Cimento acumula alta de vendas no primeiro trimestre

A indústria brasileira de cimento registrou no primeiro trimestre de 2025 a venda de 15,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Em março, a alta foi de 5,2% frente ao mesmo mês de 2024, com 5,3 milhões de toneladas comercializadas do produto.

Na comparação por dia útil as vendas do produto registraram em março 244,9 mil toneladas, um crescimento de 5,6% em comparação a fevereiro e de 10,1% em relação a igual período de 2024. Assim, o resultado trimestral apresentou uma alta de 6,0% ante os três primeiros meses do ano passado.

 

Venda de cimento cresce 7,5% em fevereiro no país

As vendas de cimento em fevereiro de 2025 totalizaram 5,1 milhões de toneladas, um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor apresentou alta de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A venda por dia útil – indicador que considera o número de dias trabalhados e que tem forte influência no consumo de cimento – foi de 232,1 mil toneladas, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior e uma alta de 4,1% em relação ao acumulado no ano.

Os principais indutores do desempenho foram o mercado de trabalho ainda aquecido, com expansão do emprego formal, aumentando a massa salarial e do PIB, além do desempenho do mercado imobiliário. As vendas e os lançamentos de novos imóveis seguiram em expansão, impulsionadas principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Apesar do momento promissor, a falta de mão de obra e os aumentos dos custos já impactam a confiança da construção, que caiu para o pior nível desde março de 2022. Soma-se a esse cenário a preocupação das empresas do setor com a redução da disponibilidade de crédito via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e FGTS, que podem afetar os investimentos e desacelerar o número de lançamentos imobiliários, diminuindo a oferta. Nesse sentido, é consenso do mercado a necessidade de procurar alternativas de funding para as construções imobiliárias.

A mesma percepção de pessimismo foi observada pelo consumidor, que pela terceira vez consecutiva manteve-se menos confiante com a piora da inflação de alimentos, que reduz o poder de compra das famílias em bens essenciais e a elevação da taxa de juros, que agrava a situação financeira da população.

A indústria também segue com cautela quanto à situação presente. O cenário macroeconômico da Selic em elevação e o câmbio desvalorizado, aliados a uma expectativa geral de desaceleração da economia, podem significar um ano difícil para o setor industrial, apesar dos bons resultados de 2024.

Mesmo diante desse cenário desafiador, a indústria brasileira de cimento segue moderadamente otimista com a espera de um melhor desempenho do PAC, o avanço no uso do pavimento de concreto e obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

No ano em que o Brasil será o centro das atenções na agenda ambiental, ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, a indústria vem colaborando com o governo federal para a elaboração de metas setoriais, no âmbito do Plano Clima. O objetivo é contemplar tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico, para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Indústria do cimento apresenta forte alta em fevereiro

A indústria do cimento registrou um desempenho de vendas favorável. A comercialização do insumo no país em fevereiro totalizou 5,1 milhões de toneladas, um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo mês de 2024 e uma alta de 6,4% frente ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

 

ABCP certifica 98% da produção nacional de cimento

A qualidade do cimento Portland comercializado em todo o território nacional é certificada pelo Programa Setorial da Qualidade, mantido pela ABCP. Em 2024, foram analisados todos os tipos do produto junto aos fabricantes participantes, que totalizam mais de 98% da produção brasileira, de acordo com o último relatório setorial enviado ao Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).

A ABCP é a Entidade Gestora Técnica do PBQP-H para os produtos: cimento Portland, blocos vazados de concreto e peças de concreto para pavimentação. Isso quer dizer que a avaliação da conformidade, que verifica se os fabricantes atendem as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, é chancelada pela ABCP.

São mais de 148 empresas qualificadas, representando um total de 467 produtos avaliados. Em 2024, para avaliação da qualificação, foram realizados mais de 3.700 ensaios e 81 auditorias técnicas nos produtores.

A indústria de cimento foi o primeiro segmento industrial a possuir marca de conformidade da ABNT para produto, lançando em 1977 as bases para a certificação. Em 1990, mantendo os mesmos critérios de avaliação, a marca de conformidade passou a ser reconhecida como Selo da Qualidade ABCP, agora sob gestão técnica da ABCP; e a partir de 1998, o Selo da Qualidade ABCP para cimento passou a atender ao compromisso da indústria frente ao PBQP-H, cuja meta era elevar para 90% o percentual médio de conformidade com as normas técnicas dos produtos que compõem a cesta básica de materiais de construção. Dentre os produtos dessa cesta básica, o cimento se destaca, atualmente, por ter alcançado o maior índice de conformidade: 100%.

Posteriormente, em 2016, a ABCP tornou-se Organismo Certificador de Produtos, acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO (CGCRE).

A certificação de produtos é voluntária, porém os critérios de qualificação de fornecedores são cada vez mais exigidos pelos consumidores finais. Isso tem sido aprimorado ano a ano, graças aos programas de certificação, que traduzem ao consumidor final a avaliação técnica e sistemática da conformidade apresentada por um determinado fabricante.

Os resultados do PBQP-H, ligado ao Ministério das Cidades, de âmbito nacional e com adesão voluntária das empresas, vêm criando um ambiente de isonomia competitiva na conformidade técnica e melhoria de padrões de produtividade, além da redução dos custos da construção.

Atualmente, qualquer empresa de cimento, associada ou não da ABCP, e qualquer produtor de blocos de concreto e peças para pavimentação, independentemente de sua capacidade de produção ou local no território nacional, pode solicitar sua participação no Programa do Selo da Qualidade, devendo, para obtenção do selo, atender a determinados requisitos normativos de especificação e desempenho, além de passar por auditorias fabris com auditores técnicos.

Os produtores certificados junto ao Programa Setorial da Qualidade qualificam-se para atender às obras financiadas pelo governo (níveis federal, estadual e municipal), bem como a todo tipo de edificação cujo empreendedor exija o atendimento ao PBQP-H e ao Código de Defesa do Consumidor.

As informações sobre o Programa Setorial da Qualidade do PBQP-H, bem como portarias, regulamentos e empresas qualificadas, podem ser consultadas diretamente no site do PBQP-H, pelo link: https://pbqp-h.mdr.gov.br/sistemas/simac/programas-setoriais-da-qualidade-psq/

Mais informações podem ser obtidas pelo contato: selo@abcp.org.br

Setor de cimento avança em trajetória sustentável para zerar emissões até 2050

Representantes da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e do Instituto E+ deram início no dia 5 de fevereiro à atualização do Roadmap de Descarbonização para o setor de cimento.

A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar.

A parceria pretende dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo SNIC em 2023, junto à Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA, em inglês), de atualizar o Roadmap que o setor lançou em 2019 para uma trajetória de neutralidade climática em 2050.

Para tanto, o Roadmap levará em consideração, além de soluções tecnológicas no processo produtivo, alternativas de descarbonização ao longo do ciclo de vida do produto que ajudem o setor a alcançar a neutralidade de emissões no Brasil até 2050. Embora o setor de cimento no país já registre um dos mais baixos índices de emissão de CO2 equivalente em comparação com padrões internacionais, há um compromisso crescente com a adoção de soluções que impulsionem a competitividade e a sustentabilidade.

Diante desse cenário, serão analisadas melhorias no processo produtivo e uso do produto, considerando barreiras regulatórias e financeiras e a incorporação de tecnologias inovadoras, como captura e armazenamento de carbono (CCS), combustíveis e matérias-primas alternativas, eficiência energética, uso de hidrogênio verde e produção de concreto de baixo carbono.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de iniciativas já implementadas no Brasil, a identificação de fontes de financiamento nacionais e internacionais para viabilizar a modernização do setor e o desenvolvimento de uma plataforma digital para conectar projetos inovadores com oportunidades de investimento.

Essa iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional que apoia países em desenvolvimento na descarbonização de setores industriais de difícil descarbonização, como cimento e aço, por meio de assistência técnica e promoção de tecnologias inovadoras. Além disso, o estudo integra o escopo do Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub), plataforma coliderada pelo Brasil e pelo Reino Unido, que visa fomentar investimentos e parcerias para acelerar a transição da indústria para uma economia de baixo carbono. A UNIDO é responsável pela gestão do Secretariado do ID Hub, atuando para facilitar parcerias estratégicas.

A definição do Roadmap sustentável para a indústria de cimento deverá ser concluída em até 18 meses e contribuirá para que a indústria cimenteira brasileira se alinhe às metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, consolidando sua trajetória rumo à neutralidade de carbono.

Vale destacar que a descarbonização da indústria é uma prioridade para o Brasil, e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Nesse sentido, a indústria está à frente dos debates na agenda climática, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor é o primeiro no país a ter um Roadmap de Descarbonização e está atualizando suas bases para um Roadmap Net Zero 2050.

O setor está trabalhando junto com o governo na elaboração de metas setoriais (Plano Clima), contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender à demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país. O Plano Clima será concluído e divulgado pelo Governo Federal em 2025, ano da COP30 no Brasil.

Além disso, o setor lidera a agenda do programa Nova Indústria Brasil (NIB),  missões específicas voltadas à neoindustrialização do país. Uma delas, a Missão 5, contempla Descarbonização, Transição Energética e Bioeconomia. Nesse sentido, a inclusão do setor de cimento com destaque na Missão 5 representa marco fundamental para o fortalecimento da integração entre o desenvolvimento socioeconômico e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

UNIDO: setor de cimento inicia trajetória sustentável para zerar emissões até 2050

Representantes e especialistas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e do Instituto E+ participaram no dia 05/02 da reunião de lançamento da atualização do roadmap de descarbonização para o setor de cimento, que levará em consideração tecnologias inovadoras capazes de zerar as emissões líquidas do setor de cimento no Brasil até 2050. A iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional de apoio a países em desenvolvimento para dar mais sustentabilidade a setores cujo processo produtivo é difícil de descarbonizar.

Embora o setor de cimento no Brasil já registre baixos índices de emissão de CO2 equivalente em comparação com padrões internacionais, há um compromisso crescente com a adoção de soluções que impulsionem a competitividade e sustentabilidade. Serão analisadas melhorias no processo produtivo, considerando barreiras regulatórias e financeiras, e a incorporação de tecnologias inovadoras, como captura e armazenamento de carbono (CCS), eficiência energética, uso de hidrogênio verde e produção de concreto de baixo carbono.

Entre as ações previstas estão o mapeamento de iniciativas já implementadas no Brasil, a identificação de fontes de financiamento nacionais e internacionais para viabilizar a modernização do setor e o desenvolvimento de uma plataforma digital para conectar projetos inovadores com oportunidades de investimento.

O secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, enfatizou o papel do governo na coordenação dessa agenda: “A descarbonização da indústria é uma prioridade para o Brasil, e o setor cimenteiro tem um papel estratégico nesse processo. Com a construção deste roadmap, fortaleceremos as bases para uma transição sustentável e competitiva.”

Para o representante da UNIDO no Brasil, Clovis Zapata, a parceria com o setor é essencial para garantir um planejamento estratégico robusto e viável: “A UNIDO trabalhará em estreita colaboração com a indústria cimenteira e demais stakeholders para apoiar a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis que posicionem o Brasil como referência na descarbonização do setor”, destacou.

O roadmap será elaborado com a participação do SNIC, entidade que representa o setor e contribuirá com dados e projeções para a construção de cenários realistas e viáveis. O presidente do SNIC e da ABCP, Paulo Camillo Penna, reforça a importância dessa iniciativa: “O desenvolvimento deste roadmap trará diretrizes fundamentais para que o setor possa avançar na redução de emissões sem comprometer a competitividade da indústria, garantindo um futuro sustentável e alinhado às metas climáticas.”

Essa iniciativa faz parte do Partnership for Net Zero Industry, programa internacional que apoia países em desenvolvimento na descarbonização de setores industriais de difícil descarbonização, como cimento e aço, por meio de assistência técnica e promoção de tecnologias inovadoras. Além disso, o estudo integra o escopo do Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub), plataforma coliderada pelo Brasil e pelo Reino Unido, que visa fomentar investimentos e parcerias para acelerar a transição da indústria para uma economia de baixo carbono. A UNIDO é responsável pela gestão do Secretariado do ID Hub, atuando para facilitar parcerias estratégicas.

A definição do roadmap sustentável para a indústria de cimento deverá ser concluída em até 18 meses e contribuirá para que a indústria cimenteira brasileira se alinhe às metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, consolidando sua trajetória rumo à neutralidade de carbono.

Fonte: UNIDO

Venda de cimento cresce 5,3% em janeiro no país

A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável. A comercialização do insumo no país em janeiro totalizou 5,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo mês de 2024 e uma alta de 10% frente a dezembro último. Por dia útil, que considera o número de dias trabalhados e tem forte influência no consumo, a comercialização de cimento foi de 215,6 mil toneladas no mês de janeiro, o que representa uma evolução de 5,4%, comparado ao mesmo mês do ano anterior e queda de 1,1% em relação a dezembro de 2024.

O resultado é atribuído ao contínuo aquecimento do mercado de trabalho e à renda da população, com a massa salarial em alta, desemprego em nível baixo e recorde em carteiras assinadas.

Além disso, o mercado imobiliário, importante indutor do consumo de cimento, registrou crescimento no financiamento em 2024, ainda que mudanças em linha de crédito habitacional vêm sendo negativamente realizadas.

Verifica-se forte movimentação de vendas e de lançamentos, puxada pelas obras do programa Minha Casa, Minha Vida, que permanece em expansão. A comercialização de materiais de construção também seguiu em alta no ano passado.

No entanto, apesar da demanda aquecida da construção civil, o setor começa a sentir os impactos da pressão inflacionária, do custo de mão de obra, da continuidade do aumento da taxa de juros (13,25%) e do endividamento e inadimplência elevados, que exercem pressão na situação financeira e no consumo das famílias, contribuindo, inclusive, para a queda na confiança do consumidor em janeiro. Este índice registrou o menor nível desde fevereiro de 2023, refletindo uma maior preocupação com o momento atual e com as expectativas futuras, em todas as classes de renda, principalmente as mais elevadas.

Na construção e indústria, a confiança também piorou. O ambiente econômico, com a Selic em elevação (com probabilidade de atingir 15% até dezembro) e o câmbio desvalorizado, já representa um desafio para as empresas.

As incertezas fiscais do país somadas à trajetória de alta da Selic, anunciada pelo Banco Central, tornam as perspectivas do setor para o ano mais conservadoras.

Ainda assim, a indústria do cimento segue otimista com a possibilidade de elevar a presença do cimento e do pavimento de concreto como opção nas licitações de ruas, estradas e rodovias. Fatores como esses levam a uma projeção de crescimento de consumo do produto estimada em 1% para este ano, o que representa um acréscimo de 650 mil de toneladas de cimento, atingindo um total anual de 65,5 milhões de toneladas.

Na perspectiva da sustentabilidade, o ano de 2025 traz desafios importantes para o setor produtivo, como a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – Mercado de Carbono, bem como a definição de metas de descarbonização setoriais no âmbito do Plano Clima, quando se avizinha a COP30.

Vendas de cimento iniciam o ano em alta

A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável. A comercialização do insumo no país em janeiro totalizou 5,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo mês de 2024 e uma alta de 10% frente a dezembro último, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

 

 

Jornal da TV Thathi

O “Jornal da TV Thathi”, apresentado por Gabriela Leite diretamente dos estúdios da TV Thathi SBT em São José dos Campos-SP, traz em sua edição de 28/01/2025 matéria sobre o aumento das vendas do cimento em 2024, em relação a 2023, conforme relatório do SNIC. O presidente da ABCP e do SNIC foi entrevistado no programa.

Assista à matéria:

Concreto é solução usada por cidades para contribuir com conforto climático

Como uma das consequências das mudanças climáticas, as ondas de calor intenso enfrentadas por diversas cidades brasileiras têm desafiado os administradores públicos. Para mitigar o calor extremo e seus impactos no ambiente urbano, o pavimento intertravado com blocos de concreto tem ganhado espaço nas principais vias do Nordeste. A solução pode minimizar em até 4°C a temperatura do ambiente e reduzir em até 17°C a temperatura da superfície das vias.

Há quatro anos, Fortaleza foi vanguarda na disseminação da solução, tendo executado desde então mais de 300 quilômetros de pavimento intertravado. A ABCP tem participado ativamente na capacitação e apoio às diferentes frentes de pavimentação em concreto no Ceará e certificado a conformidade dos produtos com as normas brasileiras, por meio do Selo ABCP, que contribui para a melhoria da qualidade dos sistemas construtivos à base de cimento.

O Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Obras Públicas (SOP), tem promovido a ampliação do uso do pavimento intertravado, priorizando essa tecnologia em áreas urbanas também como forma de moderar a velocidade de tráfego e facilitar a manutenção das vias.

Atualmente, o Estado já executou mais de 520.000 m² de pavimento intertravado em diversas rodovias estaduais, incluindo a CE-090, CE-010 e CE-060, além de incorporar a solução em projetos urbanos, como praças, estacionamentos, hospitais e universidades.

O município de Sobral é outro exemplo notório do uso do pavimento intertravado para reurbanização das ruas do centro e praças da cidade, além da pavimentação de vias nos bairros.

Os pisos intertravados, ou pavimentos de blocos de concreto, são uma alternativa eficiente para pavimentação e também vêm sendo usados em diversas cidades da Bahia, como Juazeiro, Vitória da Conquista e Salvador.

Em Pernambuco, a utilização da tecnologia foi consolidada na capital, Recife, por meio do programa Calçada Legal. Criada em 2017, a iniciativa requalifica vias urbanas com ações que incluem pavimentação, construção de rampas de acessibilidade, preservação de passeios históricos e paisagismo. A iniciativa conta com um aporte de 80 milhões de reais da Prefeitura do Recife, com a expectativa de reurbanizar um total de dez lotes, que abrangem 134 km de ruas e avenidas, além de 56.300 m² de largos.

Desde o início do programa, 77 km de vias já foram requalificados, além de 12 km de calçadas. As intervenções priorizam áreas com grande fluxo de pedestres ou ligações entre corredores de transporte público.

Como apoio técnico, a ABCP realizou treinamento para execução de calçadas e pavimento intertravado na URB-Empresa de Urbanização do Recife, com participação de 35 profissionais de empresas construtoras prestadoras de serviços e profissionais de projetos e fiscalização da URB e da Emlurb, consolidando a parceria com a Secretaria de infraestrutura da Prefeitura do Recife.

Outro destaque foi a realização da capacitação em calçadas e ciclovias de concreto para os profissionais da Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de João Pessoa, para a construção de 516.452 m2 de calçadas e de seis corredores de BRT em pavimento de concreto. As obras tiveram investimento de 400 milhões de reais do Programa Minha Rua Calçada.

Todas essas iniciativas reforçam a importância do trabalho desenvolvido pela ABCP para possibilitar a expansão do uso do pavimento intertravado em todo o país.