Workshop em Belo Horizonte discute inovação e o futuro da indústria de artefatos de concreto

 

A ABCP, em parceria com o Mundo Concreto, realizou o workshop “Impulsionando a indústria de artefatos no Brasil: inovação, mercado e tecnologia”, voltado para profissionais da construção civil. O evento aconteceu no dia 10 de outubro, das 9h às 12h, na Ibmec, em Belo Horizonte. O workshop teve como tema principal o impulsionamento da indústria de artefatos de concreto no Brasil através da inovação, tecnologia e mercado.

O encontro contou com a presença de Virginia Firpe e Eduardo D’Ávila (ABCP), Pedro Aquino (Mundo Concreto), Victor Rondon (PavTubo) e Pablo Ferraço (Copasa). Os especialistas discutiram os desafios atuais da indústria em um mundo em constante mudança, com foco nas inovações e nos desafios do setor de artefatos no Brasil. A programação também incluiu a apresentação da Jornada de Inovação da Copasa e a importância da qualidade na organização para enriquecer a performance do setor.

 

Programa de Desenvolvimento Empresarial

O workshop faz parte do PDE (Programa de Desenvolvimento Empresarial), da ABCP, em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e o Mundo Concreto. Desde 2010, o PDE desenvolve o setor da indústria de artefatos de concreto, pré-fabricados e acabamento, visando ampliar a utilização eficiente do cimento como insumo, promover a industrialização e a qualidade dos produtos e processos, estimulando a melhoria na gestão, a inovação e a sustentabilidade. Assim, ampliando os negócios e a melhoria na competitividade das empresas.

O programa já atendeu 600 fábricas, em 196 municípios e realizou 15 missões nacionais e 11 internacionais envolvendo a cadeia produtiva de artefatos e concreto. O PDE proporciona uma visão de 360 graus da indústria, abordando os principais fatores, como gerenciamento de rotina, finanças, marketing, vendas, modelos de negócios e atingimento de metas, que são focos empresariais essenciais.

Pavimento de concreto é solução competitiva e sustentável para rodovias em Minas Gerais

Com um dos maiores programas de concessões do país, Minas Gerais prevê leilões para mais de 3 mil quilômetros de rodovias estaduais em 2025. Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram em Belo Horizonte na última semana e debateram sobre o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do Estado.

O seminário, promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em parceria com DER/MG e SEINFRA/MG, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias.

O encontro contou com apresentações sobre o Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais e os investimentos do Estado em restauração e requalificação de rodovias.

Durante o evento, SEINFRA/MG, DER/MG e ABCP firmaram um acordo de cooperação técnica e científica para impulsionar projetos inovadores, capacitação profissional e aprimoramento tecnológico no uso do cimento na infraestrutura rodoviária.

No encontro, foram apresentados ainda os cases de sucesso de programas de restauração de rodovias do Paraná e Distrito Federal, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica do pavimento de concreto. Houve também apresentação da primeira rede colaborativa do país focada no pavimento de concreto, a PAVI+.

Iniciativas como essa evidenciam soluções que contribuem para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária e urbana de Estados e municípios. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas.

ABCP promove curso no DNIT/MG

Whitetopping é tema central do encontro

O Escritório Regional da ABCP em Minas Gerais promoveu, nos dias 27 e 28 de maio, na Superintendência Regional do DNIT em Belo Horizonte, um curso sobre pavimento de concreto para os técnicos do órgão. No encontro, o coordenador de Pavimentação da ABCP, Fernão Nonemacher Dias Paes Leme, compartilhou diretrizes e experiências sobre projetos de restauração com a tecnologia whitetopping, uma solução eficiente e durável para reabilitação de pavimentos.

O evento, que contou também com palestra do engenheiro Rubens Curti, especialista em tecnologia do concreto da ABCP, teve o apoio direto do superintendente do DNIT/MG, Antônio Gabriel, e liderança na organização de Lincoln Raydan e Virginia Firpe, da Regional da ABCP.

Indústria brasileira do cimento contribui com a Logística Reversa em Minas Gerais

O descarte de produtos e embalagens pós-consumo está passando por uma transformação em Minas Gerais. O estado é o quinto no país a regulamentar a obrigatoriedade da Logística Reversa para várias categorias de produtos, como eletroeletrônicos, pilhas, baterias, embalagens, medicamentos e pneus. A Deliberação Normativa 249/2024 exige de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desses produtos a implementação e operacionalização do Sistema de Logística Reversa (SLR) no estado.

A Logística Reversa envolve coleta, transporte, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo descarte de produtos e embalagens pós-consumo e visa minimizar o impacto ambiental desses resíduos. Por meio dessa operação, os produtos, as suas embalagens ou outros resíduos voltam ao fabricante, que fica responsável por sua destinação final.

Dentre as medidas previstas para os SLR implementados está a “destinação final ambientalmente adequada a 100% dos resíduos recebidos por eles”, sendo admitida, excepcionalmente, a destinação para tratamento térmico, aproveitamento energético ou coprocessamento de até 5% da massa estabelecida para contabilização da meta quantitativa (art. 38, § 2º).

O coprocessamento – que consiste no reaproveitamento de resíduos em fornos de cimento – tem sido um forte aliado da indústria e da sociedade na pauta ambiental, seja para o uso de fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, em particular o coque de petróleo, seja como contribuição para a destinação adequada de enorme passivo ambiental, antes disposto em aterros sanitários e lixões.

A atividade responsável pela transição energética na indústria do cimento atingiu sua melhor marca em 2022, desde o início das medições. Foram 3,035 milhões de toneladas de resíduos processados, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e biomassas e 179 mil toneladas de matérias-primas alternativas. Ao todo foram cerca 2,9 milhões de toneladas de CO2 evitados no período.

O coprocessamento alcançou 30% de participação na matriz energética – antecipando a meta prevista para 2026. Já são 25,813 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2022, ou seja, um novo destino aos resíduos, que deixam de ser dispostos em aterros e que são transformados em energia ou substituem matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade.

Com o coprocessamento, o setor mantém seu compromisso e segue atuando na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos, como: pneus usados, resíduos da agroindústria (como palha de arroz, casca de babaçu e caroço de açaí) e, mais recentemente, resíduos sólidos urbanos (RSU) – lixo doméstico, na sua fração não reciclável. Só em pneus inservíveis foram coprocessados 340 mil toneladas em 2022, o que corresponde a cerca de 68 milhões de pneus.

Indústria brasileira do cimento contribui com a Logística Reversa em Minas Gerais

O descarte de produtos e embalagens pós-consumo está passando por uma transformação em Minas Gerais. O estado é o quinto no país a regulamentar a obrigatoriedade da Logística Reversa para várias categorias de produtos, como eletroeletrônicos, pilhas, baterias, embalagens, medicamentos e pneus. A Deliberação Normativa 249/2024 exige de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desses produtos a implementação e operacionalização do Sistema de Logística Reversa (SLR) no estado.

A Logística Reversa envolve coleta, transporte, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo descarte de produtos e embalagens pós-consumo e visa minimizar o impacto ambiental desses resíduos. Por meio dessa operação, os produtos, as suas embalagens ou outros resíduos voltam ao fabricante, que fica responsável por sua destinação final.

Dentre as medidas previstas para os SLR implementados está a “destinação final ambientalmente adequada a 100% dos resíduos recebidos por eles”, sendo admitida, excepcionalmente, a destinação para tratamento térmico, aproveitamento energético ou coprocessamento de até 5% da massa estabelecida para contabilização da meta quantitativa (art. 38, § 2º).

O coprocessamento – que consiste no reaproveitamento de resíduos em fornos de cimento – tem sido um forte aliado da indústria e da sociedade na pauta ambiental, seja para o uso de fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, em particular o coque de petróleo, seja como contribuição para a destinação adequada de enorme passivo ambiental, antes disposto em aterros sanitários e lixões.

A atividade responsável pela transição energética na indústria do cimento atingiu sua melhor marca em 2022, desde o início das medições. Foram 3,035 milhões de toneladas de resíduos processados, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e biomassas e 179 mil toneladas de matérias-primas alternativas. Ao todo foram cerca 2,9 milhões de toneladas de CO2 evitados no período.

O coprocessamento alcançou 30% de participação na matriz energética – antecipando a meta prevista para 2026. Já são 25,813 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2022, ou seja, um novo destino aos resíduos, que deixam de ser dispostos em aterros e que são transformados em energia ou substituem matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade.

Com o coprocessamento, o setor mantém seu compromisso e segue atuando na redução das emissões de CO2, com o uso de diversos tipos de resíduos, como: pneus usados, resíduos da agroindústria (como palha de arroz, casca de babaçu e caroço de açaí) e, mais recentemente, resíduos sólidos urbanos (RSU) – lixo doméstico, na sua fração não reciclável. Só em pneus inservíveis foram coprocessados 340 mil toneladas em 2022, o que corresponde a cerca de 68 milhões de pneus.

Minas Gerais define diretrizes e obrigações para os Sistemas de Logística Reversa (SLR) no estado

MG é o quinto estado (juntamente com SP, PR, RJ e MA) a regulamentar a obrigatoriedade da logística reversa para várias categorias de produtos pós-consumo

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), publicou em janeiro a Deliberação Normativa Copam nº 249/2024, que define diretrizes para implementação, operacionalização e monitoramento dos SLR (Sistemas de Logística Reversa) no estado. O novo ato normativo, que altera a DN 217/2017, determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de diversos produtos(*) estruturem, implementem e operacionalizem um SLR para retorno dos produtos e embalagens pós-consumo. Esses agentes têm até 30 de dezembro de 2024 para formalizar (cadastrar), junto à Semad, o Plano de Logística Reversa ou o Termo de Compromisso de Logística.

A logística reversa envolve coleta, transporte, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo descarte de produtos e embalagens pós-consumo e visa minimizar o impacto ambiental desses resíduos. Por meio dessa operação, os produtos, as suas embalagens ou outros resíduos voltam ao fabricante, que fica responsável por sua destinação final.

Segundo o art. 37 da DN, os SLR implementados deverão dar “destinação final ambientalmente adequada a 100% dos resíduos recebidos por eles”, sendo admitida, excepcionalmente, a destinação para tratamento térmico, aproveitamento energético ou coprocessamento de até 5% da massa estabelecida para contabilização da meta quantitativa (art. 38, § 2º).

“O coprocessamento –  que consiste no reaproveitamento de resíduos em fornos de cimento – tem sido um forte aliado da indústria e da sociedade na pauta ambiental, seja para o uso de fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, em particular o coque de petróleo, seja como contribuição para a destinação adequada de enorme passivo ambiental, antes disposto em aterros sanitários e lixões”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.

O papel da indústria do cimento

A indústria brasileira do cimento tem tido, há décadas, um papel pioneiro e relevante na agenda ambiental. Seus esforços para a re­dução de sua pegada de carbono resultam na adoção de diferentes práticas que se refletem nos seus indicadores de intensidade carbônica.

Historica­mente, o Brasil posiciona-se como um dos países com a menor emissão de carbono por tonelada de cimento produzida, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos cerca de 30 anos de série histórica. Nesse período, a despeito do aumento de sua produção, o setor conseguiu reduzir em 18% suas emissões de carbono, sendo cada vez mais significativo para isso o uso de combustíveis alternativos, por meio do coprocessamento de resíduos e biomassas.

A busca por novas fontes de energia em substituição aos combustíveis convencionais não renováveis, especialmente a partir do início dos anos 2000, tem sido uma importante ferramenta do setor para a redução de suas emissões de CO2, no Brasil e no mundo. Além disso, surge como uma solução ao passivo ambiental representado pelo acúmulo de resíduos na natureza, transformados em energia.

Novo patamar

No período de 2000 a 2022, a indústria conseguiu aumentar a participação dos combustíveis alternativos em sua matriz energética de 9% para 30% (antecipando a meta prevista para 2026). Como fonte de energia, foram coprocessados cerca de 2,9 milhões de toneladas de resíduos em 2022, a melhor marca desde o início da atividade no Brasil.

Diante do desafio de procurar meios para reduzir, ainda mais, as suas já baixas emissões de CO2, a indústria brasileira do cimento, em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Banco Mundial -, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e uma equipe de cientistas de renomadas universidades brasileiras, lançou em 2019 o Roadmap Tecnológico do Cimento, compromisso atualizado em 2021 pelo Roadmap Net Zero, proposto pela Global Cement and Concrete Association (GCCA), visando não apenas a redução de emissões, mas a neutralidade em carbono até 2050.

(*)  Produtos abrangidos na Deliberação Normativa Copam nº 249/2024

  • Produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, seus componentes e suas embalagens;
  • Pilhas e baterias portáteis;
  • Baterias chumbo-ácido automotivas, industriais e de motocicletas;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio, de vapor de mercúrio e de luz mista;
  • Embalagens de óleos lubrificantes;
  • Embalagens em geral de plástico, papel, papelão, metais e vidro;
  • Medicamentos domiciliares de uso humano, vencidos ou em desuso, e suas embalagens;
  • Pneus inservíveis

Fontes de apoio:

  • Deliberação Normativa Copam nº 249, de 30/01/2024 (S2F Partners by Soler & Silva Filho) – Link
  • Sustentabilidade: Governo de Minas define diretrizes para implementação da logística reversa no estado (Matheus Adler – Ascom/Sisema/Governo de Minas Gerais) – Link
  • MG regulamenta sistema de logística reversa (Artigo de Fabricio Soler – 18/02/2024) – Link

Programa Lixão Zero em MG pode contar com coprocessamento de resíduos

Solução foi debatida em encontro da indústria de cimento com consórcios intermunicipais que concorrem ao crédito de R$ 100 milhões do MMA

Os esforços visando a erradicação dos lixões e o fortalecimento da economia circular no país ganharam na manhã desta quinta-feira, 15/07, mais um suporte, desta vez envolvendo a indústria de cimento e consórcios públicos intermunicipais do Estado de Minas Gerais. Com a presença de aproximadamente 40 participantes, dos quais 8 painelistas e 28 dirigentes de consórcios mineiros convidados, a ABCP promoveu o webinar “Destinação Sustentável para os Resíduos Sólidos Urbanos – Tecnologia de Coprocessamento”, evento referenciado no edital de chamada pública elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, cujo objetivo é a seleção de projetos para a melhoria da gestão de resíduos sólidos no Estado de Minas.

Os recursos anunciados no edital, disponibilizados pelo programa Lixão Zero, somam 100 milhões de reais e o prazo para apresentação de projetos se encerra no final do mês. Os consórcios contemplados terão o compromisso de operar as usinas de triagem e a responsabilidade de encerrar os lixões nos municípios beneficiados pelo projeto. Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente apontam que Minas tem, hoje, 406 municípios (33% da população) que integram um ou mais consórcios públicos intermunicipais atuantes na gestão de resíduos sólidos. Foram convidados ao evento ao menos seis consórcios cujos territórios possuem fábricas de cimento: CIGEDAS, CISREC, CISAB, CODANORTE, CONSANE e CORESAB.

Trabalho conjunto

O evento foi aberto e conduzido por Mário William Ésper, diretor de Relações Institucionais da ABCP, que destacou o “intenso trabalho junto aos órgãos de governo no sentido de colaborar para a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos”. Ele lembrou que 25% de todo o cimento consumido no Brasil provém de Minas Gerais, o que já representa um grande parque consumidor de CDRU (Combustível Derivado de Resíduo Urbano). “A indústria utiliza o coque de petróleo para produzir o cimento. Diante das várias ações da indústria para mitigar a emissão de gases de efeito estufa, uma das medidas é utilizar combustíveis alternativos. O objetivo da ABCP é formar uma parceria com os consórcios presentes para enfrentar esse desafio”, enfatizou Mário William.

Daniel Mattos, diretor de Coprocessamento da ABCP, destaca que a apresentação da tecnologia do coprocessamento aos consórcios convidados está em linha com o edital e o programa, pois pode contribuir para a melhoria do gerenciamento de resíduos sólidos urbanos na região. O governo pretende que o recurso seja utilizado na construção de unidades de tratamento de resíduos em três categorias: reciclável, orgânicos e CDRU – este utilizado pela indústria em substituição a combustíveis fósseis, como o coque de petróleo. “Esta é uma oportunidade para a implantação de instalações de reciclagem e requalificação de lixo urbano, colaborando para a erradicação dos lixões”, explica Daniel. Em sua explanação, ele lembrou que o Brasil gera 79,1 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por ano, sendo que 45% desse volume têm disposição inadequada. Em contrapartida, Minas gera anualmente 1,6 milhão de toneladas de CDRU (resíduos não recicláveis) por ano, o que pode ser aproveitado pelas 13 plantas industriais integradas do Estado.

O encontro contou também com uma apresentação de Juliano Menezes, gerente da Geocycle, empresa do grupo LafargeHolcim, sobre “Planta de triagem / CDRU – Etapas do processo e cases de sucesso”, oportunidade em que o executivo mostrou o exemplo bem-sucedido de uma instalação industrial do grupo na Costa Rica. Ao lado de Menezes, o setor esteve representado por três diretores da indústria de cimento com unidades produtoras em Minas Gerais: Cristiano Ferreira (Intercement), Francisco Chaves Jr (Votorantim) e Pedro Carvalho (Cimento Nacional). Ao término das apresentações, todos interagiram com representantes dos consórcios para sanar dúvidas e reforçar potenciais parcerias.

O coprocessamento é um forte aliado da economia circular. Por meio dessa tecnologia, os resíduos industriais, agrícolas e sólidos urbanos podem ser reinseridos na cadeia produtiva, em substituição aos combustíveis fósseis. Além disso, ocorre uma substituição de matérias-primas e o que não é convertido em energia é incorporado ao clínquer. A solução traz inúmeras vantagens, como: preservação de recursos naturais e matérias-primas, redução de gases de efeito estufa, geração de empregos, erradicação dos lixões, melhoria da saúde pública, inclusive com economia de gastos nessa área, e aumento da vida útil dos aterros sanitários.

>> Assista ao vídeo do evento no canal da ABCP no YouTube: