Governo do DF concede licenças para cimenteiras do Fercal

O governo do Distrito Federal entregou licenças ambientais para coprocessamento de pneus a duas cimenteiras instaladas na Fercal. A Votorantim Cimentos faz esse trabalho no DF desde 1991 e conseguiu a renovação e ampliação da licença, enquanto a Ciplan foi autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus.

O coprocessamento de pneus e biomassa substitui parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. A medida contribui para reduzir o uso de recursos naturais não renováveis e a emissão de CO2, além de diminuir o volume de resíduos enviados ao aterro sanitário. O forno de cimento garante a total eliminação térmica dos resíduos e a incorporação das cinzas no processo de fabricação, sem comprometer a qualidade do produto. O coprocessamento exerce ainda papel importante para a saúde pública, uma vez que auxilia a evitar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, por exemplo.

A licença foi assinada pelo secretário da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, pelo secretário do Meio Ambiente, Felipe Ferreira, e pelo secretário-geral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Ricardo Roriz. Compareceram o gerente da Votorantim no Distrito Federal, Waldir Gomides, o presidente da Ciplan, Sergio Bautz, e o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Marcontoni Montezuma.

“A Fibra lutou muito, ao lado das cimenteiras, para conseguir essas licenças. Enxergamos isso como um grande avanço, pois diminui os resíduos, além de destravar o emprego e o investimento. São empresas extremamente industrializadas, que sabem o que estão fazendo e vão trazer benefícios enormes à sociedade”, disse Montezuma.

Com o volume que já era licenciado, a Votorantim eliminava 1,5 tonelada de pneus por hora. Agora, a capacidade será quadruplicada. “A gente pode chegar a 3 mil pneus de caminhão por dia destruídos imediatamente nesse processo, sem alteração de características de produto, ou 9 mil unidades de pneus de carros de passeio por dia. Esse é um trabalho feito em várias vias do poder público, da sociedade e do setor industrial e envolve uma questão de saúde pública e de vigilância sanitária”, afirmou o representante da Votorantim.

A Ciplan, por sua vez, aguardava a licença havia vários anos para dar início ao coprocessamento em suas instalações. Agora, está autorizada a executar as obras que viabilizam a queima dos pneus. “Mais que substituir um combustível de fonte não renovável, temos a oportunidade de fazer uma adequação ambiental no quesito de redução de emissão de CO2 e de eliminar a quantidade de pneus expostos de maneira irregular”, explicou o presidente da empresa, que destacou os benefícios ambientais, econômicos e sociais especialmente para a região da Fercal.

 

Coprocessamento de resíduos

O Brasil gera anualmente 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A quantidade de lixo cresceu 21% só na última década, mas o tratamento adequado dado a esses resíduos não aumentou. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, só 3% dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados, apesar de um terço de todo o lixo urbano ser potencialmente reciclável.

O combustível derivado de resíduos pode, portanto, ser uma importante ferramenta de desenvolvimento sustentável para as economias regionais. Os empresários destacaram a importância desse coprocessamento não se restringir aos pneus: é preciso analisar o trabalho com resíduos triturados, restos de obras e resíduos sólidos urbanos para seguir o caminho da evolução de maneira sustentável.

Pensando em dar continuidade para esse debate, a Fibra receberá o seminário Coprocessamento de Resíduos em 19 de setembro, a partir das 14 horas. A programação inclui painéis sobre gestão de resíduos sólidos, potencial para recuperação energética, panorama de coprocessamento no Brasil, geração de combustíveis derivados de resíduos e planos e metas do poder público. Para se inscrever no evento, entre em contato pelo telefone (61) 3362-6190.

Texto: Aline Roriz

Foto da assinatura: Helio Montferre/Sistema Fibra

Foto da indústria: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

Coprocessamento aproveita diferentes tipos de resíduos

ENTREVISTA: FERNANDO DALBON

Fernando Dalbon, engenheiro ambiental da ABCP

Em 2015, a indústria nacional de cimento coprocessou 1,5 milhão de tonelada de resíduos, o que representa substituição de 13,4% da matriz de combustíveis. Entretanto, o setor tem potencial de atingir a ordem de 2,5 milhões de toneladas e 25% de substituição. “Para esse avanço, é importante que haja o estabelecimento de políticas públicas que incentivem a atividade. Há países na Europa em que os índices chegam a 100%”, informa Fernando Dalbon, engenheiro ambiental da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

O coprocessamento é uma técnica utilizada na fabricação do cimento que reduz a quantidade de resíduos gerada durante o procedimento. O método é executado por meio da queima de materiais em fornos de cimento, o que promove a preservação de recursos naturais por substituir as matérias-primas tradicionalmente empregadas. Há mais de 25 anos, a solução é utilizada e regulamentada em diversos países. No Brasil, as primeiras iniciativas ocorreram no início da década de 1990.

 

“Existem estudos acadêmicos de renomadas instituições
que comprovam que a técnica do coprocessamento
não altera a qualidade do produto final.”
Fernando Dalbon

Aproveitamento de materiais

Os materiais passíveis de aproveitamento no coprocessamento são variados, com destaque para pneus inservíveis – aqueles que chegaram ao fim da vida útil e precisam ser descartados; para o blend de resíduos – mistura de componentes industriais; para as borrachas; para o óleo usado; e para as biomassas – casca de arroz, cavaco de madeira e lama de tratamento de esgoto. Atualmente, os elementos mais aproveitados são os pneus inservíveis. “No ano passado, o material representou 43% do total de resíduos com potencial energético utilizado, seguido do blend, com 41%”, relata Dalbon.

O cimento resultante atende às normas técnicas específicas da ABNT e pode ser encontrado no mercado. Como as suas características não são alteradas, o produto é comercializado normalmente. “Existem estudos acadêmicos de renomadas instituições que comprovam que a técnica não altera a qualidade do produto final”, diz Dalbon. A garantia da qualidade está presente em todas as legislações sobre o assunto.

Procedimento

O coprocessamento é realizado pelas indústrias de cimento que têm fornos rotativos para a produção do clínquer (matéria-prima básica do cimento). Esses equipamentos devem ser devidamente licenciados e monitorados pelos órgãos ambientais competentes. “Para isso, necessitam atender aos procedimentos e critérios técnicos e operacionais preconizados pelas legislações federal e estadual”, ressalta o especialista.

O calcário e a argila são as matérias-primas tradicionalmente queimadas nos fornos de cimento para a obtenção do clínquer, que, depois de resfriado e devidamente moído com outras adições, transforma-se nos diferentes tipos de cimento Portland. O forno rotativo de clínquer é o mais indicado para o tratamento de resíduos graças às suas altas temperaturas; ao ambiente oxidante e alcalino; à estabilidade térmica; e ao longo tempo de residência (referência ao tempo em que os gases permanecem dentro do forno).

 

“A ação é útil à sociedade, pois realiza um serviço
de destruição de resíduos de maneira segura e definitiva,
associada com a recuperação de energia e materiais.”
Fernando Dalbon

 

As temperaturas internas do forno, no qual o resíduo é inserido, atingem cerca de 2.000ºC. “Devido ao calor extremo, os compostos orgânicos presentes nos materiais são destruídos com eficiência de 99,999%”, explica o engenheiro, destacando que os inorgânicos são incorporados à estrutura cristalina do clínquer, não gerando cinzas.

Vantagens

Além da preservação de recursos não renováveis, o coprocessamento proporciona outras vantagens, como a redução do impacto ambiental das áreas de disposição de resíduos e a diminuição do passivo ambiental dos aterros. “A ação é útil à sociedade, pois realiza um serviço de destruição de resíduos de maneira segura e definitiva, associada com a recuperação de energia e materiais. A utilização dos fornos de cimento representa importante ferramenta de gestão ambiental”, finaliza Dalbon.

Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket

Coprocessamento de resíduos: quais as vantagens?

Foto: Bigstock (Divulgação Sanetran)


Investir em coprocessamento de resíduos é tendência mundial

Por: Sanetran (15/07/2016)

coprocessamento de resíduos é uma alternativa sustentável e adequada para a destinação de resíduos, pois representa uma integração segura do material descartado com o processo de fabricação do cimento. O crescimento populacional e a crescente demanda por produtos eletrônicos, de beleza e vários outros segmentos trazem, entre outras consequências, aumento na geração de resíduos e consequentemente a busca por alternativas adequadas para a sua gestão. Ou seja, o coprocessamento é uma técnica usada para destruir resíduos industriais de maneira responsável e definitiva, sem a criação de passivos ambientais.

Ao mesmo tempo, é uma forma de substituir matérias-primas e combustíveis fósseis, recuperando energia e materiais que seriam desperdiçados, preservando recursos para gerações futuras. Essa solução vem sendo cada vez mais usada em todo o mundo e é adotada por países desenvolvidos desde a década de 1970.

A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

O coprocessamento de resíduos em fornos de cimento utiliza todos esses parâmetros de maneira integrada ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento possuem capacidade de utilização segura de grandes volumes de resíduos. O coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas.

Através do aproveitamento energético ou como matéria-prima, a destinação final dos resíduos no processo de fabricação de cimento impacta positivamente na conservação e na racionalização de recursos minerais e energéticos.

É também uma alternativa bastante competitiva em comparação com a disposição dos resíduos em aterros e incineração, caracterizando-se, ao contrário desses, pelo consumo de grandes volumes de resíduos sem geração de novos passivos ambientais.

Quais as vantagens para minha empresa?

  • Devido à destruição total dos resíduos, cessa a preocupação com a administração dos resíduos em um aterro;
  • O certificado de destruição total tem valor legal e servirá como um atestado de regularização da empresa em relação à legislação ambiental;
  • Como parte de sua prestação de serviços, a Sanetran possui empresas parceiras que fornecem uma avaliação quali-quantitativa inicial dos resíduos, que vai identificar se os materiais que são passíveis do coprocessamento de resíduos, conforme a legislação vigente. Havendo esta possibilidade, o resíduo passa por uma etapa intermediaria onde é processado e depois destinado à industria de cimento que inclui os resíduos já processados em seu fluxo de produção.

Fonte: http://sanetran.com.br/coprocessamento-de-residuos-quais-as-vantagens/

Em vez de aterros, “lixo industrial” vira combustível para fabricação do cimento

De acordo com o diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, em 2015, a indústria de cimento do Brasil destruiu em seus fornos (coprocessou) cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos, representando uma substituição de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. Contudo, a indústria cimenteira brasileira possui, atualmente, aproximadamente o dobro do potencial de destruição de resíduos.

 

Pneus

Entre os resíduos destruídos, a indústria do cimento do Brasil coprocessou mais de 301 mil toneladas de pneus. Esse número equivale a cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. Se enfileirados, essa quantidade de pneus daria para dar uma volta ao mundo com folga.

O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. Neste processo, os resíduos industriais e os pneus são usados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria prima (componentes do calcário e da argila e minério de ferro).

Esse processo é totalmente controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. Ao contrário, é uma tecnologia consagrada mundialmente e uma das responsáveis para que a indústria cimenteira brasileira seja considerada hoje uma das mais ecoeficientes do mundo, de acordo com o WBCSD – CSI. Essa é uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientai e doenças. O coprocessamento também contribui para mitigação das emissões de CO2.

Este foi um dos temas abordados durante o 7º Congresso Brasileiro do Cimento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho de 2016, em São Paulo.

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Coprocessamento é alternativa para descarte correto dos resíduos industriais em Mato Grosso

Da Redação da Folhamax*

 

Para apresentar e discutir alternativas sustentáveis para destinação correta dos resíduos industriais, a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e a Votorantim Cimentos promovem o Ciclo de Palestras ‘Resíduos Sólidos: O que fazer?’. O evento, direcionado para empresários industriais associados aos Sindicatos Patronais, será gratuito e acontece dia 03 de junho, às 18h30, no auditório do Sistema Fiemt, em Cuiabá.

Ambientalmente, o coprocessamento é a alternativa que apresenta melhor custo/benefício, sendo utilizada em diversos países como o Canadá, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Bélgica, e usada no Brasil desde o início da década de 90. Entre as principais vantagens estão: a eliminação definitiva de resíduos industriais e passivos ambientais; fonte alternativa de energia; preservação de recursos energéticos não renováveis pela substituição do combustível convencional; preservação de jazidas; contribuição à saúde pública e geração de novos empregos.

No Brasil, a atividade de coprocessamento na indústria cimenteira é regulamentada por lei (Resolução CONAMA Nº 264) e recebe resíduos líquidos, pastosos, sólidos, energéticos, materiais contaminados, triturados e outros como serragem de madeira, óleos usados, resíduos de áreas impactadas (solo e areia contaminados), resíduos orgânicos, borras de tintas, pneus e solventes de indústrias químicas são exemplos de rejeitos que são aproveitados.

“Pretendemos reforçar com os empresários a responsabilidade que cada um tem com a gestão adequada dos resíduos, além de apresentar alternativas para que o descarte seja efetuado de forma correta. Ao ter esse cuidado o empresário evita transtornos futuros e, principalmente, contribui com o desenvolvimento sustentável”, disse o presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan.

O coordenador comercial de coprocessamento da Votorantim, Edson Rodriguez, vai ministrar a palestra ‘Destinação de resíduos sólidos industriais via a tecnologia de Coprocessamento, uma solução ao problema atual’. A especialista em direito agroambiental, Alessandra Panizi, vai abordar a ‘Responsabilidades na Gestão de Resíduos’. E a assessora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), Solange Cruz, vai explicar a ‘Política Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos’. Após as apresentações será realizado um debate com os participantes. Os interessados podem se inscrever pelo formulário online. Mais informações pelo telefone (65) 3611-1679 ou pelo e-mail cointec@fiemt.com.br

 

Palestrantes

Edson Rodriguez atua há mais de 20 anos nas áreas comercial e operações, em segmentos produtivos e de serviços. Possui participação em planejamento e implantação de projetos de instalações para tratamento de resíduos e desenvolvimento de novos negócios relacionados à área ambiental. Já foi presidente da Câmara de Resíduos Sólidos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e presidente do Instituto de Desenvolvimento de Estudo Logístico, Transporte e Meio Ambiente (IDELT).

Alessandra Panizi atua exclusivamente com Direito Ambiental. Ela é membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Cehidro) e membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados de Mato Grosso (OAB-MT). Ela foi membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), e foi diretora de Recursos Hídricos da Fundação Estadual de Meio Ambiente. É docente em curso de graduação e de pós-graduação em universidades no Estado. Atualmente, é assessora ambiental da Fiemt.

Solange Cruz é analista de tecnologia ambiental da Sema, onde atua nas Superintendência de Educação Ambiental e de Indústria, Mineração, Infraestrutura e Serviços, e nas Coordenadorias de Mineração e de Gestão de Resíduos Sólidos. Mestre em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Federal de Mato Grosso, está desenvolvendo o projeto ‘Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos’, além do ‘Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana, Cuiabá-MT com coleta seletiva’. Solange é docente em cursos de graduação e de pós-graduação em universidades de Mato Grosso.

 

*Fonte: Extraído de http://folhamax.com.br/cidades/coprocessamento-e-alternativa-para-descarte-correto-dos-residuos-industriais-em-mato-grosso/10477 in 28 de maio de 2014

Resíduos industriais (Parte 1) – Globo Ecologia

A indústria de pneus não é capaz de transformar um pneu velho em outro novo. Assim, os pneus antigos alimentam outras indústrias, como por exemplo a do cimento. O programa trata do destino dado aos pneus inservíveis e catalisadores.

Assista ao programa Globo Ecologia

 

Coprocessamento de resíduos sólidos urbanos tratados

Estudo realizado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostra que o Brasil produziu quase 61 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, 6,8% mais que o registrado em 2009.

Desse total, quase 23 milhões de toneladas foram parar em lixões e aterros sanitários, trazendo consideráveis danos ao meio ambiente, com riscos de contaminação do solo e da água.

A lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010, prevê a extinção dos lixões até 2014. Os resíduos somente poderão ser dispostos em aterros quando todas as possibilidades de aproveitamento tiverem sido esgotadas.

Nesse contexto, a indústria de cimento se apresenta como uma das alternativas ambientalmente adequadas para a recuperação energética desses resíduos, conforme previsto na lei

Coprocessamento: saiba mais sobre essa solução

A geração de resíduos representa um dos maiores desafios para as sociedades contemporâneas. O crescimento populacional e o constante desenvolvimento das indústrias obrigam a busca de soluções para o manejo adequado dos resíduos. O cimento Portland sempre esteve ligado ao desenvolvimento da sociedade em todos os aspectos. Afinal, com ele é possível construir desde simples casas até complexos pólos industriais. Por outro lado, ele é fruto de uma atividade industrial que também gera impactos ambientais e que exige da indústria uma postura pró-ativa com relação à sustentabilidade do planeta.

A indústria do cimento coloca seus fornos à disposição de outros setores para a eliminação de resíduos. Essa alternativa de destruição de resíduos, considerada uma das mais eficientes, é denominada coprocessamento. Além dos benefícios ao meio ambiente, o coprocessamento é uma atividade que gera empregos diretos e indiretos e é regulamentada, em nível nacional, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O que é o coprocessamento

O coprocessamento é a destruição de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento. Amplamente empregada na Europa, Estados Unidos e Japão, há quase 40 anos, a técnica é utilizada no Brasil desde o início da década de 90. O coprocessamento usa resíduos em substituição parcial ao combustível que alimenta a chama do forno que transforma calcário e argila em clínquer, matéria-prima do cimento.
A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos. O coprocessamento de resíduos em fornos de cimento se utiliza de todos esses parâmetros de maneira integrada ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento possuem capacidade de destruição segura de grandes volumes de resíduos. O coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas.

Para saber mais sobre coprocessamento, acesse: http://coprocessamento.org.br

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