A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável, dando continuidade a dois anos sucessivos de crescimento robusto. A comercialização do insumo no País em janeiro totalizou 5,3 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 8% frente a dezembro de 2025. Por dia útil, a comercialização foi de 223,9 mil toneladas no mês, representando uma evolução de 3,3% comparado ao mesmo mês do ano anterior, apesar do considerável volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste no mês.
20260206_Snic_relatorio_JaneiroTag: cimento
Cimento tem alta nas vendas em novembro puxada por habitação e mercado de trabalho aquecido
As vendas de cimento em novembro totalizaram 5,5 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No acumulado do ano (janeiro a novembro), os números alcançaram 62,2 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% comparado a igual período do ano passado. O despacho de cimento por dia útil atingiu 263,9 mil toneladas.
O desempenho do setor segue influenciado por um cenário macroeconômico de alta complexidade. Por um lado, dados mostram robustez no emprego e na renda: o desemprego atingiu 5,4% em outubro, o menor da série histórica, com apenas 5,9 milhões de pessoas desempregadas. A população ocupada registrou novo recorde (102,5 milhões) e o rendimento médio atingiu o maior valor histórico, alavancando a massa salarial. O mercado de trabalho aquecido elevou a confiança do consumidor em novembro, atingindo o maior nível desde dezembro de 2024.
Por outro lado, além da desaceleração do PIB ao longo do ano, o ambiente de crédito e consumo permanece desafiador. As expectativas de inflação para 2025 e 2026 seguem acima da meta, apontando para a necessidade de manutenção de juros altos. Esse aperto monetário reflete-se diretamente no endividamento da população, que cresceu para 49,1% em setembro, e na inadimplência, que atingiu o recorde de 80,4 milhões de indivíduos em outubro. Adicionalmente, os gastos com apostas (bets) continuam pressionando o orçamento familiar.
O cenário de incertezas, motivado pela política monetária contracionista, impactou a confiança da indústria, que caiu pela oitava vez no ano devido à fraca demanda e aos estoques elevados. Na construção, embora a confiança tenha subido em novembro impulsionada pelos segmentos de infraestrutura e serviços especializados, o nível ainda é insuficiente para recuperar o patamar do início do ano.
No varejo de materiais de construção, as vendas caíram 2% em outubro na comparação anual, levando o setor a reduzir, pela segunda vez, a projeção de crescimento de 2025 de 1,8% para 0,5%.
O mercado imobiliário apresenta sinais distintos. Enquanto os lançamentos subiram 1,6% no 3º trimestre, as vendas caíram 6,5% no mesmo período, elevando o volume de unidades em estoque. O financiamento imobiliário via SBPE sofreu forte retração, com queda de 36,12% no número de unidades financiadas para construção no acumulado até outubro, reflexo da alta dos juros.
Entretanto, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como um vetor crucial de demanda. No acumulado do ano, os lançamentos do programa cresceram 7,9% e as vendas aumentaram 15,5%. O impacto do MCMV na indústria do cimento é expressivo: uma unidade de 45 m² consome entre 4 e 6 toneladas do insumo, dependendo se construída com blocos ou paredes de concreto. O setor projeta que para atingir a meta de superar 2 milhões de unidades entre 2023 e 2026, o consumo de cimento será ampliado consideravelmente.
Somam-se a isso as novas regras de crédito habitacional, que permitirão o uso de até 100% dos recursos da poupança e elevarão o teto de financiamento, medidas que, aliadas às mudanças no Imposto de Renda, buscam recompor a capacidade de compra e investimento da classe média e reduzir o déficit habitacional, mesmo considerando os níveis de juros atuais.
Em paralelo às perspectivas de mercado, o setor cimenteiro do país reforça seu compromisso global com a descarbonização. Em novembro, a indústria apresentou seu novo Roadmap Net Zero 2050 durante a COP30, em Belém, detalhando a rota para a neutralidade de carbono apoiada em uma trajetória de sustentabilidade sólida.
O Brasil já se destaca no cenário mundial emitindo 580 kg de CO₂ por tonelada de cimento, marca inferior à média global de 610 kg/t. Além disso, o setor consolidou-se como referência na substituição de combustíveis fósseis, alcançando 32% de sua matriz energética proveniente de combustíveis alternativos, como biomassas e resíduos, reafirmando o coprocessamento como uma atividade crucial para a transição energética.
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.
Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental
ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria
A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.
Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.
O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.
ABCP: 89 anos de excelência, pavimentando o caminho para o centenário da indústria brasileira do cimento
Hoje, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) celebra 89 anos de fundação. Protagonista de marcos históricos, a entidade segue na vanguarda, liderando debates e atuando como referência de excelência tecnológica.
Esta data ganha um significado especial, pois marca o início da jornada para os 90 anos da entidade e para os 100 anos da indústria brasileira do cimento, que serão comemorados em 2026. O setor, presente em 23 estados e responsável por cerca de 82 mil empregos, demonstra sua confiança no desenvolvimento do Brasil com R$ 27,5 bilhões em investimentos planejados entre 2023 e 2027.
Neste último ciclo, obtivemos avanços significativos no fomento ao uso dos sistemas construtivos à base de cimento, tanto na habitação quanto na infraestrutura. Nas edificações, as soluções cimentícias reafirmaram seu protagonismo no Programa Minha Casa, Minha Vida, impulsionadas pela eficiência da alvenaria estrutural com blocos de concreto e das paredes de concreto moldadas in loco — tecnologias de alto desempenho que reduzem custos, aceleram obras e evitam desperdícios. Para viabilizar esses avanços, a indústria ampliou o suporte técnico às construtoras e reforçou parcerias com grandes instituições.
Na infraestrutura de transporte, o pavimento de concreto já representa 4,5% da malha rodoviária federal, e temos a convicção de que podemos chegar a 10% em breve. Nas cidades, colhemos os frutos de anos de trabalho técnico, com a solução presente em mais de 150 municípios. Para consolidar esse movimento, a PAVI+ (Comunidade da Pavimentação) avança, reunindo especialistas e gestores públicos em torno de uma pauta única: qualidade, durabilidade e sustentabilidade para a infraestrutura brasileira.
Todo esse crescimento caminha lado a lado com a responsabilidade climática. O Brasil já ostenta, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), e nossa transição energética segue acelerada. O coprocessamento atingiu sua melhor marca, com 32% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e resíduos, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.
Elevamos ainda mais nossa ambição atualizando nossa trajetória de mitigação com o Roadmap Net Zero, lançado durante a COP30. Através dele, mapeamos uma série de alavancas, dentro do nosso processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, capazes de nos levar a um cenário de neutralidade climática até 2050. São medidas que abrangem maior uso de adições e matérias-primas alternativas, ampliação dos combustíveis alternativos em substituição aos combustíveis fósseis não renováveis, maior eficiência na produção de concretos e sistemas construtivos, utilização de energias limpas, captura de carbono e soluções baseadas na natureza.
Na frente de inovação, o hubIC segue como catalisador da expansão da construção digital, impulsionando a modernização do setor rumo à Indústria 4.0. Além disso, inovou mais uma vez ao coordenar a Rede More, projeto inédito para mensurar a pegada de CO₂ das habitações, visando impulsionar a economia de baixo carbono. Simultaneamente, ampliamos nossa difusão de conhecimento com uma intensa agenda de cursos, palestras e webinários por todo o País. Todo esse ecossistema é sustentado pela excelência dos nossos Laboratórios, garantindo o Selo da Qualidade e a certificação que o mercado exige.
Celebrar 89 anos é reafirmar nosso compromisso de unir crescimento econômico e sustentabilidade rumo aos próximos 100 anos.
Roadmap Net Zero da indústria brasileira do cimento é lançado na COP30
Após lançar, de forma pioneira, o maior e mais ambicioso roteiro de descarbonização na indústria de base do Brasil, a indústria brasileira do cimento atualizou sua trajetória de mitigação, por meio do Roadmap Net Zero, que foi apresentado no dia 15/11 durante a COP30. A iniciativa integrou os 140 painéis que compuseram o Pavilhão Brasil, dos mais de 1250 projetos submetidos para avaliação do Ministério do Meio Ambiente.
O painel contou com a participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA), Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil), Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), com a moderação de Stefania Relva (Diretora Instituto E+).
A indústria brasileira do cimento tem uma longa trajetória de atuação em responsabilidade ambiental, social e econômica. Pouco depois de implementar o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovou o compromisso com a descarbonização, lançando a proposta de neutralização de emissões até 2050. O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção.
Liderança em sustentabilidade
Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou premissa para o desenvolvimento, a indústria nacional demonstra que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social. Segundo dados da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA) — o maior e mais completo banco de dados de indicadores ambientais e de CO2 do setor industrial no mundo —, a produção de uma tonelada de cimento no planeta gera, em média, 610 kg de CO2. O Brasil, no entanto, se destaca por estar entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2 por tonelada, resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos. Essa liderança é fruto de uma estratégia consolidada que aposta na economia circular e na redução do impacto ambiental da produção de cimento.
A indústria brasileira do cimento é pioneira no uso de adições e subprodutos de outras cadeias produtivas, alcançando os maiores percentuais de substituição de clínquer (componente principal do cimento) do mundo. Além disso, dobrou sua participação no uso de combustíveis alternativos nos últimos 15 anos, superando 30% da matriz energética — ficando atrás apenas da União Europeia.
Biomassas como casca de arroz, caroço de açaí, cavaco de madeira e resíduos urbanos e industriais são hoje fontes significativas de energia no setor, substituindo combustíveis fósseis como o coque de petróleo. Esses avanços anteciparam em cinco anos metas previamente estabelecidas e demonstram um compromisso real com a sustentabilidade.
Esse compromisso está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com metas até 2035. A indústria está trabalhando em estreita colaboração com o governo federal para definir metas setoriais que combinem a descarbonização com o crescimento econômico.
O Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira pode ser conferido no site.
Descarbonização da indústria energointensiva
Na sexta-feira, 14, a ABCP/SNIC participou ainda no estande da Confederação Nacional da Indústria do Painel CNI – Descarbonização da indústria energointensiva, ao lado de outras lideranças: Adriano Scarpa (indústria florestal), Janaina Donas (alumínio), André Passos (química) e Priscila Cardoso (aço). O debate teve como moderador o Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.
Setores como alumínio, aço, cimento, vidro, químico e papel e celulose são pilares do desenvolvimento nacional, mas também estão entre os mais impactados pelas exigências de redução de emissões de gases de efeito estufa. É essencial compreender como essas cadeias produtivas podem se adaptar, mantendo competitividade e garantindo segurança operacional, ao mesmo tempo em que contribuem para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. O objetivo do painel, portanto, foi debater caminhos para acelerar a descarbonização das indústrias, identificando desafios, oportunidades e soluções colaborativas entre governo e setor produtivo.
ABCP e SNIC lançam Roadmap Net Zero da Indústria do Cimento Brasileira na COP30
Após lançar, de forma pioneira, o maior e mais ambicioso roteiro de descarbonização na indústria de base do Brasil, a indústria brasileira do cimento atualizou sua trajetória de mitigação, por meio do Roadmap Net Zero, que foi apresentado no último sábado (15/11) durante a COP30. A iniciativa foi escolhida entre os 140 painéis que compõem o Pavilhão Brasil, dos mais de 1250 projetos submetidos para avaliação do Ministério do Meio Ambiente.
O painel contou com a participação de Paulo Camillo Penna (Presidente ABCP/SNIC), Thomas Guillot (CEO GCCA), Clovis Zapata (Country Representative UNIDO/Brazil) e Gonzalo Visedo (Head de Sustentabilidade do SNIC), com a moderação de Stefania Relva (Diretora Instituto E+).
“A indústria brasileira do cimento tem uma longa trajetória de atuação em responsabilidade ambiental, social e econômica. Pouco depois de implementarmos o Roadmap de mitigação do setor em 2019, renovamos nosso compromisso com a descarbonização, lançando nossa proposta de neutralização de emissões até 2050. O novo Roadmap tem como base todo o ciclo de vida da cadeia do cimento apoiado no desenvolvimento de combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, captura, estocagem e uso de carbono, além de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Todo esse mapa do caminho incorpora fortemente tecnologia e inovação, com ativa participação da academia, agências de fomento e os diversos integrantes da cadeia da construção”, destacou Paulo Camillo.
Liderança em sustentabilidade
Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou premissa para o desenvolvimento, a indústria nacional demonstra que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social. Segundo dados da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA) — o maior e mais completo banco de dados de indicadores ambientais e de CO2 do setor industrial no mundo —, a produção de uma tonelada de cimento no planeta gera, em média, 610 kg de CO2.
O Brasil, no entanto, se destaca por estar entre os países com menor intensidade de carbono no setor, com 580 kg de CO2 por tonelada, resultado direto de décadas de investimento em inovação, eficiência energética, uso de energias renováveis e de matérias-primas e combustíveis alternativos. Essa liderança é fruto de uma estratégia consolidada que aposta na economia circular e na redução do impacto ambiental da produção de cimento.
A indústria brasileira do cimento é pioneira no uso de adições e subprodutos de outras cadeias produtivas, alcançando os maiores percentuais de substituição de clínquer (componente principal do cimento) do mundo. Além disso, dobrou sua participação no uso de combustíveis alternativos nos últimos 15 anos, superando 30% da matriz energética — ficando atrás apenas da União Europeia.
Biomassas como casca de arroz, caroço de açaí, cavaco de madeira e resíduos urbanos e industriais são hoje fontes significativas de energia no setor, substituindo combustíveis fósseis como o coque de petróleo. Esses avanços anteciparam em cinco anos metas previamente estabelecidas e demonstram um compromisso real com a sustentabilidade.
Esse compromisso está alinhado às diretrizes do Plano Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com metas até 2035. A indústria está trabalhando em estreita colaboração com o governo federal para definir metas setoriais que combinem a descarbonização com o crescimento econômico.
Informações para Imprensa
Daniela Nogueira – (11) 96606-4960 – daniela.nogueira@fsb.com.br
Krishma Carreira – (11) 99467-8080 – krishma.carreira@fsb.com.br
Cimento: indústria cresce em outubro e lança Roadmap Net Zero na COP30
As vendas de cimento totalizaram 6,3 milhões de toneladas em outubro, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
No acumulado do ano (janeiro a outubro), os números alcançaram 56,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,5% comparado a igual período do ano passado. O despacho de cimento por dia útil atingiu 252,3 mil toneladas, uma alta de 5,0% ante outubro de 2024.
O resultado do setor refletiu o cenário macroeconômico contraditório, que combinou, de um lado, um mercado de trabalho aquecido e, de outro, juros altos, inadimplência e endividamento elevados.
A taxa de desemprego foi a menor da série histórica (5,6% em setembro) e com recordes na população ocupada (102,4 milhões), nos postos com carteira assinada e massa salarial. O bom resultado elevou a confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo.
No entanto, o mesmo otimismo não se refletiu na confiança empresarial. A da indústria piorou pela sétima vez no ano, e a da construção também caiu em outubro, com preocupações sobre demanda insuficiente, custo do crédito e escassez de mão de obra.
Os principais desafios para o setor vêm do custo do crédito e do orçamento familiar. O endividamento da população (48,91%) e a inadimplência (78,8 milhões de indivíduos) seguem em níveis elevados, limitando o consumo. Além disso, com a taxa Selic mantida em 15% e expectativas de inflação acima da meta, o mercado imobiliário, principal indutor do consumo de cimento, sente os efeitos.
O impacto mais significativo é visto no financiamento para construção, cujo número de operações apurado pelo SBPE acumula uma queda de 55,4% até agosto. Os lançamentos imobiliários, embora tenham subido 6,8% até junho, recuaram 6,8% no segundo trimestre (abr-jun). O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) seguiu a mesma tendência: apesar de crescer 7,8% no semestre, teve uma queda de 15,5% no segundo trimestre.
Diante desse cenário de incertezas, o anúncio do novo modelo de crédito imobiliário pelo governo federal, com mudança nas regras para uso da poupança e a nova linha de crédito voltada à reforma, tem potencial de impulsionar a demanda na construção civil e do insumo.
Em linha com as projeções do setor, a indústria brasileira do cimento mantém a expectativa de crescimento entre 2,0% e 3,0% para 2025. Essa perspectiva se ancora em duas frentes principais: a força do MCMV, que deve gerar uma demanda adicional de 2,5 a 3 milhões de toneladas de cimento por ano, e os investimentos contínuos em infraestrutura, com destaque para a forte expansão do pavimento de concreto rodoviário e urbano.
Roadmap Net Zero
A indústria brasileira do cimento apresentará seu novo Roadmap Net Zero 2050 durante a COP30, em Belém (PA). A iniciativa, selecionada entre os mais de 1.250 projetos inscritos, detalha a rota para a neutralidade de carbono, baseando-se em um histórico de liderança do setor em sustentabilidade:
- Emissões: o Brasil já emite 580 kg de CO2/t de cimento, abaixo da média global (610 kg/t).
- Economia circular: o Brasil é um dos dois países com maiores adições de matérias-primas alternativas ao clínquer (componente principal do cimento) do mundo.
- Energia limpa: 32% da matriz energética do setor vêm de combustíveis alternativos (biomassas e resíduos), índice inferior apenas ao da União Europeia.
- Meta: atingir a neutralidade de carbono até 2050, por meio de instrumentos de remoções e compensações, como Soluções baseadas na Natureza (SbN).
O painel será apresentado no dia 15/11, no Pavilhão Brasil (Zona Verde), em Belém.
Cimento: indústria cresce e apresenta o Roadmap Netzero na COP30
As vendas de cimento em outubro totalizaram 6,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
No acumulado do ano (janeiro a outubro), os números alcançaram 56,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,5% comparado a igual período do ano passado. O despacho de cimento por dia útil atingiu 252,3 mil toneladas, uma alta de 5,0% ante outubro de 2024.
Fábricas de cimento brasileiras investem para diminuir a emissão de CO2
O Jornal Nacional, da Rede Globo, veiculou nesta quinta-feira, 23/10, reportagem sobre a iniciativa e principais ações da indústria brasileira do cimento de buscar a descarbonização da cadeia produtiva.
"Historicamente, a indústria do cimento é um dos setores mais poluentes. Mas no Brasil, para sair dessa posição desconfortável, os fabricantes têm feito investimentos e mudado procedimentos", diz a apresentadora Renata Vasconcellos na abertura da matéria.
"As obrigações ambientais viraram metas do setor, que quer atingir, até 2050, a chamada neutralidade nas emissões de carbono", completa a chamada.
Assista à reportagem completa:

