Paraná lança duplicação de rodovia em concreto no Litoral; tipo de pavimento vira “queridinho”

Nesta sexta-feira (8), o governador do Paraná, Ratinho Junior, faz o lançamento oficial das obras de duplicação em concreto da PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, às 15h30, na Av. Paranaguá, esquina com a Rua das Orquídeas, em Matinhos.

A obra é parte do pacote de modernização do Litoral, ao lado da Ponte de Guaratuba, revitalização das orlas de Matinhos e Pontal do Paraná, e a duplicação entre Guaratuba e a BR-101, confirmada na quarta-feira (6).

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) vai investir R$ 274,5 milhões na nova empreitada. O trecho tem 14,28 quilômetros de extensão, iniciando na ponte sobre o Canal de Matinhos e seguindo até o entroncamento com a PR-407, na localidade de Praia de Leste.

Está prevista uma pista central em pavimento rígido de concreto, vias marginais em pavimento asfáltico, novas pontes sobre o Canal de Matinhos e sobre o Rio Balneário, e um viaduto no entroncamento da rodovia com a Avenida Curitiba.

O concreto vem sendo utilizado na pavimentação de diversos trechos no Paraná. Em maio, o Estado alcançou a marca de 500 km de rodovias pavimentadas com concreto, somando 18 trechos em obras apenas em junho. Os investimentos chegam a R$ 3,1 bilhões, com vantagens econômicas a longo prazo.

Entre as vantagens do uso do concreto, é que o pavimento rígido dura 20 anos, o dobro do asfalto (10 anos), e exige manutenção menos frequente e mais barata. Enquanto estradas flexíveis demandam contratos contínuos de reparos, as de concreto têm intervenções pontuais e simples, reduzindo custos para o estado. A opção pelo concreto se mostra, assim, mais durável e econômica.

 

Paraná tem outros projetos de pavimentação em concreto

Nesta quinta-feira (7), também foi anunciado novo projeto de rodovia em concreto. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), lançou o edital de restauração em concreto e ampliação da PRC-466 entre Lidianópolis, no Vale do Ivaí, e Manoel Ribas, na região Central, em uma extensão de 51,86 quilômetros.

Está prevista a restauração em concreto de todo o trecho utilizando a técnica whitetopping, que aproveita o pavimento de asfalto existente como base para o novo pavimento rígido de concreto, e também a duplicação de 15,9 quilômetros, a implantação de 17,18 quilômetros de terceiras faixas em pontos críticos, acostamentos, vias marginais e a construção de seis novos viadutos.

Veja o vídeo de como será a obra

A Rodovia da Uva, uma das principais vias de ligação da Grande Curitiba, vai ter uma nova etapa de duplicação. A nova etapa também terá piso em concreto.

No dia 31 de julho, o Governo do Paraná, por meio do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), promoveu a audiência pública para o projeto de aumento de capacidade da PR-417, que liga Curitiba à sede do município de Colombo.

A obra será executada em um trecho de 4,5 quilômetros, desde o entroncamento da Rua Theodoro Makiolka, no bairro Santa Cândida, na Capital, até a interseção com a PR-418, o Contorno Norte de Curitiba, unindo-se à parte já duplicada. A obra busca desafogar o trânsito na via, que não comporta mais o tráfego de veículos atual.

 

Confira a lista de outras obras em concreto no Estado até junho deste ano

  • Duplicação da PRC-466 – Pitanga a Turvo – R$ 514.230.020,00 – 45,5 km – obra em andamento
  • Duplicação da PRC-466 – Turvo a Palmeirinha- R$ 293.750.000,00 – 27,02 km – obra em andamento
  • Duplicação da PR-412 – Matinhos a Pontal do Paraná (Praia de Leste) – R$ 274.500.000,00 – 14,28 km – obra em andamento
  • Ampliação e restauração das PRC-487 e PR-460 – Nova Tebas a Pitanga – R$ 267.800.000,00 – 51,52 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PR-151 – Ponta Grossa a Palmeira – R$ 257.215.000,14 – 32,71 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 – Clevelândia a Pato Branco – R$ 180.950.000,00 – 37,49 km – obra em andamento
  • Duplicação da PRC-466 – Palmeirinha a Guarapuava – R$ 139.785.485,97 – 11,52 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PR-180 – Goioerê a Quarto Centenário – R$ 65.806.729,03 – 11,13 km – obra em andamento
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – fase 2 – em Almirante Tamandaré – R$ 50.700.000,00 – 1,28 km – obra em andamento
  • Nova ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais – BR-116 e BR-376 – R$ 96.800.000,00 – 26,61 km – obra em andamento
  • Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 Palmas a Clevelândia R$ 188.250.000,00 – 45 km – obra concluída
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – Curitiba a Almirante Tamandaré – R$ 152.337.866,02 – 4,74 km – obra concluída
  • Duplicação do Contorno Oeste de Cascavel – R$ 123.856.146,65 – 19,07 km – obra concluída
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-280 – em Palmas – R$ 154.685.227,62 – 59,55 km – obra concluída
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-466 – Pitanga a Manoel Ribas – orçamento sigiloso – 43,05 km – em licitação
  • Duplicação da Rodovia dos Minérios – fase 3 – orçamento sigiloso – 8,3 km – em licitação
  • Novo Contorno Sul (BR-116 e BR-476) – Curitiba a Araucária – R$ 355.500.000,00 – 9,37 km – em licitação
  • Pavimentação em Whitetopping PRC-466 – Manoel Ribas a Lidianópolis – 51,86 km – obra prevista pelo DER-PR

 

Autor: Mario Akira com AEN

Veja a matéria original no site Bem Paraná

Pavimento de Concreto: uma solução sustentável para o desenvolvimento da infraestrutura viária

À medida que o Brasil enfrenta o desafio de expandir sua malha viária para atender ao crescimento econômico e social, o concreto aponta como a alternativa mais sustentável do mercado, destacando-se pela resistência, economia ao longo do ciclo de vida e menor impacto ambiental.

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, rodovias construídas com materiais duráveis e de baixo impacto no ambiente ganham papel central no planejamento estratégico do país. O concreto para rodovias combina durabilidade excepcional e desempenho superior, oferecendo soluções mais seguras e sustentáveis.

O pavimento de concreto oferece vida útil de 20 a 30 anos — até cinco vezes mais que o asfalto convencional — com custos de manutenção que representam apenas 2% a 5% do investimento inicial nos primeiros 20 anos, limitando-se à troca pontual de placas sem necessidade de fresagem ou tapa-buracos.

Mesmo sob tráfego intenso, cargas pesadas e exposição a substâncias como óleos e combustíveis, sua resistência mantém-se inalterada, o que se traduz em até 40% de economia ao longo do seu ciclo de vida. O alto índice de reflectância da superfície de concreto também pode reduzir em 30% os gastos com iluminação pública, pois permite o uso de lâmpadas de menor potência, além de diminuir drasticamente a frequência de operações de recapeamento, poupando recursos públicos e minimizando transtornos aos usuários.

No aspecto ambiental e de conforto, o concreto contribui para a redução de até 4°C na temperatura do entorno e de até 17°C na própria via, atenuando o efeito “ilha de calor” nas cidades. O uso do insumo resulta em emissão de CO₂ inferior ao do asfalto, tanto pela eficiência de rolamento quanto pelo processo natural de carbonatação do material.

Em termos de segurança, a superfície antiderrapante garante maior aderência em pistas secas e molhadas, reduz o risco de aquaplanagem e pode diminuir em até 40% a distância de frenagem a 80 km/h.

Finalmente, sua versatilidade permite aplicação em projetos greenfield e whitetopping em rodovias, avenidas, terminais de ônibus e áreas industriais, projetando-se que a participação do concreto na malha rodoviária brasileira deve crescer de 4,5% para 10% até 2030, impulsionando a cadeia produtiva do cimento e gerando novos empregos.

Ao escolher o concreto como base para nossas rodovias, investimos não apenas em pistas mais duráveis e econômicas, mas também em um legado de segurança e sustentabilidade para as próximas gerações.

Prefeito de Jequié visita obras de pavimento de concreto em Brasília

Participaram da visita, organizada pela ABCP, o presidente da Associação, Paulo Camillo Penna, o presidente da ABDER, Fauzi Nacfur Júnior, e o secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira

A ABCP recebeu nesta terça-feira, 15, em Brasília, o prefeito de Jequié-BA, Zé Cocá, para uma visita técnica às obras de pavimento de concreto em execução pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). 

O município de Jequié tem investido de forma consistente na adoção do pavimento de concreto para a requalificação de suas vias urbanas — um desafio técnico, considerando a topografia acidentada da região. Em apenas quatro anos, o município já aplicou mais de 300.000 m³ de concreto, demonstrando seu compromisso com soluções duráveis e sustentáveis para a infraestrutura viária. A proposta agora é levar a solução para vias de tráfego mais intenso.

O encontro contou com a presença do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, do presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), Fauzi Nacfur Júnior, e do secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro Silveira, fortalecendo a integração entre gestão municipal, entidades técnicas e órgãos de infraestrutura.

Participaram também da missão técnica organizada pela ABCP os profissionais das Regionais da Associação: Fernando Crosara e Waldir Belisário (Centro-Oeste), Glécia Vieira e Ana Gabriela Saraiva de Aquino (Norte-Nordeste).

Veja o depoimento do prefeito Zé Cocá sobre a visita técnica:

O cimento como agente de transformação da infraestrutura está na pauta do maior evento do setor

O Brasil possui aproximadamente 1,72 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, o que faz do país o dono da quarta maior malha rodoviária do mundo. Por outro lado, há um dado que assusta: somente 12,4% das vias são pavimentadas.

Para debater os principais desafios e oportunidades ao desenvolvimento da infraestrutura nacional, autoridades, especialistas e lideranças empresariais estarão reunidos no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na ExpoCimento, que acontecem de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Os eventos são organizados pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

A programação do congresso destaca, em seu último dia, o tema “O cimento como agente de transformação – Infraestrutura e Inovação”, com palestras do Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Venilton Tadini, do Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, do Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, e do CEO da Motiva, Miguel Setas.

Diante dos desafios climáticos e da necessidade de infraestrutura viária mais durável e sustentável, o pavimento de concreto vem se consolidando como uma solução técnica e economicamente vantajosa. Além de apresentar um custo de construção competitivo, sendo em muitos casos mais barato que soluções convencionais de revestimento para pavimentos, sua vida útil é significativamente superior, reduzindo a necessidade de manutenção frequente e os custos associados a ela ao longo do tempo. As vantagens do sistema construtivo incluem ainda a redução do consumo de combustível e de pneus e a diminuição do número de acidentes.

Nas rodovias federais, a solução está presente, por exemplo, no Paraná, Santa Catarina e em Brasília. No território paranaense, o concreto está dando uma nova cara à logística viária, com segurança e ganhos operacionais para quem trafega pelo Estado. Já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 237 quilômetros de rodovias, além de 250 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping, que consiste no uso de concreto para a reabilitação de pavimentos asfálticos deteriorados, aumentando a qualidade da obra e a durabilidade das estradas. Há ainda mais 167 quilômetros em projetos. Já Santa Catarina tem atualmente em execução 110 quilômetros de restauração de rodovias, também com whitetopping.

Em Brasília, as vantagens do sistema foram comprovadas em diversas rodovias, entre elas a DF-095, conhecida como Via Estrutural, que teve todo o seu asfalto recoberto por pavimento de concreto (whitetopping), tornando-se a primeira do Distrito Federal a ter essa tecnologia em toda sua extensão, de aproximadamente 45 quilômetros.

Nas cidades, o Pavimento Urbano de Concreto (PUC) já é adotado por mais de 150 municípios brasileiros, contribuindo para a melhoria das ruas com qualidade e economia de recursos financeiros, além de gerar ganhos adicionais para os usuários e para a própria natureza. A pavimentação de concreto em vias urbanas, que começou com seu emprego em corredores de ônibus e avenidas de trânsito pesado, hoje está presente também em vias de menor tráfego. Esta é a realidade de cidades como Piracicaba, no interior de São Paulo.

A expansão do pavimento rígido se deve às vantagens competitivas do PUC, como a vida útil até cinco vezes mais longa em relação ao asfalto, a redução de custos de manutenção, a reflexão de luz até 30% superior à do asfalto e a consequente redução no consumo de energia elétrica das cidades. Além disso, esse tipo de pavimento também pode reduzir em até 4°C a temperatura ambiente e em até 14°C a temperatura da superfície da via, contribuindo para uma menor emissão de dióxido de carbono (CO2). O PUC pode ainda ser utilizado como solução de whitetopping como forma de recuperar e aumentar a capacidade de carga da via.

ExpoCimento

A Exposição Internacional do Cimento – ExpoCimento 2025 ocupará um moderno espaço do Golden Hall WTC, especialmente concebido para acolher as palestras e também para apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e sua aplicação nos sistemas cimentícios.

O 9º CBCi e a ExpoCimento têm patrocínio de: Aditibras, Beumer Latinoamericana Equipamentos, Cimento Nacional, Ciplan Cimento Planalto S/A, Claudius Peters do Brasil, Chryso Saint-Gobain, Dairix Equipamentos Analíticos, FIEMG – SENAI, FIRJAN – SENAI, FLSmidth Brasil, Fuchs Lubrificantes do Brasil, Gebr. Pfeiffer do Brasil, Haver & Boecker Latinoamericana, Hazemag do Brasil, Cia de Cimento Itambé, Magotteaux Brasil, Novakem Indústria Química, Orizon Valorização de Resíduos, Qlar Europe Gmbh, Renova, RHI Magnesita, RUD Correntes Industriais, Sika S/A, Sinoma – CBMI,  Sinoma – CDI,  Sinoma – CNBM Equipment Group Co, Sinoma Overseas Brazil,  UTIS e Votorantim Cimentos.

II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025)

Paralelamente aos eventos, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença renomados especialistas e acadêmicos do tema.

Veja como o calor está mudando as rodovias brasileiras

O asfalto não chega a reinar quando se observa a totalidade das rodovias brasileiras – aproximadamente 87% da malha rodoviária do país ainda é de terra -, mas historicamente manteve uma supremacia nos 12,3% de estradas pavimentadas no país. Esse predomínio começa a ser ameaçado pelo concreto a base de cimento Portland, tipo mais comum no Brasil.

Segundo executivos de departamentos governamentais de infraestrutura rodoviária ouvidos pelo Valor, a utilização do concreto na pavimentação de estradas tende a dobrar nos próximos dez anos. Essa perspectiva se baseia principalmente pelo encarecimento do ligante asfáltico comercializado pela Petrobras e pelos efeitos das mudanças climáticas, considerando que temperaturas mais altas e variações mais extremas costumam danificar mais o asfalto que o cimento. O asfalto também reflete mais calor para a atmosfera, contribuindo para elevar a temperatura, especialmente nos aglomerados urbanos.

 

Confira a matéria de Rafael Vazquez para o Valor na íntegra:

Pavimento de concreto é solução competitiva e sustentável para rodovias em Minas Gerais

Com um dos maiores programas de concessões do país, Minas Gerais prevê leilões para mais de 3 mil quilômetros de rodovias estaduais em 2025. Para atender à crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis, especialistas se reuniram em Belo Horizonte na última semana e debateram sobre o pavimento de concreto como alternativa viável para a infraestrutura rodoviária do Estado.

O seminário, promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em parceria com DER/MG e SEINFRA/MG, reuniu especialistas e autoridades para apresentar cases de sucesso no país e discutir a aplicação do pavimento de concreto como solução eficiente na restauração e expansão das rodovias.

O encontro contou com apresentações sobre o Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais e os investimentos do Estado em restauração e requalificação de rodovias.

Durante o evento, SEINFRA/MG, DER/MG e ABCP firmaram um acordo de cooperação técnica e científica para impulsionar projetos inovadores, capacitação profissional e aprimoramento tecnológico no uso do cimento na infraestrutura rodoviária.

No encontro, foram apresentados ainda os cases de sucesso de programas de restauração de rodovias do Paraná e Distrito Federal, evidenciando a competitividade, durabilidade e viabilidade técnica e econômica do pavimento de concreto. Houve também apresentação da primeira rede colaborativa do país focada no pavimento de concreto, a PAVI+.

Iniciativas como essa evidenciam soluções que contribuem para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária e urbana de Estados e municípios. A pavimentação é reconhecida como um dos grandes desafios da gestão pública, que demanda soluções mais duradouras e econômicas.

Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária

Seminário apresenta programas de investimentos em infraestrutura em MG, PR e DF e traz cases de tecnologias e boas práticas

A Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra/MG), o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER/MG) e a ABCP promoveram nesta quinta-feira, 29, no auditório do BDMG, em Belo Horizonte, o seminário “Pavimento de Concreto: solução competitiva e sustentável para infraestrutura rodoviária”. O evento contou, entre as lideranças e autoridades, com as presenças do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, de Pedro Bruno Barros de Souza, secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (SEINFRA/MG), de Rodrigo Tavares, diretor geral do DER/MG, de Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do DER/PR, e de Fauzi Nacfur Júnior, presidente do DER/DF e da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER).

O seminário colocou em pauta importantes programas de investimento em infraestrutura, seja na forma de concessões ou na recuperação viária, parcerias fundamentais, como a celebrada entre o DER/MG, a Seinfra e a ABCP, e a criação da PAVI+, comunidade voltada exclusivamente ao desenvolvimento e implementação do pavimento rígido. Além disso, promoveu um debate sobre diretrizes de projeto de pavimento de concreto em rodovias e boas práticas para a execução de pavimentos urbanos (veja o programa).

“É importante destacar que as vantagens do pavimento de concreto em relação a outras opções se baseiam em parâmetros técnicos e econômicos. Os estudos comparativos de viabilidade mostram que o pavimento rígido, em relação ao asfalto, é competitivo já na implantação e gera menor custo anual de manutenção”, disse o presidente Paulo Camillo Penna.

Ao relacionar benefícios como resistência à deformação, excelente capacidade de reflexão da luz (exigindo menos iluminação pública em trechos urbanos), melhores condições de visibilidade ao motorista, maior segurança de tráfego (já que sua superfície oferece maior aderência aos pneus em dias de chuva, evitando aquaplanagem) e elevado conforto de rolamento, que resulta de procedimentos e cuidados executivos, Paulo Camillo Penna destacou a sustentabilidade do pavimento de concreto, que contribui para diminuir a temperatura ambiente, reduzindo as ilhas de calor e a poluição ambiental nas cidades.

 

ABCP promove curso no DNIT/MG

Whitetopping é tema central do encontro

O Escritório Regional da ABCP em Minas Gerais promoveu, nos dias 27 e 28 de maio, na Superintendência Regional do DNIT em Belo Horizonte, um curso sobre pavimento de concreto para os técnicos do órgão. No encontro, o coordenador de Pavimentação da ABCP, Fernão Nonemacher Dias Paes Leme, compartilhou diretrizes e experiências sobre projetos de restauração com a tecnologia whitetopping, uma solução eficiente e durável para reabilitação de pavimentos.

O evento, que contou também com palestra do engenheiro Rubens Curti, especialista em tecnologia do concreto da ABCP, teve o apoio direto do superintendente do DNIT/MG, Antônio Gabriel, e liderança na organização de Lincoln Raydan e Virginia Firpe, da Regional da ABCP.

Pavimento Urbano de Concreto avança como solução para loteamentos

O Pavimento Urbano de Concreto (PUC), que já é utilizado por mais de 170 municípios em ruas e avenidas de tráfego leve a pesado, também tem despontado como solução para diversos tipos de loteamentos, públicos ou privados, rurais ou urbanos, incluindo os residenciais, comerciais, empresariais e industriais. Em 2024, foram executados mais de 2 milhões de metros quadrados de PUC e projetados mais de 7 milhões de metros quadrados, o que reflete o avanço da solução em diversas regiões do país.

Em loteamentos, o sistema já é usado em cidades como Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Joaçaba (SC), Pinhalzinho (SC), Francisco Beltrão (PR), Cascavel (PR), Pato Bragado (PR), São Borja (RS), Ipumirim (SC) e Caçador (SC), entre outras, que atestam as inúmeras vantagens da solução em concreto. Entre elas estão: maior resistência à fadiga do pavimento, alta performance ao longo do tempo, baixa necessidade de manutenção, redução da temperatura ambiente em até 4°C e da superfície do piso em até 17°C, melhor visibilidade devido à coloração clara do concreto e menor emissão de CO₂.

Além disso, o sistema proporciona uma qualidade de rolamento superior, pois não apresenta deformações plásticas, trilhas de rodas ou depressões, eliminando a necessidade de operações frequentes de tapa-buracos e recapeamentos, que geram altos custos de manutenção.

Outros fatores contribuem ainda para avaliar a competitividade dos pavimentos de concreto, destacando-se o custo de construção e de manutenção ao longo de sua vida útil. Estudos indicam que, tanto para tráfego leve como pesado, a solução se mostra bastante viável. À medida que a intensidade do tráfego aumenta, pode gerar economia de até 20% em comparação com pavimentos flexíveis.

Além disso, quando se considera o custo de manutenção ao longo do período de projeto, os pavimentos de concreto podem ser até 35% mais econômicos, em relação aos pavimentos flexíveis, dependendo da característica da obra. Quando bem projetado e executado, o pavimento de concreto pode ultrapassar a vida útil estimada mínima de 20 anos, como é o caso de muitos pavimentos que resistem por mais de 70 anos no Brasil, entre muitos construídos nas décadas de 50 e 60.

A chave para uma boa implantação do pavimento de concreto está na combinação de três fatores essenciais: um bom projeto, o uso de produtos e equipamentos de qualidade e uma boa execução. Cada uma dessas etapas requer atenção para garantir que o pavimento entregue qualidade e durabilidade.

O desafio de aplicar essas boas práticas em todo o país é mais complexo quando se consideram as dimensões e as variabilidades regionais do Brasil. Nesse sentido, a ABCP vem atuando de forma efetiva na promoção e desenvolvimento do pavimento de concreto por meio de seus Escritórios Regionais e Representações, em diferentes frentes, como pesquisa, inovação, normalização, capacitação técnica e disseminação de boas práticas, a fim de impulsionar cada vez mais esse sistema construtivo.

Pavimento de concreto: durabilidade e menor custo de manutenção têm sido diferenciais para as rodovias brasileiras

O pavimento de concreto (pavimento rígido) tem se consolidado como uma solução viável e eficiente para rodovias brasileiras, oferecendo maior durabilidade, menor custo de manutenção e vantagens ambientais significativas. Obras como as restaurações da SC-160 e da SC-477 evidenciam os benefícios desse tipo de pavimentação, que está transformando a infraestrutura do país.

De acordo com Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas, empresa especializada em infraestrutura viária urbana e rural, uma das principais diferenças entre o pavimento de concreto e o asfalto está na durabilidade. “O concreto tem uma vida útil muito maior, frequentemente superior a 20 anos, enquanto o asfalto é projetado para durar entre seis e dez anos“, explica.

Em relação ao investimento inicial, Maschio destaca que a implantação do pavimento de concreto pode custar até 20% menos do que o asfalto convencional, especialmente em vias de alto tráfego. “Quanto maior o fluxo de caminhões, mais vantajoso se torna o pavimento de concreto, pois ele suporta melhor a carga sem necessidade de manutenções frequentes“, acrescenta.

 

Manutenção reduzida e sustentabilidade

A economia também se reflete nos custos de manutenção. “Nos primeiros 20 anos, as intervenções necessárias no pavimento de concreto são mínimas, representando apenas 2% a 5% do valor da obra“, aponta Maschio. Diferente do asfalto, que exige recapeamento frequente, a manutenção do concreto consiste apenas na substituição de placas danificadas, sem necessidade de fresagem ou tapa-buracos. Além disso, o concreto é um material sustentável, podendo ser reciclado e reutilizado na pavimentação de novas estradas. “Com o tempo, o concreto pode ser britado e reaproveitado, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos e minimizando o impacto ambiental”, informa.

 

Segurança viária e conforto para os motoristas

Outro aspecto positivo do pavimento de concreto é a segurança viária. Estudos indicam que esse tipo de pavimento melhora a visibilidade noturna devido à sua coloração mais clara, refletindo melhor a iluminação das rodovias. “O concreto também reduz o risco de aquaplanagem, pois não deforma com o tempo, evitando o acúmulo de água na superfície”, ressalta Maschio. Testes realizados nos Estados Unidos demonstraram que a frenagem em superfície de concreto pode reduzir em até 40% a distância necessária para um veículo parar em velocidades acima de 80 km/h, um fator determinante para evitar acidentes.

De acordo com Giovani Alberti, representante da ABCP no Paraná, a utilização do pavimento de concreto como solução de pavimentação em rodovias tem se tornado frequente com intuito de obter obras mais duradouras com poucas intervenções de manutenção. “O material traz vantagens também em relação ao fato da coloração clara do concreto minimizar a temperatura ambiente, melhorar a visibilidade para o usuário e não sofrer deformações que provocam buracos e trilha de rodas, além de melhor aderência do pneu dos veículos”, enumera.

 

Casos de sucesso no Brasil

De acordo com um levantamento da ABCP, a solução em concreto, adotada com sucesso nas estradas americanas e alemãs, consideradas as mais eficientes do mundo, vem sendo implementada com sucesso no Paraná e Santa Catarina, a partir de um processo contínuo de capacitação técnica conduzido pela ABCP.

Dejalma Frasson Junior, gerente da Regional Sul da ABCP, afirma que a entidade vem atuando junto a prefeituras e ao DER, realizando treinamentos com a equipe de engenheiros e seus prestadores de serviço sobre as técnicas de execução, confecção de projeto e controle tecnológico, para o uso mais adequado do pavimento de concreto, bem como orientando os fiscais durante o andamento das obras e projetos. “Nos últimos anos, o pavimento de concreto tem demonstrado um custo competitivo já na construção e, principalmente, levando em consideração o ciclo de vida do empreendimento ao longo da sua vida útil”, observa.

No Paraná, já foram pavimentados 110 quilômetros e estão em execução outros 120 quilômetros de rodovias, sendo 200 quilômetros de restauração de pavimento flexível pelo sistema whitetopping.

Em Santa Catarina, atualmente são executados 120 quilômetros de restauração de rodovias. Exemplo disso são as recentes obras nas rodovias SC-160 e SC-477, em Santa Catarina. Na SC-160, a obra está sendo realizada por meio do Programa Estrada Boa, garantindo maior resistência ao desgaste e menor necessidade de reparações futuras. Já na SC-477, a utilização de concreto nos trechos principais e asfalto apenas nas travessias urbanas otimiza o desempenho da rodovia e reduz os custos a longo prazo.

Diante das vantagens do pavimento rígido, cada vez mais Estados brasileiros estão adotando essa solução para modernizar suas rodovias. A combinação de durabilidade, menor custo de manutenção, segurança aprimorada e sustentabilidade faz desse material a melhor escolha para garantir uma infraestrutura viária eficiente e segura no Brasil.

 

Fonte: Massa Cinzenta / Cimento Itambé