Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental

ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria

A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.

Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂. 

O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e  da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.

O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.

Coprocessamento: melhores práticas para o licenciamento ambiental

ABCP elabora guia e promove capacitação para técnicos do IBRAM e profissionais da indústria

A ABCP realizou nesta terça-feira, 09/12, na sede da FIBRA, em Brasília, uma capacitação técnica referente ao “Guia de Melhores Práticas para o Licenciamento Ambiental das Atividades de Coprocessamento de Resíduos na Fabricação de Cimento”, publicação desenvolvida ao longo de 2025 pelo Núcleo de Coprocessamento da ABCP e empresas associadas.

Vale destacar que o coprocessamento de resíduos é peça fundamental para a indústria manter sua trajetória de mitigação das emissões de CO2, conforme propõe o Roadmap Net Zero da indústria, lançado durante a COP30. O documento mapeia, dentro do processo produtivo e ao longo do ciclo de vida do produto, ações necessárias e capazes de levar a indústria a um cenário de neutralidade climática até 2050. O Brasil já exibe, há décadas, uma das menores intensidades de carbono do mundo (580 kg CO₂/t), mas assim mesmo persegue a transição energética de forma acelerada. O coprocessamento de resíduos e biomassas já responde por 32% da matriz energética, evitando a emissão de 3,4 milhões de toneladas de CO₂.

O evento na FIBRA reuniu cerca de 30 participantes, entre técnicos do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) e da indústria do cimento (Ciplan e Votorantim). “Esta capacitação foi concebida especificamente para profissionais da área de licenciamento ambiental (analistas, auditores e fiscais), bem como para o pessoal técnico da indústria, de forma a endereçar com precisão as necessidades da equipe responsável pelas análises e vistorias”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.

O material é orientado à prática regulatória, naquilo que é essencial à avaliação de conformidade ambiental, e visa contribuir com a padronização de entendimentos técnicos, reduzindo o retrabalho e encurtando prazos do processo de licenciamento. A partir dos resultados obtidos neste primeiro evento, a ABCP planeja replicá-lo em outras regiões do país em 2026.

Coletânea de Métodos de Análise

Com o objetivo de trazer mais confiabilidade e reduzir discrepâncias entre metodologias, a ABCP, em parceria com o setor de cimento e fornecedores de resíduos, está desenvolvendo uma Coletânea de Métodos de Análise.

Esses métodos seguem normas internacionais adaptadas à realidade nacional e já contam com três procedimentos disponíveis, que podem ser baixados nos links:

Amostragem (PDF)

Procedimento visa estabelecer um padrão de amostragem e coleta de “CDR – Combustíveis Derivados de Resíduos” para ser aplicado na etapa do recebimento para coprocessamento nas cimenteiras. Não é aplicável a CDR constituído por líquidos ou lodos, mas se aplica a lodos desidratados.

 

 

Preparação de amostra (PDF)

Este padrão aplica-se às áreas de controle de qualidade, produção e coprocessamento na indústria cimenteira e operador responsável pelo preparo (Blendeira).

 

 

 

Determinação de umidade (PDF)

Este procedimento descreve o método para a determinação da umidade de uma amostra de blend de resíduos sólidos e/ou matéria-prima alternativa, mediante a secagem em estufa.

Em breve, mais métodos serão disponibilizados para apoiar toda a cadeia do setor.

ABCP participa da Conferência da Mata Atlântica, em Curitiba

A convite da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Paraná e da ICLEI Brasil, associação mundial de governos locais dedicada ao desenvolvimento sustentável, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) participou em Curitiba, nesta terça e quarta-feira, da Conferência da Mata Atlântica 2025, que se realiza de 19 a 21 de agosto no Teatro Guaíra (abertura) e no Salão de Atos do Parque Barigui. Segundo os organizadores, o bioma abriga cerca de 70% da população brasileira, correspondendo a 145 milhões de pessoas, em 17 estados e 3.429 municípios.

Governadores presentes

Participaram do evento os governadores ou vices dos sete Estados do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) – Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Renato Casagrande (ES), Cláudio Castro (RJ), Felicio Ramuth (SP), Marilisa Bohem (SC) e Carlos Massa Ratinho Junior (PR) – e representantes do Consórcio Brasil Verde, formado por 21 estados. A solenidade foi aberta pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e contou com a presença de Rafael Greca, secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Ana Tori, diretora executiva da COP30, e Clovis Zapata, representante da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), além de outras personalidades.

Iniciativas pelo clima

O encontro trouxe a celebração de importantes iniciativas do poder público voltadas à sustentabilidade e ao combate à crise climática. O prefeito Eduardo Pimentel informou sobre o encaminhamento à Câmara de Vereadores de Curitiba da Lei Municipal do Clima e o secretário estadual Rafael Greca anunciou a criação do Banco Verde, concebido para incentivar projetos voltados à preservação da biodiversidade e mitigação da emissão de carbono. Também foi anunciada parceria da Prefeitura com a Unido para a criação de um fundo para financiamento de fábricas de biofertilizantes a partir de resíduos urbanos.

 

Cimento

A ABCP esteve representada por Daniel Matos, Head de Coprocessamento, que participou do Painel Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa, realizado na manhã desta quarta-feira, 20. O painel procurou analisar como a inovação tecnológica, a regulamentação ambiental eficiente e os mecanismos de financiamento climático podem ser articulados para impulsionar uma trajetória de desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica. 

Daniel Matos contextualizou os importantes avanços da indústria brasileira do cimento na redução das emissões de GEE ao longo das últimas décadas, iniciativa reforçada e ampliada pelo Roadmap Net Zero, e apresentou casos representativos de descarbonização realizados por todas as empresas associadas da ABCP em todas as regiões do país. Ele destacou ainda a importância do coprocessamento de resíduos na estratégia de substituição energética para a produção de cimento e também para a redução de passivos ambientais gerados pela destinação inadequada.

Em sua palestra, Matos lembrou que em 2023 o setor atingiu o recorde no uso de combustíveis alternativos e biomassas (3,1 milhões de toneladas), o que corresponde a 32% da matriz energética, e com isso a indústria evitou a emissão de 3,36 milhões de toneladas de CO2. A meta é que os resíduos e as biomassas representem 55% da matriz energética da indústria até 2050, evitando a emissão de 55 milhões de toneladas de CO2. Para isso, o setor deve investir, até 2030, 3,5 bilhões de reais nas fábricas e plantas de tratamento do CDRU (combustível derivado de resíduos urbanos).

Indústria do cimento avança na descarbonização

Presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, concede entrevista à CNN Brasil e explica que a indústria brasileira do cimento tem trabalhado, nas últimas décadas, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade do carbono. “Vamos evitar a emissão de 420 milhões de toneladas de CO2”, disse. Para isso, a indústria tem ampliado os investimentos em combustíveis alternativos (resíduos e biomassas), em substituição ao combustível fóssil (coque de petróleo).

 

Acompanhe a entrevista:

Panorama do Coprocessamento – Brasil 2024 (Ano base 2023)

O Panorama do Coprocessamento – Brasil 2024 (Ano base 2023), publicado pela ABCP, reflete a abrangência da atividade de coprocessamento no país, a distribuição participativa dos tipos de resíduos coprocessados, a redução do impacto ambiental que essa solução gera e os volumes coprocessados pela indústria do cimento em 2023.

No link abaixo, é possível acessar gratuitamente o conteúdo da publicação:

[embedpress_pdf]https://cimentobrasil.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Panorama_Coprocessamento_2024_Ano_Base_2023-1.pdf[/embedpress_pdf]

 

Veja também as edições 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021 e 2023 do relatório:

  • Panorama do Coprocessamento – Brasil 2023 (arquivo PDF)
  • Panorama do Coprocessamento – Brasil 2022 (arquivo PDF)
  • Panorama do Coprocessamento – Brasil 2021 (arquivo PDF 4,7 Mb)
  • Panorama do Coprocessamento. Brasil 2020 (arquivo PDF 10 Mb)
  • Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (e-book)
  • Panorama do Coprocessamento. Brasil 2019 (arquivo PDF 9 Mb)
  • Panorama do Coprocessamento. Brasil 2017 (arquivo PDF 6 Mb)
  • Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (e-book)
  • Panorama do Coprocessamento. Brasil 2016 (arquivo PDF 21,4 Mb)
  • Ebook Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (e-book)
  • Panorama do Coprocessamento. Brasil 2015 (arquivo PDF 6,4 Mb)

Destinação sustentável do lixo ainda é um enorme desafio no Brasil

O total de lixo produzido no Brasil já atingiu a marca de 80 milhões de toneladas, o que dá, em média, 382 quilos de resíduos descartados por pessoa no país durante o ano. No entanto, em 2023, apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados foram encaminhados para destinação ambientalmente adequada.

Os dados do “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024”, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), chamam a atenção para soluções capazes de transformar o problema dos resíduos em oportunidade de geração de energia.

De acordo com o estudo, 41,5% do que foi descartado pelos brasileiros e encaminhado para disposição final tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país, ocasionando graves prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.

A indústria brasileira do cimento está empenhada em contribuir com uma destinação mais sustentável do lixo. Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, recém publicado pela ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

Atualmente 32% da matriz energética do setor é composta por fontes renováveis e mais limpas. Resíduos domésticos pós-triagem continuam sendo a principal alavanca de crescimento e deverá representar quase 35% da energia do setor até 2050.

A matriz energética atual está dividida em 68% de fósseis, 18% biomassas (cavaco, licuri, babaçu, caroço do açaí, carvão vegetal, entre outros) e 14% resíduos (pneus inservíveis, perigosos e urbano).

Diante desse cenário, a produção de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos), com destinação para o uso em fornos das cimenteiras, representa uma grande oportunidade para o setor cimenteiro e para a sociedade como um todo. Trata-se de um substituto energético do coque de petróleo, utilizado como combustível para a fabricação de cimento, que traz inúmeros benefícios ambientais e sociais.

Com a substituição do coque de petróleo pelo CDRU, é possível reduzir significativamente as emissões de carbono, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Além disso, o coprocessamento de novas fontes energéticas e renováveis nas fábricas de cimento ajuda a diminuir a quantidade de resíduos dispostos em aterros sanitários, evitando passivos ambientais e problemas de saúde pública.

A partir de uma forte atuação regional, a indústria do cimento está acelerando cada vez mais o desenvolvimento de CDRU no Brasil para fins de coprocessamento, seguindo como diretriz o Roadmap Tecnológico, buscando o aumento de recicláveis, encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

Neste sentido é possível citar o trabalho realizado na Região Metropolitana de Curitiba, cujos rejeitos da coleta seletiva gerados pelas cooperativas de reciclagem (formalizadas) são agora destinados às fábricas de cimento da região.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte existe ainda projeto em curso, por meio da parceria com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), no âmbito do Programa Euroclima+, financiado pela União Europeia. O objetivo é promover o desenvolvimento ambientalmente sustentável e resiliente na América Latina, tendo como estruturador do projeto a agência alemã GIZ.

No entanto, é necessário avançar ainda mais nessa agenda para que se cumpram as políticas públicas, e principalmente faltam incentivos necessários para impulsionar o descarte adequado e o aumento da reciclagem no país.

Indústria brasileira do cimento transforma problema dos resíduos em solução

Celebrado em 27 de agosto, o Dia Mundial da Limpeza Urbana mobiliza a sociedade sobre a conscientização para a destinação correta do lixo que produzimos. A indústria cimenteira está constantemente repensando os desafios relacionados aos resíduos no país. Para minimizar ao máximo o descarte em aterros, o setor tem contribuído de forma efetiva para a economia circular, transformando o problema dos resíduos em solução, reincorporando-os em seu processo produtivo, seja como fonte energética ou como substitutos de matéria-prima, tecnologia essa conhecida como coprocessamento. A atividade é responsável pela transição energética, substitui o combustível fóssil por resíduo industrial, comercial, doméstico e biomassas.

O coprocessamento alcançou, em 2022, 30% de participação na matriz energética do setor, antecipando a meta prevista para 2025. Foram 3,035 milhões de toneladas de resíduos processados, sendo 2,856 milhões de toneladas de combustíveis alternativos e 179 mil toneladas de matérias-primas substitutas. Ao todo, a troca de combustíveis fósseis por alternativos contribuiu para que fosse evitada a emissão de cerca de 2,9 milhões de toneladas de CO2 no ano.

Em um momento em que a crise climática se aprofunda, a urgência de ações se torna mais necessária do que nunca. É preciso avançar em todas as frentes para eliminar as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Neste sentido, minimizar ao máximo o descarte de resíduos em aterros é crucial.

Para avançar nessa agenda, a indústria brasileira do cimento vem empenhando esforços significativos na promoção e desenvolvimento de CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) para fins de coprocessamento, contribuindo para o encerramento dos lixões e redução da disposição em aterros.

Esta iniciativa é uma das inúmeras que estão em andamento e que seguem como diretriz o Roadmap Tecnológico do Cimento, lançado em 2019 de forma pioneira entre os segmentos industriais brasileiros, para orientar a descarbonização da indústria por meio de uma série de alternativas de redução de CO2.

A partir da análise das capacidades de coprocessamento das fábricas e a localização geográfica de pelo menos duas plantas de cimento situadas em um raio de até 200 Km da geração de resíduos urbanos, foram identificadas sete regiões estratégicas para atuação setorial. O conjunto dessas regiões abrange aproximadamente 45% (2,5 Mt) da capacidade de coprocessamento de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR) e investimentos previstos de 3,5 bilhões até 2030. A iniciativa já vem sendo implementada com sucesso nas regiões metropolitanas de Curitiba e Belo Horizonte e comprovam que oferecer soluções tecnológicas de forma orientada para o futuro requer ações inovadoras, engajamento ativo e colaboração de muitos atores.

Minas Gerais define diretrizes e obrigações para os Sistemas de Logística Reversa (SLR) no estado

MG é o quinto estado (juntamente com SP, PR, RJ e MA) a regulamentar a obrigatoriedade da logística reversa para várias categorias de produtos pós-consumo

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), publicou em janeiro a Deliberação Normativa Copam nº 249/2024, que define diretrizes para implementação, operacionalização e monitoramento dos SLR (Sistemas de Logística Reversa) no estado. O novo ato normativo, que altera a DN 217/2017, determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de diversos produtos(*) estruturem, implementem e operacionalizem um SLR para retorno dos produtos e embalagens pós-consumo. Esses agentes têm até 30 de dezembro de 2024 para formalizar (cadastrar), junto à Semad, o Plano de Logística Reversa ou o Termo de Compromisso de Logística.

A logística reversa envolve coleta, transporte, reciclagem e tratamento de resíduos gerados pelo descarte de produtos e embalagens pós-consumo e visa minimizar o impacto ambiental desses resíduos. Por meio dessa operação, os produtos, as suas embalagens ou outros resíduos voltam ao fabricante, que fica responsável por sua destinação final.

Segundo o art. 37 da DN, os SLR implementados deverão dar “destinação final ambientalmente adequada a 100% dos resíduos recebidos por eles”, sendo admitida, excepcionalmente, a destinação para tratamento térmico, aproveitamento energético ou coprocessamento de até 5% da massa estabelecida para contabilização da meta quantitativa (art. 38, § 2º).

“O coprocessamento –  que consiste no reaproveitamento de resíduos em fornos de cimento – tem sido um forte aliado da indústria e da sociedade na pauta ambiental, seja para o uso de fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, em particular o coque de petróleo, seja como contribuição para a destinação adequada de enorme passivo ambiental, antes disposto em aterros sanitários e lixões”, explica Daniel Mattos, Head de Coprocessamento da ABCP.

O papel da indústria do cimento

A indústria brasileira do cimento tem tido, há décadas, um papel pioneiro e relevante na agenda ambiental. Seus esforços para a re­dução de sua pegada de carbono resultam na adoção de diferentes práticas que se refletem nos seus indicadores de intensidade carbônica.

Historica­mente, o Brasil posiciona-se como um dos países com a menor emissão de carbono por tonelada de cimento produzida, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos cerca de 30 anos de série histórica. Nesse período, a despeito do aumento de sua produção, o setor conseguiu reduzir em 18% suas emissões de carbono, sendo cada vez mais significativo para isso o uso de combustíveis alternativos, por meio do coprocessamento de resíduos e biomassas.

A busca por novas fontes de energia em substituição aos combustíveis convencionais não renováveis, especialmente a partir do início dos anos 2000, tem sido uma importante ferramenta do setor para a redução de suas emissões de CO2, no Brasil e no mundo. Além disso, surge como uma solução ao passivo ambiental representado pelo acúmulo de resíduos na natureza, transformados em energia.

Novo patamar

No período de 2000 a 2022, a indústria conseguiu aumentar a participação dos combustíveis alternativos em sua matriz energética de 9% para 30% (antecipando a meta prevista para 2026). Como fonte de energia, foram coprocessados cerca de 2,9 milhões de toneladas de resíduos em 2022, a melhor marca desde o início da atividade no Brasil.

Diante do desafio de procurar meios para reduzir, ainda mais, as suas já baixas emissões de CO2, a indústria brasileira do cimento, em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Banco Mundial -, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e uma equipe de cientistas de renomadas universidades brasileiras, lançou em 2019 o Roadmap Tecnológico do Cimento, compromisso atualizado em 2021 pelo Roadmap Net Zero, proposto pela Global Cement and Concrete Association (GCCA), visando não apenas a redução de emissões, mas a neutralidade em carbono até 2050.

(*)  Produtos abrangidos na Deliberação Normativa Copam nº 249/2024

  • Produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, seus componentes e suas embalagens;
  • Pilhas e baterias portáteis;
  • Baterias chumbo-ácido automotivas, industriais e de motocicletas;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio, de vapor de mercúrio e de luz mista;
  • Embalagens de óleos lubrificantes;
  • Embalagens em geral de plástico, papel, papelão, metais e vidro;
  • Medicamentos domiciliares de uso humano, vencidos ou em desuso, e suas embalagens;
  • Pneus inservíveis

Fontes de apoio:

  • Deliberação Normativa Copam nº 249, de 30/01/2024 (S2F Partners by Soler & Silva Filho) – Link
  • Sustentabilidade: Governo de Minas define diretrizes para implementação da logística reversa no estado (Matheus Adler – Ascom/Sisema/Governo de Minas Gerais) – Link
  • MG regulamenta sistema de logística reversa (Artigo de Fabricio Soler – 18/02/2024) – Link

38ª Oktoberfest valoriza todos os resíduos e oferece água ultrafiltrada para visitantes

Fonte: Prefeitura de Blumenau

As iniciativas fazem parte da estratégia de sustentabilidade do evento, que ocorre de 4 a 22 de outubro

A maior festa alemã das Américas, a Oktoberfest, chega à sua 38ª edição em outubro e promete atrair milhares de visitantes à Vila Germânica, em Blumenau, Santa Catarina. Para oferecer aos participantes uma experiência mais sustentável, a Veolia, empresa líder global em soluções de gestão de água, resíduos e energia, renovou sua parceria com o evento para gerenciar todos os resíduos e disponibilizar água ultrafiltrada para os visitantes.

Assim como no ano passado, a Veolia será responsável pelo tratamento de aproximadamente 150 toneladas de resíduos gerados ao longo dos 19 dias de festa. A empresa valorizará, por meio de coprocessamento, todos os resíduos gerados no festival, garantindo a meta de Aterro Zero (Zero Waste to Landfill).

O coprocessamento transforma os resíduos em CDR (Combustível Derivado de Resíduos), ou seja, um combustível alternativo e menos poluente. Em 2022, cerca de 2 milhões de copos foram valorizados e se tornaram uma opção “mais verde” de combustível para alimentar fornos e caldeiras de indústrias, substituindo assim os combustíveis fósseis.

Segundo Lina del Castillo, diretora de Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da Veolia, a pauta ESG (ambiental, social e de governança corporativa) deve ser levada para os grandes eventos e executada de forma que integre todos os pilares, impulsionando práticas mais sustentáveis para indústrias e cidades, e conscientizando o público no geral.

“Os eventos também são aliados para contribuir com a conscientização ambiental ao adotarem práticas mais sustentáveis. Nos últimos anos, a Oktoberfest se tornou uma grande parceira quando o assunto é manter a tradição, mas com menor pegada ambiental. Para nós da Veolia, é muito importante ser, novamente, parceira de um evento de tanta relevância para o Brasil. Ao mesmo tempo em que a Oktoberfest oferece diversão, ela se transforma para envolver práticas ambientalmente corretas que promovem a Transformação Ecológica da sociedade como um todo”, afirma Lina.

A novidade desta edição, no entanto, é a oferta de água ultrafiltrada a todos os visitantes que passarem pelo festival entre os dias 4 e 22 de outubro. A iniciativa, realizada em parceria com a Ambev, promete reduzir o consumo de garrafas plásticas durante o evento e, assim, diminuir o impacto ambiental, além de conscientizar o consumo consciente de bebida alcoólica.

 

A festa ocorre de 4 a 22 de outubro e os ingressos já podem ser adquiridos pelo site oficial do evento.

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