Atenção ao meio ambiente

Seminário na Concrete Show apresenta iniciativas da indústria para mitigar emissões de CO2 na cadeia do concreto

No último dia 16 de agosto, foi realizado, durante a Concrete Show South America, o Seminário “Mitigação da Pegada de Carbono na Cadeia do Concreto. A contribuição da Indústria Brasileira”. Organizado pela ABCP, Associação Brasileira de Cimento Portland, o painel contou com a participação de representantes da indústria do cimento brasileira e de dois representantes do governo federal: o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França, e o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal.

O seminário apresentou ao público temas como: o mapeamento das iniciativas que ajudarão a indústria de cimento no trabalho de redução da emissão de gases do efeito estufa até 2050, em linha com as metas definidas pelo Acordo de Paris; a utilização de novos resíduos industriais e de biomassa como combustíveis alternativos; as frentes de atuação visando uma maior eficiência energética da indústria; o enorme potencial de uso de resíduos urbanos nos fornos de cimento e os estudos voltados para o desenvolvimento de tecnologias que permitam a captura de CO2 nos elementos à base de cimento e concreto.

Cimento: apoio à sustentabilidade

Reportagem mostra iniciativa da indústria brasileira do cimento para reduzir as emissões de CO2

 

A indústria do cimento e todo seu compromisso com a mitigação do impacto ambiental da atividade foram tema de capa da edição 192, ano 2019, da revista “Saneamento Ambiental”. A reportagem “O esforço da indústria brasileira do cimento para reduzir as emissões de CO2” traz um panorama abrangente das diversas ações da indústria nesse tema.

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, destaca na matéria que a indústria brasileira possui um dos menores níveis de emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida e segue no propósito de reduzir sua intensidade carbônica em 33% até 2050. O setor conta, no Brasil, com 100 fábricas, sendo 64 integradas (abrangem todo o ciclo de produção) e 36 moagens (sem fornos). Mas parte desse parque industrial está fechada, o que representa uma capacidade ociosa de 47%.

A matéria registra o pioneirismo da indústria do cimento em relação à questão ambiental e ao próprio conceito de sustentabilidade, ao destacar o processo de adição de outros materiais ao clínquer, iniciativa tomada desde os anos 20. E mais recentemente, lembra a matéria, a indústria nacional iniciou o desafiador projeto do Roadmap da Indústria do Cimento, em parceria com a Agência Internacional de Energia, Conselho Empresarial de Desenvolvimento Sustentável e Banco Mundial.

Enquanto a indústria mundial de cimento respondeu, em 2018, por 7% das emissões globais de gás carbônico, as indústrias cimenteiras do Brasil geraram apenas 2,6%. “Efetivamente temos um compromisso de reduzir ainda mais essas emissões e não apenas pela preocupação ambiental – temos percepção de que essa vulnerabilidade precisa ser reduzida”, disse Paulo Camillo. Ele acrescentou que o processo de precificação de carbono está avançando e os países vizinhos (Chile, Argentina, México) já implantaram uma política de taxação, que pode ser via tributação ou preço de mercado. “Temos conhecimento também de que o Ministério da Fazenda e o Banco Mundial estão trabalhando no assunto com o propósito de buscar uma redução significativa das emissões”, informa o presidente da ABCP/SNIC.

Leia a reportagem completa: Revista Saneamento Ambiental – nº 192 – 2019

ABCP no 11º CSI Forum

Da esquerda para a direita: Paulo Camillo Penna (presidente do SNIC e da ABCP); Lívia Ballot de Miranda (Votorantim); Álvaro Lorenz (Votorantim); Marcelo Pecchio (ABCP) e Gonzalo Visedo (SNIC)

A ABCP participou, entre os dias 25 e 27 de setembro de 2017, do 11º Forum da Cement Sustainability Initiative (CSI), realizado em Nova Delhi, Índia. Nessa reunião foram debatidos os 17 Objetivos de Sustentabilidade (Sustainability Development Goals – SDGs) definidos pela Organização das Nações Unidas para o ano de 2030 e o papel da indústria de cimento.

O objetivo dessas discussões é articular uma visão comum e mapear o nível de impacto no setor, e também elencar as possíveis contribuições da indústria de cimento para a realização dos SDGs. Nesta oportunidade também se realizou a reunião dos parceiros de comunicação da CSI, na qual além das questões do posicionamento da indústria frente aos SDGs foram discutidas e atualizadas as informações relativas aos roadmaps do Brasil, da Ficem e da nova versão do roadmap global, que está em fase final de elaboração.

 

Mudanças climáticas e meio ambiente

 

As mudanças climáticas já são uma realidade para o planeta e as evidências fazem parte dos acontecimentos diários, com ameaças à infraestrutura das cidades, diminuição da produtividade nas lavouras e alterações nos oceanos.

Dentro desse cenário, a indústria cimenteira brasileira vem adotando voluntariamente medidas para melhorar o desempenho de seus processos produtivos quanto à emissão de gases de efeito estufa, incluindo o acompanhamento e inventário de emissões, o desenvolvimento de programas de eficiência energética, o uso de adições ao cimento e o uso de combustíveis alternativos.

A ABCP mantém, ao lado do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), a representação do setor em diferentes fóruns sobre mudanças climáticas. Juntos, dão suporte técnico para a elaboração de inventários e apoio à promoção e difusão dos avanços do setor no Brasil, considerado uma referência internacional.

Grande parte dos produtores brasileiros de cimento integra o fórum internacional da Cement Sustainability Initiative – Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI), do WBCSD, sigla em inglês do Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

Alinhados ao fórum, a ABCP e o SNIC criaram em 2014 o projeto Mapeamento Tecnológico do Cimento – Brasil, Cement Technology Roadmap Brazil 2050. O projeto foi concluído em 2019, alinhando-se a outras três iniciativas semelhantes, já realizadas: Global (2009 – CSI, Cement Sustainable Initiative), Índia (2012) e Europa (2013 – Cembureau).

O Roadmap Brazil, que é apoiado pela Agência Internacional de Energia (IEA) e pela CSI, visa mapear as tecnologias existentes e as potenciais que sejam capazes de auxiliar a indústria do cimento a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, melhorar a eficiência energética e, assim, atender às demandas futuras da sociedade e suas políticas públicas. A meta é projetar um cenário para 2050.