Ciplan reforça seu compromisso ambiental durante apresentação de relatório da qualidade do ar na Fercal

Na manhã do dia 20/03, aconteceu uma reunião na sede do Sinduscon-DF, cujo objetivo foi apresentar às autoridades ambientais do Distrito Federal, bem como aos membros da Comissão de Meio Ambiente da Fercal-DF, o relatório de 2024 das duas unidades de medição da qualidade do ar na região. As estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar foram implantadas através de uma condicionante ambiental determinada pelo  Instituto Brasília Ambiental (Ibram), para a Ciplan e Votorantim.

A apresentação do relatório foi realizada pela empresa responsável pela operação e manutenção das estações, Aires Serviços Ambientais, com a participação de funcionários do Ibram, do subsecretário da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Renato Santana, do administrador regional da Fercal, Fernando Gustavo Lima, e da promotora ambiental Cristina Rasia Montenegro. As estações entraram em funcionamento em 2024 e este foi o primeiro relatório anual das suas atividades. Uma estação está localizada no Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol e a outra no CRAS Fercal.

Os dados apresentados foram de janeiro a dezembro de 2024 e demonstraram a boa qualidade do ar em grande parte do ano, com exceção dos meses de agosto e setembro, época de grande seca  e queimadas no Distrito Federal e da fumaça advinda do estado de São Paulo. Nos outros meses, o fluxo de veículos da DF-150 e a queima de combustíveis fósseis foram responsáveis pela qualidade do ar moderada.

Na ocasião, a gerente de Meio Ambiente da Ciplan, Maria Teixeira, enfatizou a importância das estações de monitoramento da qualidade do ar e o compromisso da cimenteira em estar presente em todas as questões ambientais que envolvem a Fercal. “Estamos diante de uma realidade bem distante daquela que vivíamos tempo atrás. É extremamente gratificante vermos como avançamos. É parte de um trabalho com muitas mãos: Sema, Ibram e MPDFT. A escola do Queima Lençol, construída pela Ciplan, foi a escolhida para uma das estações de monitoramento, devido a presença de crianças, cujo futuro temos que cuidar”, relatou a gerente da Ciplan.

Por outro lado, Renato Santana, atual subsecretário da Sema-DF, enfatizou que vendo a apresentação do relatório, confirmou em tudo que acredita. “A parceria entre empresa privada e órgãos ambientais é possível. Governo, indústria e órgãos ambientais podem coexistir com objetivos firmados para o bem do meio ambiente, através da parceria do público com o privado”, afirmou.

A promotora da Vara de Meio Ambiente do MPDFT, Cristina Rasia, fez afirmações contundentes sobre a questão ambiental no Distrito Federal. “A educação é a flecha para o futuro. Temos que ter persistência do passo mantido e oferecer uma boa qualidade de vida e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cada vez melhor a todos”, conclamou a promotora.

Ciplan evolui na destinação dos resíduos sólidos

Lei dos Resíduos Sólidos nº 12.305/10, implementada há dez anos pelo Governo Federal, vem sendo seguida à risca pela Ciplan.

A empresa, que é reconhecida como uma das maiores no segmento de cimento e agregados do país, buscou efetivar contratos na sua matriz, localizada na Fercal-DF, com empresas de reciclagem, como a cooperativa Recicle a Vida e as empresas Ecolimp, Zero Impacto e Lwart. A ação visa implementar com maior eficiência o armazenamento e o transporte dos resíduos sólidos gerados dentro da cimenteira. 

Na Semana do Meio Ambiente – o dia 5 de junho foi instituído para o olhar diferenciado das ações ambientais no Brasil – a fábrica tem foco no que já foi realizado e na conscientização de seus colaboradores dentro e fora da cimenteira.

No relatório de 2019 pode-se verificar que foram recolhidas 10 toneladas de papelão, papel e plástico pela Recicle a Vida; sucata tecnológica para descarte especializado: 214 kg, pela Zero Impacto; óleo de cozinha usado para descarte especializado: 400 litros, pela Ecolimp; óleo lubrificante usado, enviado para rerrefino:41.970 litros, pela Lwart; sacaria de cimento para reciclagem: 45,73 toneladas, pela Recicle a Vida, com a logística do transporte implementada pelas empresas parceiras.

O armazenamento e acondicionamento são realizados dentro de uma área construída, na forma de galpão, nas instalações da fábrica. Para Maria Teixeira, gerente ambiental da Ciplan, “o momento é de avançar ainda mais na meta de consolidarmos a logística reversa. Um país gigante se faz com ações ambientais que mirem o futuro do planeta”.

 

Outra parceria firmada em 2019 foi com a ONG Pata na Tampa. O trabalho de conscientização com os colaboradores dentro da fábrica possibilita que, ao utilizar um refrigerante ou garrafa de água, as tampas dos mesmos possam ser armazenadas em um recipiente adequado para serem recolhidas pela ONG. A verba conseguida é destinada ao auxílio dos cães de ruas e abrigos para castração dos animais. “Exercitamos a logística reversa e ajudamos a causa animal. O meio ambiente é responsabilidade de todos nós”, garante Teixeira.

Em 2020, devido à Covid-19, todas as ações voltadas para a Semana Ambiental serão via on-line, com vídeos e links diários para os colaboradores com diversos temas ambientais: consumo consciente da água, energia elétrica, desperdício de alimentos, descarte de resíduos sólidos, a importância da separação dos orgânicos dos secos e várias dicas para incentivar a reciclagem.

DF promove seminário sobre coprocessamento

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) realizou na última quarta-feira (19/09/2018), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o seminário “Coprocessamento de Resíduos”. O evento, que procura ampliar o debate sobre o tema, sucedeu à concessão, pelo Governo do DF, de licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal: a Votorantim Cimentos (renovação e ampliação da licença existente desde 1991) e a Ciplan (autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus).

Dividido em dois painéis (veja quadro com a Programação), o seminário abordou o panorama do coprocessamento no Brasil; a gestão dos resíduos sólidos e o potencial para recuperação energética; a geração de combustível derivado de resíduos no Distrito Federal; e o licenciamento ambiental para coprocessamento. O evento teve 71 participantes, representando entidades e empresas*. A ABCP foi representada por seu presidente, Paulo Camillo Penna,que compôs a mesa, e Mário William Esper, diretor de Relações Institucionais, que proferiu a palestra “Panorama do Coprocessamento no Brasil”.

Potencial econômico e ambiental

O coprocessamento é considerado uma alternativa sustentável e adequada à destinação de resíduos. Ele aumenta a vida útil dos aterros e contribui para a redução dos gases de efeito estufa, tanto pela não geração de metano da decomposição do lixo quanto pela substituição como combustível em função de seu conteúdo de biomassa. Marcontoni Montezuma, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fibra, observou que “não existem muitas razões” para que o coprocessamento não se efetive, dado o atual controle dos processos industriais. Para ele, o seminário reuniu entes decisivos para que isso se torne realidade no Distrito Federal.

Por enquanto, as cimenteiras de Brasília só podem fazer o coprocessamento de pneus, não de outros resíduos, como industriais, urbanos (comerciais e residenciais) e os da agricultura. Apenas Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo têm regulamentação nesse sentido. Porém, é fato que a utilização de resíduos em fornos de cimento como substitutos de combustíveis e matérias-primas convencionais atende ao preconizado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, e contribui para a economia circular. Em muitos países da Europa onde a legislação baniu os aterros sanitários, os combustíveis derivados de resíduo (CDR) produzidos a partir de resíduos urbanos, comerciais e industriais não perigosos após triagem dos recicláveis tornaram-se uma ferramenta na gestão de resíduos.

Resultados concretos

Em 2016, o Brasil destruiu aproximadamente 1 milhão de toneladas de resíduos em fornos de cimenteiras. “Nesse sistema, os resíduos são transformados em potenciais subprodutos ou outros materiais, promovendo a reciclagem, a reutilização e a recuperação. A indústria do cimento do Brasil vem utilizando resíduos em seus fornos desde a década de 1990 e atualmente a substituição térmica está em torno de 10%. Na Europa, chega a 90%”, explicou o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo.

O presidente do Ibram, Aldo César Vieira, mostrou-se favorável à ampliação do coprocessamento no Distrito Federal, destacando que ele traz benefício para a indústria quanto ao custo do produto e movimenta a cadeia produtiva. “No final, é um processo que vai beneficiar a sociedade como um todo. Espero que essa parceria para tratar desse assunto continue, não só com o setor produtivo, mas também com o Ministério Público, que está conosco nesse esforço”, disse. A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Cristina Rasia, também participou do debate.

Próximos passos

Considerado um sucesso pela qualidade do conteúdo e dos apresentadores, o seminário deve agilizar o licenciamento do coprocessamento para combustível derivado de resíduo (CDR) nas duas fábricas do Distrito Federal. Para tanto, o próximo passo é a elaboração de uma resolução do Distrito Federal para CDR. Além disso, o encontro previu a elaboração, em conjunto com o Ministério das Cidades, de uma agenda para coprocessamento de CDR em todo o Brasil; e o agendamento de uma visita da Fibra, Promotoria Pública e Ministério das Cidades a uma unidade de produção de CDR localizada em Recife (PE).

Texto baseado em informações de: Aline Roriz / Sistema Fibra

Foto: Moacir Evangelista / Sistema Fibra

*  Entidades e empresas participantes: Fibra e Ibram, Sema, SEDICT, MPDFT, ABCP, Ibama, SLU, Adasa, CEB, Ministério das Cidades, CNI, UnB, Sindimam, Instituto Lixo Zero, Exército Brasileiro, Votorantim, Ciplan, Combral e JC Gontijo, Bonasa, Valor Ambiental, Scom Ambiental e Corsap DF/GO.

Governo do DF concede licenças para cimenteiras do Fercal

O governo do Distrito Federal entregou licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal. A Votorantim Cimentos faz esse trabalho no DF desde 1991 e conseguiu a renovação e ampliação da licença, enquanto a Ciplan foi autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus.

O coprocessamento de pneus e biomassa substitui parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. A medida contribui para reduzir o uso de recursos naturais não renováveis e a emissão de CO2, além de diminuir o volume de resíduos enviados ao aterro sanitário. O forno de cimento garante a total eliminação térmica dos resíduos e a incorporação das cinzas no processo de fabricação, sem comprometer a qualidade do produto. O coprocessamento exerce ainda papel importante para a saúde pública, uma vez que auxilia a evitar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, por exemplo.

A licença foi assinada pelo secretário da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, pelo secretário do Meio Ambiente, Felipe Ferreira, e pelo secretário-geral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Ricardo Roriz. Compareceram o gerente da Votorantim no Distrito Federal, Waldir Gomides, o presidente da Ciplan, Sergio Bautz, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Marcontoni Montezuma.

“A Fibra lutou muito, ao lado das cimenteiras, para conseguir essas licenças. Enxergamos isso como um grande avanço, pois diminui os resíduos, além de destravar o emprego e o investimento. São empresas extremamente industrializadas, que sabem o que estão fazendo e vão trazer benefícios enormes à sociedade”, disse Montezuma.

Com o volume que já era licenciado, a Votorantim eliminava 1,5 tonelada de pneus por hora. Agora, a capacidade será quadruplicada. “A gente pode chegar a 3 mil pneus de caminhão por dia destruídos imediatamente nesse processo, sem alteração de características de produto, ou 9 mil unidades de pneus de carros de passeio por dia. Esse é um trabalho feito em várias vias do poder público, da sociedade e do setor industrial e envolve uma questão de saúde pública e de vigilância sanitária”, afirmou o representante da Votorantim.

A Ciplan, por sua vez, aguardava a licença havia vários anos para dar início ao coprocessamento em suas instalações. Agora, está autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus. “Mais que substituir um combustível de fonte não renovável, temos a oportunidade de fazer uma adequação ambiental no quesito de redução de emissão de CO2 e de eliminar a quantidade de pneus expostos de maneira irregular”, explicou o presidente da empresa, que destacou os benefícios ambientais, econômicos e sociais especialmente para a região da Fercal.

 

Coprocessamento de resíduos

O Brasil gera anualmente 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A quantidade de lixo cresceu 21% só na última década, mas o tratamento adequado dado a esses resíduos não aumentou. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, só 3% dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados, apesar de um terço de todo o lixo urbano ser potencialmente reciclável.

O combustível derivado de resíduos pode, portanto, ser uma importante ferramenta de desenvolvimento sustentável para as economias regionais. Os empresários destacaram a importância desse coprocessamento não se restringir aos pneus: é preciso analisar o trabalho com resíduos triturados, restos de obras e resíduos sólidos urbanos para seguir o caminho da evolução de maneira sustentável.

Pensando em dar continuidade para esse debate, a Fibra receberá o seminário Coprocessamento de Resíduos em 19 de setembro, a partir das 14 horas. A programação inclui painéis sobre gestão de resíduos sólidos, potencial para recuperação energética, panorama de coprocessamento no Brasil, geração de combustíveis derivados de resíduos e planos e metas do poder público. Para se inscrever no evento, entre em contato pelo telefone (61) 3362-6190.

Texto: Aline Roriz

Foto da assinatura: Helio Montferre/Sistema Fibra

Foto da indústria: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra