Esta publicação tem o objetivo de orientar sobre a maneira mais adequada e conveniente de executar o pavimento de concreto nas vias urbanas, compilando as diferentes técnicas, procedimentos e experiências sobre o assunto.
Esta publicação tem o objetivo de orientar sobre a maneira mais adequada e conveniente de executar o pavimento de concreto nas vias urbanas, compilando as diferentes técnicas, procedimentos e experiências sobre o assunto.
O uso do pavimento intertravado tem ganhado espaço nas principais cidades do Nordeste. Após o Estado do Ceará ter sido vanguarda no uso desta tecnologia, tendo executado mais de 300 quilômetros de vias na capital, Fortaleza, a solução está chegando a Sergipe. Por lá, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SE) executará dois projetos importantes. O primeiro é um trecho de 8,5 quilômetros entre Ponta dos Mangues/Pacatuba e Saramem/Brejo Grande na rodovia SE-100; o outro, de 6 quilômetros, localiza-se no município de Campo do Brito. Somadas, essas duas obras representam 100 mil m² de pavimento intertravado, consolidando o uso da solução no Estado.
Além disso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Emurb (Empresa Municipal de Obras e Urbanização), avança com o projeto da nova Beira-Mar na revitalização da Orla de Atalaia, com a execução de 3 quilômetros e cerca de 30 mil m² de pavimento intertravado. O empreendimento inclui calçadão modernizado, paisagismo, iluminação, espaços de lazer e acessibilidade, alinhando-se às práticas de sustentabilidade urbana.
Os pavimentos intertravados são compostos por peças pré-moldadas de concreto e constituem uma eficaz solução para uso em ruas, calçadas, calçadões e praças, sendo largamente difundidos no Brasil – tanto na construção como na reconstrução e reabilitação desse tipo de instalação urbana.
A solução tem sido cada vez mais procurada para obras de pavimentação por combinar durabilidade, facilidade de manutenção e economia. Além disso, ajuda a reduzir o calor urbano devido à coloração clara com menor absorção térmica.
A Regional Norte/Nordeste da ABCP tem atuado de forma estratégica para difundir o uso do pavimento intertravado, promovendo capacitação para técnicos e qualificação de fornecedores locais, fortalecendo toda a cadeia produtiva e garantindo excelência na execução.
O ano de 2024 foi considerado o mais quente da história com cerca de 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A onda de calor intenso enfrentada por diversas cidades brasileiras tem desafiado os administradores públicos diante das consequências das mudanças climáticas.
A fim de debater soluções sustentáveis para amenizar esses impactos no ambiente urbano, autoridades, lideranças e especialistas estarão reunidos no 9º Congresso Brasileiro do Cimento (CBCi), que ocorre junto da primeira edição da ExpoCimento, de 30 de junho a 2 de julho no Golden Hall WTC, em São Paulo. Saiba mais
No último dia do evento, o 9º CBCi contará com palestras, das 11h às 12h, do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, do diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, e de Klecios Vieira, gestor das obras do Programa de Gestão de Risco Climático do bairro Novo Caximba, de Curitiba-PR, maior projeto socioambiental do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
O papel da inovação na mitigação climática será tema do painel a ser realizado das 14h às 16h, que contará com a participação do professor titular da Escola Politécnica da USP, Vanderley John, do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, e do Diretor Regional de Vendas da Sinoma CBMI Américas, Paulo Marcos Penna de Sena Orsini.
A programação terá ainda painel sobre Mitigação de CO₂ na prática, das 16h às 17h, com Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Fernando Furiatti, Diretor Presidente do DER/PR, e do professor titular da Escola Politécnica da USP, Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).
O 9ºCBCi será encerrado, das 17h às 17h45, com debate entre os presidentes das principais cimenteiras do Brasil sobre os temas do setor, mediado pelo Presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna.
Entre os confirmados, o CEO da Cimento Itambé, Alexander Capela Andras, o Presidente Executivo da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, o CEO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres, e CEO da Ciplan Cimento Planalto S/A, Sérgio Bautz.
A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios.
Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.
Os eventos têm patrocínio da Aditibras, Beumer Latinoamericana Equipamentos, Cimento Nacional, Ciplan Cimento Planalto S/A, Claudius Peters do Brasil, Chryso Saint-Gobain, Dairix Equipamentos Analíticos, FIEMG – SENAI, FIRJAN – SENAI, FLSmidth Brasil, Fuchs Lubrificantes do Brasil, Gebr. Pfeiffer do Brasil, Haver & Boecker Latinoamericana, Hazemag do Brasil, Cia de Cimento Itambé, Magotteaux Brasil, Novakem Indústria Química, Orizon Valorização de Resíduos, Qlar Europe Gmbh, Renova, RHI Magnesita, RUD Correntes Industriais, Sika S/A, Sinoma – CBMI, Sinoma – CDI, Sinoma – CNBM Equipment Group Co, Sinoma Overseas Brazil, UTIS e Votorantim Cimentos.
A Regional Norte Nordeste da ABCP participa, nos dias 28 e 29/01, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, do Seminário Aprece Novos Gestores 2025, evento promovido pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) que reúne diversas autoridades públicas do Estado para um amplo debate sobre políticas públicas. Segundo os organizadores, o objetivo é “criar um ambiente abrangente de acolhimento, capacitação, reflexão, discussão e troca de experiências, visando o desenvolvimento das competências essenciais para os gestores que estarão à frente dos municípios durante o quadriênio 2025-2028”.
O seminário inclui a realização da Feira Municipalista, que tem participação da ABCP por meio de dois estandes (96 e 97) e o destaque para a contribuição do pavimento intertravado com blocos de concreto na mitigação de alguns efeitos das mudanças climáticas, como a elevação da temperatura no meio urbano. A solução vem sendo aplicada com sucesso em diversas cidades cearenses.
Benefícios para as cidades
As ondas de calor intenso, consequência das mudanças climáticas, têm desafiado os administradores públicos de todo o país. No Ceará, um caminho foi a adoção do pavimento intertravado com blocos de concreto, cada vez mais presente nas ruas cearenses. A solução pode minimizar em até 4°C a temperatura do ambiente e reduzir em até 17°C a temperatura da superfície das vias. No Nordeste, a vanguarda na disseminação desta tecnologia coube a Fortaleza, há cerca de quatro anos. Desde então, foram executados mais de 300 quilômetros de pavimento intertravado. A solução pode ser conferida de perto no estande da ABCP durante a realização do seminário da Aprece.
A ABCP tem participado ativamente na capacitação e apoio às diferentes frentes de pavimentação em concreto no Ceará. O estado, por meio da Secretaria de Obras Públicas (SOP), tem promovido a ampliação no uso do pavimento intertravado, priorizando essa técnica em áreas urbanas também como forma de moderar a velocidade de tráfego e facilitar a manutenção das vias. Atualmente o Estado já executou mais de 520.000 m² de pavimento intertravado em diversas rodovias estaduais, incluindo a CE-090, CE-010 e CE-060, além de vias, praças, estacionamentos, hospitais e universidades.
Sobre o pavimento intertravado
Os pavimentos intertravados são compostos por peças pré-moldadas de concreto e constituem uma eficaz solução para uso em ruas, calçadas, calçadões e praças, sendo largamente difundida no Brasil – tanto na construção como na reconstrução e reabilitação desse tipo de instalação urbana. Terminais de carga em portos, aeroclubes e estradas vicinais também constituem locais recomendados a essa tecnologia.
SERVIÇO
Seminário da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece) – Novos Gestores
Estande 96/97.
Data: 28 e 29 de janeiro de 20
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza
Programação e inscrições: novosgestores.aprece.org.br
Garantir uma mobilidade segura e eficiente para a população, habitação e saneamento básico adequados, além de ações que visem reduzir os impactos causados pelas mudanças climáticas. Esses são os principais desafios dos próximos prefeitos brasileiros e vereadores que tomarão posse em janeiro de 2025. Para contribuir com as pautas contemporâneas relacionadas ao desenvolvimento urbano, a indústria brasileira do cimento conta com soluções voltadas às prioridades dos municípios.
Na infraestrutura urbana, a rápida expansão das cidades e da frota de veículos ainda contrasta com investimentos insuficientes em transporte público e em outros modais, como ciclovias e calçadas. Na busca por soluções que possam proporcionar maior fluidez no ir e vir das pessoas com melhor acessibilidade, segurança, eficiência e qualidade de vida, além da inclusão social e preservação do meio ambiente, os sistemas à base cimento vêm ganhando cada vez mais espaço. Já estão presentes em calçadas, ciclovias, corredores e terminais de ônibus, vias de acesso, ruas e avenidas de alto fluxo e estão transformando a infraestrutura dos municípios brasileiros.
Na pauta Habitação, os sistemas construtivos que utilizam alvenaria estrutural com blocos de concreto, estes produzidos em fábricas estabelecidas e com selo da qualidade, ou paredes de concreto moldadas no local da obra, têm ganhado destaque nas moradias populares. A solução tem avançado devido à economia, agilidade, competitividade e ao trabalho que a indústria brasileira do cimento tem feito, em parceria com outras entidades da cadeia produtiva, de engajamento e capacitação dos profissionais e empresas da construção civil. Dentre os benefícios dessas tecnologias está a padronização e velocidade de construção, permitindo às construtoras abraçarem projetos com prazos apertados e alta repetitividade.
Em relação ao saneamento básico, apesar de uma pequena melhora nos últimos anos, a cobertura no Brasil ainda é muito precária, o que demandará ainda mais esforços dos setores público e privado visando suprir o déficit.
Diante de tantos desafios a enfrentar, os novos gestores municipais deverão estar preparados para lidar ainda com as condições climáticas extremas, com temperaturas e chuvas acima da média, seca e queimadas em algumas regiões do país.
Em momentos como esse, a busca por soluções sustentáveis que possam contribuir para a mitigação das mudanças climáticas e transição para a economia de baixo carbono nunca esteve tão em evidência. Nesse sentido, a indústria do cimento segue promovendo esforços significativos para reduzir o impacto gerado ao meio ambiente, com ações que levaram o Brasil a se tornar uma das referências mundiais entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo.
Seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, o setor vem desempenhando uma atuação regional significativa, para acelerar o desenvolvimento de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) no Brasil para fins de coprocessamento, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.
O processo evita que estes resíduos sejam dispostos em aterro, contribuindo com a redução das emissões de CO2 da indústria, bem como do metano emitido no aterro, que é cerca de 25 vezes superior à do CO2.
A atividade cimenteira tem participado ativamente dos principais debates no âmbito nacional sobre a descarbonização, na esfera setorial, federal e também municipal.
Além disso, segue à disposição para acelerar e qualificar o desenvolvimento urbano e apoiar no desenvolvimento, transferência de tecnologia e uso adequado dos sistemas construtivos de cimento em todo o País.
Os investimentos em soluções mais inovadoras e modernas de pavimentação e urbanização em avenidas, ruas e espaços públicos têm trazido grandes transformações às cidades, além de contribuírem para melhorar a sensação térmica e facilitar a manutenção nas redes de drenagem e saneamento.
A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), por meio do projeto Soluções para Cidades, vem apoiando os municípios para acelerar e qualificar o desenvolvimento urbano, por meio de projetos, parcerias e transmissão de conhecimento aos administradores municipais e demais atores urbanos.
Em cidades como Fortaleza (CE) e Salvador (BA), o asfalto está dando lugar a soluções em concreto. Os motivos vão desde questões ambientais até custo-benefício.
O pavimento intertravado com blocos de concreto tem se destacado como a principal tecnologia utilizada nos municípios para vias, calçadas e praças, substituindo pavimentos tradicionais de paralelepípedos e asfalto. Além de considerar a questão econômica, do aumento do preço do petróleo, matéria-prima do asfalto, a sustentabilidade também é um fator relevante na escolha dessa tecnologia.
Pavimento intertravado
O pavimento intertravado oferece facilidade de manutenção, pois os blocos podem ser reaproveitados após intervenções subterrâneas, o que reduz custos e prazos. Essa abordagem sustentável tem sido levada em conta nas decisões das diversas equipes técnicas de prefeituras, que, diante desse panorama, optaram por conceber projetos viários da cidade com o uso dessa solução, a exemplo das cidades de Fortaleza e Salvador.
Pavimento urbano de concreto
A pavimentação urbana com uso do concreto moldado in loco (pavimento urbano de concreto) é outra solução que vem sendo utilizada com sucesso em espaços públicos, como a Orla de Iracema, em Fortaleza (CE). Os benefícios são inúmeros e vão além da sua durabilidade, que pode ultrapassar 30 anos, o que representa um ciclo de vida cerca de cinco vezes maior em comparação ao asfalto.
Além de ser uma solução mais duradora, de alto desempenho e com custo inferior ao do asfalto, o pavimento urbano de concreto também traz vantagens significativas para o meio ambiente, como a redução das emissões de CO2 na atmosfera, e oferece benefícios adicionais para a segurança do usuário, promovendo melhor aderência e resultando em menor distância de frenagem em casos de emergência, além de prevenir aquaplanagem do veículo em condições de chuva.
Para cidades como Salvador (BA), que frequentemente atingem temperaturas acima de 28 oC durante a maioria dos dias do ano, o pavimento de concreto proporciona ainda a melhoria no microclima urbano devido à sua coloração clara, que contribui para uma menor absorção de calor.
Todas essas vantagens reforçam a necessidade de investir na qualificação da cadeia produtiva, com treinamentos, parcerias e orientações para que os projetos melhorem a qualidade das vias e a mobilidade para as pessoas. Nesse sentido, a ABCP tem avançado no suporte a obras e na transferência de tecnologia nessa área, apoiando tanto o mercado da construção civil como o poder público e a sociedade em geral, sempre com o objetivo de contribuir para o uso adequado dos sistemas à base de cimento.



Por iniciativa conjunta da ABCP e do SNIC, profissionais e técnicos de órgãos ambientais de Amazonas, Bahia, Sergipe e Tocantins participaram na manhã desta quarta-feira, 26/08, do webinar “Gestão e Destinação de Resíduos para Cidades Sustentáveis – Tecnologia de Coprocessamento”. O evento, realizado em formato on-line, teve o objetivo de contribuir para o desenvolvimento técnico das equipes dos órgãos ambientais e buscar harmonização conceitual da tecnologia do coprocessamento de resíduos em fornos de clínquer, reforçando a atividade como uma alternativa adequada e complementar para a gestão de resíduos em cidades sustentáveis e inteligentes. Cerca de 35 profissionais da área participaram do encontro.
>> Esta foi a segunda edição do evento. Na primeira realização, ocorrida dia 18/08/2021, participaram profissionais de Alagoas, Espírito Santo, Pará, Roraima e Santa Catarina. Na ocasião, cerca de 50 profissionais estiveram presentes. Mais dois encontros serão realizados em setembro próximo, em datas ainda a ser confirmadas, com a participação de outros estados da federação.
Aberto pelo presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, e mediado pelo diretor de Comunicação, Hugo Rodrigues, o encontro contou com palestra do consultor Gunther André Hofstatter, da FG Serviços Ambientais, que contribuiu decisivamente para a nova Resolução Conama 499/20, que dispõe sobre o licenciamento da atividade de coprocessamento de resíduos em fornos rotativos de produção de clínquer. Cerca de 50 profissionais da área participaram do encontro.
O presidente da ABCP lembrou que, até os anos 40, o Brasil tinha menos de 20% da sua população nas cidades e essa pirâmide se inverteu significativamente, e que cada um dos 220 milhões de brasileiros produz 383 kg de resíduos domésticos por ano. “Algo que parecia distante e pouco provável já ocorre. O relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) deixa claro o impacto direto do aquecimento da atmosfera sobre a humanidade devido à emissão dos gases de efeito estufa (GEE)”, disse.
Para Paulo Camillo, a tecnologia de coprocessamento exerce duas funções essenciais no ambiente e está plenamente inserida no conceito de economia circular, já que aproveita o poder energético dos resíduos e também elimina o passivo ambiental representado pelo acúmulo deles em aterros e lixões. “Como sabemos, a utilização de combustíveis alternativos pelo setor potencializa uma menor emissão de CO2 por substituir combustíveis fósseis tradicionais, como coque de petróleo e carvão. Os benefícios da técnica incluem a preservação de recursos naturais em matérias-primas. A redução de GEE gera empregos, a redução de lixões, a melhoria da saúde pública e o aumento da vida útil dos aterros sanitários existentes.”

O evento de duas horas, aproximadamente, foi organizado em três módulos, que trataram de: 1) Cidades Sustentáveis e sua Conexão com o Processamento de Resíduos Sólidos; 2) Coprocessamento de Resíduos Sólidos na ótica da Indústria Cimenteira; e 3) Políticas Públicas e a base legal para execução da atividade de Coprocessamento de resíduos sólidos e conexão mundial. Ao final de cada módulo, os participantes puderam apresentar dúvidas e aprofundar o debate.
Em sua palestra, Gunther Hofstatter destacou o conceito de coprocessamento, definido por quatro vertentes: matérias-primas alternativas, combustíveis alternativos, destruição térmica de passivos e ganhos ambientais. Segundo ele, “é simplista definir o coprocessamento apenas pela substituição de matérias-primas ou uso de combustíveis alternativos. O coprocessamento é uma solução ambiental integrada”, que se oferece às políticas públicas de destinação de resíduos urbanos. “Os resíduos ocupam o quarto lugar entre as fontes emissoras de GEE no mundo e a transformação energética está em primeiro lugar. Portanto, é fantástico quando podemos atuar nessas duas frentes, como é o caso do coprocessamento”, explicou Hofstatter.
Ao tratar dos aspectos técnicos, o especialista observou que o licenciamento concedido à indústria refere-se à capacidade do forno de destruir os resíduos, ou seja à atividade, não aos materiais que serão coprocessados, e que o coprocessamento acaba impulsionando a indústria a seguir um novo e mais elevado patamar de controle das emissões”. Ele informou que já existem no país plantas industriais que coprocessam o resíduo sólido urbano (RSU), assim como plantas de preparo de RSU. “O que precisamos agora é ampliar essas atividades”, concluiu.
Para o presidente da ABCP, “devemos erradicar a ideia de ser um dos países que ainda enterram energia. Esperamos que haja aqui uma troca de muito conhecimento técnico e sinergia, e que tenhamos o sentimento de que a transformação virá a partir dos nossos próprios atos. A união de esforços de todos aqui presentes é um marco para continuarmos seguindo em uma agenda tão importante como esta. Ou seja, uma economia de baixo carbono, com fontes renováveis e menor disposição de resíduos em aterros”.