Paraná lança duplicação de rodovia em concreto no Litoral; tipo de pavimento vira “queridinho”

Nesta sexta-feira (8), o governador do Paraná, Ratinho Junior, faz o lançamento oficial das obras de duplicação em concreto da PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, às 15h30, na Av. Paranaguá, esquina com a Rua das Orquídeas, em Matinhos.

A obra é parte do pacote de modernização do Litoral, ao lado da Ponte de Guaratuba, revitalização das orlas de Matinhos e Pontal do Paraná, e a duplicação entre Guaratuba e a BR-101, confirmada na quarta-feira (6).

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) vai investir R$ 274,5 milhões na nova empreitada. O trecho tem 14,28 quilômetros de extensão, iniciando na ponte sobre o Canal de Matinhos e seguindo até o entroncamento com a PR-407, na localidade de Praia de Leste.

Está prevista uma pista central em pavimento rígido de concreto, vias marginais em pavimento asfáltico, novas pontes sobre o Canal de Matinhos e sobre o Rio Balneário, e um viaduto no entroncamento da rodovia com a Avenida Curitiba.

O concreto vem sendo utilizado na pavimentação de diversos trechos no Paraná. Em maio, o Estado alcançou a marca de 500 km de rodovias pavimentadas com concreto, somando 18 trechos em obras apenas em junho. Os investimentos chegam a R$ 3,1 bilhões, com vantagens econômicas a longo prazo.

Entre as vantagens do uso do concreto, é que o pavimento rígido dura 20 anos, o dobro do asfalto (10 anos), e exige manutenção menos frequente e mais barata. Enquanto estradas flexíveis demandam contratos contínuos de reparos, as de concreto têm intervenções pontuais e simples, reduzindo custos para o estado. A opção pelo concreto se mostra, assim, mais durável e econômica.

 

Paraná tem outros projetos de pavimentação em concreto

Nesta quinta-feira (7), também foi anunciado novo projeto de rodovia em concreto. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), lançou o edital de restauração em concreto e ampliação da PRC-466 entre Lidianópolis, no Vale do Ivaí, e Manoel Ribas, na região Central, em uma extensão de 51,86 quilômetros.

Está prevista a restauração em concreto de todo o trecho utilizando a técnica whitetopping, que aproveita o pavimento de asfalto existente como base para o novo pavimento rígido de concreto, e também a duplicação de 15,9 quilômetros, a implantação de 17,18 quilômetros de terceiras faixas em pontos críticos, acostamentos, vias marginais e a construção de seis novos viadutos.

Veja o vídeo de como será a obra

A Rodovia da Uva, uma das principais vias de ligação da Grande Curitiba, vai ter uma nova etapa de duplicação. A nova etapa também terá piso em concreto.

No dia 31 de julho, o Governo do Paraná, por meio do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), promoveu a audiência pública para o projeto de aumento de capacidade da PR-417, que liga Curitiba à sede do município de Colombo.

A obra será executada em um trecho de 4,5 quilômetros, desde o entroncamento da Rua Theodoro Makiolka, no bairro Santa Cândida, na Capital, até a interseção com a PR-418, o Contorno Norte de Curitiba, unindo-se à parte já duplicada. A obra busca desafogar o trânsito na via, que não comporta mais o tráfego de veículos atual.

 

Confira a lista de outras obras em concreto no Estado até junho deste ano

  • Duplicação da PRC-466 – Pitanga a Turvo – R$ 514.230.020,00 – 45,5 km – obra em andamento
  • Duplicação da PRC-466 – Turvo a Palmeirinha- R$ 293.750.000,00 – 27,02 km – obra em andamento
  • Duplicação da PR-412 – Matinhos a Pontal do Paraná (Praia de Leste) – R$ 274.500.000,00 – 14,28 km – obra em andamento
  • Ampliação e restauração das PRC-487 e PR-460 – Nova Tebas a Pitanga – R$ 267.800.000,00 – 51,52 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PR-151 – Ponta Grossa a Palmeira – R$ 257.215.000,14 – 32,71 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 – Clevelândia a Pato Branco – R$ 180.950.000,00 – 37,49 km – obra em andamento
  • Duplicação da PRC-466 – Palmeirinha a Guarapuava – R$ 139.785.485,97 – 11,52 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PR-180 – Goioerê a Quarto Centenário – R$ 65.806.729,03 – 11,13 km – obra em andamento
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – fase 2 – em Almirante Tamandaré – R$ 50.700.000,00 – 1,28 km – obra em andamento
  • Nova ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais – BR-116 e BR-376 – R$ 96.800.000,00 – 26,61 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 Palmas a Clevelândia R$ 188.250.000,00 – 45 km – obra concluída
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – Curitiba a Almirante Tamandaré – R$ 152.337.866,02 – 4,74 km – obra concluída
  • Duplicação do Contorno Oeste de Cascavel – R$ 123.856.146,65 – 19,07 km – obra concluída
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-280 – em Palmas – R$ 154.685.227,62 – 59,55 km – obra concluída
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-466 – Pitanga a Manoel Ribas – orçamento sigiloso – 43,05 km – em licitação
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – fase 3 – orçamento sigiloso – 8,3 km – em licitação
  • Novo Contorno Sul (BR-116 e BR-476) – Curitiba a Araucária – R$ 355.500.000,00 – 9,37 km – em licitação
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-466 – Manoel Ribas a Lidianópolis – 51,86 km – obra prevista pelo DER-PR

 

Autor: Mario Akira com AEN

Veja a matéria original no site Bem Paraná

ABCP e SNIC no CNN Money

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, participou nesta tarde (7/8) de entrevista ao vivo no programa CNN Money, na qual destacou não apenas os bons resultados do mercado em julho (venda de 6,1 milhões de toneladas de cimento e aumento de 3,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado), como o excelente desempenho da indústria no ano, com comercialização acumulada, nos sete primeiros meses, de 38,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7%.

“A gente credita isso, primeiro, ao bom desempenho do setor imobiliário. Além disso, o cimento tem forte correlação com massa salarial e há uma redução significativa do desemprego e um crescimento dos salários, o que vem impactando diretamente a performance da nossa indústria”, explicou.

Confira a entrevista completa:

Vendas de cimento têm alta em julho

A indústria brasileira de cimento iniciou o segundo semestre do ano com crescimento. Foram comercializadas 6,1 milhões de toneladas do produto em julho, um aumento de 3,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). A comercialização no acumulado dos sete primeiros meses do ano fechou em 38,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7%.

 

Vendas de cimento têm alta em julho

A indústria brasileira de cimento iniciou o segundo semestre do ano com resultado positivo. Foram comercializadas 6,1 milhões de toneladas do produto em julho, um aumento de 3,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A comercialização no acumulado dos sete primeiros meses do ano fechou em 38,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7%.

As principais razões para o avanço do consumo continuam sendo o setor imobiliário aquecido e o mercado de trabalho em expansão. O primeiro impulsionado principalmente pela ampliação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), cujas contratações continuam em ascensão, projetando superar a meta de 2 milhões de unidades estimadas para 2023-2026. O mercado de trabalho, por sua vez, tem apresentado recordes no número de empregos formais e na massa salarial, além de queda na taxa de desemprego.

O momento de otimismo é refletido na confiança do consumidor, principalmente pelas faixas de renda baixa e alta. O aumento em julho revelou uma melhora moderada das avaliações sobre o presente e o futuro.

No entanto, o cenário de juros elevados (15%) e a escassez de crédito atinge as expectativas do setor da construção em relação aos próximos meses, registrando o menor nível do índice de confiança da FGV desde junho de 2021. A alta da Selic começa a ser sentida no financiamento imobiliário. No acumulado até junho de 2025, o número de unidades financiadas para construção caiu 60,8% comparado com o mesmo período de 2024.

A confiança da indústria também foi impactada em julho, diante da expectativa de desaceleração da economia no curso do segundo semestre. A combinação entre a contração da política monetária e o aumento da incerteza, intensificada pelas novas taxações norte-americanas sobre produtos brasileiros, traz um cenário ainda mais desafiador para o setor industrial.

A atividade cimenteira, apesar de praticamente não ser exportadora e as importações serem modestas, pode ser afetada de forma indireta pelas tarifas de Donald Trump. As flutuações cambiais trazem uma preocupação adicional em relação ao aumento de custos de produção do cimento.

Em benefício de uma indústria de menor pegada de carbono e redução da pressão dos preços de insumos da commodity, o setor tem ampliado e investido fortemente em tecnologias como o coprocessamento. A atividade responsável pela transição energética substitui o combustível fóssil por resíduo industrial, comercial, doméstico e biomassas.

O coprocessamento atingiu sua melhor marca em 2023 (última medição realizada), substituindo 32% do coque de petróleo e antecipando em três anos a meta prevista. Foram 3,25 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nesse ano, evitando ainda a emissão de 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Nas vésperas da COP30, a indústria brasileira do cimento segue como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos, bem como na melhoria da sua eficiência energética.

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias, ruas e avenidas construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central nas cidades e no planejamento logístico do país. Principalmente porque o Brasil enfrenta o desafio de expandir e qualificar sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social. E o uso do concreto avança em todas as regiões como alternativa sustentável, destacando-se pela resistência, segurança e economia já na instalação e ao longo do ciclo de vida do pavimento.

Pavimento de Concreto: uma solução sustentável para o desenvolvimento da infraestrutura viária

À medida que o Brasil enfrenta o desafio de expandir sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social, o concreto aponta como a alternativa mais sustentável do mercado, destacando-se pela resistência, economia ao longo do ciclo de vida e menor impacto ambiental.

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central no planejamento estratégico do país. O concreto para rodovias combina durabilidade excepcional e desempenho superior, oferecendo soluções mais seguras e sustentáveis.

O pavimento de concreto oferece vida útil de 20 a 30 anos — até cinco vezes mais que o asfalto convencional — com custos de manutenção que representam apenas 2% a 5% do investimento inicial nos primeiros 20 anos, limitando-se à troca pontual de placas sem necessidade de fresagem ou tapa-buracos.

Mesmo sob tráfego intenso, cargas pesadas e exposição a substâncias como óleos e combustíveis, sua resistência mantém-se inalterada, o que se traduz em até 40% de economia ao longo do seu ciclo de vida. O alto índice de reflectância da superfície de concreto também pode reduzir em 30% os gastos com iluminação pública, pois permite o uso de lâmpadas de menor potência, além de diminuir drasticamente a frequência de operações de recapeamento, poupando recursos públicos e minimizando transtornos aos usuários.

No aspecto ambiental e de conforto, o concreto contribui para a redução de até 4°C na temperatura do entorno e de até 17°C na própria via, atenuando o efeito “ilha de calor” nas cidades. O uso do insumo resulta em emissão de CO₂ inferior ao do asfalto, tanto pela eficiência de rolamento quanto pelo processo natural de carbonatação do material.

Em termos de segurança, a superfície antiderrapante garante maior aderência em pistas secas e molhadas, reduz o risco de aquaplanagem e pode diminuir em até 40% a distância de frenagem a 80 km/h.

Finalmente, sua versatilidade permite aplicação em projetos greenfield e whitetopping em rodovias, avenidas, terminais de ônibus e áreas industriais, projetando-se que a participação do concreto na malha rodoviária brasileira deve crescer de 4,5% para 10% até 2030, impulsionando a cadeia produtiva do cimento e gerando novos empregos.

Ao escolher o concreto como base para nossas rodovias, investimos não apenas em pistas mais duráveis e econômicas, mas também em um legado de segurança e sustentabilidade para as próximas gerações.

Inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos são temas do PDE em Porto Alegre

Profissionais e empreendedores do setor industrial e construtores participam no dia 1º de agosto, das 9h às 12h30, no Senge/RS (Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul), do workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, promovido pela ABCP em parceria com a empresa Mundo Concreto. O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), iniciativa da ABCP em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto.

As palestras são ministradas por Dejalma Frasson (ABCP), Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto) e Luciano Lima (Fábrica de Sucesso), que compartilharão suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade e desempenho e casos de sucesso.

O PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos desde 2010. O apoio visa ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

PDE leva a SC workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

A ABCP e a empresa Mundo Concreto realizam nesta quarta-feira, 30 de julho, em São José-SC, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”. O evento, voltado a profissionais e empreendedores do setor industrial e construtores, terá lugar na AEMFLO, em São José-SC, das 14h às 17h30.

O workshop conta com a presença dos instrutores Dejalma Frasson (ABCP), Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto) e Guilherme Barros (Tetracon), que compartilharão suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade, desempenho e casos de sucesso.

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e melhorando a competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Curitiba recebe workshop sobre inovação, mercado e tecnologia para a indústria de artefatos

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou nesta terça-feira, 29 de julho, das 14h às 17h30, no IEP (Instituto de Engenharia do Paraná), em Curitiba-PR, o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais, empreendedores do setor e construtores. Dejalma Frasson (ABCP), Eduardo D’Avila (ABCP), Filipe Honorato (Mundo Concreto) e Marcelo Leite (Pré-moldados Brasil) apresentaram no encontro suas experiências e conhecimento sobre novas tecnologias e processos construtivos, o futuro do mercado de artefatos no Brasil, sustentabilidade, desempenho e casos de sucesso.

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamentos, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Prefeito de Jequié visita obras de pavimento de concreto em Brasília

Participaram da visita, organizada pela ABCP, o presidente da Associação, Paulo Camillo Penna, o presidente da ABDER, Fauzi Nacfur Júnior, e o secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira

A ABCP recebeu nesta terça-feira, 15, em Brasília, o prefeito de Jequié-BA, Zé Cocá, para uma visita técnica às obras de pavimento de concreto em execução pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). 

O município de Jequié tem investido de forma consistente na adoção do pavimento de concreto para a requalificação de suas vias urbanas — um desafio técnico, considerando a topografia acidentada da região. Em apenas quatro anos, o município já aplicou mais de 300.000 m³ de concreto, demonstrando seu compromisso com soluções duráveis e sustentáveis para a infraestrutura viária. A proposta agora é levar a solução para vias de tráfego mais intenso.

O encontro contou com a presença do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, do presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), Fauzi Nacfur Júnior, e do secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira, fortalecendo a integração entre gestão municipal, entidades técnicas e órgãos de infraestrutura.

Participaram também da missão técnica organizada pela ABCP os profissionais das Regionais da Associação: Fernando Crosara e Waldir Belisário (Centro-Oeste), Glécia Vieira e Ana Gabriela Saraiva de Aquino (Norte-Nordeste).

Veja o depoimento do prefeito Zé Cocá sobre a visita técnica:

Indústria brasileira do cimento projeta segundo semestre positivo

Após fechar o primeiro semestre com alta de 3,5% nas vendas de cimento, em comparação ao mesmo período de 2024, a indústria brasileira espera que o segundo semestre tenha crescimento positivo acima de 2%.

Esta etapa do ano costuma trazer vendas mais fortes para o setor, mas as pressões políticas e econômicas podem atrapalhar o desempenho, que é influenciado principalmente pelo forte endividamento, inadimplência da população e taxas de juros elevadas.

Os estímulos governamentais, como o aumento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a manutenção de gastos, aliados a um mercado de trabalho aquecido, podem adiar a desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, contribuindo para um desempenho mais modesto, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que exerce um papel importante para a demanda por cimento, não está tendo a atuação desejada e encontra dificuldade para atingir os avanços necessários.

A possível taxação da LCI (Letra de Crédito Imobiliário) também traz preocupação ao setor da construção civil, uma vez que esses produtos financeiros investem e estimulam projetos imobiliários e atualmente são isentos de imposto. Esse novo tributo deve inibir o investimento, uma vez que irá reduzir sua rentabilidade e elevar o custo do financiamento habitacional.

O financiamento imobiliário, por sua vez, apresentou uma forte queda de 31,9% em maio, nas unidades contratadas, já refletindo a alta da Selic. A majoração da taxa básica de juros amplia a concorrência dos ativos financeiros frente aos ativos imobiliários.

Com isso, o consumo de cimento, que está sendo sustentado ainda pela grande quantidade de lançamentos imobiliários do ano passado, pelo consumo do autoconstrutor e pelos investimentos em infraestrutura logística, poderá desacelerar nos próximos meses. Neste cenário de referência, as projeções apontam para um crescimento de 2,1% no ano de 2025.

Em relação aos investimentos previstos em rodovias, vale lembrar que o Brasil possui 1.721.000 quilômetros de estradas e rodovias, o que faz do país dono da quarta maior malha rodoviária do mundo. Entretanto, há um dado alarmante: somente 12,4% da malha viária é pavimentada. Para reverter esse cenário é imprescindível ampliar os investimentos na construção civil e incluir nas licitações públicas a opção pelo pavimento de concreto – método construtivo de maior durabilidade, mais econômico, que proporciona mais conforto e segurança para os usuários e ainda exerce menor impacto ambiental.