org.br/wp-content/uploads/2019/08/whitetopping_sp79.jpg

 

O whitetopping, quando executado encaixado, recebe o nome de Inlay, muito utilizado nos corredores exclusivos de ônibus urbanos e BRTs (e também em perimetrais e marginais) em diversas cidades no Brasil, há muitos anos. Esta tecnologia tem se mostrado a melhor, senão a única, solução de engenharia para a reabilitação de pavimentos asfálticos existentes, tanto sob o aspecto técnico quanto econômico.

 

Reabilitaçao do pavimento da rodovia SP-79

 

BR 163/364, trecho da Serra de São Vicente-MT

Resíduos industriais (Parte 1) – Globo Ecologia

A indústria de pneus não é capaz de transformar um pneu velho em outro novo. Assim, os pneus antigos alimentam outras indústrias, como por exemplo a do cimento. O programa trata do destino dado aos pneus inservíveis e catalisadores.

Assista ao programa Globo Ecologia

 

Coprocessamento de resíduos sólidos urbanos tratados

Estudo realizado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostra que o Brasil produziu quase 61 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, 6,8% mais que o registrado em 2009.

Desse total, quase 23 milhões de toneladas foram parar em lixões e aterros sanitários, trazendo consideráveis danos ao meio ambiente, com riscos de contaminação do solo e da água.

A lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010, prevê a extinção dos lixões até 2014. Os resíduos somente poderão ser dispostos em aterros quando todas as possibilidades de aproveitamento tiverem sido esgotadas.

Nesse contexto, a indústria de cimento se apresenta como uma das alternativas ambientalmente adequadas para a recuperação energética desses resíduos, conforme previsto na lei

Coprocessamento: saiba mais sobre essa solução

A geração de resíduos representa um dos maiores desafios para as sociedades contemporâneas. O crescimento populacional e o constante desenvolvimento das indústrias obrigam a busca de soluções para o manejo adequado dos resíduos. O cimento Portland sempre esteve ligado ao desenvolvimento da sociedade em todos os aspectos. Afinal, com ele é possível construir desde simples casas até complexos pólos industriais. Por outro lado, ele é fruto de uma atividade industrial que também gera impactos ambientais e que exige da indústria uma postura pró-ativa com relação à sustentabilidade do planeta.

A indústria do cimento coloca seus fornos à disposição de outros setores para a eliminação de resíduos. Essa alternativa de destruição de resíduos, considerada uma das mais eficientes, é denominada coprocessamento. Além dos benefícios ao meio ambiente, o coprocessamento é uma atividade que gera empregos diretos e indiretos e é regulamentada, em nível nacional, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O que é o coprocessamento

O coprocessamento é a destruição de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento. Amplamente empregada na Europa, Estados Unidos e Japão, há quase 40 anos, a técnica é utilizada no Brasil desde o início da década de 90. O coprocessamento usa resíduos em substituição parcial ao combustível que alimenta a chama do forno que transforma calcário e argila em clínquer, matéria-prima do cimento.
A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos. O coprocessamento de resíduos em fornos de cimento se utiliza de todos esses parâmetros de maneira integrada ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento possuem capacidade de destruição segura de grandes volumes de resíduos. O coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas.

Para saber mais sobre coprocessamento, acesse: http://coprocessamento.org.br

Ou consulte a área de Download deste site.

Emissões – Monitoramento ambiental

emissoes-i

A ABCP conta com equipe técnica treinada para coletar e analisar emissões gasosas em chaminés industriais, obedecendo aos critérios estabelecidos por normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Cetesb, Usepa e Feema.

Nessas análises, são feitas determinações de contaminantes, tais como: materiais particulados, óxidos de enxofre e nitrogênio, fluoretos, cloretos, cianetos, metais pesados, mercúrio, chumbo, materiais voláteis e semi-voláteis, dioxinas e furanos etc.

Munidos de equipamentos modernos e calibrados conforme as normas, fornecemos todos os subsídios para que nossos clientes possam atender às normas ISO 9001 e ISO 14000.

Calibração de Gasômetros para Amostragem
A ABCP, com a aquisição de um gasômetro úmido da marca Shinagawa, modelo W-NK-10, inseriu em sua rotina de serviços a calibração de gasômetros secos e placas de orifício, de acordo com a norma CETESB E16.030, aplicada em equipamentos utilizados nas amostragens de efluentes gasosos.

Com o mesmo padrão de qualidade dedicado no atendimento aos requisitos das normas ISO 9001 e ISO 17025, esse serviço vem contribuir para atender com agilidade e confiabilidade a demanda do setor de amostragem em chaminés.

ENTRE EM CONTATO
(011) 3760-5353
Fax: (011) 3760-5363
metrologia@abcp.org.br

Selo da Qualidade ABCP para Cimento

O Selo da Qualidade ABCP para Cimento foi criado para avaliar a conformidade dos cimentos com as normas técnicas brasileiras. Toda empresa associada ou não da ABCP que fabricar cimento Portland em conformidade com as especificações brasileiras pertinentes pode solicitar o selo.

Critérios para concessão

Uma vez que o cliente solicita a concessão do selo para determinado produto, a ABCP inspeciona o laboratório do fabricante, a fim de verificar se há o autocontrole integrado da fábrica. Esse autocontrole reporta-se a ensaios diários de cada cimento por meio de procedimentos normalizados (normas ABNT). A validação do autocontrole é efetuada por meio da coleta periódica (trimestral) de amostras de cimento, para a qual é reservada uma porção para a fábrica e outra para a ABCP.

Os ensaios são realizados na ABCP e os resultados, confrontados com os dessa fábrica. Se todos os requisitos de reprodutibilidade entre os dois laboratórios estabelecidos pelas normas da ABNT forem atendidos, passa-se para a avaliação estatística do autocontrole e uma vez evidenciada a conformidade, a fábrica recebe o selo para o produto solicitado.

Selo da Qualidade é o símbolo que atesta a conformidade de um produto com a norma brasileira e que sua fabricação está sob controle contínuo do fabricante.

A ABCP participa do PSQ/PBQP-H como Entidade Setorial Nacional Mantenedora e como Entidade Gestora Técnica do Programa de Cimento Portland.

A seção Downloads deste Portal ABCP possui a relação das empresas qualificadas com os tipos de cimentos e marcas que atenderam estatisticamente às Normas Técnicas de especificação da ABNT, com base no Regulamento do Programa Setorial da Qualidade.