Indústria do cimento apresenta Roadmap na FIESP

Proposta, alinhada ao Acordo de Paris, busca redução de até 33% na emissão de gases de efeito estufa (CO2)

Por meio da ABCP e do SNIC, a indústria brasileira do cimento apresenta na manhã desta quarta-feira, 27/11, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, o Roadmap Tecnológico do Cimento & Coprocessamento, tendo a presença de cerca de 100 profissionais da cadeia e diretamente relacionados ao tema. O documento traça as principais diretrizes e ações para a redução das emissões de CO2 na indústria cimenteira do Brasil, que para isso utiliza combustíveis alternativos nos fornos de cimento (tecnologia do coprocessamento). Elaborado pela indústria em colaboração com diversos parceiros nacionais e internacionais, o Roadmap foi apresentado em abril, em Brasília, ao Governo Federal, em evento realizado na Confederação Nacional das Indústrias (CNI) na presença do ministro Ricardo Salles, do MMA, e já passou por Belo Horizonte-MG e Curitiba-PR, onde foi apresentado nas respectivas federações da indústria.

O encontro na Fiesp foi aberto pelo presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, que compôs a mesa ao lado de José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo; Carlos Eduardo Auricchio, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Deconcic/Fiesp (Departamento da Indústria da Construção e Mineração) e no ato representando o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; e do subsecretário de Infraestrutura do governo do Estado de São Paulo, Glaucio Attorre Penna, representando o secretário Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo. “A indústria brasileira do cimento apresenta um dos menores índices de emissão de CO2 no mundo, por conta de ações que vêm sendo implementadas nas últimas décadas, e queremos continuar liderando esse processo no futuro”, disse Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP e do SNIC.

Carlos Eduardo Auricchio, vice-presidente da Fiesp, em sua mensagem de encerramento da solenidade de abertura, destacou o 13o Construbusiness, que acontece no próximo dia 2/12 na Fiesp, e que traz dados significativos da retomada da economia e da cadeia produtiva da construção.

O evento contou ainda com a presença de diversas lideranças setoriais e autoridades:

Iria Doniak, presidente executiva da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto); Levon Hovaghimian, presidente da Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho; e Abílio Weber, diretor da Escola Orlando Slaviero do Senai/SP.

 

PROGRAMAÇÃO

MÓDULO 1 – ROADMAP TECNOLÓGICO

08h30 – Recepção dos convidados e palestrantes

09h00 – Cerimônia |Mensagem de abertura

Paulo Camillo Penna – Presidente ABCP/SNIC; Autoridades

09h15 – Roadmap Tecnológico do Cimento – Brasil

Gonzalo Visedo – Coordenador de Meio Ambiente – Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC

09h45 – Painel 1: Estratégias de Redução de Emissões, Ações já Implementadas e Desafios Futuros

MODERADOR: Arnaldo Battagin – Gerente de Tecnologia – Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP

  • Carlos Massucato – Diretor de Desenvolvimento Técnico e Relações Institucionais –InterCement
  • Erika Tugumi – Senior Investment Officer – International Finance Corporation –IFC / World Bank Group
  • Fabio Cirilo – Coordenador de Sustentabilidade – Votorantim Cimentos
  • Vanderley Moacyr John – Professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP

10h30-CoffeeBreak

 

MÓDULO 2 – COPROCESSAMENTO

10h45 – Evolução do Coprocessamento e o Novo Ciclo de Crescimento

Daniel Mattos – Head de Coprocessamento – Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP

11h15 – Combustível Derivado de Resíduos – Estudo de caso

Eduardo Porciúncula – Gerente Geral – Verdera – Votorantim Cimentos

11h45 – Painel 2: Desafios e Oportunidades para a Recuperação de Resíduos Sólidos

MODERADOR: Mario William Esper – Gerente de Relações Institucionais – Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP

  • Anícia Pio – Gerente de Desenvolvimento Sustentável – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP
  • Edmundo Correa Ramos – Diretor de Operações de Negócios Adjacentes – Votorantim Cimentos
  • Rodrigo Salviatto – Gerente de Coprocessamento – Intercement
  • Júlio Natalense – Diretor de Sustentabilidade – DOW
  • José Valverde Machado – Coordenador RSU da SIMA – Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de SP

12h30 – Encerramento

Paulo Camillo Penna – Presidente ABCP/SNIC; Autoridades

 

Sobre o Roadmap

A indústria desenvolveu o Roadmap em colaboração com a Agência Internacional de Energia (IEA), Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI) do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), International Finance Corporation (IFC) – membro do Banco Mundial – e um seleto grupo de acadêmicos de renomadas universidades e centros de pesquisa do país, sob a coordenação técnica do professor emérito e ex-ministro José Goldemberg.

O estudo propõe alternativas para reduzir, ainda mais, as baixas emissões de CO2 da indústria nacional de cimento. Mais do que isso, identifica barreiras e gargalos que limitam a adoção de políticas públicas, regulações, aspectos normativos, entre outros, capazes de potencializar a redução das emissões em curto, médio e longo prazo.

O documento na sua íntegra pode ser encontrado nos seguinte links:

https://abcp.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Roadmap_Tecnologico_Cimento_Brasil_Book-1.pdf

https://abcp.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Roadmap_Tecnologico_Cimento_Brasil_Encarte.pdf

 

O Coprocessamento

O coprocessamento, além de ser um dos pilares previstos pelo Roadmap como uma das soluções para a redução na emissão de gases de efeito estufa, se apresenta como uma alternativa viável e acessível para a destinação de resíduos sólidos urbanos em cidades próximas da indústria.

O uso de combustíveis alternativos na produção de cimento, por meio do coprocessamento, não gera novos resíduos e contribui para a preservação de recursos naturais, por substituir matérias-primas e combustíveis fósseis no processo industrial, habilitando-se como uma das soluções possíveis para a destinação correta dos resíduos sólidos urbanos, não atendida por cerca de 3.350 municípios brasileiros, em claro conflito com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além disto, trata-se de um processo existente e consolidado mundialmente, gerando ganhos sociais, econômicos e ambientais – a tríade do conceito de sustentabilidade – para os envolvidos em toda a cadeia de coleta e descarte de resíduos.

Mais recentemente, a tecnologia tem sido a solução para o destino do óleo recolhido nas praias do Nordeste brasileiro, como tem sido amplamente divulgado.

O Panorama do Coprocessamento 2019, lançado recentemente, atualiza os dados e indicadores da atividade na indústria brasileira do cimento.

O documento, como e-book, pode ser acessado pelo link http://bps.com.br/abcp/panorama/2019/vr2/ e para download do caderno pelo link https://abcp.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Panoramaco_processamento_2019_v2-bx.pdf

Cientistas desenvolvem projetos para reaproveitar o óleo que está poluindo o litoral do Nordeste

Revista Galileu: Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia trabalham com método para transformar o óleo em matéria-prima para a construção civil

 

Vanessa Centamori / Revista Galileu

Foto: Petróleo polui praias do Nordeste desde o início de setembro (Márcio Garcez / Agência O Globo)

 

31 OUT 2019 – 09H31

Desde que a primeira mancha de óleo foi observada no dia 30 de agosto no estado da Paraíba, municípios e governos tentam combater o pior desastre ambiental já registrado na região: mais de 250 locais que incluem praias e reservas ambientais já foram contaminados pelo vazamento, que ainda não tem origem oficialmente esclarecida. Já foram recolhidas mais de 1 mil toneladas do resíduo, mas a questão que fica é: qual será o destino desse óleo todo?

Em nota enviada à GALILEU, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) conta que parte do material recolhido está a cargo da Petrobras e o restante do resíduo recolhido foi destinado a empresas de tratamento ligadas a governos estaduais e municipais.

“Está sendo feito um trabalho de interlocução direta com os estados afetados, articulações com o Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento (SNIC) e com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) para, oportunamente, realizar a destinação final ambientalmente adequada”, diz o instituto.

A indústria do cimento

Em Pernambuco, em Igarassu, no Grande Recife, o petróleo está sendo utilizado em fábricas cimenteiras, além de servir como matéria-prima para fabricar combustível usado pelas indústrias. O processo de reaproveitamento do óleo ocorre no centro de tratamento de resíduos Ecoparque Pernambuco (CRT).

O diretor técnico do CRT, Laércio Braga Chaves, conta à GALILEU que desde sábado chegaram ao centro de tratamento mais de 18 toneladas de petróleo. “O óleo é misturado com outros resíduos industriais que a gente recebe como papelão, papel, plástico e madeira”, diz.

Segundo Chaves, a mistura de materiais passa por um pré-triturador, segue por uma esteira e por uma peneira, saindo mais fino. Depois, passa por outra peneira e por um triturador com mecanismo de rotação. O resultado é uma mistura energética, conhecida como blend, formada de pequenas partículas de cinco milímetros, que depois é vendida para duas fábricas cimenteiras no estado vizinho da Paraíba.

As indústrias usam esse produto nos fornos como combustível: de acordo com especialistas, tal material conta com um maior poder de queima e substitui outro derivado do óleo usado pelas indústrias de cimento, chamado de coque. Chaves explica que essa opção é melhor do que levar o petróleo até aterros sanitários, onde o material pode degradar o solo.

Leia a matéria completa no site da Galileu.

 

Óleo nas praias: fábrica de cimento usa substância em fornos

O óleo cru que vem contaminando as praias do litoral do Nordeste desde setembro de 2019 está sendo recolhido e utilizado como combustível pela indústria de cimento. Reportagem da GloboNews mostra como unidade da Brennand Cimentos na Paraíba está tratando o material a ser coprocessado.

Reportagem da GloboNews – 31/10/2019

>> Clique aqui para assistir ao ví­deo

 

Coprocessamento ajuda meio ambiente

O óleo cru que se espalha pelo litoral do Nordeste desde setembro de 2019 será recolhido e utilizado pela indústria de cimento como combustível, segundo reportagem da GloboNews em Pernambuco.

>> Clique aqui para assistir ao ví­deo

 

Indústria do cimento apresenta diretrizes para futuro do setor

Foto: Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP e SNIC, na abertura do evento 

 

Alinhadas ao Acordo de Paris, as ações apresentadas na FIEMG propõem redução de emissão de gases de efeito estufa (CO2) em até 33%

O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) apresentaram nesta quarta-feira (02/10/2019), na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o Roadmap Tecnológico do Cimento, um documento que traça a ambição e as diretrizes para a indústria se tornar ainda mais eficiente e sustentável.

O evento também contou com um módulo sobre o Coprocessamento, uma tecnologia de queima de resíduos industriais e passivos ambientais em fornos de cimento, substituindo a utilização de combustíveis fósseis não renováveis.

Na ocasião, estiveram presentes Teodomiro Diniz, presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIEMG, Renato Teixeira Brandão, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), e executivos das principais empresas da construção civil, que debateram, durante toda a manhã, os caminhos para um futuro sustentável do setor.

A indústria desenvolveu o Roadmap em colaboração com a Agência Internacional de Energia (IEA), Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI) do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvi­mento Sustentável (WBCSD), International Finance Corporation (IFC) – membro do Banco Mundial – e um seleto grupo de acadêmicos de renomadas universidades e centros de pesquisa do país, sob a coordenação técnica do professor emérito e ex-ministro José Goldemberg.

O estudo propõe alternativas para reduzir, ainda mais, as baixas emissões de CO2 da indústria nacional de cimento. Mais do que isso, identifica barreiras e gargalos que limitam a adoção de políticas públicas, regulações, aspectos normativos, entre outros, capazes de potencializar a redução das emissões em curto, médio e longo prazo.

“A indústria brasileira do cimento apresenta um dos menores índices de emissão de CO2 no mundo, por conta de ações que vêm sendo implementadas nas últimas décadas e queremos continuar liderando esse processo no futuro”, afirma Paulo Camillo Penna, presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

Segundo dados dessas entidades, enquanto a produção de cimento aumentou 273% entre 1990 e 2014 (de 26 para 71 milhões de toneladas), a curva da emissão de carbono cresceu 223% nesse intervalo, uma redução de 18% das emissões específicas (de 700 para 564 kg CO2 /t cimento). Por sua vez, o projeto vislumbra a possibilidade da indústria alcançar patamares da ordem de 375 kg CO2 /t cimento até 2050, uma redução de 33% com relação aos valores atuais.


Teodomiro Diniz, vice-presidente da FIEMG, na abertura do evento 

 

O coprocessamento

O coprocessamento, além de ser um dos pilares previstos pelo Roadmap como uma das soluções para a redução na emissão de gases de efeito estufa, se apresenta como uma alternativa viável e acessível para a destinação de resíduos sólidos urbanos em cidades próximas da indústria, e que é empregada pela indústria brasileira desde 1990, portanto há quase 3 décadas, garantindo toda a segurança e saúde do trabalhador que se envolve com a tecnologia.

O uso de combustíveis alternativos na produção de cimento, através do coprocessamento, não gera novos resíduos e contribui para a preservação de recursos naturais, por substituir matérias-primas e combustíveis fósseis no processo industrial, habilitando-se como uma das soluções possíveis para a destinação correta dos resíduos sólidos urbanos, infelizmente não atendida por cerca de 3.350 municípios brasileiros, em claro conflito com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além disto, trata-se de um processo existente e consolidado mundialmente, gerando ganhos sociais, econômicos e ambientais – a tríade do conceito de sustentabilidade – para os envolvidos em toda a cadeia de coleta e descarte de resíduos.

Metas alinhadas ao Acordo de Paris

O Acordo de Paris, negociado em 2015 na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e ratificado pelo Brasil em 2016, estabeleceu diretrizes e compromissos para tentar limitar o aumento das temperaturas neste século a menos de 2°C.

Para alcançar essa meta desafiadora, foram reunidas no mapeamento medidas que se concentram em quatro principais pilares: adições e substitutos de clínquer – produto intermediário do cimento -, por meio do uso de subprodutos de outras atividades; combustíveis alternativos, com a utilização de biomassas e resíduos com poder energético em substituição a combustíveis fósseis não renováveis; medidas de eficiência energética, mediante investimentos em linhas e equipamentos de menor consumo térmico e/ou elétrico; tecnologias inovadoras e emergentes, por meio da pesquisa e desenvolvimento em tecnologias disruptivas, como a captura de carbono.

 

Ações-chave para 2030

Para atingir os níveis de melhoria nos diferentes indicadores de performance (KPI’s) e as conse­quentes reduções na emissão de carbono estimadas, governo, indústria e sociedade em geral devem criar uma agenda conjunta de ações estruturantes, de forma a acelerar a transição sustentável da indústria brasileira de cimento. Entre as ações prioritárias, visando um horizonte de curto/médio prazo (2030), estão:

  • Reforçar a cooperação nacional e internacional; promover o desenvolvimento de novas normas de cimento, permitindo a incorporação de maiores teores de substitutos de clínquer;
  • Valorizar a recuperação energética de resíduos, em atendimento à Política Nacio­nal de Resíduos Sólidos (PNRS);
  • Compartilhar melhores práticas em nível nacional e internacional para a promoção da eficiência energética na indústria do cimen­to;
  • Promover Pesquisa e Desenvolvimento em tecnologias emergen­tes e inovadoras de mitigação de gases de efeito estufa.

 

Veja no link abaixo a íntegra do Roadmap Tecnológico do Cimento:  https://www.abcp.org.br/cms/wp-content/uploads/2019/04/Roadmap_Tecnologico_Cimento_Brasil_Encarte.pdf

 

Histórias que constroem: nada se perde, tudo se transforma

A unidade de Salto de Pirapora (SP) da Votorantim Cimentos utilizou 17,9 mil toneladas de Combustível Derivado de Resíduo (CDR) durante o ano, o que corresponde a uma substituição de 5,3% do coque de petróleo. A planta tem capacidade para processar 65.000 toneladas.

A solução envolve investimentos na instalação de preparação de resíduos, na modernização de nosso sistema de fabricação e nos filtros e controle de emissões on-line. O vídeo de 3min12 foi publicado em 1 de abril de 2019.

Entenda como a economia circular pode ajudar o meio ambiente

A economia circular propõe que a produção industrial se inspire na natureza e que o resíduo de um produto sirva de nutriente para a produção de outro produto. Assim, nada se perde e tudo se transforma infinitamente. A economia circular já é uma realidade no Brasil e o programa Cidades e Soluções mostra como e onde ela se dá.

O programa foi exibido em 29 de abril de 2019 e tem aproximadamente 23 minutos. Importante: o usuário precisa ser assinante da GlobosatPlay e uma operadora de telefonia.

https://globosatplay.globo.com/globonews/v/7578106/

Projeto de coprocessamento do açaí da Votorantim Cimentos recebe prêmio da AmCham

Poupar o meio ambiente, estruturar uma nova cadeia produtiva, fomentar a economia local, gerando mais empregos e renda, e proporcionar uma matriz energética mais sustentável: são os benefícios do nosso projeto de “Aplicação do caroço de açaí como substituto ao coque de petróleo”, realizado em nossa fábrica de Primavera, no Pará.

A iniciativa foi reconhecida na 14ª edição do Prêmio Brasil Ambiental, da American Chamber of Commerce for Brazil (AmCham), que fomenta ações de sustentabilidade e reconhece, desde 2005, as organizações brasileiras com as melhores práticas em sustentabilidade.

O projeto da Votorantim Cimentos, que contribui para a redução de emissão de CO2 no meio ambiente, foi o vencedor da categoria “Emissões Atmosféricas”. Mais uma conquista dos empregados da Votorantim Cimentos.

Saiba mais sobre o coprocessamento de açaí

Desde 1991 a empresa construiu uma longa tradição de utilizar resíduos em substituição a combustíveis fósseis, incluindo substância oleosas, borrachas, madeiras contaminadas, pneus, papel e até plástico. Mas com semente de açaí foi a primeira vez. Por isso o processo demandou uma bateria de testes até encontrar, no final de 2017, as variáveis ideais.

Só no Estado do Pará são 550 mil toneladas de semente de açaí geradas todos os anos. Fornecedores da região recolhem os caroços que seriam descartados, passam por um processo de secagem e chegam até a fábrica para substituir parte do coque de petróleo, o combustível usado nos fornos de cimento.

Atualmente a fábrica processa 6500 toneladas de caroço por mês. Em um futuro próximo a meta é chegar a 10 mil toneladas. Além de eliminar resíduos e substituir combustíveis fósseis, esse processo reduz a emissão de gases, tanto na fábrica quanto no transporte do coque, que agora é importado em menor quantidade. Esses esforços fazem parte do Plano Estratégico de Sustentabilidade, que pretende reduzir as emissões em 25% e a aquisição de combustíveis m 40%, em todos os países que a Votorantim Cimentos atua.

Publicado em 17.12.2018 no site da Votorantim Cimentos

Economia circular: cases de sucesso

A indústria de cimento tem se empenhado no sentido de buscar soluções sustentáveis para a produção industrial. Abaixo destacamos como essas iniciativas têm contribuído para o meio ambiente e a economia.

 

Projeto de coprocessamento do açaí da Votorantim Cimentos recebe prêmio da AmCham

Poupar o meio ambiente, estruturar uma nova cadeia produtiva, fomentar a economia local, gerando mais empregos e renda, e proporcionar uma matriz energética mais sustentável: são os benefícios do projeto de “Aplicação do caroço de açaí como substituto ao coque de petróleo”, realizado na fábrica da Votorantim de Primavera, no Pará. A iniciativa foi reconhecida na 14ª edição do Prêmio Brasil Ambiental, da American Chamber of Commerce for Brazil (AmCham), que fomenta ações de sustentabilidade e reconhece, desde 2005, as organizações brasileiras com as melhores práticas em sustentabilidade.

Leia mais no site da Votorantim Cimentos.

 

Como o caroço do açaí nos faz mais sustentáveis (vídeo, 2min39)

Sabe como o açaí ajuda na produção do nosso cimento? Em seu caroço descobrimos algo único, que está mudando a nossa história e tornando nossa produção mais sustentável. Assista ao vídeo e descubra como esta deliciosa fruta contribui para o nosso compromisso em reduzir a emissão de CO2. Publicado em 2 de out de 2018.

 

Histórias que constroem: nada se perde, tudo se transforma (vídeo, 3min12)

A unidade da Votorantim Cimentos de Salto de Pirapora utilizou 17,9 mil toneladas de Combustível Derivado de Resíduo (CDR) durante o ano, o que corresponde a uma substituição de 5,3% do coque de petróleo. A planta tem capacidade para processar 65.000 toneladas. A solução envolve investimentos na instalação de preparação de resíduos, na modernização de nosso sistema de fabricação e nos filtros e controle de emissões on-line. Veja mais neste vídeo da empresa, publicado em 1 de abril de 2019.

 

Entenda como a economia circular pode ajudar o meio ambiente (23 min)

A economia circular propõe que a produção industrial se inspire na natureza e que o resíduo de um produto sirva de nutriente para a produção de outro produto. Assim, nada se perde e tudo se transforma infinitamente. A economia circular já é uma realidade no Brasil e o programa Cidades e Soluções mostra como e onde ela se dá.

O programa foi exibido em 29 de abril de 2019 e tem aproximadamente 23 minutos. Importante: o usuário precisa ser assinante da GlobosatPlay e uma operadora de telefonia.

https://globosatplay.globo.com/globonews/v/7578106/

DF promove seminário sobre coprocessamento

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) realizou na última quarta-feira (19/09/2018), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o seminário “Coprocessamento de Resíduos”. O evento, que procura ampliar o debate sobre o tema, sucedeu à concessão, pelo Governo do DF, de licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal: a Votorantim Cimentos (renovação e ampliação da licença existente desde 1991) e a Ciplan (autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus).

Dividido em dois painéis (veja quadro com a Programação), o seminário abordou o panorama do coprocessamento no Brasil; a gestão dos resíduos sólidos e o potencial para recuperação energética; a geração de combustível derivado de resíduos no Distrito Federal; e o licenciamento ambiental para coprocessamento. O evento teve 71 participantes, representando entidades e empresas*. A ABCP foi representada por seu presidente, Paulo Camillo Penna,que compôs a mesa, e Mário William Esper, diretor de Relações Institucionais, que proferiu a palestra “Panorama do Coprocessamento no Brasil”.

Potencial econômico e ambiental

O coprocessamento é considerado uma alternativa sustentável e adequada à destinação de resíduos. Ele aumenta a vida útil dos aterros e contribui para a redução dos gases de efeito estufa, tanto pela não geração de metano da decomposição do lixo quanto pela substituição como combustível em função de seu conteúdo de biomassa. Marcontoni Montezuma, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fibra, observou que “não existem muitas razões” para que o coprocessamento não se efetive, dado o atual controle dos processos industriais. Para ele, o seminário reuniu entes decisivos para que isso se torne realidade no Distrito Federal.

Por enquanto, as cimenteiras de Brasília só podem fazer o coprocessamento de pneus, não de outros resíduos, como industriais, urbanos (comerciais e residenciais) e os da agricultura. Apenas Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo têm regulamentação nesse sentido. Porém, é fato que a utilização de resíduos em fornos de cimento como substitutos de combustíveis e matérias-primas convencionais atende ao preconizado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, e contribui para a economia circular. Em muitos países da Europa onde a legislação baniu os aterros sanitários, os combustíveis derivados de resíduo (CDR) produzidos a partir de resíduos urbanos, comerciais e industriais não perigosos após triagem dos recicláveis tornaram-se uma ferramenta na gestão de resíduos.

Resultados concretos

Em 2016, o Brasil destruiu aproximadamente 1 milhão de toneladas de resíduos em fornos de cimenteiras. “Nesse sistema, os resíduos são transformados em potenciais subprodutos ou outros materiais, promovendo a reciclagem, a reutilização e a recuperação. A indústria do cimento do Brasil vem utilizando resíduos em seus fornos desde a década de 1990 e atualmente a substituição térmica está em torno de 10%. Na Europa, chega a 90%”, explicou o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo.

O presidente do Ibram, Aldo César Vieira, mostrou-se favorável à ampliação do coprocessamento no Distrito Federal, destacando que ele traz benefício para a indústria quanto ao custo do produto e movimenta a cadeia produtiva. “No final, é um processo que vai beneficiar a sociedade como um todo. Espero que essa parceria para tratar desse assunto continue, não só com o setor produtivo, mas também com o Ministério Público, que está conosco nesse esforço”, disse. A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Cristina Rasia, também participou do debate.

Próximos passos

Considerado um sucesso pela qualidade do conteúdo e dos apresentadores, o seminário deve agilizar o licenciamento do coprocessamento para combustível derivado de resíduo (CDR) nas duas fábricas do Distrito Federal. Para tanto, o próximo passo é a elaboração de uma resolução do Distrito Federal para CDR. Além disso, o encontro previu a elaboração, em conjunto com o Ministério das Cidades, de uma agenda para coprocessamento de CDR em todo o Brasil; e o agendamento de uma visita da Fibra, Promotoria Pública e Ministério das Cidades a uma unidade de produção de CDR localizada em Recife (PE).

Texto baseado em informações de: Aline Roriz / Sistema Fibra

Foto: Moacir Evangelista / Sistema Fibra

*  Entidades e empresas participantes: Fibra e Ibram, Sema, SEDICT, MPDFT, ABCP, Ibama, SLU, Adasa, CEB, Ministério das Cidades, CNI, UnB, Sindimam, Instituto Lixo Zero, Exército Brasileiro, Votorantim, Ciplan, Combral e JC Gontijo, Bonasa, Valor Ambiental, Scom Ambiental e Corsap DF/GO.