ABCP: 89 anos de excelência, pavimentando o caminho para o centenário da indústria brasileira do cimento

Hoje, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) celebra 89 anos de fundação. Protagonista de marcos históricos, a entidade segue na vanguarda, liderando debates e atuando como referência de excelência tecnológica.

Esta data ganha um significado especial, pois marca o início da jornada para os 90 anos da entidade e para os 100 anos da indústria brasileira do cimento, que serão comemorados em 2026. O setor, presente em 23 estados e responsável por cerca de 82 mil empregos, demonstra sua confiança no desenvolvimento do Brasil com R$ 27,5 bilhões em investimentos planejados entre 2023 e 2027.

Neste último ciclo, obtivemos avanços significativos no fomento ao uso dos sistemas construtivos à base de cimento, tanto na habitação quanto na infraestrutura. Nas edificações, as soluções cimentícias reafirmaram seu protagonismo no Programa Minha Casa, Minha Vida, impulsionadas pela eficiência da alvenaria estrutural com blocos de concreto e das paredes de concreto moldadas in loco — tecnologias de alto desempenho que reduzem custos, aceleram obras e evitam desperdícios. Para viabilizar esses avanços, a indústria ampliou o suporte técnico às construtoras e reforçou parcerias com grandes instituições.

Na infraestrutura de transporte, o pavimento de concreto já representa 4,5% da malha rodoviária federal, e temos a convicção de que podemos chegar a 10% em breve. Nas cidades, colhemos os frutos de anos de trabalho técnico, com a solução presente em mais de 150 municípios. Para consolidar esse movimento, a PAVI+ (Comunidade da Pavimentação) avança, reunindo especialistas e gestores públicos em torno de uma pauta única: qualidade, durabilidade e sustentabilidade para a infraestrutura brasileira.

Todo esse crescimento caminha lado a lado com a responsabilidade climática. O Brasil já ostenta, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), e nossa transição energética segue acelerada. O coprocessamento atingiu sua melhor marca, com 32% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e resíduos, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.

Elevamos ainda mais nossa ambição atualizando nossa trajetória de mitigação com o Roadmap Net Zero, lançado durante a COP30. Através dele, mapeamos uma série de alavancas, dentro do nosso processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, capazes de nos levar a um cenário de neutralidade climática até 2050. São medidas que abrangem maior uso de adições e matérias-primas alternativas, ampliação dos combustíveis alternativos em substituição aos combustíveis fósseis não renováveis, maior eficiência na produção de concretos e sistemas construtivos, utilização de energias limpas, captura de carbono e soluções baseadas na natureza.

Na frente de inovação, o hubIC segue como catalisador da expansão da construção digital, impulsionando a modernização do setor rumo à Indústria 4.0. Além disso, inovou mais uma vez ao coordenar a Rede More, projeto inédito para mensurar a pegada de CO₂ das habitações, visando impulsionar a economia de baixo carbono. Simultaneamente, ampliamos nossa difusão de conhecimento com uma intensa agenda de cursos, palestras e webinários por todo o País. Todo esse ecossistema é sustentado pela excelência dos nossos Laboratórios, garantindo o Selo da Qualidade e a certificação que o mercado exige.

Celebrar 89 anos é reafirmar nosso compromisso de unir crescimento econômico e sustentabilidade rumo aos próximos 100 anos.

Indústria brasileira do cimento na COP30

No momento em que o mundo todo se volta à COP30, conferência que reúne em Belém-PA delegações de 194 países para debater as mudanças climáticas, a indústria brasileira do cimento demonstra que é possível promover o crescimento econômico com sustentabilidade, responsabilidade ambiental e inclusão social. Durante os 12 dias da cúpula do clima (10 a 21/11), a ABCP e o SNIC participarão de quatro eventos que trazem ao debate questões prioritárias ao Brasil e ao planeta, como descarbonização e economia circular.

 

Descarbonização da indústria energointensiva

Na sexta-feira, 14, o Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camilo Penna, participou no estande da Confederação Nacional da Indústria do Painel CNI – Descarbonização da indústria energointensiva, ao lado de outras lideranças: Adriano Scarpa (indústria florestal), Janaina Donas (alumínio), André Passos (química) e Priscila Cardoso (aço). O debate teve como moderador o Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Setores como alumínio, aço, cimento, vidro, químico e papel e celulose são pilares do desenvolvimento nacional, mas também estão entre os mais impactados pelas exigências de redução de emissões de gases de efeito estufa. É essencial compreender como essas cadeias produtivas podem se adaptar, mantendo competitividade e garantindo segurança operacional, ao mesmo tempo em que contribuem para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. O objetivo do painel, portanto, foi debater caminhos para acelerar a descarbonização das indústrias, identificando desafios, oportunidades e soluções colaborativas entre governo e setor produtivo.

 

Roadmap Net Zero e descarbonização (vantagens regionais)

No sábado, 15, o Painel COP30 – Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira apresentou oficialmente a versão atualizada do Roadmap do Cimento, lançado em 2019 e agora focado não apenas nas emissões do processo produtivo, mas no ciclo de vida completo do cimento, incluindo seu uso na cadeia da construção civil, e as potencialidades das remoções florestais e soluções baseadas na natureza (SbN). A iniciativa tem como meta atingir a neutralidade de carbono até 2050. O Roadmap Net Zero integrou os 140 painéis selecionados entre mais de 1250 projetos submetidos à avaliação do Ministério do Meio Ambiente.

É importante lembrar que o Brasil está entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2por tonelada de cimento, enquanto a média global é de 610 kg de CO2 por tonelada. Este nível de emissão é resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos pela indústria nacional. O compromisso brasileiro com o meio ambiente, que começou em 1990, está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).

O painel teve uma apresentação da Agenda de Descarbonização do Cimento e do Roadmap Net Zero, por Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), e um debate moderado por Stefania Relva (Diretora Instituto E+), com participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA) e Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil).

Ainda no dia 15, no estande UNIDO, a ABCP e o SNIC participaram do painel Financiamento e Vantagens Produtivas Regionais para a Descarbonização Industrial.

Circularidade na indústria: caminhos para descarbonizar setores hard-to-abate

No dia 20, véspera do encerramento da COP30, no Pavilhão da ABDI, a descarbonização industrial voltou à pauta no Painel Circularidade na Indústria: Caminhos para Descarbonizar Setores Hard-to-Abate, que reuniu lideranças industriais para discutir soluções práticas de economia circular capazes de reduzir emissões em setores de difícil mitigação (hard-to-abate).

Por meio do compartilhamento de experiências e boas práticas dos setores de alumínio, química, vidro e cimento, o painel evidenciou o papel estratégico da circularidade de materiais e de novos modelos de negócio na transição climática, além de estimular soluções conjuntas. O painel teve moderação de Davi Bomtempo (CNI) e participação, como painelistas, de Janaína Donas (ABAL), Carolina Sartori (Abiquim) e Gonzalo Visedo (SNIC).

Pavimento de concreto é solução sustentável e competitiva para a infraestrutura do Distrito Federal

Seminário realizado nesta quinta-feira, 2 de outubro, pela ABCP, ABDER, DER/DF e GDF, reune especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso

O concreto está revolucionando a pavimentação no Distrito Federal. Presente em vias como W3 Sul, Avenida Hélio Prates, Via Estrutural, Túnel Rei Pelé e Boulevard do Túnel, a solução está sendo cada vez mais adotada por sua durabilidade, sustentabilidade e redução dos custos com manutenção.

Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reunem nesta quinta-feira, 2 de outubro, das 8h às 17h30, no auditório do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF), em Brasília, para debater o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do Centro-Oeste.

O seminário, promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), em parceria com o DER/DF, Governo do Distrito Federal, Secretaria de Obras do DF e a Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), reune especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias.

O encontro conta com apresentações sobre as obras realizadas e planejadas pelo Estado e DNIT, o programa de restauração de rodovias no Paraná e do DER/DF em concreto, e a revolução na pavimentação com o uso de equipamentos 3D para melhoria de qualidade e produtividade, entre outros temas.

 

Programas de restauração de sucesso

O encontro apresenta ainda os cases de sucesso na restauração de rodovias do Paraná e do Distrito Federal, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica do pavimento de concreto. As apresentações são conduzidas por Fernando Furiatti Saboia, diretor-presidente, e Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER/PR), e pelo presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) e presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), Fauzi Nacfur Júnior.

Há também apresentação da primeira rede colaborativa do país focada no pavimento de concreto, a PAVI+, por Valter Frigieri Jr, diretor de Planejamento e Mercado da ABCP.

 

SERVIÇO

Seminário “Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária”

Data:   02/10/2025 (Quinta-feira)    

Horário: das 8h às 17h30

Local:  Auditório do DER/DF

Endereço: SAM – Bloco C, Setor Complementares – Edifício Sede DER-DF, Brasília/DF

 

Programação

08:00 – Receptivo / Café

08:30 – Abertura

Fauzi Nacfur Júnior – Presidente do ABDER

Gen. Ex. Anísio David de Oliveira Júnior – Chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC)

Paulo Camillo Penna – Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC)

09:00 – Apresentação da Secretaria de Obras do Distrito Federal – O que temos planejado em concreto

Valter Casemiro – Secretário de Estado de Infraestrutura e Obras do Distrito Federal

09:30 – Apresentação da carteira de obras e oportunidades de pavimento de concreto no DNIT

Luiz Guilherme Rodrigues de Mello – Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT

10:10 – Intervalo

10:40 – Programa de restauração de rodovias Paraná Concreto

Fernando Furiatti Saboia – Diretor-Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER/PR)

Janice Kazmierczak Soares – Diretora Técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER/PR)

11:20 – Programa de restauração de vias DER/DF

Fauzi Nacfur Júnior – Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) e da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER) 

12:00 – O cimento na infraestrutura de vias / PAVI+

Valter Frigieri Jr. – Diretor de Planejamento e Mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)

12:30 – Mesa redonda (Debates)

Moderador – Fernando César Crosara – Gerente da Regional Centro-Oeste da ABCP

13:00 – Intervalo (brunch)

14:00 – Pavimentos de concreto para um futuro sustentável

Fernão Nonemacher Dias Paes Leme – Coordenador de Pavimentação da ABCP

14:30 – Revolução na pavimentação: equipamentos 3d para melhoria de qualidade e produtividade

Eugenio Carlos Torres – Diretor Comercial da Construtora Sanches Tripoloni

15:00 – Case da obra de restauração da EPIG

Murilo Santos e Silva – Gerente de Contratos do Grupo Marquise

15:30 – Intervalo / Networking

16:00 – Apresentação do case DF-095 – Via Estrutural

Lucas Rachid – Gerente de Obras da Eterc Engenharia

16:30 – Pavimento de concreto reforçado com fibras – case do projeto de restauração MG-10

Carlos Bassamino – Diretor Técnico da R9Pro Engenharia e Consultoria

17:00 – Mesa redonda (debates)

Moderador – Waldir Belisário dos Santos Jr., Representante da Regional Centro-Oeste da ABCP

17:30 – Encerramento

 

Informações para Imprensa

Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br

Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br

ABCP: confira o calendário atualizado de cursos 2025

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) divulgou o calendário de cursos para outubro e novembro de 2025. A programação reúne temas como tecnologia do concreto, blocos e pavers, paredes de concreto e drenagem urbana, em modalidades online e presencial em São Paulo.

Fundada em 1936, a ABCP iniciou sua atuação em capacitação em 1954 e, desde então, já certificou milhares de profissionais da construção civil, consolidando-se como referência nacional na disseminação de conhecimento técnico e boas práticas para o setor.

 

Cursos de Outubro 2025

  • 06 e 07/10 – Tecnologia do Concreto Aplicada a Pisos Industriais – Online
  • 13 e 14/10 – Blocos e Pavers: Produção e Controle de Qualidade – Online
  • 21 e 22/10 – Laboratorista de Artefatos de Cimento – Online
  • 28 e 29/10 – Retrações e Expansões em Concreto de Cimento Portland – Online
  • 28/10 – Tecnologia Básica das Paredes de Concreto (com exposição) – Presencial – São Paulo
  • 29/10 – Execução de Edificações em Paredes de Concreto (com exposição) – Presencial – São Paulo

 

Cursos de Novembro 2025

  • 03 a 07/11 – Intensivo de Tecnologia Básica do Concreto – Online
  • 11 e 12/11 – Métodos de Dosagem – Presencial – São Paulo
  • 18 e 19/11 – Instalação e Operação de Fábrica de Artefatos de Cimento – Online
  • 25 e 26/11 – Drenagem Urbana com Pavimentos Permeáveis: Como Projetar, Executar e Manter – Online

 

Capacitação para toda a cadeia da construção

Os cursos da ABCP são voltados tanto para o aprimoramento da indústria cimenteira – com temas como coprocessamento e novas tecnologias – quanto para aplicação do concreto, aditivos e sistemas construtivos à base de cimento, incluindo pavimento de concreto, parede de concreto e alvenaria estrutural.

Os cursos da ABCP também abrangem a produção de artefatos de cimento, como blocos, pavers e pisos, e revestimentos, oferecendo conhecimento técnico essencial para toda a cadeia produtiva.

Os treinamentos são ministrados por profissionais renomados de cada segmento e atendem a diferentes perfis: engenheiros, arquitetos, técnicos de laboratório, gestores de obras e produtores de artefatos.

 

Modalidades de participação

  • Online ao vivo: realizados pela plataforma da ABCP, com interação direta entre participantes e instrutores (não são cursos gravados).
  • Presenciais: acontecem na sede da ABCP, no bairro do Jaguaré, em São Paulo, e geralmente incluem visitas guiadas aos laboratórios da entidade.
  • In company – Curso desenvolvido de acordo com a necessidade de cada empresa.

 

Mais informações e inscrições: cursos.abcp.org.br ou pelo WhatsApp 11 99540-6028

 

Seminário discute pavimento de concreto como solução sustentável e competitiva para rodovias no Rio de Janeiro

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias, ruas e avenidas construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central nas cidades e no planejamento logístico do país. O Brasil enfrenta o desafio de expandir e qualificar sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social. E o uso do concreto avança em todas as regiões como alternativa sustentável, destacando-se pela resistência, segurança e economia já na instalação e ao longo do ciclo de vida do pavimento.

Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram nesta quarta-feira, 27 de agosto, no Rio de Janeiro, para debater o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do estado.

O seminário, realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) e Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias. O evento teve mais de 150 participantes.

 

A abertura contou com a participação do Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER/RJ), Pedro Henrique Ramos, do Presidente da ABCP e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, e do Presidente Executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ), Ícaro Moreno Júnior.

 

Seminário discute pavimento de concreto como solução sustentável e competitiva para rodovias no Rio de Janeiro

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias, ruas e avenidas construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central nas cidades e no planejamento logístico do país. O Brasil enfrenta o desafio de expandir e qualificar sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social. E o uso do concreto avança em todas as regiões como alternativa sustentável, destacando-se pela resistência, segurança e economia já na instalação e ao longo do ciclo de vida do pavimento.

Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram nesta quarta-feira, 27 de agosto, no Rio de Janeiro, para debater o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do estado.

O seminário, realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) e Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias. O evento teve mais de 150 participantes.

A abertura contou com a participação do Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER/RJ), Pedro Henrique Ramos, do Presidente da ABCP e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, e do Presidente Executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ), Ícaro Moreno Júnior.

ABCP participa da Conferência da Mata Atlântica, em Curitiba

A convite da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Paraná e da ICLEI Brasil, associação mundial de governos locais dedicada ao desenvolvimento sustentável, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) participou em Curitiba, nesta terça e quarta-feira, da Conferência da Mata Atlântica 2025, que se realiza de 19 a 21 de agosto no Teatro Guaíra (abertura) e no Salão de Atos do Parque Barigui. Segundo os organizadores, o bioma abriga cerca de 70% da população brasileira, correspondendo a 145 milhões de pessoas, em 17 estados e 3.429 municípios.

Governadores presentes

Participaram do evento os governadores ou vices dos sete Estados do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) – Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Renato Casagrande (ES), Cláudio Castro (RJ), Felicio Ramuth (SP), Marilisa Bohem (SC) e Carlos Massa Ratinho Junior (PR) – e representantes do Consórcio Brasil Verde, formado por 21 estados. A solenidade foi aberta pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e contou com a presença de Rafael Greca, secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Ana Tori, diretora executiva da COP30, e Clovis Zapata, representante da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), além de outras personalidades.

Iniciativas pelo clima

O encontro trouxe a celebração de importantes iniciativas do poder público voltadas à sustentabilidade e ao combate à crise climática. O prefeito Eduardo Pimentel informou sobre o encaminhamento à Câmara de Vereadores de Curitiba da Lei Municipal do Clima e o secretário estadual Rafael Greca anunciou a criação do Banco Verde, concebido para incentivar projetos voltados à preservação da biodiversidade e mitigação da emissão de carbono. Também foi anunciada parceria da Prefeitura com a Unido para a criação de um fundo para financiamento de fábricas de biofertilizantes a partir de resíduos urbanos.

 

Cimento

A ABCP esteve representada por Daniel Matos, Head de Coprocessamento, que participou do Painel Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa, realizado na manhã desta quarta-feira, 20. O painel procurou analisar como a inovação tecnológica, a regulamentação ambiental eficiente e os mecanismos de financiamento climático podem ser articulados para impulsionar uma trajetória de desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica. 

Daniel Matos contextualizou os importantes avanços da indústria brasileira do cimento na redução das emissões de GEE ao longo das últimas décadas, iniciativa reforçada e ampliada pelo Roadmap Net Zero, e apresentou casos representativos de descarbonização realizados por todas as empresas associadas da ABCP em todas as regiões do país. Ele destacou ainda a importância do coprocessamento de resíduos na estratégia de substituição energética para a produção de cimento e também para a redução de passivos ambientais gerados pela destinação inadequada.

Em sua palestra, Matos lembrou que em 2023 o setor atingiu o recorde no uso de combustíveis alternativos e biomassas (3,1 milhões de toneladas), o que corresponde a 32% da matriz energética, e com isso a indústria evitou a emissão de 3,36 milhões de toneladas de CO2. A meta é que os resíduos e as biomassas representem 55% da matriz energética da indústria até 2050, evitando a emissão de 55 milhões de toneladas de CO2. Para isso, o setor deve investir, até 2030, 3,5 bilhões de reais nas fábricas e plantas de tratamento do CDRU (combustível derivado de resíduos urbanos).

Indústria do cimento avança na descarbonização

Presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, concede entrevista à CNN Brasil e explica que a indústria brasileira do cimento tem trabalhado, nas últimas décadas, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade do carbono. “Vamos evitar a emissão de 420 milhões de toneladas de CO2”, disse. Para isso, a indústria tem ampliado os investimentos em combustíveis alternativos (resíduos e biomassas), em substituição ao combustível fóssil (coque de petróleo).

 

Acompanhe a entrevista:

Um balanço do maior evento da indústria brasileira do cimento  

Com mais de 1,1 mil participantes, 9º CBCi mostra liderança da indústria do cimento em temas vitais para a sustentabilidade

O 9º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi, promovido pela ABCP e pelo SNIC, deve entrar para a história como o maior e melhor evento da indústria brasileira do cimento até o momento. Realizado no Golden Hall WTC São Paulo, reuniu durante três dias (30 de junho a 2 de julho de 2025) mais de 1.100 pessoas e cerca de 100 palestras e apresentações sobre os principais temas que orientam o setor, como descarbonização, transição energética, infraestrutura e inovações tecnológicas. O 9º CBCi teve a companhia da Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, igualmente relevante, com mais de 50 expositores da cadeia produtiva do cimento, e do II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025).

Mas os números exitosos explicam apenas em parte o sucesso do evento. O grande destaque foi o conteúdo apresentado sobre as iniciativas, o papel e as perspectivas da indústria nacional frente à necessidade de mitigação da pegada de carbono do setor (e também da construção civil), justamente no ano em que o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém-PA. Em meio a estudos e análises consistentes, apresentados por especialistas nos temas, o evento trouxe ao final uma iniciativa inédita: uma mesa-redonda de CEOs sobre assuntos que afetam o setor: reformas e políticas públicas, inovação tecnológica, perspectivas de mercado e aspectos ambientais. Na verdade, um bate-papo descontraído raramente compartilhado com o público.

 

Descarbonização e crescimento econômico

Na abertura do evento, o Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, deu o tom do que seria o encontro, destacando a contribuição da indústria brasileira de cimento diante das mudanças climáticas e as soluções sustentáveis desenvolvidas por ela nas últimas décadas.

“É nesse cenário que a indústria brasileira do cimento se apresenta, não como um problema, mas como parte essencial da solução. Há muitos anos assumimos com seriedade e compromisso nosso papel diante da agenda global. Atuamos com responsabilidade ambiental, social e econômica. Fomos pioneiros e seguimos como referência internacional em descarbonização. Desde 1990 temos uma das menores pegadas de carbono do mundo. Tratamos com rigor técnico e visão estratégica temas como combustíveis alternativos, adições ao cimento, matérias-primas substitutas do clínquer, eficiência energética e soluções de captura, estocagem e uso de carbono, sejam elas tecnológicas ou baseadas na natureza. Essa trajetória nos orgulha, mas também nos impõe continuar avançando”, destacou o dirigente.

No início do Congresso, importantes lideranças, como o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o Presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot, o deputado federal Rodrigo Rollemberg e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, analisaram as necessidades e a contribuição da indústria nacional para um mundo ecoeficiente.

“O desenvolvimento socioeconômico do país depende de uma indústria forte, uma vez que ela responde pela infraestrutura e o cimento é transversal”, disse Ricardo Alban (CNI), que anunciou o Sistema Business COP (SB COP), iniciativa da CNI que visa mobilizar o setor empresarial para a COP30. O objetivo é estruturar uma representação empresarial internacional, semelhante ao que ocorre no G20 e no BRICS, para garantir que as contribuições do setor privado sejam consideradas nas decisões da COP30 e de conferências futuras. “Queremos mostrar cases, para transformar a COP em uma vitrine de bons exemplos”, disse, referindo-se às iniciativas do cimento. Os esforços da indústria também foram reconhecidos pelo embaixador André Côrrea do Lago, presidente da COP30, em depoimento exibido em vídeo, na abertura do evento.

Maior autoridade no assunto, o Presidente da GCCA, Thomas Guillot, destacou as perspectivas nacionais para alcançar a neutralidade climática. “A indústria brasileira é referência nessa agenda, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética”.

Mais recentemente, a indústria participou da histórica aprovação do Marco Legal do Mercado de Carbono no Brasil, instituindo o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, e agora trabalha na sua regulamentação. Em paralelo, atua ativamente, junto ao governo federal, na definição das metas setoriais de descarbonização e de crescimento econômico que integram o Plano Clima. A indústria tem sido presença constante e propositiva nos debates sobre transição energética, bioeconomia, descarbonização e neutralidade climática. Na Missão 5 da Nova Indústria Brasil, que aborda esses temas, levou ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) uma pauta concreta, construída em parceria com a indústria energointensiva.

 

O setor se movimenta

Sob moderação de Gonzalo Visedo, Head de Sustentabilidade do SNIC, executivos da Votorantim, Nacional (Grupo Buzzi, anunciado no evento), Ciplan, Apodi e InterCement expuseram em uma mesa-redonda as diversas iniciativas tomadas por suas empresas ao longo das últimas décadas (e também agora), visando a transição energética e a descarbonização.

Em outro painel, foram debatidos os instrumentos de descarbonização industrial dentro da Estratégia Climática Brasileira. Aloisio Melo, Secretário Nacional de Mudança do Clima do Ministério de Meio Ambiente (MMA), reconheceu a expertise e o esforço do setor e anunciou a perspectiva de créditos internacionais da ordem de 500 bilhões de dólares para projetos voltados à mudança climática, 4,5% desses recursos para a América Latina.

O coprocessamento de resíduos e biomassas em fornos de cimento tem sido um importante pilar da estratégia de descarbonização (já que substitui parte do combustível fóssil) e de solução sustentável na gestão de resíduos urbanos e industriais, por eliminar esse passivo ambiental. Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP, trouxe números do “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela ABCP, para mostrar que, em 2023, pelo menos 29 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), de um total de 81 milhões de toneladas geradas, tiveram destinação inadequada e 5 milhões de toneladas sequer foram coletadas. Nesse mesmo ano, a indústria cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos, evitando a emissão e o lançamento de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o que ocorreria se fosse usado o coque de petróleo como combustível.

 

Gestão de resíduos

Diante de sua importância, o coprocessamento foi tema de mesas-redondas, que trouxeram experiências concretas de seus benefícios. Anicia Pio, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIESP, e Cristiano Kenji Iwai, Subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento do Governo do Estado de São Paulo, destacaram a necessidade de promover a economia circular. “A destinação dos resíduos é adequada, mas linear. É preciso viabilizar novas rotas tecnológicas para fortalecer a economia circular”, disse Kenji. Ele anunciou a revisão do programa de resíduos do Estado de São Paulo, um plano de combate ao lixo no mar e a ampliação da logística reversa a outros atores da cadeia produtiva, antes restrita a embalagens.

Em outro painel, Rosamaria Milléo Costa, Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, João Audi, VP Economia Circular da Orizon, Anderson do Carmo Diniz, Subsecretário de Saneamento de Minas Gerais, e Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, auditor de Controle Externo do TCE-PE, debateram situações concretas em que o coprocessamento é instrumento de gestão de resíduos urbanos. A autarquia dirigida por Rosamaria Milléo reúne 26 municípios da região de Curitiba, coleta resíduos de 3,4 milhões de habitantes e tem a ABCP como parceira desde 2018.

O auditor Pedro Coelho lembrou que em Pernambuco cerca de 80% dos resíduos são destinados a aterros privados, restando buscar mais qualidade para o tratamento do material restante. O caminho pode estar no modelo da Orizon. Segundo o VP João Audi, a empresa possui 17 ecoparques e seu propósito é obter um aproveitamento completo dos resíduos. Situação bem diversa de Minas Gerais, onde ainda existem 222 municípios com lixões, segundo o subsecretário Anderson Diniz.

Todos concordam que o maior desafio é encontrar a sustentabilidade financeira das estruturas de coleta e tratamento, o que requer instrumentos fiscais e econômicos adequados e leis mais assertivas, principalmente nos níveis estadual e municipal. Uma mesa-redonda sobre o tema reuniu, no ultimo dia, representantes das principais empresas de tratamento de resíduos ou envolvidos com a atividade: Renova, Verdera (Votorantim Cimentos), Revalora (CSN Cimentos), Cimento Nacional e Orizon.

 

Infraestrutura

O último dia do congresso foi dedicado à infraestrutura e às cidades. Em relação ao primeiro tema, o Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, fez um diagnóstico da infraestrutura brasileira, apontando como problemas o esvaziamento das agências reguladoras e do Ibama, responsável pelo licenciamento de projetos. Por outro lado, identificou que o setor possui novas fontes de financiamento, como o mercado de capitais, fontes externas e o incremento dos recursos do BNDES, na casa dos 250 bilhões de reais.

A atratividade do setor a novos investimentos foi reforçada pelo Diretor de Engenharia do grupo Motiva, Angelo Lodi, que espera para breve o anúncio de 190 bilhões de reais em leilões para a pavimentação de 16 mil quilômetros de vias. A empresa detém a concessão de 4.475 km de rodovias em seis estados, além de negócios nas áreas ferroviária e aeroportuária.

O Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, mostrou-se otimista com a recuperação da capacidade de investimento do órgão nos últimos dois anos e confirmou o avanço do pavimento de concreto na malha federal, presente hoje em 4,5% das rodovias e com potencial para alcançar 10% em breve. O órgão já trabalha com o prazo de projeto de 30 anos, o que mostra a alta competitividade do pavimento de concreto, tanto técnica como economicamente.

 

Cidades

Entre as apresentações feitas no último dia do CBCi, a palestra do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, chamou a atenção pelo volume de dados que permitem uma ampla visão dos municípios brasileiros. A entidade acompanha, por meio de mais de 100 indicadores, as desigualdades existentes dentro das próprias cidades, que afetam seu desenvolvimento e sustentabilidade.

A indústria do cimento possui várias soluções voltadas à sustentabilidade das cidades e algumas delas foram mostradas por Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, o maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

 

Inovação

O papel da inovação na mitigação climática foi tema das apresentações dos professores da Escola Politécnica da USP Vanderley John e Rafael Pileggi, que também integram o Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC, em parceria com ABCP e SNIC. Ambos trouxeram visões sobre a importância da tecnologia para que a construção civil possa fazer frente à emergência climática. “Os efeitos da mudança climática não vão mudar, ao contrário, vão se agravar”, diz Vanderley John, acrescentando que o mercado de carbono pode ser um indutor da inovação. O Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, reforçou a necessidade de governo e iniciativa privada trabalharem juntos e de forma estruturada.

 

A última palavra

O 9º CBCi reservou uma surpresa para o fechamento do evento. No último bloco, em painel mediado pelo Presidente da ABCP/SNIC, Paulo Camillo Penna, CEOs de grandes cimenteiras brasileiras formaram uma mesa-redonda para debater os temas cruciais do setor. Estavam presentes os CEOs Alexander Capela Andras (Cimento Itambé), José Eduardo Ferreira Ramos (Cimento Nacional), Sérgio Bautz (Ciplan Cimento Planalto) e Roberto de Oliveira (Mizu Cimentos), e Álvaro Lorenz, Diretor Global de Sustentabilidade da Votorantim Cimentos. Os executivos debateram temas como os ciclos de crescimento e retração do mercado, confiança no futuro do país, consumo do cimento, inovação tecnológica na forma de construir, compartilhamento de experiências, qualidade de máquinas e equipamentos, passando pelos aspectos ambientais. O 9º CBCi foi encerrado com um comunicado do Presidente da ABCP/SNIC: em 2026 a indústria nacional do cimento celebra o seus centenário e a ABCPO, 90 anos de fundação; em 2027 ocorre o 10º Congresso Brasileiro do Cimento – CBCi.

Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária

Seminário apresenta programas de investimentos em infraestrutura em MG, PR e DF e traz cases de tecnologias e boas práticas

A Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra/MG), o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER/MG) e a ABCP promoveram nesta quinta-feira, 29, no auditório do BDMG, em Belo Horizonte, o seminário “Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária”. O evento contou, entre as lideranças e autoridades, com as presenças do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, de Pedro Bruno Barros de Souza, secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (SEINFRA/MG), de Rodrigo Tavares, diretor geral do DER/MG, de Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do DER/PR, e de Fauzi Nacfur Júnior, presidente do DER/DF e da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER).

O seminário colocou em pauta importantes programas de investimento em infraestrutura, seja na forma de concessões ou na recuperação viária, parcerias fundamentais, como a celebrada entre o DER/MG, a Seinfra e a ABCP, e a criação da PAVI+, comunidade voltada exclusivamente ao desenvolvimento e implementação do pavimento rígido. Além disso, promoveu um debate sobre diretrizes de projeto de pavimento de concreto em rodovias e boas práticas para a execução de pavimentos urbanos (veja o programa).

“É importante destacar que as vantagens do pavimento de concreto em relação a outras opções se baseiam em parâmetros técnicos e econômicos. Os estudos comparativos de viabilidade mostram que o pavimento rígido, em relação ao asfalto, é competitivo já na implantação e gera menor custo anual de manutenção”, disse o presidente Paulo Camillo Penna.

Ao relacionar benefícios como resistência à deformação, excelente capacidade de reflexão da luz (exigindo menos iluminação pública em trechos urbanos), melhores condições de visibilidade ao motorista, maior segurança de tráfego (já que sua superfície oferece maior aderência aos pneus em dias de chuva, evitando aquaplanagem) e elevado conforto de rolamento, que resulta de procedimentos e cuidados executivos, Paulo Camillo Penna destacou a sustentabilidade do pavimento de concreto, que contribui para diminuir a temperatura ambiente, reduzindo as ilhas de calor e a poluição ambiental nas cidades.